martes, 6 de diciembre de 2011
La Flor de Retama. Huayno
"22 de junio se recuerda que hace 37 años el pueblo de Huanta - Ayacucho se rebeló contra el Gobierno.... que dirigía el general Juan Velasco Alvarado debido a la dación del Decreto Supremo 006-69 que restringía la gratuidad de la educación primaria, secundaria y técnica.
Se obligaba a tener que pagar S/.100.00 soles cada mes en el caso que un alumno desaprobara un curso durante el año.
El gobierno ordenó a la policía nacional reprimiera esta rebelión mediante el grupo de asalto llamado "Sinchis" los que cometieron excesos ocasionando la muerte de al menos 20 pobladores. Se especula que fueron mas los muertos.
Al final estas muertes hicieron que el gobierno retrocediera y con otro decreto anulara la medida dada.
Vaya un homenaje a estos valientes que murieron luchando por una educación digna y justa para su pueblo.
Este hecho inspiró al catedrático ayacuchano Ricardo Dolorier que un año mas tarde compuso el huayno "Flor de Retama" en recuerdo de los fallecidos.
El tema es cantado por la extraordinaria cantante peruana Martina Portocarrero, quien fuera integrante fundadora del grupo musical "Tiempo Nuevo" allá por fines de los años '60 y que dirigiera el musicólogo Celso Garrido-Lecca.
Información tomada de un gran trabajo de investigación muy documentada perteneciente al Sr. Roger Saravia".
I
Vengan todos a ver, hay vamos a ver...
Lam
En la plazuela de Huanta,
FAM
amarillito Flor de Retama,
FAM
amarillito, amarillando,
DOM
Flor de Retama.
Lam
II
Donde la sangre del pueblo,
ay, se derrama…
allí mismito florece,
amarillito, amarillando, Flor de Retama.
III
Por Cinco Esquina están,
los Sinchis entrando están.
Van a matar estudiantes
huantinos de corazón,
amarillito, amarillando Flor de Retama.
Van a matar campesinos
Huantinos de corazón,
amarillito, amarillando, Flor de Retama.
I
Los ojos del pueblo tienen
hermosos sueños
sueñan el trigo en las eras,
el viento en las praderas
y en cada niño una estrella.
II
La sangre del pueblo tiene
rico perfume
huele a jasmínes, violetas,
geranios y margaritas,
a pólvora y dinamita,
Carajo, a pólvora y dinamita.
Carajo.
lunes, 5 de diciembre de 2011
PERÚ: Declarado el Estado de Emergencia en Cajamarca
correovermello-noticias
Lima, 05.12.11
El reaccionario gobierno del Perú ha declarado el Estado de Emergencia en cuatro provincias del departamento de Cajamarca, fronterizo con Ecuador, para hacer frente a las justas movilizaciones del pueblo contra el proyecto de la multinacional minera yankee Newmont Mining.
El seudo-progresista gobierno de Humala puso en evidencia su verdadero caracter de servidor de los intereses de la mineras y de los yankee, poniendo el gobierno en Cajamarca en mano de los militares y suspendiendo las garantias constitucionales por espacio de 60 dias.
Despues de dos semanas de intensa movilización de todos los sectores de la población de Cajamarca, las masas populares denuncian "las falsas regalias y beneficios para la región" de la explotación minera de oro "proyecto Conga" que tendra un impacto negativo en el ecosistema y causara un daño irreparable en los acuiferos de la verde Cajamarca.
Cajamarca, la capital, con una población estimada en 300.000 habitantes es la tercera ciudad mas poblada del Perú es conocida por sus grandes recursos agroalimentarios y ganaderos.
Minas Conga, un proyecto de 4.800 millones de dólares (3.596 millones de euros), es considerado clave en la industria minera Yanacocha, de la que tambien es accionista el Banco Mundial.
domingo, 4 de diciembre de 2011
Austria: Red Tribute to Comrade Kishanji! . Declaración de los camaradas de Liga Juvenil Comunista-Revolucionaria de Austria.
Comrades,
in mourning we received the message, that Comrade Kishanji, member of the polit bureau of the Communist Party of India (Maoist), was murdered by bandogs of the Indian state on 24.11. Kishanji had a moving life as an activist of the communist movement in India by decades, which he completely devoted to the matter of revolution - the axiom "to serve the people!" in fact filled his life! His death is not only a heavy loss for the revolutionary and communist movement in India, especially for the Communist Party of India (Maoist), but actually an impact for the communist world-movement. But the imperialists and all other reactionaries are wrong if they imagine that they can strike back and break down the movement of millions of suppressed people by murdering some of their leaders. Far from it! The masses of people will transform the mourning in power and further resistance and they will emerge new cadres of their great movement again and again.
As marxist-leninist-maoist communists in Austria, we want to express our unbowed and active solidarity with your struggle, with the revolutionary process in India. We think, that we express this solidarity best by tackling the most important next duties in Austria - the establishment of a real communist party - even more strong-willed and straight!
Long live the revolutionary memory to comrade Kishanji!
Long live people's war in India and the CPI(M)!
Revolutionary-Communist Youth League,
RCYL (Austria)
Brasil: Camponeses da área Canaã estão novamente em luta contra despejo
No dia 22 de novembropoliciais militares estiveram na área Canaã e reuniram-se com a maioria dosmoradores que se agrupou no barracão da assembleia. Eram cerca de 5 policiaisdo COE – Comando de Operações Especiais, liderados pelo coronel Márcio ÂngeloPinto, de Ji-Paraná. Também estava presente o delegado da polícia civil LucasTorres, de Buritis, que disse acumular a função de delegado agrário, nomeadopelo Sr. Gercino, Ouvidor Agrário nacional. Um outro policial disse estar representando o tenente coronel Ênedy, antigo inimigo dos camponeses, atualcomandante do batalhão da PM de Ariquemes.
Os policiais apresentaram uma ordem de despejo e disseram que dariam um prazo para os camponeses desmancharem suas casas, organizarem seus pertences e saírem semprejuízo e sem conflito. Como o povo falou que não sairia, eles ameaçaramvoltar em 150 policiais, 300 ou 500. E que teriam o reforço da Força Nacional eaté do Exército se preciso.
Depois que foramembora, os camponeses fizeram uma assembleia e traçaram um plano de luta. No dia 24 de novembro, dois ônibus lotados de camponeses partiram cedo para ofórum de Ariquemes. Contaram com o apoio importante de 7 moradores da área vizinha Raio do Sol. Todos empunhavam bandeiras vermelhas da LCP e faixas compalavras de ordem.
Chegando no fórum, oscamponeses descobriram que não tinha nada de novo, apenas os mesmos dois processos de despejo, um que estava suspenso e o outro que ainda seria avaliado pelo juiz. A ordem de despejo apresentada pelos policiais era uma antiga que já tinha sido entregue aos moradores no início do ano. Os camponeses estão suspeitando de que o Sr. Edsonpagou os policias por fora para tentarem amedrontá-los. Edson é um dos supostosdonos da área Canaã que mora em Ji-Paraná, onde foi oficial de justiça.
