domingo, 24 de junio de 2018

As correntes filosóficas no movimento feminista (Anuradha Gandhy) (III)

Anarcofeminismo

O movimento feminista tem sido influenciado pelo anarquismo, por isso os anarquistas têm considerado as feministas radicais as mais próximas às suas ideias. Assim, o conjunto de trabalho chamado anarcofeminismo pode ser considerado uma parte muito importante do movimento feminista radical.
As anarquistas consideram todas as formas de Estado e propriedade privada como autoritária e tirânica. Preveem a criação de uma sociedade em que não haveria nenhum governo, nenhuma hierarquia e nenhuma propriedade privada. Enquanto as ideias anarquistas de Bakunin, Kropotkin e outros anarquistas clássicos têm sido uma influência, a famosa anarquista estadunidense Emma Goldman tem sido particularmente influente no movimento feminista. Emma Goldman, lituana de nascimento, imigrou para os Estados Unidos em 1885 como trabalhadora em várias fábricas de roupa, entrou em contato com as ideias anarquistas. Converteu-se em ativa agitadora, oradora e defensora das ideias socialistas e anarquistas. No movimento feminista contemporâneo, as anarquistas circularam em torno dos escritos de Goldman e suas ideias têm sido influentes.
As anarcofeministas estão de acordo que não há uma versão do anarquismo, mas dentro da tradição anarquista partilham de um entendimento em comum. Primeiro: uma crítica das sociedades existentes, focando nas relações de poder e dominação. Segundo: a visão de uma alternativa, igualitarista, uma sociedade não-autoritária, assim como acerca da forma sobre como seria organizada. E terceiro: uma estratégia para passar de uma à outra.
Preveem uma sociedade onde seja garantida a liberdade humana, mas creem que a liberdade humana e a comunidade caminham de mãos dadas. Porém, as comunidades devem estar estruturadas de tal maneira que tornem possível a liberdade. Não devem haver hierarquias nem autoridade. Sua visão difere da do marxismo e do liberalismo, mas aproxima-se da razão pela qual lutam as feministas radicais, sua práxis. Dado que os anarquistas creem que os meios devem ser consistentes com os fins, o processo revolucionário e suas estruturas devem refletir a nova sociedade e as novas relações a serem criadas.
Assim, o processo e a forma de organização são muito importantes. Segundo os anarquistas a dominação e a subordinação dependem das estruturas sociais hierárquicas que são impostas pelo Estado e pela coerção econômica (através do controle da propriedade, etc). Sua crítica à sociedade não se baseia nas classes e na exploração, ou na natureza de classe do Estado, etc, mas centra-se na hierarquia e na dominação. O Estado defende e apoia estas estruturas hierárquicas e as decisões a nível central são impostas aos subordinados na hierarquia. Assim, para eles, as estruturas sociais hierárquicas são as raízes da dominação e da subordinação na sociedade.
