sábado, 6 de febrero de 2016

BRASIL: Pistoleiros causam mais destruições, mortes e terror no Vale do Jamari

 
 
Pistoleiros causam mais destruições, mortes e terror 
no Vale do Jamari
Jovem é assassinado e outro está desaparecido, sub metralhadora é apreendida, policiais trocam tiros
 
Jaru, 04 de fevereiro de 2016
 
No Vale do Jamari, pelo menos 3 ataques brutais foram cometidos por bandos de pistoleiros fortemente armados, incluíndo um policial militar, pelo menos, no período de apenas 5 dias. Mais provas irrefutáveis do que sempre denunciamos. Mas não se viu gritaria alguma do ouvidor nacional dos latifundiários Gercino da Silva, nem do governador Confúcio Moura / PMDB, muito menos do comandante geral da PM coronel Ênedy e da imprensa marrom, como fazem quando camponeses invadem latifúndios como pressião pela reforma agrária falida, fazem manifestações, interditam estradas ou resistem a despejos. Ao contrário, mentem para enganar os incautos de que os camponeses em luta pela terra são os responsáveis pelo terror que tem vigorado na região.
 
Mas contra fatos não há argumentos. Vamos a eles.
 
Acampamento Paulo Justino e Assentamento Terra Prometida
 
No dia 27 de janeiro, 15 pistoleiros armados invadiram o sítio de um camponês do Assentamento Terra Prometida, localizado na linha C 60, no município de Ariquemes, ameaçaram-no, espancaram-no com um facão, jogaram seus pertences para fora de casa e destruiram, inclusive uma moto e dois carro. Seus familiares não foram agredidos porque conseguiram se esconder.
 
Este foi mais um crime a mando do latifundiário Antônio Carlos Faitaroni e da recém criada Associação de latifundiários do Vale do Jamari que tem aterrorizado a região, desde novembro de 2015, quando 25 camponeses tomaram a fazenda Santo Antônio (antiga fazenda Pedra Bonita), situada na Gleba 06 de Julho, no município de Alto Paraíso, de 2000 alqueires que Faitaroni alega ser sua. Depois que os trabalhadores foram brutalmente despejados por pistoleiros, acamparam provisoriamente num lote cedido por um trabalhador do Assentamento Terra Prometida, num ato de solidariedade. É longa a lista de crimes deste latifundiário, seus pistoleiros e policiais: despejo, agressões, tortura, ameaças, roubos e assassinatos bárbaros de Enilson e Valdiro, líderes do Acampamento Paulo Justino, no dia 23 em Jaru (acompanhe na página resistenciacamponesa.com).
 
Mas nada disto é encontrado na imprensa mercenária que mostra os latifundiários como se fossem homens de bem, produtores rurais, a nata da sociedade e esconde que eles são os verdadeiros bandidos e terroristas de Rondônia. Como o jornaleco Rondônia Vip, que aproveitou para caluniar a LCP mais uma vez, acusando-a dos crimes cometidos pelos pistoleiros neste último ataque no Assentamento Terra Prometida.
 
E como já é tradição, eles mesmos se contradizem. No título nos acusam: “Homens da LCP invade (sic) fazenda a procura de ex-companheiro para matá-lo e causa tiroteio e destruição”. Mas no corpo da matéria dizem que um “grupo rival” da LCP provocou a destruição: “os sem-terras da LCP se correram (sic) para o mato, (...) os 'inimigos' aproveitaram a falta de resistência: reviraram toda a casa, quebraram os vidros de uma picape branca com uma marreta, e por fim, furaram o tanque de uma moto e cortaram o banco, além de queimarem o veículo Gol roubado, com placas de Jaru, que teria sido utilizado pelo bando que representaria a Liga”. E as contradições não param por aí. No começo da matéria, dizem que o ataque aconteceu num sítio do Assentamento Terra Prometida, mas mais à frente, afirmam que foi na fazenda Pedra Bonita.
 
Rondônia Vip mente que não somos um movimento de luta pelo sagrado direito à terra e que nossa nova modalidade de atuação é “a invasão de propriedades rurais pequenas, tanto para ocupação quanto o roubo ou furto de diversos objetos e equipamentos agrícolas.” Mentem que conseguiram informações de que é uma prática corriqueira a fuga de prisioneiros para acampamentos localizados em assentamentos rurais ou em fazendas invadidas.”
 
Rechaçamos essas mentiras odiosas. Afirmamos categoricamente que a LCP não extorque, rouba ou ataca camponeses e demais trabalhadores. Ao contrário, enfrentamos todos os perigos para destruir o latifúndio, cortar suas terras em lotes pequenos e entregá-los a camponeses pobres sem terra ou pouca terra, para avançar a produção cooperada e para que o povo decida através das Assembleias Populares tudo o que lhes diz respeito. Nem somos os causadores do terrorismo que impera no Vale do Jamari, como afirmou Rodolfo Jacarandá, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Rondônia, durante audiência pública que organizamos em dezembro de 2015 na UNIR: “de 88 áreas identificadas pelos órgãos do Estado como 'áreas de conflitos' [nós chamamos de áreas onde os latifundiários acobertados pelas forças policiais do Estado e pelo judiciário cometem mais crimes contra a população], no máximo em 26 destas foram identificadas a participação de 'movimentos sociais' [nós chamamos de movimentos políticos de organização do povo para lutar pela terra, e política não é ficar nesse jogo eleitoreiro de PT X PSDB e Cunha x Dilma não]. Só se engana quem não conhece a realidade dos campones de Rondônia.
 