Outra informação foirepassada pela assessora do governador Confúcio, Iaf Azamor, e pela Ednéia daSeagri – Secretaria Estadual de Agricultura. Segundo elas, os Srs. João ArnaldoTucci e Ângela, que se dizem donos do Canaã, não querem mais negociar as terrascom o Incra, por preço nenhum.
Recentemente, a ouvidoraagrária regional Márcia do Nascimento Pereira conversou com uma das liderançasdo Canaã e disse que a maioria das famílias de lá não passa no perfil dareforma agrária. Este tem sido outro argumento bastante usado pelo Incra paranegar o direito à terra aos camponeses, como tem ocorrido com as famílias da área Zé Bentão, na antiga fazenda Santa Elina. O governo Dilma não assenta ninguém e tenta de todas asformas retirar quem já está em cima da terra produzindo.
A área Canaã está localizada entre as cidades de Jaru e Ariquemes. Lá vivem e trabalham com dignidade cerca de 130 famílias que tiram seu sustento do seu próprio suor. Agrande produção de grãos -arroz, milho, feijão e café- ajudam ainda no abastecimento de Jaru e Ariquemes. Quando os primeiros camponeses lá chegaram,em 2001, só havia um capoeirão e uma plantação de cacau abandonada. Veja no endereço a seguir mais informações e fotos publicadas recentemente no jornal Resistência Camponesa.
http://resistenciacamponesa.com/jornal-no-19/440-noticias-da-luta-camponesa
As terras do Canaãsão da União e foram cedidas para alguns produtores produzirem nelas, medianteum CATP – Contrato de Alienação de Terras Públicas, nos anos de 1970. Mas este contrato não dava direito à posse e tinha várias cláusulas que não foram cumpridas. Existe uma ação na justiça federal para devolver a área ao Incra, mas como sempre, a justiça é lenta para garantir os direitos do povo.
A maioria dos camponeses investiu tudo no Canaã e não tem outro lugar pra ir. Tudo o que eles querem é trabalhar em paz, mas estão dispostos a resistir até o fim pelosagrado direito à terra. Qualquer conflito que ocorrer é de total responsabilidade do Incra e da presidente Dilma que não fazem nada pelos camponeses.
Exigimos que se investigue e puna quem deu a ordem para os policiais irem até o Canaã! Exigimos a regularização imediata das terras do Canaã para seus verdadeiros donos: os camponeses que estão morando e trabalhando lá!
Terra pra quem nela vive e trabalha!
O povo quer terra, não repressão!
LCP– Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental
A nuestros lectores y lectoras
Compañeros y compañeras:
Ante la reiterada campaña de ataques, insultos y patrañas que, desde mayo del presente año, el blog del denominado Colectivo Odio de Clase nos hace objeto, hemos decidido retirar su enlace en nuestros Red Blogs.
La actuación provocadora, oportunista y fraccionalista del citado colectivo hace imposible cualquier debate razonado de posturas diferentes, por lo cual consideramos inútil su presencia en nuestra pagina.
Saludos Rojos:
Dazibao Rojo - redacción
PERÚ: Polícia dispara y mata a un manifestante en Cañete.
correovermello-noticias.
Lima, 03.12.11
La violencia represiva se desato ayer, cuando efectivos políciales habrieron fuego contra los manifestantes que bloquean desde hace cuatro dias, la Panamericana Sur, en Cañete en protesta a los planes de ampliación de un presidio en la zona. Un manifestante resulto muerto por los disparos policiales y hay un gran numero de heridos según infoman diversos diarios capitalinos.
Se reporta la presencia de un contingente policial de cerca de 1000 efectivos para hacer frente a las protestas de los vecinos de Cañete, a los que la policia acusa de actuar dirigidos por elementos subversivos. dirigentes del Frente de Defensa afirmaron que se mantendran las protestas y que "ahora seran mas duras" afirmaron a "Radio Programas".
Por otra parte el ultra-reaccionario arzobispo de Lima, Juan Luis Cipriani, pidio al gobierno no negociar con las personas que protestan en Cajamarca y Cañete, informa "El Comercio". Este reaccionario representante de la Iglesia, intimo del chumbeque Fujimori y de su asesor Montesinos, conocido por su relación con el Opus Dei advirtió que en los últimos conflictos registrados hay personas que tiene por objetivo incitar a la violencia, por lo que pidió estar atentos y respaldar el estado de derecho.
Colombia: Declaración de la UOC-mlm.
La Sangre del Camarada Kishenji, Abona las Praderas
de la Revolución en la India
Comunista abnegado, a sus 58 años de edad, era uno de
los hombres más destacados del Partido, pues en él se resumía gran parte de la
lucha que por décadas libró el pueblo indio para tener el gran partido con que
hoy cuenta para la dirección de la Guerra Popular. Kishenji nació en una
familia muy humilde en el distrito de Karimnagar en Andhra Pradesh. Para
comienzos de la década de los 70, su vinculación al movimiento revolucionario
ya era muy destacada, haciendo parte del Grupo Guerra Popular para luego ser un
gran dirigente del Partido Comunista de la India (marxista-leninista). En
1977, fue parte de la dirección de históricos movimientos campesinos contra el
feudalismo, donde movilizaron a más de 60 mil personas y de donde surgió la
fuerte base del Grupo Guerra Popular en Andhra Pradesh.
La persecución de los reaccionarios, lo obligaron a
pasar rápidamente a la clandestinidad, cumpliendo un papel muy importante en
todo el desarrollo de la revolución y en el proceso de unidad del Grupo Guerra Popular con el Centro Comunista Maoísta de la India (MCCI), que
llevó a la formación del Partido Comunista de
la India (Maoísta) en el año 2004.
Sin duda, su muerte era uno de los objetivos
específicos de la sangrienta Operación Cacería Verde que desde noviembre de
2009, descargó el gobierno central de la India en alianza con los
imperialistas, principalmente los Estados Unidos e Inglaterra. Un operación que
ha dejado una estela de muerte y destrucción y, muy al contrario de la pretensión
de los reaccionarios, lo que ha ocasionado es extender las llamas de la
revolución por todas las praderas de la india.
El camarada Kishenji fue asesinado salvajemente, por
el crimen de luchar abnegadamente por un mundo mejor para los explotados y oprimidos;
y su muerte pesa para los pueblos del mundo como una gran montaña; pues no
tenemos por qué esconder que se ha perdido a un hombre muy valioso, a un hijo
del pueblo que logró escalar las grandes cumbres de la revolución, y con su
agudeza comunista hacer parte de la luz que alumbra a las masas en su camino
hacia la emancipación. Un gran hombre ha caído en las tierras de Bengala
Occidental, pero estamos seguros que ha caído en buena tierra, pues desde mucho
antes de su pérdida, ya hace parte, no solo del pueblo indio, sino de todo el
proletariado mundial. Su legado ha quedado a buen recaudo en el movimiento
comunista internacional, y su sangre es un portentoso abono para que sigan
floreciendo las verdes praderas de la revolución en la India.
