domingo, 25 de agosto de 2019
sábado, 24 de agosto de 2019
viernes, 23 de agosto de 2019
Associação dos Trabalhadores Indianos condena a divisão de Jammu e Caxemira (CEBRASPO)
Repercutirmos documento emitido pela Associação dos Trabalhadores Indianos (Grã Bretanha) que condena a divisão imposta pelo governo de Modi (do Partido do Povo Indiano, BJP), que viola a Constituição e a autodeterminação dos povos de Jammu e Caxemira e intensifica a violência e a repressão contra as massas da região, que já é uma das zonas mais militarizadas do mundo.
Segue abaixo a nota na íntegra:
Condenar a demolição da Constituição pelo
governo de Modi!
Condenar a bifurcação do “Estado J&K
(Jammu e Caxemira)”
em “Territórios da União de J&K e Ladakh”!
Abolir AFSPA e retirar as 650.000 forças armadas
da Caxemira!
Viva o direito de
Autodeterminação do povo de “Jammu & Caxemira”, incluindo o direito à
separação!
Em 5 de agosto, o governo indiano liderado pelo Hindutva
BJP revogou os artigos 370 e 35A da Constituição indiana, bifurcou “Jammu e
Caxemira (J&K)” em “Jammu, Caxemira e Ladakh” e reduziu seu status para o
de “Territórios da União”. À parte o ego
e a arrogância, o governo de Modi não se preocupou em consultar o povo da
J&K, e nem tentou levá-lo a confiar na sua decisão. Deixando de lado a
consulta, o governo do BJP aprisionou, ou deteve em prisão domiciliar, todos os
principais líderes políticos de Jammu & Caxemira, isso, durante a noite.
Cerca de 400 pessoas foram detidas, incluindo líderes Hurriyat, estudantes
ativistas, professores, advogados e empresários. Todos os meios de comunicação foram
silenciados, o toque de recolher foi imposto e o Ministério do Interior da
União enviou para lá mais de 30.000 soldados nas últimas semanas, o que é uma
adição às 650.000 forças militares/paramilitares que já existem na Caxemira,
tornando-a uma das as zonas de conflito mais militarizadas do planeta.
Essa mudança do governo do BJP no Centro é uma negação da
história e viola completamente tanto a letra quanto o espírito do contrato
social que o povo de J&K teve com a Índia em 1949, segundo o qual o Estado de
J&K recebeu um status especial e uma identidade política distinta.
O artigo 370 foi sistematicamente diluído pelos sucessivos
governos do Congresso no Centro nas últimas décadas. O BJP, que deu
continuidade à política do Congresso da Caxemira, retirou tudo o que restava no
artigo 370, desfazendo-o e, mais grave, eliminando o artigo 35A.
Não é de surpreender que, dias depois de desmantelar os
artigos 370 e 35A, as casas corporativas indianas como “Ambani”, “Adani”,
“Tata” e “Birla” tenham feito anúncios de grandes investimentos em J&K. De
acordo com as declarações feitas pelo escritório do BJP, o governo central vai
organizar uma 'Cimeira de Investidores' em Jammu e Caxemira, em outubro deste
ano. Isso explica claramente que um dos motivos por trás dessa ação política do
BJP na Caxemira é facilitar o saque dos recursos naturais e usar a mão-de-obra
barata para as corporações - tanto indiana quanto estrangeira; outro motivo que
está implementando uma visão de longa data da RSS de estabelecer uma “Akhand Bharat”
(NT: termo que significa “Índia indivisível”, em sânscrito, abrangendo as
nações ou regiões do sul, leste e centro da Ásia.)
A Caxemira está sangrando sob a repressão das forças
armadas. Milhares de jovens da Caxemira já foram presos ao longo dos anos sem
julgamento e centenas desapareceram. Dezenas de ativistas e militantes da
Caxemira foram mortos pelas forças armadas em assassinatos extrajudiciais. As
famílias daqueles que foram mortos, ou desaparecidos, ou presos, não são
capazes de obter justiça por causa das leis draconianas, como a AFSPA, que dá impunidade
às forças armadas indianas.
O que aconteceu na Caxemira em 5 de agosto de 2019 é um
aviso para todas as nacionalidades do resto da Índia. Enquanto a crise
econômica global se aprofunda, as empresas corporativas compradoras como
“Ambani”, “Adani”, “Tata” e “Birla”, que agora dominam o país por meio da BJP
RSS, estão desesperadas para manter suas taxas de lucro em queda. Eles farão o
que for possível para eliminar a concorrência das classes de negócios regionais
(representadas politicamente pelos partidos regionais) no controle dos mercados
e recursos locais. Para atingir essa meta, o empresariado corporativo precisará
desmantelar a estrutura federal, já fraca, da Índia, tomando a governança dos
vários estados ou rebaixando seu status para de territórios da União, ou
impondo o governo direto através da notória Regra do governador.
Com o aviso acima, apelamos a todas as organizações de
direitos, sindicatos, organizações de estudantes, intelectuais, advogados,
profissionais e empresas locais para exigir o seguinte:
• Restaurar os Artigos 370 e 35A e restaurar a condição de
Estado para Jammu e Caxemira;
• Restaurar a normalidade no Vale da Caxemira, levantando
o blecaute em telefones, celulares, internet. Restaurar a liberdade de
imprensa;
• Retirar as 650.000 forças militares e paramilitares da
Caxemira;
• Abolir todas as leis repressivas draconianas, como AFSPA
e UAPA;
• Libertar todos os presos políticos que seguem definhando
nas cadeias!