Acampamento na linha C 114, no município de Cujubim
 
Camponeses invadiram a fazenda Tucumã, localizada na linha C 114, no município de Cujubim, também conhecida como fazenda do Japonês. No dia 28 de janeiro eles foram despejados. No dia 31, 5 ex-acampados foram de carro buscar alguns pertences que tinham deixado na fazenda. Estacionaram próximo e concluíam o deslocamento a pé quando foram atacados a tiros por pistoleiros fortemente armados, que estavam numa caminhonete. Os jovens conseguiram fugir e se abrigar na mata e ao tentar retornar ao carro, foram novamente atacados a tiros, desta vez por mais pistoleiros e mais uma caminhonete. Na fuga, os jovens se separaram, um deles viu quando Ruan Hildebran Aguiar, de 18 anos, caindo ao solo. Ele e Alysson Henrique Lopes, de 23 anos, estão desaparecidos. 3 conseguiram chegar numa vila e pegar uma carona até Cujubim, onde chegaram por volta da 1 hora da madrugada. Se eles não tivessem sobrevivido e denunciado, seria mais um crime jogado nas costas dos camponeses, como briga de grupos rivais.
 
Moradores da região relataram que viram vários pistoleiros fortemente armados, com roupas camufladas, em duas caminhonetes, abrigados na sede da fazeda Tucumã. Os criminosos abordaram vários camponeses perguntando pelos invasores de terra e pelo jovem desaparecido. Certamente não queriam deixar testemunhas. No dia 1º de fevereiro a polícia localizou um corpo carbonizado dentro de um carro Santana queimado.
 
No dia 3 de fevereiro, policiais que estariam procurando pelo desaparecido abordaram uma caminhonete com 4 pistoleiros: o 3º sargento PM Moisés Ferreira de Souza, Cristovão Rodrigues, Valdemir Pires dos Santos e Daniel Francisco dos Santos. A polícia apreendeu armas de grosso calibre e vários equipamentos bélicos na caminhonete Chevrolet S 10, placa OHU-1290 e na fazenda. O arsenal apresentado pelos policiais foi: uma submetralhadora 9mm, três espingardas 12, uma espingarda 28, uma espingarda 16, um revólver 38, mais de 300 munições intactas de diversos calibres, carregadores, coletes balísticos, capuzes, um rádio transmissor, celulares e documentos de outra caminhonete Amarock.
 
Zombando da inteligência da população, a polícia disse que o sargento pistoleiro conseguiu fugir, após agredir um policial no pé, quando era colocado na viatura! Ele se juntou a vários pistoleiros que estavam escondidos na mata e que começaram a disparar contra os policiais.
 
Neste caso, também se pode ver dois pesos e duas medidas dos porta-vozes do latifúndio e do velho Estado fascistas. O jornaleco Rondônia Vip omitiu de forma muito conveniente mais um PM atuando como pistoleiro e sua fuga milagrosa. Disse que os bárbaros pistoleiros como “suspeitos” de serem “seguranças das fazendas” contratados para “proteger contra invasões dos sem-terras”. Apresentou  o terror cometido pelos criminosos como “troca de tiros”. Da mesma laia, o Canal 35 chamou os pistoleiros de “peões de fazenda”. Já um suposto ataque à fazenda Fluminense que teria sido cometido por camponeses no último dia 3 foi chamado de “Terror e destruição”.
 
Esses ataques da imprensa não é só mau jornalismo, fazem parte de um plano maior dos quadros do latifúndio e do velho Estado, comandado pelo coronel Ênedy para criminalizar, demonizar e exterminar lideranças e ativistas da luta combativa pela terra, especialmente da LCP. É urgente que se levante uma ampla e ativa campanha de defesa dos camponeses, seus líderes combativos e da luta sagrada pela terra.
 
Terra para quem nela vive e trabalha!
Lutar pela terra não é crime!
Fora Confúcio e Ênedy fascistas!

LCP - Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental
Sede: Av. Gov. Jorge Teixeira, 2423, setor 7 – Jaru/RO – CEP: 76890-000 / E-mail: lcp_ro@yahoo.com.br
Telefone fixo: (69) 3521-3637 / Celulares: (69) 9367-1616 (Claro) / 8429-9230 (Oi) / 8124-1160 (Tim) / 9999-9076 (Vivo)

jueves, 4 de febrero de 2016

GALIZA: Video e Charla-debate sobre a situación no Kurdistan, no CS A Comuna. A Coruña


EUSKAL HERRIA: Convocan manifestación para hoxe as 20:00h, na plaza Unamuno en Bilbo, en apoio a os internacionalistas detidos e ao pobo kurdo.


https://www.dropbox.com/s/y72hsyem50e78pa/20160203_111622.mp4?dl=0

Publicado en Odio de Clase 

GRECIA: Masiva huelga general paraliza el país contra la politica de la troika y del renegado Tsipras. Imagenes.


TURQUIA Y KURDISTAN NORTE: Death Anniversary of the 2011 Dersim Martyrs

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In 2011, five women comrades, political and military leaders of the guerrilla of TKP /ML-TIKKO, met death in an avalanche at the winter camp of the women’s committee.