Periódico Revolución Obrera
Órgano de Expresión de la Unión Obrera Comunista (mlm)
Colombia, diciembre 1 de 2011
sábado, 3 de diciembre de 2011
Friedrich Engels [*]
Vladimir Ilitch Lênin- 1895
Que chama do espírito se apagou,
Que coração deixou de bater! [1] Friedrich Engels faleceu em Londres a 5 de Agosto (24 de Julho) de 1895. A seguir ao seu amigo Karl Marx (que morreu em 1883), Engels foi o mais notável sábio e mestre do proletariado contemporâneo em todo o mundo civilizado. Desde o dia em que o destino juntou Karl Marx e Friedrich Engels, a obra a que os dois amigos consagraram toda a sua vida converteu-se numa obra comum. Assim, para compreender o que Friedrich Engels fez pelo proletariado, é necessário ter-se uma ideia precisa do papel desempenhado pela doutrina e atividade de Marx no desenvolvimento do movimento operário contemporâneo.
Marx e Engels foram os primeiros a demonstrar que a classe operária e as suas reivindicações são um produto necessário do regime econômico atual, que, juntamente com a burguesia, cria e organiza inevitavelmente o proletariado; demonstraram que não são as tentativas bem intencionadas dos homens de coração generoso que libertarão a humanidade dos males que hoje a esmagam, mas a luta de classe do proletariado organizado. Marx e Engels foram os primeiros a explicar, nas suas obras científicas, que o socialismo não é uma invenção de sonhadores mas o objetivo final e o resultado necessário do desenvolvimento das forças produtivas da sociedade atual. Toda a história escrita até aos nossos dias é a história da luta de classes, a sucessão no domínio e nas vitórias de umas classes sociais sobre outras. E este estado de coisas continuará enquanto não tiverem desaparecido as bases da luta de classes e do domínio de classe: a propriedade privada e a produção social anárquica. Os interesses do proletariado exigem a destruição destas bases, contra as quais deve, pois, ser orientada a luta de classe consciente dos operários organizados. E toda a luta de classe é uma luta política.
Todo o proletariado que luta pela sua emancipação tornou hoje suas estas concepções de Marx e Engels; mas nos anos 40, quando os dois amigos começaram a colaborar em publicações socialistas e a participar nos movimentos sociais da sua época, eram inteiramente novas. Então, eram numerosos os homens de talento e outros sem talento, honestos ou desonestos, que, no ardor da luta pela liberdade política, contra a arbitrariedade dos reis, da polícia e do clero, não viam a oposição dos interesses da burguesia e do proletariado. Não admitiam sequer a ideia de os operários poderem agir como força social independente. Por outro lado, um bom número de sonhadores, algumas vezes geniais, pensava que seria suficiente convencer os governantes e as classes dominantes da iniquidade da ordem social existente para que se tornasse fácil fazer reinar sobre a terra a paz e a prosperidade universais. Sonhavam com um socialismo sem luta. Finalmente, a maior parte dos socialistas de então e, de um modo geral, os amigos da classe operária, não viam no proletariado senão uma chaga a cujo crescimento assistiam com horror à medida que a indústria se desenvolvia. Por isso todos procuravam o modo de parar o desenvolvimento da indústria e do proletariado, parar a «roda da história». Contrariamente ao temor geral ante o desenvolvimento do proletariado, Marx e Engels punham todas as suas esperanças no contínuo crescimento numérico deste. Quanto mais proletários houvesse, e maior fosse a sua força como classe revolucionária, mais próximo e possível estaria o socialismo. Podem exprimir – se em poucas palavras os serviços prestados por Marx e Engels à classe operária dizendo que eles a ensinaram a conhecer - se e a tomar consciência de si mesma, e que substituíram os sonhos pela ciência.
É por isso que o nome e a vida de Engels devem ser conhecidos por todos os operários; é por isso que, na nossa compilação, cujo fim, como o de todas as nossas publicações, é acordar a consciência de classe dos operários russos, devemos dar um apanhado da vida e da atividade de Friedrich Engels, um dos dois grandes mestres do proletariado contemporâneo.
Engels nasceu em 1820 em Barmen, na Província renana do reino da Prússia. O pai era um fabricante. Em 1838, Engels teve de abandonar por motivos familiares os estudos no liceu e de entrar como empregado numa casa de comércio de Bremen. Este trabalho no negócio não o impediu de completar a sua instrução científica e política. Foi desde o liceu que ele ganhou ódio ao absolutismo e à arbitrariedade da burocracia. Os seus estudos de filosofia levaram- no ainda mais longe. Predominava então na filosofia alemã a doutrina de Hegel, e Engels tornou - se seu discípulo. Embora Hegel fosse, por seu lado, um admirador do Estado prussiano absolutista, ao serviço do qual se encontrava na qualidade de professor na Universidade de Berlim, a sua doutrina era revolucionária. A fé de Hegel na razão humana e nos seus direitos e o princípio fundamental da filosofia hegeliana, segundo o qual o mundo é teatro de um processo permanente de mudança e desenvolvimento, conduziram os discípulos do filósofo berlinense, que não queriam acomodar - se à realidade, à ideia de que a luta contra a realidade, a luta contra a iniqüidade existente e o mal reinante, também procede da lei universal do desenvolvimento perpétuo. Se tudo se desenvolve, se certas instituições são substituídas por outras, por que é que o absolutismo do rei da Prússia ou do tsar da Rússia, o enriquecimento de uma ínfima minoria à custa da imensa maioria, o domínio da burguesia sobre o povo, hão- de perdurar eternamente? A filosofia de Hegel tratava do desenvolvimento do espírito e das ideias; era idealista. Do desenvolvimento do espírito a filosofia de Hegel deduzia o desenvolvimento da natureza, do homem e das relações entre os homens no seio da sociedade. Retomando a ideia hegeliana de um processo perpétuo de desenvolvimento [2], Marx e Engels rejeitaram a sua preconcebida concepção idealista; analisando a vida real, viam que não é o desenvolvimento do espírito que explica o da natureza, mas que, pelo contrário, é necessário explicar o espírito a partir da natureza, da matéria... Contrariamente a Hegel e outros hegelianos, Marx e Engels eram materialistas. Partindo de uma concepção materialista do mundo e da humanidade, verificaram que, tal como todos os fenômenos da natureza têm causas materiais, igualmente o desenvolvimento da sociedade humana é condicionado pelo desenvolvimento de forças materiais, as forças produtivas. Do desenvolvimento das forças produtivas dependem as relações que se estabelecem entre os homens