Em solidariedade
Indian Worker's Association (COC), Great
Britain.
Associação dos Trabalhadores Indianos,
Grã-Bretanha
Agosto
de 2019
GALIZA: Campaña "Postais para Théo" promoven os maoístas galegos.
correovermello-noticias
Compostela, 23.08.19
Fontes do Comité de Construción do PC maoísta da Galiza, informan do inicio da campaña de solidariedade "Postais para Théo". Coa mesma, pretendese facer oir a voz deste preso político francés inxustamente no cárcere ao mesmo tempo que amosar o apoio ao compañeiro nesta difícil circunstancia.
O camarada Théo El Ghozzi, de 27 anos, foi detido polas forzas represivas, o pasado 22 de xullo, despois que membros do PC maoïste fixeran unha pintada na fachada da vivenda dun político corrupto, en Nantes. O camarada Theó ten feito unha folga de fame para reclamar seu carácter de prisioneiro político.
correovermello-news
Compostelle, 23.08.19
Des sources du Comité de la construction du PC maoïste de Galice ont annoncé le lancement de la campagne de solidarité "Postcards for Theo". Dans le même esprit, il était destiné à faire entendre la voix de ce prisonnier politique français injustement en prison tout en manifestant son soutien à la camaraderie dans ces circonstances.
Le camarade Théo El Ghozzi, 27 ans, a été arrêté par les forces répressives le 22 juillet après que des membres du PC maoïste aient peint une peinture sur la façade de la maison d'un homme politique corrompu à Nantes. Le camarade Theó a entamé une grève de la faim pour revendiquer son caractère de prisonnier politique.
Vous pouvez lui écrire : Théo EL GHOZZI
Quartier "Arrivants" / Numéro d’écrou 69139
Centre Pénitentiaire de Nantes
Rue de la Mainguais / 44000 NAONED / FRANCE
Quartier "Arrivants" / Numéro d’écrou 69139
Centre Pénitentiaire de Nantes
Rue de la Mainguais / 44000 NAONED / FRANCE
Declaración Internacional de organizacions da xuventude condea ocupación da Cachemira e defende o dereito de autodeterminación dos pobos.
Déclaration internationale : Le Cachemire doit obtenir une indépendance totale
août 22, 2019
La Cause du Peuple
20 août 2019
Un décret récent adopté par le Parlement indien a suspendu le statut spécial d’Etat du Cachemire qui avait duré pendant près de 70 ans. Ce statut a été supprimé en abrogeant les « clauses 370 et 35 (A) » de la constitution indienne. Le gouvernement du BJP considère cela comme un la “correction d’une erreur historique”. Narendra Modi met en place une machination macabre pour affaiblir le mouvement indépendantiste viable et dynamique du peuple cachemiri. Nos disons que l’Inde, le Pakistan et la Chine, les trois grandes puissances de la région sont également responsables de la condition actuelle du Cachemire. Pour atteindre la liberté réelle, le Cachemire doit être libéré de ses chaînes collectives.
L’évolution de la situation politique au Cachemire montre bien que d’ici peu des mesures de répression sévère et des oppressions brutales seront infligées à ce peuple. De nombreux Cachemiri ont déjà été victimes d’assassinats et d’arrestations depuis la déclaration. Cela présente le vrai visage de l’État indien au monde. Fondamentalement, le Cachemire a été déconnecté du monde. Tout type de communication, comme par exemple le réseau mobile, a été coupé. Le Cachemire est déjà confronté à une crise alimentaire. Nous protestons contre une telle brutalité du gouvernement indien.
L’ancienne loi interdisait à quiconque en dehors du Cachemire d’obtenir des terres et de faire des affaires. Cette loi a été annulée. Ainsi, la société impérialiste et les entreprises indiennes vont étendre leurs griffes au cœur du Cachemire. Le gouvernement Modi n’aura peut-être aucune difficulté à se faire reconnaître une fois de plus en tant que dirigeant fort, rigide, démocrate et compétent. Plus il reçoit leurs louanges et de flatteries, plus il attise la haine permanente des braves gens que sont ses opposants. Amit Shah a qualifié les combattants de la liberté d’opérateurs pakistanais. Nous condamnons son affirmation. Narendra Modi et son gouvernement doivent faire face aux combattants de la liberté cachemiris. Un jour viendra sûrement où le drapeau indépendant du Cachemire flottera au vent sur un Cachemire indépendant.
Nos organisations s’opposent sévèrement à cette décision du gouvernement Modi et expriment leur solidarité envers le peuple cachemiri. Nous appelons à un mouvement à part entière et uni pour l’indépendance du Cachemire aux côtés de tous les travailleurs, paysans et peuples opprimés du monde entier contre le fascisme hindou du gouvernement BJP-Modi. Nous déclarons que seuls les Cachemiri ont le droit de prendre leurs affaires en mains.