Press Bulletin-April 2011
To the Press and Public:
5 martyrs of the TKP / ML-TIKKO dead in Dersim
In its statement of 20 April 2011, the TKP / ML-TIKKO committee of the Dersim region states that on 2 February 2011, 5 of the guerrilla fighters of the TKP / ML-TIKKO were killed after an avalanche . According to the statement of the Committee of the Dersim region, February 2, 2011 at 5am, an avalanche destroyed the Winter Camp of the Tikko woman’s committee and killed five women guerrillas.
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1- Sefagul Kesgin: Code name, Eylem; born in Erzurum in 1977. She joined the guerrillas in 2007. She had the political role of political commissar of the TKP / ML-TIKKO committee of the Dersim Region.
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2- Nursen Aslan: code name Emel; born in Tokat (Black Sea) in 1981. She joined the guerrillas in 1999. She was a advanced sympathizer TKP / ML. She had the role of commander in the TIKKO guerrilla of the Dersim region.
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3- Gulizar Ozkan: Code name, Ozlem; born in 1967 in Dersim. She joined the guerrillas in 2005. She was a advanced sympathizer of TKP/ML. She had the role of commander in the TIKKO guerrilla of the Dersim region.
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4- Fatma Acar: Code name, Dilek; born in 1983 in Mersin. She joined the guerrillas in 2006. She was a advanced sympathizer of TKP / ML. She had the role of commander in the TIKKO guerrilla of the Dersim region.
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5- Derya Aras: Code name, Sevda: born in 1979 in Erzincan. She joined the guerrillas in 2009. She was a advanced sympathizer of TKP / ML. She had the role of rank and file combatant in the TIKKO guerrilla of the Dersim region.
Although just after the landslide, immediate intervention took place, only the lifeless bodies of our five comrades were found. The Committee of the Dersim Region further states that, including comade Sefagul Kesgin, the martyrdom of our five comrades is a great loss for our organization. We know that sacrifice and death is a part of our war. In order to bear the cost of these heavy losses we will concentrate on our fight with all our capabilities and strength and will strengthen the struggle that was launched with us by our martyrs in a way that these comrades deserve.
Our five comrades have left a trace on this page of history. They took leading roles in our war and showed oppressed women the road to freedom. Their lives, like their sacrifice was a rebellion against the oppression of women for hundreds of years and their rebellion will illuminate the path of comrades who will continue the fight. We can only keep our comrades alive with their weapons we have recovered in the struggle for people’s democratic revolution, socialism and communism.
As the international office of TKP / ML we know that the way of the world proletarian revolution is a path full of commitment, sacrifice and determination. The path to the final victory can be achieved only through the knowledge of the world proletarian revolution and its ideology Marxim-Leninism-Maoism. This is why we call on all revolutionary and communist forces to take care of the memory of the martyrdom of our comrades Sefagul Kesgin, Nursen Aslan, Gulizar Ozkan, Fatma Acar, Derya Aras.
Long live Proletarian Internationalism!
Long Live the People’s War!
Long Live Marxism-Leninism-Maoism!
International Relations Office of the TKP /ML

miércoles, 3 de febrero de 2016

Google lo sabe todo de ti. Un articulo de Ignacio Ramonet en Le Monde diplomatique.


Google lo sabe todo de ti

Ignacio Ramonet


En nuestra vida cotidiana dejamos constantemente rastros que entregan nuestra identidad, dejan ver nuestras relaciones, reconstruyen nuestros desplazamientos, identifican nuestras ideas, desvelan nuestros gustos, nuestras elecciones y nuestras pasiones; incluso las más secretas. A lo largo del planeta, múltiples redes de control masivo no paran de vigilarnos. En todas partes, alguien nos observa a través de nuevas cerraduras digitales. El desarrollo del Internet de las cosas (Internet of Things) y la proliferación de objetos conectados (1) multiplican la cantidad de chivatos de todo tipo que nos cercan. En Estados Unidos, por ejemplo, la empresa de electrónica Vizio, instalada en Irvine (California), principal fabricante de televisores inteligentes conectados a Internet, ha revelado recientemente que sus televisores espiaban a los usuarios por medio de tecnologías incorporadas en el aparato.

Los televisores graban todo lo que los espectadores consumen en materia de programas audiovisuales, tanto programas de cadenas por cable como contenidos en DVD, paquetes de acceso a Internet o consolas de videojuegos… Por lo tanto, Vizio puede saberlo todo sobre las selecciones que sus clientes prefieren en materia de ocio audiovisual. Y, consecuentemente, puede vender esta información a empresas publicitarias que, gracias al análisis de los datos acopiados, conocerán con precisión los gustos de los usuarios y estarán en mejor situación para tenerlos en el punto de mira (2).

Esta no es, en sí misma, una estrategia diferente de la que, por ejemplo, Facebook y Google utilizan habitualmente para conocer a los internautas y ofrecerles publicidad adaptada a sus supuestos gustos. Recordemos que, en la novela de Orwell 1984, los televisores –obligatorios en cada domicilio–, “ven” a través de la pantalla lo que hace la gente (“¡Ahora podemos veros!”). Y la pregunta que plantea hoy la existencia de aparatos tipo Vizio es saber si estamos dispuestos a aceptar que nuestro televisor nos espíe.