no processo de produção dos objetos necessários à satisfação das necessidades humanas. E são estas relações que explicam todos os fenômenos da vida social, as aspirações do homem, as suas ideias e as suas leis. O desenvolvimento das forças produtivas cria relações sociais que se baseiam na propriedade privada; mas vemos hoje esse mesmo desenvolvimento das forças produtivas privar a maioria dos homens de toda a propriedade e concentrar esta nas mãos de uma ínfima minoria; ele destrói a propriedade, base da ordem social contemporânea, e tende ele próprio para o objetivo que se fixaram os socialistas. Estes últimos devem apenas compreender qual é a força social que, pela sua situação na sociedade atual, está interessada na realização do socialismo, e incutir nesta força a consciência dos seus interesses e da sua missão histórica. Esta força é o proletariado. Engels conheceu - o na Inglaterra, em Manchester, centro da indústria inglesa, onde se fixou em 1842 como empregado de uma firma comercial de que seu pai era um dos acionistas. Aí Engels não se limitou a permanecer no escritório da fábrica: percorreu os bairros sórdidos em que viviam os operários e viu com os seus próprios olhos a miséria e os males que os afligiam. Não se limitando à sua observação pessoal, Engels leu tudo o que antes dele se tinha escrito sobre a situação da classe operária inglesa e estudou minuciosamente todos os documentos oficiais que pôde consultar. O resultado dos seus estudos e observações foi um livro que saiu em 1845: A Situação das Classes Trabalhadoras na Inglaterra . Já atrás assinalamos o principal mérito de Engels como autor dessa obra. É certo que antes dele muitos tinham descrito os sofrimentos do proletariado e indicado a necessidade de lhe prestar ajuda. Engels foi o primeiro a declarar que o proletariado não é só uma classe que sofre mas que a miserável situação econômica em que se encontra empurra – o irresistivelmente para a frente e obriga- o a lutar pela sua emancipação definitiva. E o proletariado em luta ajudar - se- á a si mesmo. O movimento político da classe operária levará inevitavelmente os operários à consciência de que não há para eles outra saída senão o socialismo. Por seu lado, o socialismo só será uma força quando se tornar o objetivo da luta política da classe operária. Tais são as idéias fundamentais do livro de Engels sobre a situação da classe operária em Inglaterra, ideias hoje aceites por todo o proletariado que pensa e luta, mas que eram então absolutamente novas. Estas ideias foram expostas numa obra escrita num estilo cativante, onde abundam os quadros mais verídicos e impressionantes da miséria do proletariado inglês. Este livro era uma terrível acusação contra o capitalismo e a burguesia. Produziu uma impressão muito grande. Em breve, por toda a parte começaram a referir - se a ele como o quadro mais fiel da situação do proletariado contemporâneo. E, com efeito, nem antes nem depois de 1845 apareceu uma descrição tão brilhante e tão verdadeira dos males sofridos pela classe operária.
Engels só se tornou socialista em Inglaterra. Em Manchester pôs - se em contacto com os militantes do movimento operário inglês de então e começou a escrever para as publicações socialistas inglesas. Em 1844, ao passar por Paris de regresso à Alemanha, conheceu Marx, com quem se correspondia já há algum tempo, e que se tinha igualmente tornado socialista durante a sua estada em Paris, sob a influência dos socialistas franceses e da vida em França. Foi aí que os dois amigos escreveram em conjunto
A Sagrada Família ou Crítica da Crítica Crítica . Este livro, escrito na sua maior parte por Marx, e saído um ano antes de A Situação das Classes Trabalhadoras na Inglaterra , contém as bases do socialismo materialista revolucionário de que atrás expusemos as ideias essenciais. A Sagrada Família é uma denominação jocosa dada a dois filósofos, os irmãos Bauer, e aos seus discípulos. Estes senhores pregavam uma crítica que se colocava acima de toda a realidade, acima dos partidos e da política, repudiava toda a atividade prática e limitava- se a contemplar «criticamente» o mundo circundante e os acontecimentos que nele se produziam. Os senhores Bauer qualificavam desdenhosamente o proletariado de massa desprovida de espírito crítico. Marx e Engels opuseram- se categoricamente a esta tendência absurda e nefasta. Em nome da verdadeira personalidade humana, do operário espezinhado pelas classes dominantes e pelo Estado, Marx e Engels exigiam não uma atitude contemplativa mas a luta por uma melhor ordem social. Era, evidentemente, no proletariado que eles viam a força capaz de travar esta luta e diretamente interessada nela. Já antes do aparecimento de A Sagrada Família, Engels tinha publicado na revista Anais Franco- Alemães, editada por Marx e Ruge, o seu Estudo Crítico sobre a Economia Política [3], em que analisava, de um ponto de vista socialista, os fenômenos essenciais do regime econômico contemporâneo como consequências inevitáveis da dominação da propriedade privada. As suas relações com Engels contribuíram incontestavelmente para que Marx se decidisse a ocupar - se do estudo da economia política, ciência em que os seus trabalhos iriam operar uma verdadeira revolução.
De 1845 a 1847 Engels viveu em Bruxelas e em Paris, aliando os estudos científicos com uma atividade prática entre os operários alemães destas duas cidades. Foi aí que Marx e Engels entraram em contacto com uma associação secreta alemã, a Liga dos Comunistas, que os encarregou de expor os princípios fundamentais do socialismo elaborado por eles. Assim nasceu o célebre
Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels, publicado em 1848. Este pequeno livrinho vale por tomos inteiros: ele inspira e anima até hoje todo o proletariado organizado e combatente do mundo civilizado.
A revolução de 1848, que rebentou primeiro em França e se propagou em seguida aos outros países da Europa ocidental, permitiu a Marx e Engels regressarem à sua pátria. Aí, na Prússia renana, tomaram a direção da Nova Gazeta Renana, jornal democrático que se publicava em Colônia. Os dois amigos eram a alma de todas as tendências democráticas revolucionárias da Prússia renana. Defenderam até ao fim os interesses do povo e da liberdade contra as forças da reação. Estas últimas, como é sabido, acabaram por triunfar. A Nova Gazeta Renana foi proibida. Marx, que enquanto se encontrava na emigração tinha sido privado da nacionalidade prussiana, foi expulso. Quanto a Engels, tomou parte na insurreição armada do povo e combateu em três batalhas pela liberdade, e, após a derrota dos insurrectos, fugiu para Londres através da Suíça.