Kara Lenina Taggaoa, porte-parole de la Ligue des étudiants philippins, Philippines
Atif Anik, président du Mouvement révolutionnaire étudiant-jeunesse, Bangladesh
Nur Sumon, secrétaire générale, Chatra Ganamanch, Bangladesh
Bhushan Longjam, secrétaire général, Union des étudiants socialistes du Manipur (SSUM)
Chiranjiwi dhakal, Annsu (R), Népal
Liu Yang, Jeunes Révolutionnaires dans l’État chinois
Vishnu, secrétaire d’Etat, Association des Etudiants Démocrates, Kerala-Inde
Hannah Gonzalez, au nom de «lutte et Critique», un cercle d’étude en Suisse
Camarade Thomas, au nom des «Jeunes révolutionnaires», Etat français
jueves, 22 de agosto de 2019
Bangla Desh: De las cenizas de Rana Plaza a las huelgas salvajes. Un artículo de Saurav Sarkar. (El Salto)
Bangla Desh: De las cenizas de Rana Plaza a las huelgas salvajes
Por Saurav SarkarEl movimiento obrero de Bangla Desh quiere ir más allá en la conquista de sus derechos y ha planteado este año varias huelgas con las que pretenden una equiparación salarial a las condiciones de vida del país.
El 23 de abril de 2013 un equipo de televisión local grabó imágenes de las grietas en el complejo de fábricas Rana Plaza en Dhaka (Bangladesh). Se evacuó el edificio, pero el propietario del edificio declaró que era seguro y ordenó a los trabajadores que volvieran al día siguiente. Un proveedor de Walmart alojado en el edificio, Ether Tex, amenazó con retirar un mes de salario de cualquier trabajador que no volviera.
El edificio se derrumbó el 24 de abril, y cuando finalmente se retiraron los escombros, se encontraron 1.134 personas muertas, junto a otras 2.500 heridas. Fue el peor desastre industrial en la historia de la industria textil.
“Rana Plaza mostró al mundo que las auditorías de seguridad autorreguladas en Bangladesh eran una farsa”, dice Léonie Guguen de la federación sindical industrial global IndustriALLDe las cenizas de Rana Plaza surgió el Acuerdo de Bangladesh sobre Seguridad en la Construcción de Edificios y de Instalaciones de Sistemas contra Incendios. Un convenio internacional entre organizaciones sin ánimo de lucro, fabricantes y comercios occidentales, federaciones sindicales locales de Bangladesh, y varios grandes sindicatos globales, el Acuerdo ha supervisado la seguridad en la construcción y anti-incendios en 1.700 fábricas de Bangladesh durante los últimos seis años para las marcas firmantes.
Entre las disposiciones principales del Acuerdo estaban la supervisión independiente de las fábricas, trabajadores y sindicatos incluidos, comités de salud y seguridad electos en los centros de trabajo, un mecanismo para las quejas de los trabajadores, el derecho a negarse al trabajo peligroso, y la divulgación pública de nombres de empresas, datos de inspecciones y planes de reparación.
Antes del derrumbe del Rana Plaza, las mismas fábricas de ropa eran en general responsables de controlar las condiciones de las fábricas, con programas de supervisión ornamentales que ofrecían cobertura de relaciones públicas a las marcas occidentales.
“Rana Plaza mostró al mundo que las auditorías de seguridad autorreguladas en Bangladesh eran una farsa”, dice Léonie Guguen de la federación sindical industrial global IndustriALL. “Era el momento para algo radicalmente diferente, y algo que tuviera músculo”.
El Acuerdo difería de las alternativas de puro blanqueo en que era legalmente vinculante y requería que las marcas mantuvieran sus relaciones con los proveedores mientras se estaban haciendo las reparaciones a las fábricas. En otras palabras, las marcas occidentales ya no podían salir corriendo al primer signo de problemas o echar la culpa de las condiciones de seguridad puramente sobre los actores locales en vez de pagar por las reparaciones.
RESULTADOS
Los resultados del Acuerdo han sido impresionantes en términos de la seguridad en los centros de trabajo. Ha llevado a cabo 30.000 inspecciones y solucionado más del 90% de las violaciones en mil fábricas. Las reparaciones afectan a 2,5 millones de trabajadores aunque quedan por hacer algunas de las mejoras más costosas, según el Foro Internacional de Derechos Laborales (IRLF, por sus siglas en inglés), un firmante del Acuerdo en calidad de testigo.
El Acuerdo supuso credibilidad —y, muy importante, los dólares aportados por marcas internacionales que se enfrentaban a un desastre de relaciones públicas— para mejorar las condiciones de seguridad en las fábricas textiles de Bangladesh.
Ocho sindicatos bangladeshíes estuvieron en la mesa, así como IndustriALL y otra federación sindical global, UNI. De forma crucial, decenas de marcas internacionales —en su mayoría europeas— firmaron.
“El Acuerdo ha sido valioso en la medida en que ha ayudado a abrir algo de espacio para que los trabajadores se organicen”, dice Monika Hartsel, del Centro de Solidaridad. “Les da un poco de cobertura al saber que las marcas relacionadas con las fábricas que están organizando pueden ser más receptivas”.