A juzgar por la denuncia interpuesta, en agosto de 2015, por el diputado californiano Mike Gatto contra la empresa surcoreana Samsung, parece que no. La empresa fue acusada de equipar sus nuevos televisores también con un micrófono oculto capaz de grabar las conversaciones de los telespectadores, sin que éstos lo supieran, y de transmitirlas a terceros (3)… Mike Gatto, que preside la Comisión de protección del consumidor y de la vida privada en el Congreso de California, presentó incluso una propuesta de ley para prohibir que los televisores pudieran espiar a la gente.

Por el contrario, Jim Dempsey, director del centro Derecho y Tecnologías, de la Universidad de California, en Berkeley, piensa que los televisores-chivatos van a proliferar: “La tecnología permitirá analizar los comportamientos de la gente. Y esto no sólo interesará a los anunciantes. También podría permitir la realización de evaluaciones psicológicas o culturales, que, por ejemplo, interesarán también a las compañías de seguros”. Sobre todo teniendo en cuenta que las empresas de recursos humanos y de trabajo temporal ya utilizan sistemas de análisis de voz para establecer un diagnóstico psicológico inmediato de las personas que les llaman por teléfono en busca de empleo…

Repartidos un poco por todas partes, los detectores de nuestros actos y gestos abundan a nuestro alrededor, incluso, como acabamos de ver, en nuestro televisor: sensores que registran la velocidad de nuestros desplazamientos o de nuestros itinerarios; tecnologías de reconocimiento facial que memorizan la impronta de nuestro rostro y crean, sin que lo sepamos, bases de datos biométricos de cada uno de nosotros… Por no hablar de los nuevos chips de identificación por radiofrecuencia (RFID) (4), que descubren automáticamente nuestro perfil de consumidor, como hacen ya las “tarjetas de fidelidad” que generosamente ofrece la mayoría de los grandes supermercados (Carrefour, Alcampo, Eroski) y las grandes marcas (FNAC, el Corte Inglés).

Ya no estamos solos frente a la pantalla de nuestro ordenador. ¿Quién ignora a estas alturas que son examinados y filtrados los mensajes electrónicos, las consultas en la Red, los intercambios en las redes sociales? Cada clic, cada uso del teléfono, cada utilización de la tarjeta de crédito y cada navegación en Internet suministra excelentes informaciones sobre cada uno de nosotros, que se apresura a analizar un imperio en la sombra al servicio de corporaciones comerciales, de empresas publicitarias, de entidades financieras, de partidos políticos o de autoridades gubernamentales.

El necesario equilibrio entre libertad y seguridad corre, por tanto, el peligro de romperse. En la película de Michael Radford, 1984, basada en la novela de George Orwell, el presidente supremo, llamado Big Brother, define así su doctrina: “La guerra no tiene por objetivo ser ganada, su objetivo es continuar”; y: “La guerra la hacen los dirigentes contra sus propios ciudadanos, y tiene por objeto mantener intacta la estructura misma de la sociedad” (5). Dos principios que, extrañamente, están hoy a la orden del día en nuestras sociedades contemporáneas. Con el pretexto de tratar de proteger al conjunto de la sociedad, las autoridades ven en cada ciudadano a un potencial delincuente. La guerra permanente (y necesaria) contra el terrorismo les proporciona una coartada moral impecable y favorece la acumulación de un impresionante arsenal de leyes para proceder al control social integral.

Y más teniendo en cuenta que la crisis económica aviva el descontento social que, aquí o allí, podría adoptar la forma de motines ciudadanos, levantamientos campesinos o revueltas en los suburbios. Más sofisticadas que las porras y las mangueras de las fuerzas del orden, las nuevas armas de vigilancia permiten identificar mejor a los líderes y ponerlos fuera de juego anticipadamente.

“Habrá menos intimidad, menos respeto a la vida privada, pero más seguridad”, nos dicen las autoridades. En nombre de ese imperativo se instala así, a hurtadillas, un régimen de seguridad al que podemos calificar de “sociedad de control”. En la actualidad, el principio del “panóptico” se aplica a toda la sociedad. En su libro Vigilar y castigar. Nacimiento de la prisión, el filósofo Michel Foucault explica cómo el “Panóptico” (“el ojo que todo lo ve”) (6) es un dispositivo arquitectónico que crea una “sensación de omnisciencia invisible” y que permite a los guardianes ver sin ser vistos dentro del recinto de una prisión. Los detenidos, expuestos permanentemente a la mirada oculta de los “vigilantes”, viven con el temor de ser pillados en falta. Lo cual les lleva a autodisciplinarse… De esto podemos deducir que el principio organizador de una sociedad disciplinaria es el siguiente: bajo la presión de una vigilancia ininterrumpida, la gente acaba por modificar su comportamiento. Como afirma Glenn Greenwald: “Las experiencias históricas demuestran que la simple existencia de un sistema de vigilancia a gran escala, sea cual sea la manera en que se utilice, es suficiente por sí misma para reprimir a los disidentes. Una sociedad consciente de estar permanentemente vigilada se vuelve enseguida dócil y timorata” (7).

Hoy en día, el sistema panóptico se ha reforzado con una particularidad nueva con relación a las anteriores sociedades de control que confinaban a las personas consideradas antisociales, marginales, rebeldes o enemigas en lugares de privación de libertad cerrados: prisiones, penales, reformatorios, manicomios, asilos, campos de concentración… Sin embargo, nuestras sociedades de control contemporáneas dejan en aparente libertad a los sospechosos (o sea, a todos los ciudadanos), aunque los mantienen bajo vigilancia electrónica permanente. La contención digital ha sucedido a la contención física.