Foi igualmente em Londres que Marx veio fixar - se. Engels em breve voltou a ser empregado, e mais tarde sócio, da mesma casa comercial de Manchester onde tinha trabalhado nos anos 40. Até 1870 Engels viveu em Manchester e Marx em Londres, o que não os impediu de estar em estreito contacto espiritual: escreviam- se quase todos os dias. Nessa correspondência, os dois amigos trocavam as suas ideias e os seus conhecimentos, e continuaram a elaborar, em conjunto, a doutrina do socialismo científico. Em 1870, Engels veio fixar - se em Londres, e a sua vida intelectual conjunta, cheia de uma atividade intensa, prosseguiu até 1883, data da morte de Marx. Esta colaboração foi extremamente fecunda: Marx escreveu O Capital, a mais grandiosa obra de economia política do nosso século, e Engels toda uma série de trabalhos, grandes e pequenos. Marx dedicou - se à análise dos fenômenos complexos da economia capitalista. Engels escreveu, num estilo simples, obras muitas vezes polêmicas em que esclarecia os problemas científicos mais gerais e os diversos fenômenos do passado e do presente, inspirando - se na concepção materialista da história e na teoria econômica de Marx. De entre esses trabalhos de Engels citaremos: a sua obra polêmica contra Dühring (onde analisa as questões capitais da filosofia, assim como das ciências naturais e sociais) [4],
A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (tradução russa saída em Sampetersburgo, 3.a edição, 1895), Ludwig Feuerbach (tradução russa anotada por G. Plekhánov, Genebra, 1892), um artigo sobre a política externa do governo russo (traduzido em russo na Sotsial - Demokrat [5] de Genebra, n.os 1 e 2), notáveis artigos sobre o problema da habitação [6], e, finalmente, dois artigos curtos mas de grande interesse, sobre o desenvolvimento econômico da Rússia (Friedrich Engels sobre a Rússia, tradução russa de Vera Zassúlitch, Genebra, 1894) [7].
Marx morreu sem ter conseguido completar a sua obra monumental sobre o capital. Contudo, esta obra estava já terminada em rascunho e Engels, após a morte do amigo, assumiu a pesada tarefa de redigir e publicar os volumes II e III de O Capital. Editou o volume II em 1885 e o volume III em 1894 (não teve tempo de redigir o volume IV[8]. Estes dois volumes exigiram um trabalho enorme da sua parte. O social - democrata austríaco Adler observou muito justamente que, editando os volumes II e III de O Capital, Engels ergueu ao seu genial amigo um grandioso monumento no qual, involuntariamente, tinha gravado também o seu próprio nome em letras indeléveis. Estes dois volumes de O Capital são, com efeito, obra de ambos, de Marx e Engels.
As lendas da Antiguidade contam exemplos comoventes de amizade. O proletariado da Europa pode dizer que a sua ciência foi criada por dois sábios, dois lutadores, cuja amizade ultrapassa tudo o que de mais comovente oferecem as lendas dos antigos. Engels, em geral com toda a razão, sempre se apagou diante de Marx.
«Ao lado de Marx», escreveu ele a um velho amigo, «fui sempre o segundo violino. » [9] O seu carinho por Marx enquanto este viveu e a sua veneração à memória do amigo morto foram ilimitados. Este militante austero e pensador rigoroso tinha uma alma profundamente afetuosa.
Durante o seu exílio, depois do movimento de 1848- 1849, Marx e Engels não se dedicaram unicamente ao trabalho científico. Marx fundou em 1864 a «Associação Internacional dos Trabalhadores», de que assegurou a direção durante dez anos. Engels desempenhou nela igualmente um papel considerável. A atividade da Associação
Internacional, que unia, de acordo com os ideais de Marx, os proletários de todos os países, teve uma enorme importância no desenvolvimento do movimento operário. Mesmo após a sua dissolução, nos anos 70, continuou o papel de Marx e Engels como unificadores da classe operária. Melhor: pode dizer - se que a sua importância como dirigentes espirituais do movimento operário não cessou de crescer, pois o próprio movimento se desenvolvia sem parar. Após a morte de Marx, Engels, sozinho, continuou a ser o conselheiro e o dirigente dos socialistas da Europa. A ele vinham pedir conselhos e indicações tanto os socialistas alemães, cuja força crescia contínua e rapidamente apesar das perseguições governamentais, como os representantes dos países atrasados, por exemplo, os espanhóis, romenos, russos, que meditavam e mediam então os seus primeiros passos. Todos eles corriam ao riquíssimo tesouro dos conhecimentos e experiência do velho Engels.
Marx e Engels, que conheciam o russo e liam obras publicadas nessa língua, interessaram- se vivamente pela Rússia, seguiam com simpatia o movimento revolucionário do nosso país e mantinham relações com os revolucionários russos. Ambos eram já democratas antes de se tornarem socialistas e tinham profundamente arraigado o sentimento democrático de ódio à arbitrariedade política. Este sentimento político nato, aliado a uma profunda compreensão teórica da relação existente entre a arbitrariedade política e a opressão econômica, assim como a sua riquíssima experiência da vida, tinham tornado Marx e Engels extraordinariamente sensíveis precisamente no sentido político. Por isso, a luta heróica de um pequeno punhado de revolucionários russos contra o poderoso governo tsarista encontrou a mais viva simpatia no coração dos dois experimentados revolucionários. Inversamente, toda a veleidade de voltar as costas, em nome de pretensas vantagens econômicas, à tarefa mais importante e mais imediata dos socialistas russos - a conquista da liberdade política – parecia-lhes naturalmente suspeita, vendo mesmo nisso uma traição à grande causa da revolução social.
«A emancipação do proletariado deve ser obra do próprio proletariado» , eis o que ensinavam constantemente Marx e Engels [10] . E para lutar pela sua emancipação econômica, o proletariado deve conquistar certos direitos políticos. Além disso, Marx e Engels viram com toda a clareza que uma revolução política na Rússia teria também uma enorme importância para o movimento operário na Europa ocidental. A Rússia autocrática foi sempre o baluarte de toda a reação europeia. A situação internacional excepcionalmente favorável em que a Rússia se encontrou depois da guerra de 1870, que semeou durante muito tempo a discórdia entre a França e a Alemanha, não podia evidentemente deixar de fazer aumentar a importância da Rússia autocrática como força reacionária. Só uma Rússia livre, que não tivesse necessidade de oprimir os Polacos, os Finlandeses, os Alemães, os Armênios e outros pequenos povos, nem de lançar incessantemente a França e a Alemanha uma contra a outra, permitiria à Europa contemporânea respirar aliviada do peso das guerras, enfraqueceria todos os elementos reacionários da Europa e aumentaria as forças da classe operária europeia. Por isso mesmo, Engels advogou calorosamente a instauração da liberdade política na Rússia no próprio interesse do movimento operário do Ocidente. Os revolucionários russos perderam nele o seu melhor amigo.
A memória de Friedrich Engels, grande combatente e mestre do proletariado, viverá eternamente!
Notas
[*] Escrito: Outono de 1895. Primeira edição: compilação Rabótnik nº1 e 2. Presente tradução na versão das Obras Escolhidas de V.I.Lênin, Edição em português da Editorial Avante 1977, t.I, pp. 28- 34, traduzido das Obras Completas de V.I.Lênin, 5ª Edição em russo, t.2, pp. 1- 14. Retirado de http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/lenine_fengels.pdf
[1] Os verbos em epígrafe foram extraídos por Lenine do poema de N. Nekrássov
À Memória de Dobroliúbov.