Aunque el acuerdo se centró en la seguridad y salud en el trabajo, los propios trabajadores textiles presionaron por salarios más altos con huelgas salvajes a finales de 2018 y principios de 2019Los defensores del Acuerdo señalan en concreto a su mecanismo de quejas de los trabajadores como una forma de dar una voz a los trabajadores. Por ejemplo, un informe de mayo de 2019 de la ILRF destacaba una situación de 2017 en Ananta Apparels, que tenía un daño estructural en el edificio que hizo temer a los trabajadores un derrumbe inminente como el de Rana Plaza. Los supervisores, los propietarios de la fábrica y la asociación de fabricantes textiles engatusaron y coaccionaron a los trabajadores para volver al trabajo, pero los trabajadores registraron una queja independiente con el Acuerdo con la ayuda de la Federación Nacional de Trabajadores Textiles. Se cerró y reparó la fábrica, y a los trabajadores se les devolvieron cuatro días de paga por trabajo no realizado.
LIMITACIONES
Pero, ¿fue suficiente? El Acuerdo no se centró principalmente en el derecho a organizarse. Chaumtoli Huq, profesora de la Facultad de Derecho de la Universidad de Nueva York y realizadora de la película de 2017 Sramik Awaaz(“Voces de trabajadores”) sobre la industria de la ropa bangladeshí, dice que ése es un problema. “Los trabajadores a los que entrevisté en mi documental fueron muy claros sobre lo que piensan que debe ocurrir —no era renovar el Acuerdo, era poner un sindicato en mi fábrica”. Afirma que el movimiento de solidaridad internacional no está escuchando lo bastante a esos trabajadores.
En 2018, cuando se extendió la duración del Acuerdo pasados sus cinco años iniciales, añadió como principio la protección de la libertad de asociación, un importante paso adelante. Pero para entonces, los temas de salud y seguridad y el poder de los trabajadores se habían apartado como temas por los que luchar. Mientras la red de solidaridad internacional se centraba en el trabajo del Acuerdo sobre seguridad en la construcción y anti-incendios, los propios trabajadores textiles presionaban por salarios más altos con huelgas salvajes a finales de 2018 y principios de 2019.
“Lo que es raro es que tienes casi estos dos movimientos paralelos —tienes el elemento del Acuerdo y el elemento de los salarios y la sindicalización”, dice Huq.
A pesar del trabajo del Acuerdo, los salarios siguen siendo abismalmente bajos en Bangladesh —los salarios medios en las fábricas bangladeshíes son los más bajos de cualquiera de los mayores países exportadores de ropa a nivel mundial.
“Cada uno tiene un ámbito de trabajo: el Acuerdo estaba pensando en la seguridad en la construcción y la seguridad de los trabajadores tras Rana Plaza y Tazreen [fábrica de Dhaka donde 117 trabajadores murieron en un incendio en 2012]”, dice Nomita Nath, presidenta de la Federación Sindical Independiente de Trabajadores Textiles de Bangladesh. “Si hubieran trabajado sobre la libertad de los trabajadores para unirse a sindicatos, habría estado bien. Pero lo que hicieron es correcto”.
EXTENSIÓN
Tras un retraso prolongado en las negociaciones entre el Acuerdo y la poderosa Asociación de Fabricantes y Exportadores de Ropa de Bangladesh (BGMEA, por sus siglas en inglés), el Tribunal Supremo de Bangladesh acordó en mayo extender la duración del Acuerdo por 281 días.
Ha habido respuestas diversas a la extensión entre los defensores del Acuerdo. IndustriALL saludó el anuncio como un progreso, dado que había dudas sobre si se permitiría que el Acuerdo siguiera funcionando en Bangladesh.
La represión no es nueva en el sector textil de Bangladesh. Protestas masivas similares en 2016 llevaron a 2.000 despidos y a los arrestos de una decena de activistas, que fueron a la cárcelPero la interpretación de la BGMEA del memorando de entendimiento que extiende el Acuerdo restringiría duramente la capacidad del Acuerdo para alejar a las empresas de las fábricas inseguras, participar en inspecciones independientes y establecer planes de aumento de la seguridad en fábricas recientemente inspeccionadas.
Babul Akther, presidente de la Federación de Trabajadores Industriales y Textiles de Bangladesh, dijo a Reuters que “este acuerdo comprometerá la seguridad de los trabajadores textiles dado que no habrá toma de decisiones independiente por el Acuerdo”.
Akther añade que se marginó a los sindicatos locales de las negociaciones, que fueron entre el Acuerdo y la GMEA y aprobados por el Gobierno de Bangladesh.
HUELGAS
50.000 trabajadores textiles fueron a la huelga en Bangladesh en diciembre y enero para protestar contra el aumento gubernamental del salario mínimo, que se quedó muy por debajo de sus reivindicaciones. De 95 dólares [85 euros] al mes, el nuevo salario mínimo es menos de un cuarto de lo que sería un salario mínimo en Bangladesh según el Consorcio de Derechos de los Trabajadores.
Los huelguistas se enfrentaron a la violencia policial y a despidos masivos de casi 12.000 trabajadores. Se fabricaron cargos delictivos contra cientos de trabajadores.
La represión no es nueva en el sector textil de Bangladesh. Protestas masivas similares en 2016 llevaron a 2.000 despidos y a los arrestos de una decena de activistas, que fueron a la cárcel. En la industria de la ropa de Bangladesh, los abusos contra los trabajadores que se intentan organizar son comunes, incluyendo acoso, despidos, listas negras y ataques físicos.