A veces, esta vigilancia constante también se lleva a cabo con ayuda de chivatos tecnológicos que la gente adquiere libremente: ordenadores, teléfonos móviles, tabletas, abonos de transporte, tarjetas bancarias inteligentes, tarjetas comerciales de fidelidad, localizadores GPS, etc. Por ejemplo, el portal Yahoo!, que consultan regular y voluntariamente unos 800 millones de personas, captura una media de 2.500 rutinas al mes de cada uno de sus usuarios. En cuanto a Google, cuyo número de usuarios sobrepasa los mil millones, dispone de un impresionante número de sensores para espiar el comportamiento de cada usuario (8): el motor Google Search, por ejemplo, le permite saber dónde se encuentra el internauta, lo que busca y en qué momento. El navegador Google Chrome, un megachivato, envía directamente a Alphabet (la empresa matriz de Google) todo lo que hace el usuario en materia de navegación. Google Analytics elabora estadísticas muy precisas de las consultas de los internautas en la Red. Google Plus recoge información complementaria y la mezcla. Gmail analiza la correspondencia intercambiada, lo cual revela mucho sobre el emisor y sus contactos. El servicio DNS (Domain Name System, o Sistema de nombres de dominio) de Google analiza los sitios visitados. YouTube, el servicio de vídeos más visitado del mundo, que pertenece también a Google –y, por tanto, a Alphabet–, registra todo lo que hacemos en él. Google Maps identifica el lugar en el que nos encontramos, adónde vamos, cuándo y por qué itinerario… AdWords sabe lo que queremos vender o promocionar. Y desde el momento en que encendemos un smartphone con Android, Google sabe inmediatamente dónde estamos y qué estamos haciendo. Nadie nos obliga a recurrir a Google, pero cuando lo hacemos, Google lo sabe todo de nosotros. Y, según Julian Assange, inmediatamente informa de ello a las autoridades estadounidenses…

En otras ocasiones, los que espían y rastrean nuestros movimientos son sistemas disimulados o camuflados, semejantes a los radares de carretera, los drones o las cámaras de vigilancia (llamadas también de “videoprotección”). Este tipo de cámaras ha proliferado tanto que, por ejemplo, en el Reino Unido, donde hay más de cuatro millones de ellas (una por cada quince habitantes), un peatón puede ser filmado en Londres hasta 300 veces cada día. Y las cámaras de última generación, como la Gigapan, de altísima definición –más de mil millones de píxeles–, permiten obtener, con una sola fotografía y mediante un vertiginoso zoom dentro de la propia imagen, la ficha biométrica del rostro de cada una de las miles de personas presentes en un estadio, en una manifestación o en un mitin político (9).

A pesar de que hay estudios serios que han demostrado la débil eficacia de la videovigilancia (10) en materia de seguridad, esta técnica sigue siendo refrendada por los grandes medios de comunicación. Incluso una parte de la opinión pública ha terminado por aceptar la restricción de sus propias libertades: el 63% de los franceses se declara dispuesto a una “limitación de las libertades individuales en Internet en razón de la lucha contra el terrorismo” (11).


Lo cual demuestra que el margen de progreso en materia de sumisión es todavía considerable…


(1) Se habla de “objetos conectados” para referirse a aquellos cuya misión primordial no es, simplemente, la de ser periféricos informáticos o interfaces de acceso a la Web, sino la de aportar, provistos de una conexión a Internet, un valor adicional en términos de funcionalidad, de información, de interacción con el entorno o de uso (Fuente: Dictionnaire du Web).
(2) El País, 2015.
(3) A partir de entonces, Samsung anunció que cambiaría de política, y aseguró que, en adelante, el sistema de grabación instalado en sus televisores sólo se activaría cuando el usuario apretara el botón de grabación.
(4) Que ya forman parte de muchos de los productos habituales de consumo, así como de los documentos de identidad.
(5) Michael Radford, 1984, 1984.
(6) Inventado en 1791 por el filósofo utilitarista inglés Jeremy Bentham.
(7) Glenn Greenwald, Sin un lugar donde esconderse, Ediciones B, Madrid, 2014.
(8) Véase “Google et le comportement de l’utilisateur”, AxeNet (http://blog-axe-net-fr/google-analyse-comportement-internaute).
(9) Véase, por ejemplo, la fotografía de la ceremonia de la primera investidura del presidente Obama, el 20 de enero de 2009, en Washington (http://gigapan.org/viewGigapanFullscreen.php?auth=033ef14483ee899496648c2b4b06233c).
(10) “‘Assessing the impact of CCTV’, el más exhaustivo de los informes dedicados al tema, publicado en febrero de 2005 por el Ministerio del Interior británico (Home Office), asesta un golpe a la videovigilancia. Según este estudio, la debilidad del dispositivo se debe a tres elementos: la ejecución técnica, la desmesura de los objetivos asignados a esta tecnología y el factor humano”. Véase Noé Le Blanc, “Sous l’oeil myope des caméras”, Le Monde diplomatique, París, septiembre de 2008.
(11) Le Canard enchaîné, París, 15 de abril de 2015.

BRASIL: Editorial de A Nova Democracia en castellano.