[2] Nota do Autor: Marx e Engels declararam várias vezes que, em grande medida, o seu desenvolvimento intelectual era devido aos grandes filósofos alemães, e designadamente a Hegel. «Sem a filosofia alemã», declara Engels, «o socialismo científico nem sequer existiria.» [F. Engels, Prefácio de
A Guerra Camponesa na Alemanha]
[3] Trata - se da obra de F. Engels Esboços para a Crítica da Economia Nacional.
[4] Nota do Autor: É um livro notavelmente rico de conteúdo e altamente instrutivo [Trata- se do livro de Engels
Revolucionamento da Ciência pelo Senhor Eugen Dühring («Anti- Duhring»)]. Lamentavelmente, apenas foi traduzida em russo uma pequena parte, a que contém a história do desenvolvimento do socialismo [O Desenvolvimento do Socialismo Científico, 2.a ed., Genebra, 1892 , Ver Friedrich Engels, Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico, Edições «Avante!», 2.a edição, Lisboa, 1978.]
[5] Lênin refere - se ao artigo de F. Engels
A Política Externa do Tsarismo Russo , publicado nos primeiros dois fascículos da Sotsial - Demokrat com o título A Política Estrangeira do Império Russo . Sotsial - Demokrat: revista política e literária editada no estrangeiro (Londres e Genebra) de 1890 - 1892 pelo grupo "Emancipação do Trabalho". Desempenhou um grande papel na difusão das ideias do marxismo na Rússia; no total saíram quatro cadernos. Colaboraram ativamente na Sotsial - Demokrat G. Plekhánov, P. Axelrod e V. Zassúlitch.
[6] Lênin refere - se ao artigo de F. Engels Para a Questão da Habitação.
[7] Trata - se do artigo de F. Engels Sobre as Relações Sociais na Rússia e do epílogo deste artigo, incluídos no livro Friedrich Engels sobre a Rússia, Genebra, 1894.
[8] Lênin, de acordo com a indicação de Engels, assinala como tomo IV de O Capital a obra de Marx Teorias da Mais- Valia escrita em 1862- 63. No seu prefácio ao tomo II de O Capital Engels escreveu: «Reservo- me a publicação da parte crítica deste manuscrito [Teorias da Mais - Valia - N. Ed.], como t.IV de O Capital; além disso, dela eliminar - se- ão numerosas passagens que foram tratadas exaustivamente nos tomos II e III». No entanto, Engels não pôde preparar a edição do volume IV de O Capital. A referida obra foi publicada pela primeira vez sob a relação de K. Kautsky em 1905- 1910, em língua alemã. Esta edição não respeitou as exigências fundamentais da publicação científica do texto e foram adulteradas diversas de teses do marxismo. O Instituto de Marxismo - Leninismo adjunto ao CC do PCUS fez uma nova edição da obra Teorias da Mais- Valia (t.IV de O Capital) em três volumes, segundo o manuscrito de 1862- 1863.
[9] Trata - se da carta de F. Engels a J. P. Becker de 15 de Outubro de 1884.
[10] Ver K. Marx, Estatutos Provisórios da Associação dos Trabalhadores, Estatutos Gerais da Associação Internacional dos Trabalhadores; F. Engels, prefácio à edição alemã de 1890 do Manifesto do Partido Comunista.
Galiza: Comunicado do CLP "Manolo Bello" condea represión polícial.
Comunicado.
Fronte ao operativo policial que se está desenvolvendo na Galiza, por motivos supostamente de terrorismo, contra compañeiros e compañeiras do independentismo galego, como comunistas revolucionarios queremos manifestar públicamente:
1. Que denunciamos e condeamos a constante de intimidación contra os sectores combativos da mocidade galega, por parte dos corpos represivos, que tratan de criminalizar o traballo que desenvolve en moitos ámbitos da nosa sociedade, con reiteradas actuacións, como o recente desaloxo, dos compañeiros e compañeiras que ocupaban pacíficamente a Sala Yago en Compostela.
2. Demandamos a inmediata presentación das compañeiras e compañeiros detidos ante un xuíz, para que determine a súa posta en liberdade.
Así mesmo manifestamos a nosa solidariedade e apoio ás familias dos detidos e a cantas iniciativas solidarias convóquese con estes obxectivos.
Galiza, 1 decembro do 2011
Comité de Loita Popular “Manolo Bello”
Nepal: Aplazan nuevamente la reunión del CC del PCN-U (m)
correovermello-noticias
Kathmandu, 02.12.11
Medios informativos nepalies informan que una vez mas se aplazo la prevista reunión del Comité Central del PCN-U (m). La nueva fecha de convocatoria es el dia 23 de diciembre.
Aunque fuentes oficiales del Partido achacan la decisión a cuestiones de agenda de varios dirigentes, se conoce que lo que impide la misma es la gran tensión existente en su seno por las medidas del gobierno del derechista Bhattarai sobre la disolución del EPL y el acuerdo BIPPA con los imperialistas hindúes.
Asi mismo se informa que la fraccion roja que encabezan los camaradas Kiran y Thapa emitieron un duro comunicado de condena por el asesinato del dirigente naxalita, camarada Kishenji.
Describiendo Kishenji como un "verdadero líder del proletariado internacional", dijo el PCN-U (m) que la muerte de un alto dirigente como él, representaba un duro un golpe al movimiento comunista de toda la India. La fracción revisionista de Prachanda/Bhattarai no hicieron ninguna declaración.
En otro orden de cosas tambien se hace eco la prensa nepalí del informe del organismo internacional con sede en Berlin, Transparency International, que en su informe del 2011 califica a la Republica de Nepal como el segúndo pais mas corrupto del sur de Asia, despues de la Republica Islamica de Afganistan y del reino feudal de Bhutan.
PERÚ: Gobierno Humala declarara el estado de emergencia en Cajamarca.
correovermello-noticias
Lima, 2.12.11
O goberno esta estudiando la declaración del Estado de Emergencia en Cajamarca, según infoma el diario capitalino La Republica, para hacer frente al paro general que paraliza la región.
El Premier Lerner aseguro que Yanacocha tendra que presentar un plan viable que permita poner fin a la tensión que vive la region con las contantes movilizaciones populares contra la explotación minera.
viernes, 2 de diciembre de 2011
Philipinas: Comunicado del PCF sobre el asesinato del camarada Kishenji.
Partido Comunista de Filipinas
Comunicado
Los fascistas pagarán por el asesinato del líder comunista indio
1 de diciembre de 2011
El Partido Comunista de Filipinas (PCF) condena en los términos más enérgicos posibles la tortura brutal y el cobarde asesinato del camarada Malloujula Koteswara Rao, popularmente conocido en la India como camarada Kishenji, portavoz y miembro del Politburó del Partido Comunista de India (Maoísta).