Aunque el país no es un actor global tan importante como China, la industria textil de Bangladesh es la segunda del mundo y vital para la economía nacional. Las exportaciones de ropa bangladeshíes totalizaron 31.000 millones de dólares [28.000 millones de euros] al año hasta junio de 2018, lo que supone el 84% del total de las exportaciones de la nación.
Artículo original publicado en Z.net: Bangladesh Workers Organize Wildcat Strikes. Traducido para El Salto por Eduardo Pérez.
El Salto / publicado en Kaos en la Red.
FRANCIA: El 14 y el 19 de septiembre acciones por la liberación del camarada Georges Ibrahim Abdallah.
MANIFESTATION A LA FÊTE DE L’HUMANITE
SAMEDI 14 SEPTEMBRE 2019, 15h00
Georges Abdallah, militant communiste libanais, combattant pour la lutte de libération nationale de la Palestine, est incarcéré dans les geôles de l’État français depuis presque 35 ans. Condamné à perpétuité pour complicité dans des actes de résistance revendiqués par les Fractions armées révolutionnaires libanaises, alors que son pays le Liban, était envahi par les troupes sionistes, il est libérable depuis 1999. Malgré deux libérations prononcées par le tribunal d’application des peines, Georges Abdallah est maintenu en prison : la justice française, aux ordres d’un gouvernement soucieux de préserver les intérêts impérialistes français au MoyenOrient, maintient Georges Ibrahim Abdallah en prison depuis presque 35 ans. Aujourd’hui, il est le plus ancien prisonnier politique en Europe.
Georges Ibrahim Abdallah est un prisonnier politique qui n’a ni regrets ni remords pour le combat qu’il a toujours mené et qu’il poursuit aujourd’hui pour la justice, la liberté et l’émancipation des peuples opprimés. Ce combat s’inscrit pleinement sur le terreau des luttes actuelles. C’est le combat des révoltes justes et légitimes de celles et ceux qui s’opposent à l’offensive capitaliste et à ses guerres impérialistes de pillage. C’est le combat de toutes celles et ceux qui font face à la violence répressive d’Etat, qui s’abat sur eux pour tenter de les bâillonner, que ce soit dans la rue, dans les quartiers populaires ou pour les militants politiques et syndicaux. Ce combat de toute une vie est aussi le nôtre !
Il est de nos luttes, nous sommes de son combat ! C’est pourquoi nous appelons toutes celles et ceux qui comme nous, sont aux côtés des peuples en lutte, au côté de la résistance Palestinienne, qui combattent le capitalisme, l'impérialisme, le sionisme, le colonialisme et les États réactionnaires arabes, à se joindre à nous pour exiger la libération de Georges Abdallah et à être nombreux dans nos rendez-vous :
• Samedi 14 septembre 2019 pour une manifestation dans la fête de l’Humanité
Rendez-vous au croisement allée Tubman / allée Guevara à 15h
Village du monde dans la fête de l’Huma
• Samedi 19 octobre 2019 devant la prison de Lannemezan (65).
Un bus partira le vendredi 18, au soir, de Paris (pour infos contact à l’adresse mail ci-dessous).
Campagne unitaire pour la libération de Georges Ibrahim Abdallah
campagne.unitaire.gabdallah@gmail.com
miércoles, 21 de agosto de 2019
Sobre la cuestión nacional en el Estado español, refutando las tesis de los hotxistas de RC. Un artículo del camarada Miguel Alonso.
Sobre la
cuestión nacional en el Estado español, refutando las tesis de los hotxistas de
RC.
Miguel Alonso.
El
imperialismo es la época de la opresión de las naciones del mundo entero, por
un puñado de ‘grandes’ potencias, razón por la cual la lucha por la revolución
socialista internacional contra el imperialismo es imposible sin el
reconocimiento del derecho de las naciones a la autodeterminación. ‘Un pueblo
que oprime a otros pueblos no puede ser libre’ (Marx y Engels). Un proletariado
que acepte que su nación ejerza la menor violencia sobre otras naciones no
puede ser socialista.”
Lenin
Esta cita
del camarada Lenin, la hemos tomado del reciente documento de la revista De Acero del PML (rc) dedicado monográficamente a la cuestión nacional y al Estado
español.
El texto,
que tiene la virtud (negativa) de estar bien argumentado, desde lo formal, con
citas de Marx, Lenin y Stalin, les lleva a concluir que el Estado español es
una nación, cuestión esta, que afirman ha sido ocultada, históricamente, por
los revisionistas carrillistas del P”C”E.
La Cuestión
Nacional, es sin duda, una de las tareas pendientes de la revolución democrática-burguesa
en el Estado español y su solución, postergada o reprimida, no ha impedido, su
reiterada aparición en escena.
RC en su
documento reivindica el derecho a la autodeterminación de los pueblos, pero
toma posición contra la independencia de los mismos, aduciendo que son
movimientos hegemonizados por la burguesía de esos pueblos. Y es cierto, camaradas,
que están dirigidos por la burguesía, al menos en Catalunya y Euskal Herria y
por la pequeña burguesía en el caso de Galiza. También es cierto que la “nación
española” es un estado burgués coronado por Franco y que su crisis y su ruptura
solo pueden beneficiar a la revolución proletaria, de forma objetiva.