Editorial - 2016: la politiquería y el aprieto salarial serán rechazados con rebeliones
Traducción Enrique Chiappa

Los titulares de los periódicos y los noticieros de las radios y canales de televisión empeñados, por un lado, en atraer la atención del pueblo para las falsas polarizaciones de la politiquería entre PT x PSDB, el impeachment o no de Dilma y la exoneración o no de Cunha, y por otro, el alarde sensacionalista y policialesco sobre la “violencia” que asola el país, mezclando con las luchas, protestas y rebeliones populares por derechos, contra las injusticias y la represión policial que aumentan día a día, terminan revelando las dos fases de la realidad brasileña. Mientras se arrastra el devenir en el Partido Único de sus nauseabundos capítulos, Dilma, Luiz Inácio, Eduardo Cunha, Temer y Renan Calheiros siguen riñendo en la cloaca de la política para ver cuál de las facciones detendrá el dominio de la gestión del viejo Estado, el pueblo enfrenta el empeoramiento de la ya dura realidad.

Bajo permanente ataque de los aparatos represivos, el pueblo resiste y protesta contra la total falencia de los servicios públicos de salud, educación, saneamiento, transporte, vivienda etc. El desempleo se propaga mientras el apriete salarial se profundiza y la delincuencia llega a niveles alarmantes.

 Pero, ya hace muy tiempo que el pueblo viene perdiendo la paciencia y reacciona a todo esto con más decisión y furia. Estudiantes ocuparon las escuelas públicas en São Paulo. Habitantes apedrean autobuses en Guarulhos para protestar contra inundaciones causadas por la falta de saneamiento básico. En Río de Janeiro, el total descalabro de la salud lleva la población a protestar delante de hospitales contra las muertes de parientes. Habitantes de la periferia de São Paulo colocan fuego en maderas y neumáticos para protestar contra los baches en las calles. Trabajadores del Centro Olímpico incendian instalaciones protestando contra el no pago de sus derechos. La juventud lucha contra los absurdos aumentos de los pasajes, sale a las calles de las principales capitales en protestas y enfrenta la represión policial. En Santa Catarina, el pueblo sale a las calles en protesta contra el asesinato de un niño indígena. Campesinos toman tierras por todo el país y en Rondônia no retroceden delante de la escalada de asesinatos de los grupos de exterminio de pistoleros y policías bancados por el latifundio y bajo la cobertura del “gobernador” y jueces corruptos.

Si 2015 fue extremamente negativo para la mayoría de los brasileños, particularmente para las masas populares, al finalizar el año ya quedó evidente el aprieto económico con el peor natal y año nuevo de los últimos tiempos. El lloro de los comerciantes por la caída de las ventas de electro-electrónicos y, principalmente, para las masas el futuro preocupante quedó patente con la drástica reducción en sus compras en el supermercado y, hasta, por la falta de comida en muchos hogares. La sobra de un fabuloso stock de pan dulce navideño en los mercados muestra bien que, delante de la insoportable inflación para los más pobres, sumada al desempleo y a la pérdida adquisitiva de los salarios, las fiestas de fin de año sólo podrían tener el sabor amargo. Para los pequeños y medios comerciantes una perspectiva sombría.

Como todo  lo que está mal aún puede agravarse, el gobierno federal, los gobernadores, alcaldes, los monopolios de transporte y de la distribución de alimentos desencadenaron un verdadero tsunami de aumentos de precio de los pasajes, energía, gasolina, alimentos básicos y otros ítems que inciden, principalmente, en la cesta básica de los más pobres. Para no quedar por ahí, los gastos del Estado con salud, educación y saneamiento fueron cortados (para asegurarse con antelación el pago harto de intereses a los banqueros) en los tres niveles de gestión, prenunciando un verdadero caos en el cumplimiento de estos servicios. En los municipios, que es donde el pueblo vive, ayuntamientos ya cierran las puertas, atrasan salarios de profesores y funcionarios, dejan de recoger la basura y cierran puestos de salud.

No resta duda de que, con el agravamiento de la crisis, las masas, que ya vienen luchando en las escuelas, hospitales, barrios y favelas, aún de forma aislada, van a levantarse en grandes ondas por todo el año de 2016.
2016 en todo el mundo será tormentoso

De la misma forma, en el plano internacional, en que la crisis del imperialismo está agravándose a pasos largos, asistimos la radicalización de la lucha de clases, lucha que los monopolios de la comunicación, principalmente yanqui, como portavoces de la industria de la muerte, pintan como guerra de civilizaciones. En realidad, guerra de rapiña, camuflando su ansia belicista que llega al punto de armar los dos lados en disputa en Oriente Medio, conflagrando la región en una lucha fratricida para, de ahí, satisfacer su insaciable gula por las fuentes de energía, materias primas, mercado consumidor y ocupación geopolítico-militar estratégica.

Las lágrimas de cocodrilo de Obama no pueden esconder sus crímenes hediondos a través del indiscriminado bombardeo con drones, todo para intentar sofocar la resistencia persistente de los pueblos, destacadamente de esta región, que, a pesar de no disponer aún de dirección proletaria revolucionaria, combaten bravamente y no se rendirán.

Las masas están combatiendo, y combaten a su modo. De su furia no escaparán ni los yanquis ni sus cómplices de Francia, Alemania, Inglaterra, Japón e Italia: que practican el genocidio contra los migrantes que huyen de la guerra y de la miseria. Tampoco escaparán los principales imperialistas contestadores del dominio hegemónico único de USA, Rusia y China. Guerra imperialista de saqueo y dominación de los pueblos oprimidos.