El reaccionario Gobierno indio afirma que el Camarada Kishenji fue asesinado en un encuentro en el área del bosque de Burishol en el distrito de Midnapore Occidental, Jangalmahal, Bengala Occidental. De acuerdo con la información proporcionada por el PCI (Maoísta), el camarada Kishenji, de hecho, negociaba con funcionarios del Gobierno de Bengala Occidental cuando por traición fue incautado y detenido por los fascistas.
El Camarada Kishenji es un querido camarada y sirviente del pueblo indio. Su brutal asesinato ha desatado una ola de dolor e indignación entre el pueblo oprimido y explotado de la India, así como entre el proletariado y los pueblos del mundo.
Los imperialistas y reaccionarios y sus perros fascistas en la India han logrado saciar sus apetitos en torturar y asesinar al Camarada Kishenji. Pero pagarán por este brutal crimen. Los pueblos indígenas seguirán avanzando por la vía revolucionaria de resistencia armada y lucha de masas. Al final, los reaccionarios serán derrocados y sometidos a la justicia por el pueblo oprimido y explotado triunfante en su lucha por la liberación nacional y social.
jueves, 1 de diciembre de 2011
Press Release COMMUNIST PARTY OF INDIA (MAOIST)
COMMUNIST PARTY OF INDIA (MAOIST)
Beloved People! Democrats!!
Do condemn this brutal murder. It is the conspiracy of the ruling classes to wipe out the revolutionary leadership and deprive the people of correct guidance and proletarian leadership. It is a known fact that the Maoist movement is the biggest hurdle to the big robbers and compradors who are stashing millions in Swiss banks by selling for peanuts the Jal, Jungle and Zameen of the country to the imperialist sharks. The multi-pronged, country-wide brutal offensive named Operation Green Hunt of the past two years is exactly serving this purpose. This cold-blooded murder is part of that. It is the duty of the patriots and freedom-loving people of the country to protect the revolutionary movement and its leadership like the pupil of their eye. It’s nothing but protecting the future of the country and that of the next generations.
CENTRAL COMMITTEE
Press
Release
November 25, 2011
Condemn the brutal murder of Comrade Mallojula Koteswara Rao, the
beloved leader of the oppressed masses,
the leader of Indian revolution and CPI (Maoist) Politburo member!
the leader of Indian revolution and CPI (Maoist) Politburo member!
Observe protest week from November 29 to December 5
and 48-hour ‘Bharat Bandh’ on December 4-5!!
and 48-hour ‘Bharat Bandh’ on December 4-5!!
November 24, 2011 would remain a black day in the annals of Indian
revolutionary movement’s history. The fascist
Sonia-Manmohan-Pranab-Chidambaram-Jairam Ramesh ruling clique who have been
raising a din that CPI (Maoist) is ‘the biggest internal security threat’, in
collusion with West Bengal chief minister Mamata Banerjee, killed Comrade
Mallojula Koteswara Rao after capturing him alive in a well planned conspiracy.
This clique which had killed Comrade Azad, our party’s spokesperson on July 1,
2010 once again spread its dragnet and quenched its thirst for blood. Mamata
Banerjee, who had shed crocodile’s tears over the murder of Comrade Azad before
coming to power, while enacting the drama of talks on the one hand after
assuming office, killed another topmost leader Comrade Koteswara Rao and thus
displayed nakedly its anti-people and fascist facet. The central intelligence
agencies and the killer intelligence agencies of West Bengal and Andhra Pradesh
chased him in a well planned conspiracy and killed him in a cowardly manner in a
joint operation and now spreading a concocted story of encounter. The central
home secretary R.K. Singh even while lying that they do not know for certain who
died in the encounter, has in the same breath announced that this is a big blow
to the Maoist movement. Thus he nakedly gave away their conspiracy behind this
killing. The oppressed people would definitely send to grave the exploiting
ruling classes and their imperialist masters who are day dreaming that they
could wipe out the Maoist party by killing the top leadership of the
revolutionary movement.
Comrade Koteswara Rao, who is hugely popular as Prahlad, Ramji,
Kishenji and Bimal inside the party and among the people, is one of the
important leaders of the Indian revolutionary movement. The tireless warrior who
never rested his gun while fighting for the liberation of the oppressed masses
since the past 37 years and who has laid down his life for the sake of the
ideology he believed in, was born in 1954 in Peddapally town of Karimnagar
district of North Telangana, Andhra Pradesh. Raised by his father Late
Venkataiah who was a freedom fighter and his mother Madhuramma, who has been of
progressive views, Koteswara Rao imbibed love for his country and its oppressed
masses since childhood. In 1969, he had participated in the historic separate
Telangana movement while he was in his high school studies in Peddapally town.
He joined the revolutionary movement with the inspiration of the glorious
Naxalbari and Srikakulam movements while studying graduation in SRR college of
Karimnagar. He started working as an active member of the Party from 1974. He
spent some time in jail during the black period of the Emergency. After lifting
up of the Emergency, he started working as a party organizer in his home
district of Karimnagar. He responded to the “Go to Villages” campaign call of
the party and developed relations with the peasantry by going to the villages.
He was one of those who played a prominent role in the upsurge of peasant
movement popular as ‘Jagityal Jaitrayatra’ (Victory March of Jagityal) in 1978.
In this course, he was elected as the district committee member of the
Adilabad-Karimnagar joint committee of the CPI (ML). In 1979 when this committee
was divided into two district committees he became the secretary of the
Karimnagar district committee. He participated in the Andhra Pradesh state
12th party conference, was elected to the AP state committee and took
responsibilities as its secretary.
Up
to 1985, as part of the AP state committee leadership he played a crucial role
in spreading the movement all over the state and in developing the North
Telangana movement which was advancing with guerilla zone perspective. He played
a prominent role in expanding the movement to Dandakaranya (DK) and developing
it. He was transferred to Dandakaranya in 1986 and took up responsibilities as a
member of the Forest Committee. He led the guerilla squads and the people in
Gadchiroli and Bastar areas of DK. In 1993 he was co-opted as a member into the
Central Organizing Committee (COC).
From 1994 onwards he mainly worked to spread and develop the
revolutionary movement in Eastern and Northern parts of India including West
Bengal. Particularly his role in uniting the revolutionary forces which were
scattered after the setback of the Naxalbari movement in West Bengal and in
reviving the revolutionary movement there is extraordinary. He mingled deeply
with the oppressed masses of Bengal and the various sections of the
revolutionary camp, learnt Bangla language with determination and left an
indelible mark in the hearts of the people there. He worked tirelessly in
achieving unity with several revolutionary groups and in strengthening the
party. Comrade Koteswara Rao was elected as a Central Committee (CC) member in
the All India Special Conference of erstwhile CPI (ML) (People’s War) held in
1995. He strived for achieving unity between People’s War and Party Unity in
1998. In the Party Congress of erstwhile CPI (ML)(PW) held in 2001 he was once
again elected into CC and Politburo. He took up responsibilities as the
secretary of the North Regional Bureau (NRB) and led the revolutionary movements
in Bihar, Jharkhand, West Bengal, Delhi, Haryana and Punjab states.