La posición
de los comunistas es, aprovechando la crisis del Estado burgués, hacer
la revolución. Algo que hicieron Lenin o Mao. No nos imaginamos a Lenin, como
un social-patriota, defendiendo la unidad del imperio ruso. Y Mao Tse-tung, el
artífice del Frente Único anti-japonés, no abandonó la senda de la revolución
de Nueva Democracia por el patriotismo de “Gran Han” de la burguesía
reaccionaria del Kuomintang.
El análisis
concreto de la situación concreta nos indica que la ruptura del actual estado
español, puede representar un avance importante de las fuerzas revolucionarias
y que cualquier proyecto de unidad de las naciones ibéricas tendrá que ser
desde estados soberanos.
Los
comunistas trabajaremos siempre por la unidad del proletariado pero también desde la máxima “ningún pueblo que
oprime a otro, puede ser libre”. El internacionalismo proletario se basa en la
unidad de la clase y el respeto a los pueblos y naciones que conforman el
mundo.
Es correcto
el recelo ante la dirección burguesa de los movimientos de liberación nacional,
ya que esta dirección, suele traficar con los legítimos sentimientos del pueblo,
para traicionar la lucha, si esta pone en peligro la hegemonía de la burguesía
o a la fracción de la misma que representan.
Así vemos hoy
a los partidos burgueses catalanes retroceder frente a la declaración de
independencia o como en su mayoría escapan al “exilio” incluida la radical Anna
Gabriel de las CUP.
El
proletariado y su Partido son los únicos capaces, por medios revolucionarios,
de llevar a cabo esta tarea de la revolución democrática, hoy íntimamente unida
a la lucha revolucionaria por el
Socialismo.
El problema
del dogmato-revisionismo es su incapacidad para ver los hechos. Anclados en su
defensa de una nación española, la de la 2ª República o del periodo de la
Guerra Civil Revolucionaria. Cuyo balance se basa en la línea derechista de negar
y ocultar la revolución, por una supuesta “guerra de independencia” frente a la
agresión nazi-fascista dándose así la mano, con los renegados liquidadores del
P”C”E.
Otro
problema que no analizan, solo plantean la formula de Lenin “un estado, un partido”
como un deber para organizarse los comunistas.
El análisis
concreto de la situación concreta, el análisis de las contradicciones, no se
basa en formulas rituales, esa es la concepción dogmatica que convierte en
letra muerta el marxismo.
Lenin y Mao
que analizaron la situación en sus países, consideraron la formula “1Estado1Partido”
como la necesaria para el proceso revolucionario en Rusia y China.
Mas será, la
III IC quien lo convierta en formula obligatoria, durante un largo periodo, hasta
que esta, sea puesta en cuestión, con la admisión del Partido Socialista
Unificado de Catalunya (PSUC) en 1939.
La práctica
de la forma obligatoria de la III comunista internacional nos llevo a ver, como
el PC francés pretendía ser dirigente de las revoluciones en el imperio
colonial o imponer formulas como el Partido
Comunista de Indochina a pueblos tan diferentes como el de Kampuchea,
Vietnam o Laos. Lo que permitió que los vietnamitas hegemonizaran el éxito en
la guerra contra Francia, en detrimento de Kampuchea o de Laos, en las
conversaciones de Ginebra. Por no citar el caso de Argelia, que en su empeño de
“legitimidad comunista”, dejo en manos del FLN la dirección del proceso
revolucionario. Algo semejante a lo que ocurrió en las colonias africanas de
Portugal.
De esas experiencias
negativas, debemos de sacar lecciones y aprender. Dando por sentado que los
comunistas deben dirigir los procesos de liberación nacional, partiendo de su
propio Partido. Es por esto, que defendemos la creación de partidos propios en
las nacionalidades. Partidos comunistas, de nuevo tipo, coordinados con los otros del territorio que conforma el
Estado burgués.
Esto lo
aplica, hoy, el gran Partido Comunista de la India (maoísta) en el caso de
Manipur, colaborando codo con codo con los camaradas del Partido Comunista
maoísta de Manipur, no como un “partido padre” sino en plena igualdad entre
camaradas.
Así vemos,
como urgente, la necesidad para el proletariado en las nacionalidades en el
Estado español Euskadi, Galiza, Catalunya la construcción de sus propios partidos
comunistas, partidos de nuevo tipo, armados con el marxismo-leninismo-maoísmo,
principalmente maoísmo y cuya aplicación de forma creativa, a las condiciones
concretas de cada proceso revolucionario, es la clave y no defender el falso patriotismo
reaccionario del Estado imperialista burgués.
PHILIPINAS: El ejército reaccionario ocupará las universidades y los institutos.
correovermello-noticias
Manila, 20.08.19
El Ejército del viejo Estado, tiene previsto establecer vigilancia armada en institutos de secundaria y universidades del país, según han revelado un portavoz del Ejército del régimen genocida de Duterte.
La medida, obedece al intento de frenar el control de las organizaciones estudiantiles, que han calificado de "fachada del Partido Comunista de las Philipinas y del Nuevo Ejército del Pueblo."