Ciertamente, en 2016, los pueblos oprimidos del mundo entero darán pasos decisivos en la formación de un poderoso Frente Antiimperialista, hoy, vanguardiada por los países que desarrollan la lucha armada revolucionaria como Guerra Popular, teniendo al frente los pueblos de la India, de las Filipinas, del Perú y de Turquía, y ampliada por el bravo pueblo palestino en su heroica resistencia contra el sionismo israelí, la resistencia de los pueblos iraquí, sirio, afgano y demás de Asia, África y América Latina.

BRASIL: Nota em defesa dos advogados do povo. CEBRASPO.



Além de uma trajetória de vida defendendo organizações populares, Dr. Marino se destacou na defesa dos 23 ativistas, processados após as manifestações de 2013 e 2014, quando os governos de Cabral e Pezão, em conjunto com o governo Dilma, decidiram pela escalada da repressão e a criminalização das mobilizações populares.
Dr. Marino D’Icaray denunciou desde o princípio a natureza política desse processo, o ataque aos ativistas e às organizações do movimento popular como sendo a forma, na realidade, de atacar e impedir o direito de manifestação e expressão.  Afirmou com veemência as ilegalidades que marcaram os procedimentos em torno desse processo, como o uso de provas forjadas pela polícia, para instruir o processo.  Sua posição foi clara ao identificar a DRCI- Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, já em 12 de julho de 2013, como sendo o DOPS da atualidade no Rio de Janeiro, que a partir das escutas telefônicas, vigilâncias digitais, etc., teve sempre o objetivo de montar deliberadamente acusações contra manifestantes e ativistas que protestavam junto a outros milhões de pessoas nas ruas.
Apontou as arbitrariedades cometidas pelo Juiz Flávio Itabaiana da 27ª vara, na condução dos depoimentos, das ordens de prisão, como a que manteve Karlayne Moraes e Elisa Quadros na clandestinidade e o ativista Igor Mendes preso por sete meses no complexo de Bangu. 
Essa ordem de prisão foi suspensa primeiramente, em liminar pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, em 22 de junho de 2015 , e posteriormente confirmada pela 6ª Turma do STJ, demonstrando o absurdo desse expediente. Esta decisão, também fez cair por terra, com relação a esses três ativistas, a famigerada medida cautelar de proibição dos acusados freqüentarem manifestações e protestos políticos, o que representa uma verdadeira cassação de direitos políticos, incompatível com o que se diz ser um Estado Democrático de Direito.
Dessa forma, em função de sua atuação firme nas denúncias e na defesa dos ativistas, o Dr. Marino D'Icarahy está sendo vítima de três processos criminais, que têm o objetivo de atingir não só a ele, mas todos os defensores e advogados do povo.
O primeiro, na 38ª Vara Criminal, por representação feita pela Promotora de Justiça, Maria Helena Biscaia, da 14ª Vara Criminal, pela atuação dele e do Dr. André de Paula na defesa de Jair Seixas Rodrigues (o Baiano), preso em 15/10/13. E os outros dois, nas 16ª e 29ª Varas Criminais, por representação do Juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, por conta da atuação do Dr. Marino, na defesa de onze dos vinte e três ativistas processados politicamente. No processo da 29ª Vara Criminal contra o Dr. Marino já ocorreu uma condenação, contra a qual haverá recurso. Essa é uma clara tentativa de intimidação contra o Dr. Marino em relação ao exercício de suas prerrogativas profissionais, bem como uma tentativa de intimidação dos demais profissionais que enfrentam os absurdos cometidos pelos governos desse velho Estado.
A perseguição aos advogados acontece historicamente em todos os casos em que a luta do povo toma proporção. No campo e na luta indígena além dos seguidos assassinatos de lideranças, os advogados do povo são perseguidos, ameaçados e em muitos casos, também assassinados.
A firme defesa desses advogados faz parte da luta pela defesa do direito de lutar pelos nossos direitos. Portanto o nosso repúdio a essa perseguição e a nossa solidariedade ao Dr. Marino D’Icarahy fazem parte também da campanha em defesa da ação dos advogados do povo. Os ativistas, lutadores, democratas, defensores dos direitos do povo, estarão sempre prontos para a mobilização em defesa dos seus defensores. 

EM DEFESA DOS ADVOGADOS DO POVO!
TODO O NOSSO APOIO E SOLIDARIEDADE AO DR. MARINO D'ICARAHY!
PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO E MANIFESTAÇÃO!
Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos - CEBRASPO
Associação Brasileira dos Advogados do Povo – ABRAPO

INDIA: Homenaje rojo al miembro del Comité Central del PCI (Maoista), camarada Sridhar Srinivasan