Simultaneously he played a key role in the unity talks held between erstwhile PW
and MCCI. He served as a member of the unified CC and Politburo formed after the
merger of the two parties in 2004 and worked as a member of the Eastern Regional
Bureau (ERB). He mainly concentrated on the state movement of West Bengal and
continued as the spokesperson of the ERB.
Comrade Koteswara Rao played a prominent role in running party
magazines and in the field of political education inside the party. He took part
in running ‘Kranti’, ‘Errajenda’, ‘Jung’, ‘Prabhat’, ‘Vanguard’ and other party
magazines. He had a special role to play in bringing out various revolutionary
magazines in West Bengal. He wrote many theoretical and political articles in
these magazines. He was a member of the Sub-Committee on Political Education
(SCOPE) and played a prominent role in teaching Marxism-Leninism-Maoism to the
party ranks. In the entire history of the party he played a memorable role in
expanding the revolutionary movement, in enriching the party documents and in
developing the movement. He participated in the Unity Congress-9th
Congress of the party held in 2007 January, was elected as CC member once again
and took responsibilities of Politburo member and member of the
ERB.
The
political guidance given by Comrade Koteswara Rao to the Singur and Nandigram
people’s movements which erupted since 2007 against the anti-people and
pro-corporate policies of the social fascist CPM government in West Bengal and
particularly to the glorious upsurge of people’s rebellion in Lalgarh against
police atrocities is prominent. He guided the West Bengal state committee and
the party ranks to lead these movements and on the other hand conducted party
propaganda through the media too with initiative. In 2009 when the Chidambaram
clique tried to mislead the middle classes in the name of talks and ceasefire,
he worked significantly in exposing it. He did enormous work in keeping aloft
the importance of People’s War and in taking the revolutionary politics into the
vast masses. This great revolutionary journey which went on for almost four
decades came to an abrupt end on November 24, 2011.
Beloved People! Democrats!!
Do condemn this brutal murder. It is the conspiracy of the ruling classes to wipe out the revolutionary leadership and deprive the people of correct guidance and proletarian leadership. It is a known fact that the Maoist movement is the biggest hurdle to the big robbers and compradors who are stashing millions in Swiss banks by selling for peanuts the Jal, Jungle and Zameen of the country to the imperialist sharks. The multi-pronged, country-wide brutal offensive named Operation Green Hunt of the past two years is exactly serving this purpose. This cold-blooded murder is part of that. It is the duty of the patriots and freedom-loving people of the country to protect the revolutionary movement and its leadership like the pupil of their eye. It’s nothing but protecting the future of the country and that of the next generations.
Even at the age of 57, Com. Koteswara Rao led the hard life of a
guerilla like a young man and had filled the cadres and people with great
enthusiasm wherever he went. His life would particularly serve as a great
inspiration to the younger generation. He studied and worked for hours together
without rest and traveled great distances. He slept very little, led a simple
life and was a hard worker. He used to mingle easily with people of all ages and
with people who come from various social sections and fill them with
revolutionary enthusiasm. No doubt, the martyrdom of Comrade Koteswara Rao is a
great loss to the Indian revolutionary movement. But the people of our country
are very great. It is the people and the people’s movements which gave birth to
courageous and dedicated revolutionaries like Koteswara Rao. The workers and
peasants and the revolutionaries who have imbibed the revolutionary spirit of
Koteswara Rao right from Jagityal to Jungle Mahal and who have armed themselves
with the revolutionary fragrance he spread all over the country would definitely
lead the Indian New Democratic Revolution in a victory path. They would wipe out
the imperialists and their lackey landlord and comprador bureaucratic
bourgeoisie and their representatives like Sonia, Manmohan, Chidambaram and
Mamata Banerjee.
Our
CC is appealing to the people of the country to observe protest week from
November 29 to December 5 and observe 48-hour ‘Bharat Bandh’ on December 4-5 in
protest of the brutal murder of Comrade Koteswara Rao. We are appealing that
they take up various programmes like holding meetings, rallies, dharnas, wearing
black badges, road blocks etc protesting this murder. We are requesting that
trains, roadways, commercial and educational institutions be closed and that all
kinds of trade transactions be stopped as part of the ‘Bharat Bandh’ on December
4-5. However, we are exempting medical services from the
Bandh.
(Abhay)
Spokesperson,
Central Committee,
CPI (Maoist)
UK: Comrade Basanta speaks in London.
Maoist
Communist Party’s Politburo member

Comrade Indra Mohan
Sigdel (Basanta)
speaks in London
on
Revolution and
Counter-Revolution
in
Nepal
7-10pm,
Friday, 2nd December
Indian YMCA
, Conference Room
41 Fitzroy Square, London, W1T 6AQ, Near
Warren Street tube
***********************************************
"A serious ideological struggle is
going on in our party now. While saying so, it does not mean that there was no
ideological struggle in our party before. It perseveres in a party; sometimes it
is extensive and sharp and sometimes not. Moreover, it struggle does not always
centre on only one issue; but on different issues depending on time and context.
The ideological struggle in our party has now been manifested in two lines,
Marxism or reformism, and it has centred on ideological, political and
organisational lines. It is very much piercing and serious too."
- Comrade Basanta
_______________________________________________________________________
Second Wave Publications ,
London - Democracy and Class Struggle
Bangladesh: ULFA Condolence on Death of Kishenji.
ULFA acting Chariman Dr Abhizeet Bormon pays Condolence on Death of Kishenji
By- News Bureau | Date- November 26, 2011
Acting Chairman of United Liberation Front of Assam (ULFA) Dr Abhijit Bormon paid his condolence on death of Maoist leader Kishenji. In a press release sent to Times of Assam this afternoon, Abhijit Bormon said that Kishenji has given his life in pursuit of betterment of the marginalised bottom stratum of Indian citizenry in this class and caste ridden country."His decades long struggle against the Indian establishment in serving his people to ensure their survival will be written in gold in the history of the sons and daughters of the soil of India who are treated as sub-human species and facing brute force and State terrorism to crush them denying their basic rights and privileges". it is also added in the Press Release.
Mentionable that, Dr Abhijit Bormon has been newly appointed as the acting Chairman of ULFA by C-in-C Paresh Baruah few days ago. Although the newly formed Central Committee by Paresh Baruah is declined by the Arabinda Rajkhowa led faction terming it as unconstitutional, the acting Chairman Dr Abhijit Bormon released his first press statement yesterday to the media.
Times of Assam.
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