Según el portavoz militar, las autoridades locales piden este control, ante el masivo reclutamiento de los jóvenes, por parte de los maoístas.
La medida, cuya gravedad representa un paso más hacia la dictadura militar, es contraria a todo derecho internacional, se pretende aplicar en todo el país, informa la agencia DPA.
martes, 20 de agosto de 2019
INDIA: Maoístas ejecutan a dos soplones en Bihar.
correovermello-noticias
New Delhi, 20.08.19
Dos individuos fueron ejecutados, en el día de ayer, por una escuadra del EGPL en el mercado de Manapur, en el distrito de Lakhisarai, Bihar, acusados de ser informantes policiales.
La acción tuvo lugar, sobre las 11:00 am. mientras los individuos, uno de ellos contratista de obras, estaban en el mercado. Según testimonios fueron atacados por maoístas que dispararon sobre ellos con fusiles de asalto AK-47. Los cuerpos de los soplones, permanecieron en el suelo mas de 4 horas, reporta el Hindustan Times.
Las fuerzas represivas, tardaron en adentrarse en la zona, por temor a posibles minas colocadas por los maoístas.
Lakhisarai es uno de los cuatro distritos de Bihar que se encuentra dentro de los 30 distritos que siguen siendo los más afectados por la guerra popular en el país. Los otros tres distritos son Gaya, Aurangabad y Jamui.
POESIA REVOLUCIONARIA: Dos poemas de Rafael Alberti.

A LAS BRIGADAS INTERNACIONALES
Venís desde muy lejos… Mas esta lejanía
¿qué es para vuestra sangre, que canta sin fronteras? La necesaria muerte os nombra cada día,
no importa en qué ciudades, campos o carreteras. De este país, del otro, del grande, del pequeño, del que apenas si al mapa da un color desvaído, con las mismas raíces que tiene un mismo sueño,
sencillamente anónimos y hablando habéis venido.
No conocéis siquiera ni el color de los muros
que vuestro infranqueable compromiso amuralla. La tierra que os entierra la defendéis, seguros,
a tiros con la muerte vestida de batalla.
Quedad, que así lo quieren los árboles, los llanos, las mínimas partículas de la luz que reanima
un solo sentimiento que el mar sacude:
¡Hermanos! Madrid con vuestro nombre se agranda y se ilumina.
(Capital de la Gloria)
GALOPE
Las tierras, las tierras, las tierras de España, las grandes, las solas, desiertas llanuras.
Galopa, caballo cuatralbo, jinete del pueblo,
al sol y a la luna.
¡A galopar, a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!
A corazón suenan, resuenan, resuenan las tierras de España en las herraduras.
Galopa, jinete del pueblo, caballo cuatralbo,
caballo de espuma.
¡A galopar, a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!
Nadie, nadie, nadie, que enfrente no hay nadie; que es nadie la muerte si va en tu montura.
Galopa, caballo cuatralbo, jinete del pueblo,
que la tierra es tuya.
¡A galopar, a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!
(Capital de la Gloria)
Literatura Universal – GERMAN HERRERA JIMENEZ
lunes, 19 de agosto de 2019
CACHEMIRA / JAMMU: Aumenta la represión frente a la resistencia popular.
correovermello-noticias
New Delhi 18.08.19
A pesar de tratar de ocultar la situación, que se vive en la zona, después de la abolición de la autonomía el pasado día 5 de agosto, con noticias sobre la normalidad de la vida en Cachemira/Jammu, con la reapertura de los colegios, obligando a los maestros y directores a la apertura de los centros, fuentes de agencias internacionales afirman, que las fuerzas de ocupación indias han vuelto a instaurar las medidas de "toque de queda" en Srinagar y otras localidades, despues de violentos enfrentamientos el pasado sábado. Se informa de mas de 20 heridos por disparos de las fuerzas represivas y al menos cinco personas se encuentran muy graves.
Fuerzas de las CRPF, atacaron a los manifestantes con gases lacrimógenos y granadas aturdidoras así como con disparos de perdigones y balas de fusil, en los barrios de Rainawari, Nowhetta y Gojwara, en la zona antigua de Srinagar.
Se mantiene el bloqueo de servicios de Internet, telefonía móvil y aumenta el numero de detenidos por las autoridades de ocupación, que según fuentes, rebasan ampliamente el millar.
BRASIL:RJ: Moradores do Borel protestam contra morte do estudante Gabriel em operação da PM.
Fotos: Victor Prat

Moradores de várias favelas do Rio de Janeiro, especialmente do Borel, protestaram contra a Polícia Militar (PM) e contra a política de extermínio de Wilson Witzel e seus antecessores, no dia 17 de agosto. O ato foi organizado pela família do jovem Gabriel Pereira Alves, morto no ponto de ônibus durante uma operação policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), no dia 9 de agosto, enquanto esperava condução para a escola.
Participaram do ato, também, mães e familiares vítimas da violência perpetrada pelo velho Estado, pessoas que perderam seus entes queridos nessa guerra civil antipovo e reacionária. Eles provinham de várias favelas: Chapadão, Alemão, Manguinhos e muitas outras.