Isto conduz assim à dominação ideológica, pois a visão que se promove e se propaga é a visão oficial, a visão dos que dominam a estrutura e seus processos. As anarquistas são críticas com o marxismo pois, segundo elas, os revolucionários criam organizações hierárquicas (o partido) através das quais se trará a mudança. De acordo com elas, uma vez que a hierarquia é criada, é impossível que as pessoas em posição superior renunciem ao poder. Por isso creem que o processo de mudança é igualmente importante. “Em uma organização hierárquica não podemos aprender a atuar de formas não-autoritárias”. Os anarquistas dão importância à “propaganda pela ação”, que consiste em dar exemplo positivo através de ações exemplares que possam motivar outros a unirem-se. As anarco-feministas dão exemplos de grupos que têm criado diversas atividades baseadas na comunidade, como o funcionamento de uma estação de rádio e uma cooperativa de alimentos nos Estados Unidos, em que têm desenvolvido as formas não-autoritárias de funcionamento na organização. Elas têm dado ênfase central a pequenos grupos sem hierarquia e sem dominação.
Porém, no funcionamento destes grupos na prática, a liderança tirânica oculta criada, tem dado lugar a muitas críticas a elas. Os problemas encontrados incluem a liderança oculta, com líderes impostos pelos meios de comunicação, a super-representaçãode mulheres de classe média com uma grande quantidade de tempo em suas mãos, a falta de grupos de trabalho onde as mulheres possam unir-se, a hostilidade para com mulheres que demonstraram iniciativa ou liderança. Quando os comunistas colocam a questão de que o Estado centralizado controlado pelo imperialismo necessita ser derrubado, elas admitem que seus esforços são naturalmente pequenos e que há a necessidade de coordenar-se e vincular-se aos demais. Mas elas não estão dispostas a considerar a necessidade de uma organização revolucionária centralizada para derrubar o Estado.
Basicamente, sua teoria afirma que o estado capitalista não haverá de ser derrubado, mas sim superado. “Nossa forma de proceder contra a estrutura do Estado patológico, talvez, a melhor palavra seja superá-lo ao invés de fazê-lo cair” – “de um manifesto anarcofeminista”, Siren (1971).
É evidente que sua análise se diferencia fortemente da perspectiva revolucionária. Elas não acreditam na destruição do Estado burguês/imperialista como questão central e preferem gastar sua energia na formação de pequenos grupos envolvidos em atividades de cooperação.
Na era do capitalismo monopolista, é uma ilusão pensar que tais atividades possam expandir-se, crescer e gradualmente afetar toda a sociedade. Somente serão toleradas em uma sociedade com excesso de superprodução como os Estados Unidos, como algo raro, uma planta exótica. Deste modo, tais grupos tendem a ser cooptados pelo sistema.
As feministas radicais têm constatado estas ideias como adequadas para seu ponto de vista, e têm sido influenciadas pelas ideias anarquistas sobre a organização, do mesmo modo que se tem produzido uma convergência entre a visão anarquista e a visão das feministas radicais sobre o mesmo. Outro aspecto das ideias anarcofeministas é sua preocupação com a ecologia, e constatamos que o eco-feminismo também tem crescido a partir da visão anarco-feminista. De fato, as anarquistas no ocidente estão ativas na questão do meio ambiente.