A continuación, en nuestra calidad de miembros del Comité Internacional de Solidaridad con la Guerra Popular en la India traducimos al castellano un comunicado publicado por el Comite Central del PCI (maoista) a finales del pasado año, como homenaje al camarada Sridhar Srinivasan:
HOMENAJE ROJO AL MIEMBRO DEL COMITÉ CENTRAL DEL PCI (MAOÍSTA) CAMARADA SRIDHAR SRINIVASAN
El 18 de agosto de 2015, las masas oprimidas de nuestro país y de la revolución india perdieron a un dirigente comunista ejemplar y a un brillante intelectual revolucionario, al camarada Sridhar Srinivasan, conocido en el campo revolucionario como camarada Vishnu y Vijay, quien falleció de un ataque al corazón.
El Comité Central del PCI (Maoísta) rinde su humilde tributo rojo a este miembro del Comité Central y se compromete a cumplir los ideales revolucionarios por los que vivió y a los que consagró su vida.
Su trayectoria revolucionaria
En los años 1978-1979, cuando era aún un joven estudiante de Filosofía y Letras en el Elphinstone College de Mumbai, el camarada Sridhargot ejerció una profunda influencia política sobre él que le llevó a abandonar sus estudios para dedicarse por entero a servir a las masas oprimidas del país, tarea a la que se consagró durante los 35 años siguientes con un espíritu y una determinación inquebrantables.
El camarada Sridhar Srinivasan participó en la organización del movimiento estudiantil y dirigió movilizaciones en Mumbai desde las filas del Vidharthi Pragati Sanghatana [VPS, organización estudiantil creada en el año 1977 que combatió por la democratización de los consejos estudiantiles en diversas universidades y fomentó la solidaridad de los estudiantes con la clase obrera y el campesinado]. Fue uno de los líderes de la histórica ocupación, en 1979, de la Universidad de Mumbai por los estudiantes en contra de la subida de tasas. Cuando este movimiento se hubo extendido entre la juventud, desempeñó de nuevo un papel prominente en la movilización de los jóvenes bajo la bandera de la Naujawan Bharat Sabha [NBS, “Asociación de la Juventud India”, en hindi). Junto con el Sindicato de Trabajadores Fabriles, dirigido por Datta Samant, la NBS organizó a los trabajadores durante la huelga obrera de principios de los 80. El camarada Sridhar Srinivasan fue uno de los principales organizadores de muchas acciones militantes durante el periodo de huelga. Se convirtió en miembro del Comité Urbano y el movimiento se extendió a las zonas industriales próximas a Thane, Bhiwandi, Surat, etc. Más tarde, en 1990, por decisión del Partido, se trasladó a la región de Vidharbha, donde organizó a los trabajadores de las minas de carbón en Chandrapur, Vaniand y otras áreas cercanas. Cuando el Partido puso bajo la autoridad del Comité del estado de Maharashtra la zona de Gandia-Balaghat, el camarada Sridhar Srinivasan asumió responsabilidad y procuró desarrollar el movimiento sobre la base de la experiencia de Vidharbha.
Durante más de dos decenios, hasta 2007, dirigió hábilmente el Partido como Secretario del estado de Maharashtra. Fue elegido miembro del Comité Central de PCI (Maoísta) en 2001 y reelegido en el Congreso de Unidad (IX Congreso) celebrado en enero de 2007. En los diferentes altibajos por los que tenido que atravesar el movimiento, siempre se mantuvo firme en la defensa de la línea del Partido. Tenía una fe inconmovible en el Partido y en su línea, oponiéndose a las tendencias oportunistas que surgieron en su seno y manteniéndose firme ante las adversidades a que ha tenido que hacer frente. Jamás flaqueó, cumpliendo con absoluta disciplina cualesquiera responsabilidades le confió el Partido. Fue un gran dirigente hasta su último aliento, comprometido inquebrantablemente con la revolución y con una determinación y una fuerza de voluntad de acero.
Detención y vida en la cárcel
En agosto de 2007 fue detenido. Sufrió días de interrogatorios y torturas psicológicas, pero nunca se doblegó ante el enemigo. El Estado hizo todo lo posible para prolongar su encarcelamiento, inculpándole en más de 60 causas e incluso logró que se le impusiera una condena a 6 años y medio de cárcel en un proceso previamente manipulado. A la espera de recobrar su ansiada libertad, siguió educando e inspirando a jóvenes cuadros que estaban encarcelados con él. Incansable, consagró todo su tiempo a la lectura y al estudio de la situación nacional e internacional. Entró en contacto con varios activistas islámicos y trató de entender sus motivaciones. De madrugada, escribía largas cartas y notas políticas sobre los más variados asuntos a camaradas de otras cárceles. Quedó en libertad en agosto de 2013. Aunque la vida en prisión no quebró sus convicciones, sí afectó a su salud. Una vez en la calle, permaneció con su familia y empleó su tiempo en encuentros y reuniones para difundir el movimiento. Cuando iba a reencontrarse con sus compañeros, falleció. Sus deseos no pudieron cumplirse.
La muerte del camarada Sridhar es un duro golpe para el movimiento. El proletariado y las masas trabajadoras de nuestro país han perdido a uno de sus más grandes hijos, a un hombre que ha servido generosamente al pueblo hasta su último aliento, a un comunista en cuyo corazón no palpitaban más que los intereses del pueblo y de la revolución. El camarada Sridhar vivirá por siempre en el corazón de todos los militantes del Partido y en millones y millones de personas que compones las amplias indias. Nuestro Partido defiende los ideales del camarada Sridhar y se compromete a luchar sin descanso para cumplir sus sueños.
El Comité Central de nuestro PCI (Maoísta) rinde rojo homenaje a su memoria, envía sus sentidas condolencias a su familia y amigos y comparte su dolor.
Nos comprometemos una vez más a cumplir los grandes ideales a los que consagró su vida el camarada Sridhar Srinivasan.
Abhay
Portavoz. Comité Central

PCI (Maoísta)