A marcha, que iniciou-se na entrada do Morro do Borel, na Tijuca (zona norte), e encerrou-se na praça Saens Peña, no mesmo bairro, teve faixas e cartazes de protesto erguidos pelos manifestantes, como a que dizia: Borel pede justiça!, carregada pela família do jovem Gabriel. Centralmente, outros familiares e amigos levavam uma faixa que dizia: Vidas negras e faveladas importam! Ao redor do ato, liam-se faixas como: Se morrer mais um irmão, o morro vai descer e vai ter rebelião!, Se a PM não parar de nos matar, a juventude das favelas vai se rebelar! e outras.

Outros cartazes denunciavam a política de genocídio aplicada pelo governador do Rio de Janeiro. Um deles, erguido por um jovem dizia: Witzel assassino e terrorista! Rebelar-se é justo! Outro, levado também por uma moradora do Borel, dizia: Witzel, por que você não joga seus mísseis em Brasília? Lá estão os verdadeiros bandidos! Na praça Saens Pena, no mesmo bairro, uma manifestante queimou a capa de um jornal, onde aparece o rosto de Wilson Witzel.
Durante todo o ato a PM empreendeu um cerco aos manifestantes, mobilizando um número desproporcional de militares. Na parte de trás da marcha havia cinco viaturas das Rondas Especiais e Controle de Multidões (Recom) da PM e, na frente, pelo menos outras três acompanhavam os manifestantes.
Ao menos cinco viaturas perseguiu a marcha; PMs tiraram fotos, filmaram e debocharam dos familiares e vítimas
Estiveram presentes também vários movimentos populares, como a Rede de Mães contra a Violência do Estado, Mães sem Fronteiras, Mães de Manguinhos, o Movimento Feminino Popular (MFP), a Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), entre outros.
Opressão gera luta
A marcha foi precedida de falas das mães e familiares de vítimas do velho Estado. Dentre os familiares, a tia do Gabriel, Regina, deu um vibrante grito de protesto:
“Eu tenho 56 anos e eu já vi coisas aqui, no Morro do Borel, que a maioria dos jovens não viu. Eu já vi policiais entrarem nas nossas casas revirando, derrubando tudo. Nós não tínhamos voz, não podíamos abrir a boca para falar nada. Somos oprimidos, e isso é angustiante. Éramos acoados como animais! Era assim que eu me sentia, como um animal. Eu não tinha voz, não podia falar, não podia abrir a minha boca. Eu sentia medo”.

Regina, tia do jovem Gabriel, denunciou anos de crimes da polícia no Borel
Ela prosseguiu: “Eu tinha sonhos, e um deles era ser policial. Eu achava que se tratava de proteger as pessoas, assim eu pensava. Mas quando eu vi a polícia entrar dentro de uma comunidade e agir como se todos fossem bandidos, chegar ao ponto de apontar o dedo para a minha cara e falar que iriam me matar se eu falasse sobre o que eu estava vendo naquele momento... Aí acabou. Eu não acredito em nenhuma polícia que age assim!”, sentenciou.
“Podem rir!”, disparou uma das mães vítimas do Estado, moradora do Complexo do Chapadão, referindo-se aos policiais que zombavam das vítimas durante as falas. “Podem rir, mas o poder está na nossa mão! E nós não vamos mais admitir que vocês, assassinos, continuem nos matando!”, completou.
“Me solidarizo com a família do Gabriel. Temos que lutar mesmo. Estamos juntos, juntos! Ombro a ombro! Porque, agora, aparece todo mundo, mas na hora do aperto é só a gente, na nossa favela. Todos que entram para essa politicagem acabam se corrompendo! E quem não se corrompe, acaba igual a Marielle! Lá dentro tem que ser ordinários igual a eles, se não fechar com eles acaba morto!”, prosseguiu. E cravou: “Não esperem cair nada no seu telhado, não! É só com uma Grande Revolução popular e democrática que a gente vai conseguir tudo! Contra esse Estado, esses fascistas que querem nos oprimir! Eleição é uma farsa!”.

“A morte do Gabriel não é um caso isolado. Não é um engano da polícia e nem uma fatalidade. Só nos primeiros seis meses do ano foram mais de 880 mortos no estado pela polícia. A maioria desses jovens foram mortos como 'suspeitos'. Quantos deles, jovens trabalhadores e estudantes, inocentes, não puderam sequer provar sua inocência! Na verdade, as ‘autoridades’ sabem muito bem dessa injustiça, mas seguem aplicando essa política”, afirmou uma militante da UV-LJR, movimento que organiza jovens das favelas e periferias, em entrevista ao AND.
“É uma política de extermínio desse velho Estado contra a juventude preta e pobre, para exterminar e aterrorizar esses jovens das favelas que são humilhados e explorados todos os dias. É uma política para impedir que eles se rebelem, porque o velho Estado tem medo da revolução. E a luta é o caminho, e não se candidatar, virar vereador... O caso da Marielle deixou claro: não há nada para as pessoas honestas ali, a não ser corromper-se ou morrer. Nenhuma mudança virá de dentro, porque o parlamento é só um teatro, as decisões e o poder real são dos ricaços, e são eles que têm interesse em prosseguir esse extermínio. Só uma transformação radical, vinda do povo, mudará isso”, concluiu.
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