Ecofeminismo

O ecofeminismo também possui vínculos estreitos com o feminismo cultural, embora as ecofeministas se distingam delas. Feministas culturais como Mary Daly têm adotado um enfoque em seus escritos que se aproxima de uma compreensão ecofeminista. Ynestra King, Vandana Shiva e Maria Mies se encontram entre as mais conhecidas ecofeministas.
As feministas culturais têm celebrado a identificação das mulheres com a natureza na arte, na poesia, na música e nas comunidades. Elas identificam mulheres e natureza como contra a cultura (masculina). Assim, por exemplo, são ativas antimilitaristas. Culpam os homens pela guerra e assinalam que a preocupação masculina consiste em desafiar a morte. As ecofeministas reconhecem que as feministas socialistas têm enfatizado os aspectos econômicos e de classe da opressão das mulheres mas as criticam por ignorar a questão da natureza. O feminismo e a ecologia são a revolta da natureza contra a dominação humana. Exigem que seja repensada a dinâmica entre a humanidade e a natureza, incluindo nosso próprio “eu” natural.
No ecofeminismo, a natureza é a categoria central da análise – a inter-relação com a natureza, psíquica e da sexualidade, da opressão humana e não-humana, assim como a posição social histórica das mulheres. Este é o ponto de partida para o ecofeminismo, de acordo com Ynestra King. E na prática se tem visto, segundo ela, que as mulheres têm estado na vanguarda da luta para proteger a natureza – a exemplo de Chipko Andolan, onde as mulheres do povoado se acorrentavam às árvores em Tehri-Garhwal para evitar que os empreiteiros as derrubassem.
Há muitas correntes dentro do ecofeminismo. Há as ecofeministas espirituais, que consideram seu espiritualismo como o principal, enquanto que as mundanas creem na intervenção ativa para deter as práticas destrutivas. Afirmam que a dicotomia natureza-cultura deve ser dissolvida através da nossa unidade com a natureza. A menos que todos vivamos de modo mais simples, algumas de nós não serão capazes de viver em absoluto. Segundo elas, neste movimento para salvar a terra, há espaço para os homens. Há uma corrente entre as ecofeministas contrária à ênfase na relação natureza-mulher. As mulheres devem, segundo elas, minimizar sua conexão especial reforçada com a natureza, construída social e ideologicamente. A atual divisão do mundo em masculino e feminino (cultura e natureza), homens para a construção da cultura e mulheres para a criação da natureza (criação dos filhos e procriação) deve ser eliminada e a unidade enfatizada. Os homens devem trazer a cultura para a natureza e as mulheres devem levar a natureza à cultura. Esta visão tem sido chamada de ecofeminismo socioconstrutivista. Pensadoras como Warren creem que é errôneo vincular as mulheres à natureza, pois tanto os homens como as mulheres são igualmente naturais e igualmente culturais. Mies e Shiva combinaram perspectivas do feminismo socialista (o papel do patriarcado capitalista), com pontos de vista das feministas globalistas que creem que as mulheres tenham mais a ver com a natureza em seu trabalho ao redor do mundo, e do pós-modernismo que critica a tendência do capitalismo a homogeneizar a cultura por todo o mundo.
Creem que as mulheres em todo o mundo teriam suficiente similitude para lutar contra o patriarcado, o capitalismo e a destruição que geram. Tomando o exemplo da luta de mulheres para preservar a base da vida contra a destruição ecológica por interesses industriais e militares, chegam à conclusão de que as mulheres estarão na vanguarda da luta para preservar a ecologia. Advogam por uma perspectiva de subsistência, em que as pessoas não devem produzir mais que a quantidade suficiente às suas necessidades humanas e devem utilizar a natureza apenas o quanto for necessário, não para gerar dinheiro, mas para satisfazer as necessidades da comunidade. Os homens e as mulheres devem cultivar as virtudes femininas tradicionais (os cuidados, a compaixão) e participar na produção de subsistência, já que apenas numa sociedade deste tipo é possível “dar-se ao luxo de viver em paz com a natureza e manter a paz entre as nações, as gerações, os homens e as mulheres”. Apoiam que as mulheres não são violentas por natureza. Consideram-se ecofeministas transformadoras.
Porém, a base teórica do argumento de Vandana Shiva, a favor da agricultura de subsistência, é na realidade reacionária. Ela faz uma crítica mordaz da revolução verde e de seu impacto, argumentando que é uma forma de “violência patriarcal ocidental” contra as mulheres e a natureza. Opõe a ocidentalização patriarcal e a ciência/razão à sabedoria não-ocidental. Os imperialistas utilizaram os avanços da ciência agroindustrial para obrigar os camponeses a aumentar sua produção (para evitar uma revolução vermelha) e chegam a atá-los ao mercado de insumos agrícolas, como sementes, fertilizantes e pesticidas.
Mas Shiva rechaça a agrociência em seu conjunto e defende acriticamente práticas tradicionais. Afirma que a cultura indiana tradicional, com sua unidade dialética de Purusha e Prakriti é superior ao dualismo filosófico ocidental do homem e da natureza, do homem e da cultura, etc, etc.
Assim, afirma que na civilização onde a produção era de subsistência, para satisfazer as necessidades básicas vitais da população, as mulheres teriam uma estreita relação com a natureza. A revolução verde rompe esta ligação entre a mulher e a natureza. Na verdade, o que Shiva está glorificando, é a pequena economia pré-capitalista com suas estruturas feudais e desigualdades extremas. Nesta economia, as mulheres trabalham durante longas horas de labuta extenuante, sem o reconhecimento de seu trabalho. Ela não leva em conta a condição das mulheres das castas inferiores que trabalham nos campos e nas casas dos senhores feudais da época, abusadas, exploradas sexualmente e sem receber salário a maior parte do tempo.
Além disso, a vida de subsistência não se baseia no suficiente para todos, de fato as mulheres foram privadas inclusive de seus artigos de primeira necessidade neste período pré-capitalista glorificado, não tinham nenhum direito sobre os meios de produção e tampouco eram independentes. Esta falta de independência é interpretada por ela e Mies como a negação das mulheres do Terceiro Mundo à autodeterminação e à autonomia pois valorizam a conexão com a comunidade. Segundo Shiva, o que as mulheres valorizam como estrutura de apoio quando não possuem nenhuma alternativa diante de si, é o rechaço consistente à autodeterminação. Com efeito, estão defendendo a economia de subsistência pré-capitalista em nome do ecofeminismo e em nome da oposição à ciência e à tecnologia ocidental. Uma falsa dicotomia criada entre a ciência e a tradição.
Isto é uma forma de culturalismo e pós-modernismo que envolve a defesa às estruturas patriarcais de sociedades terceiro-mundistas, opondo-se ao desenvolvimento das massas em nome do ataque ao desenvolvimento do capitalismo. Nos opomos ao golpe destrutivo e indiscriminado dado pelos imperialistas famintos com seu agronegócio e sua tecnologia agrária (incluindo cultivos geneticamente modificados, etc), mas não somos contrários à aplicação da ciência e da agro-tecnologia para melhorar a produção agrícola. Nas atuais relações de classe, inclusive a ciência é criada pelos imperialistas, mas sob o sistema socialista isto não se dá assim.
É importante reter o que é positivo em nossa tradição, mas glorificá-la como um todo é anti-povo. As eco-feministas idealizam a relação das mulheres com a natureza e também carecem de uma perspectiva de classe. As mulheres das classes mais altas, quer nos países capitalistas avançados, quer nos países atrasados como a Índia, dificilmente mostram qualquer sensibilidade à natureza, tão absorvida que estão na cultura global consumista encorajada pelo imperialismo. Elas não pensam que o imperialismo é um sistema mundial de exploração e não mostraram vontade de mudar seus privilégios e estilo de vida básico, a fim de reduzir a destruição do meio ambiente. Para as mulheres camponesas, a destruição da ecologia conduziu a incalculáveis dificuldades na realização de suas tarefas diárias, como a aquisição de combustível, água e forragem para o gado. O deslocamento devido à destruição de suas florestas e terras para grandes projetos também as afeta terrivelmente.
Daí que estes aspectos podem converter-se, e têm se convertido, em pontos para a mobilização nas lutas. Mas disto não podemos concluir que as mulheres, ao contrário dos homens, têm uma tendência natural a preservar a natureza. A luta contra o capitalismo monopolista, que destrói a natureza, é uma luta política, em que o povo em seu conjunto deve participar, homens e mulheres. E embora o ecofeminismo não cite a luta Chipko (movimento ecológico e pacifista formado por camponeses e pequenos artesãos da Índia, e em especial mulheres), há de fato tantas outras lutas em nosso país, nas quais tanto homens quanto mulheres têm agitado o que pode considerar-se como lutas de questões ecológicas e seus direitos.
A agitação Narmada, agitação dos aldeões em Orissa contra os principais projetos de mineração e contra os projetos de mísseis nucleares ou a luta das tribos em Bastar e Jharkhand contra a destruição dos bosques e contra os principais projetos de aço, são exemplos disto.

sábado, 23 de junio de 2018

O Poder Soviético e a Situação da Mulher. V.I. Lenin. (MFP-Brasil)

Publicamos a seguir, o artigo do grande Lenin, O Poder Soviético e a Situação da Mulher. Lenin nos deu o grande ensinamento de que A Emancipação da mulher é Obra da Revolução Proletária.
Disponível também em:
Acesso em: 21 de jun. 2018.
Primeira Edição: Publicado na Pravda, nº 249, de 6 de novembro de 1919. (Obras Completes, vol. XXIV, págs, 517-519.)
O Poder Soviético e a Situação da Mulher
  
V. I. Lênin
06 de Novembro de 1919
 O segundo aniversário do poder soviético nos impõe passar em revista tudo aquilo que foi realizado no decorrer desse período e refletir sobre a significação e os fins da revolução que realizamos.
A burguesia e seus defensores nos acusam de haver violado a democracia. Declaramos que a revolução soviética deu à democracia um impulso sem precedentes, tanto em amplitude como em profundidades; esse impulso ela o deu precisamente à democracia para as massas trabalhadoras exploradas pelo capitalismo, isto é, à democracia para a imensa maioria do povo, à democracia socialista (para os trabalhadores), que se deve distinguir da democracia burguesa (para os exploradores, os capitalistas, os ricos).
Com quem está a razão?
Refletir sobre esse problema e aprofundá-lo, significa levar em conta a experiência desses dois anos e preparar-se melhor para seu posterior desenvolvimento.
A posição da mulher põe particularmente em evidência a diferença entre a democracia burguesa e a socialista e dá uma resposta particularmente clara ao problema que antes levantamos.
Em nenhuma república burguesa (isto é, onde existe a propriedade privada da terra, das fábricas, das minas, das ações, etc.) mesmo na mais democrática, em nenhum lugar do mundo, mesmo no país mais avançado, a mulher goza de plena igualdade de direitos. E isso apesar de haverem decorrido 130 anos desde a grande revolução francesa democrático-burguesa.
Em palavras, a burguesia democrática promete a igualdade e a liberdade, mas, de fato, até mesmo a república burguesa mais avançada não deu à metade feminina do gênero humano, a plena igualdade jurídica com o homem, nem a libertou da tutela e da opressão deste último.
A democracia burguesa é uma democracia feita de frases pomposas, de expressões altissonantes, de promessas grandiloquentes, de belas palavras de ordem de liberdade e de igualdade, mas, na realidade, dissimula a falta de liberdade e de igualdade da mulher, a falta de liberdade e de igualdade dos trabalhadores e explorados.
A democracia soviética ou socialista repele o verbalismo pomposo e falso, declara guerra impiedosa à hipocrisia dos «democratas», dos latifundiários, dos capitalistas ou dos camponeses bem alimentados que se enriquecem vendendo a preços exorbitantes seus excedentes de trigo aos operários famintos.
Abaixo esta mentira ignóbil! A «igualdade» entre opressores e oprimidos, entre explorados e exploradores é impossível, não existe e jamais existirá. Não pode haver, não há e não haverá verdadeira «liberdade» enquanto a mulher não for libertada dos privilégios que a lei reconhece ao homem, enquanto o operário não for libertado do jugo do capital, enquanto o camponês trabalhador não for libertado do jugo do capitalista, do latifundiário, do comerciante .
A que ponto os mentirosos e os hipócritas, os imbecis e os cegos, os burgueses e seus defensores enganam o povo falando-lhe de liberdade, de igualdade, de democracia em geral!
Nós dizemos aos operários e aos camponeses: arrancai a máscara desses mentirosos, abri os olhos desses cegos. Perguntai-lhes:
Igualdade de que sexo com que sexo?
De que nação com que nação?
De que classe com que classe?
Liberdade de que jugo ou do jugo de que classe?
Liberdade para que classe?
Quem fala de política, de democracia, de liberdade, de igualdade, de socialismo, sem fazer tais perguntas e sem colocá-las no primeiro plano sem lutar contra as tentativas de esconder, dissimular e silenciar tais problemas, é o pior inimigo dos trabalhadores, um lobo na pele de cordeiro, o pior inimigo dos operários e dos camponeses, um servidor dos grandes latifundiários, do tzar, dos capitalistas.
Em dois anos, em um dos países mais atrasados da Europa, o poder soviético fez pela emancipação da mulher, por sua igualdade com o sexo «forte», mais do que haviam feito todas as republicas avançadas, cultas, «democráticas» do mundo inteiro, no curso de cento e trinta anos.
Educação, cultura, civilização, liberdade: a todas essas palavras altissonantes, em toda república burguesa, capitalista, do mundo correspondem leis incrivelmente abjetas, de vilania repelente, grosseiramente bestiais, que consagram a desigualdade jurídica da mulher no que se refere ao casamento e ao divórcio, sancionam a desigualdade entre os filhos naturais e os «legítimos» e, atribuindo privilégios aos homens, humilham e ofendem a mulher. O jugo do capital, a opressão da «sagrada propriedade privada», o despotismo da estupidez burguesa, a cobiça do pequeno patrão impediram às repúblicas burguesas mais democráticas tocar nessas leis vis e abjetas.
A República dos Sovietes, a república dos operários e dos camponeses, varreu de um golpe, para sempre, todas essas leis, não deixando pedra sobre pedra dos edifícios construídos pela mentira e hipocrisia burguesas.
Abaixo essa mentira! Abaixo os mentirosos que falam de liberdade e de igualdade para todos, quando existe um sexo oprimido e classes de opressores, quando existe a propriedade privada do capital e das ações, quando existem indivíduos que engordam com seus excedentes de trigo e subjugam os esfaimados.
Não liberdade para todos, não igualdade para todos, mas luta contra os opressores e os exploradores, liquidação de qualquer possibilidade de oprimir e de explorar. Esta é a nossa palavra de ordem!
Liberdade e igualdade para o sexo oprimido!
Liberdade e igualdade para o operário, para o camponês trabalhador!
Luta contra os opressores, contra os capitalistas, contra o culaque especulador!
Este o nosso grito de guerra, nossa verdade proletária, a verdade da luta contra o capital, a verdade que lançamos à face do mundo capitalista, este mundo de frases melífluas, hipócritas, grandiloqüentes, sobre a liberdade e a igualdade em geral, sobre a liberdade e a igualdade para todos.
E justamente porque arrancamos a máscara a essa hipocrisia, porque, com energia revolucionária, realizamos a liberdade e a igualdade para os oprimidos e os trabalhadores, contra os opressores, os capitalistas e os culaques, justamente por isso, o poder soviético se tornou tão querido aos operários do mundo inteiro.
Justamente por isso contamos hoje, no segundo aniversário do poder soviético, com a simpatia das massas operárias, dos oprimidos e dos explorados de todos o.s países do mundo.
Justamente por isso, no segundo aniversário do poder soviético, apesar da fome e do frio, apesar de todas as desventuras que nos acarretou a invasão da República Soviética Russa por parte dos imperialistas, estamos absolutamente certos de que nossa causa é justa e de que o poder soviético está destinado a vencer em todo o mundo.

RBC: Represión y poder en España. Un articulo de Mario Guillamó, director de Comunicación Política de la Gaceta de los Miserables.

Represión y poder en España

Debido a la grave situación de represión, torturas y atropello de los derechos civiles en España, RBC hace difusión de un artículo escrito por uno de sus miembros, la revista La Gaceta de los Miserables, que describe y analiza el fascismo que hay en el país.
***
Por Mario Guillamó¹.
El pasado jueves, la BBC preguntó a la audiencia de su programa ‘Questión Time’ si consideraban que, tras la detención de ocho ministros catalanes, España se está comportando como un Estado fascista. Mientras, la población se encuentra inmersa en un complejo de prontitud a la hora de hablar de represión política en el Estado español. Porque siempre se alzan los voceros a replicar las denuncias de represión y las prácticas que nos asemejan o nos convierten en una dictadura de pleno derecho. Puesto que para el poder se trata de eso mismo, de un Estado de derecho en el que cada vez hay menos de estos y cuya característica a resaltar es unánime, el conocimiento público de los límites del derecho común. Ha llegado el momento de abordar cómo estos límites están coartando nuestros derechos. Hace muy poco, Angela Davis sentenció: «Este país tiene una larguísima tradición de represión política», refiriéndose a España.
Atropello por la derecha en directo, a la hora del telediario o con nocturnidad y alevosía. Así podríamos describir la estrategia del poder que conoce y maneja a la perfección los aparatos ideológicos del Estado. Sí, no necesitan citar a Althusser porque lo usan a diario. Detrás de la fachada de la “no acción” y la estupidez humana, se esconde una de las mayores tecnocracias de Europa al servicio del capital, la española. Recordemos pues las palabras de Ignacio González a Zaplana «hay que controlar el aparato del Estado» o una máxima de Felipe González «el Estado soy yo».
Dos vertientes: la tortura y el fascismo.
La tortura contemporánea se fundamenta en tres pilares: la imposición de una pena económica desorbitada o de privación de libertad, su aplicación mediante el monopolio de la violencia y tener como fin el silencio social y el miedo colectivo a la acción. El Estado español usa como medio la conocida “Ley Mordaza”, que sanciona administrativa y no judicialmente. Con esta ley se pueden sancionar conductas de resistencia pasiva como las sentadas. Según Joaquim Bosch «ahora las sanciones no son resueltas por un juez imparcial sino por un Gobierno que puede tener intereses políticos ante protestas sobre su gestión». Los seis meses posteriores a su aplicación, esta ley acumulaba la escandalosa cifra de 40.000 sanciones, una media de 30 personas al día. Además, esta eficacia totalitaria está enfocada en los desahucios, puesto que prevé multas de hasta 30.000 euros para aquellos activistas que desobedezcan o resistan pacíficamente. No hay que subestimar al poder, conocen las debilidades de la clase trabajadora y atacan. Atacan a los focos de nuestro futuro: atacan la cultura, a los músicos y los artistas; atacan la educación, a los profesores y los estudiantes; atacan a la prensa plural, a los periodistas y los medios que alumbran las cloacas del Estado; atacan al puesto de trabajo, depreciando la negociación colectiva y poniéndote la mordaza. Lo dicho anteriormente, «la estrategia del poder se basa en imponer penas económicas, violencia y miedo».
Y por qué no, resaltemos el término tortura, porque organismos como el Comité Europeo de Prevención de la Tortura (CPT) realizó una serie de informes en 2016 en los que se certificaban malos tratos en las detenciones y tras ellas, encontrando en las comisarías: palos, bates de béisbol, látigos y una cuerda/soga. Con ellos, se confirman interrogatorios de horas e, incluso, días sometidos a condiciones inhumanas. Pero lo mismo ocurre tras el proceso judicial, dónde encontramos casos como el maltrato ejercido por los funcionarios del centro penitenciario Brains I, en Barcelona, condenados recientemente.
Y otro de los complejos del sistema, una connivencia absoluta con el fascismo callejero. Les son necesarios esos imitadores de camisas pardas, porque provocan y calientan los futuros escenarios de intervención estatal. Cada vez más, los que para ellos son ultras, se despliegan por los barrios y el centro de las ciudades con su propaganda y poniendo en práctica su estrategia, la psicología de la violencia y el miedo. Hemos llegado a tal punto que los fascistas, los conservadores y los liberales convocan manifestaciones conjuntamente sin escándalo mediático. La unidad de España como excusa perfecta para reprimir estatalmente durante el día y usar a los fascistas como ariete por las noches. La líder de HSM afirmó que «su discurso se vertebra en torno a la unidad de España pero que la formación que rentabiliza su estrategia es el Partido Popular». Esta pauta se repite en el resto de Europa, donde el poder intenta desvincularse de las formaciones fascistas, pero gobierna con su programa en inmigración y en el ámbito territorial.
                          DNjspHtXcAAy39Y
        Ilustración de Eneko por la que ha sido despedido de “20Minutos” sin explicaciones.
La Justicia: cómo controlarla.
Anteriormente, hablamos de la represión y no mencionamos a la justicia, porque el control totalitario de los aparatos del Estado no concilia con la separación de poderes. La lista de jueces inhabilitados por distintos mecanismos judiciales es muy extensa, comenzando por el juez Garzón y pasando por todos aquellos que han tratado de investigar la corrupción política: juez Silva, juez Castro, juez Pablo Ruz, la jueza Alaya etcétera
Eliminados los obstáculos, el poder se hace con los aparatos del Estado y, uno a uno, con los aparatos judiciales. Desde su mayoría absoluta en 2011, el poder controla el Consejo General del Poder Judicial (CGPJ) y desde ahí, han tomado la Audiencia Nacional con dos figuras de un alto calado conservador: Concepción Espejel y Enrique López. Además, una de sus figuras claves es la que ostenta la Fiscalía Anticorrupción, Manuel Moix, primer fiscal reprobado de la democracia. Se dice que todo este entramado está diseñado por Manuel Marchena, presidente de la Sala de lo Penal, otro de los dominios judiciales del poder. Y es que conocen y controlan los aparatos del Estado y, por tanto, el Estado son ellos.
Aun así, su manera de proceder a lo largo de la historia deja mucho que desear. La impunidad con la que actúan les deja al descubierto en cuanto se conocen casos como los papeles de Bárcenas o los papeles de Panamá, que alumbraron la profundidad de la corrupción que les sostenía, una corrupción con la que pagaron hasta la sede central de su partido. Esta afirmación de peso, ya se puede expresar sin problemas porque la fiscal anticorrupción, Concepción Sabadell, sentenció: «queda plena y abrumadoramente acreditada la caja B del Partido Popular». Por esta sentencia, se podría aplicar el artículo 520 del código penal para ilegalizar al partido en el Gobierno, pero tras analizar el control judicial que poseen, parece difícil. Mientras, peleas callejeras o una pintada en la pared pueden ser condenados como actos de terrorismo, como son el caso de Alsasua o el caso Nahuel.
De esta forma, el gobierno del Estado español se blinda ante las protestas y las luchas legítimas y democráticas de su pueblo. El presidente, Mariano Rajoy, preocupado por su marketing electoral enfocado en Venezuela afirmó en septiembre «lamentable la prohibición de salida a Lilian Tintori. Pueden encerrar a las personas, pero no a los ideales. Libertad para Venezuela». Mientras, el gobierno del Estado español interviene una Comunidad Autónoma, disuelve su parlamento y encarcela a su gobierno. La reflexión sigue siendo la misma, la legalidad es una cuestión de poder, no de justicia.
Cargas policiales en Catalunya el día del referéndum [1Octubre]
¹ Mario Guillamó. Ciencias Políticas, Universidad Pablo de Olavide (UPO) y director de Comunicación Política de la Gaceta de los Miserables.

PERÚ: La indignacion popular frena venta de la montaña de los siete colores.

Resultado de imagen de cerro de siete colores cusco


correovermello-noticias
Lima, 22.06.18
La indignación popular, tanto en Cusco como en el resto del país, ha obligado a la minera a renunciar a sus planes de explotación de la montaña de siete colores, informa la prensa capitalina.
En un comunicado la empresa minera Minquest Perú anuncia que renuncia a la concesión otorgada por el vende-patrias  Instituto Geológico, Minero y Metalúrgico (Ingemmet) y afirma cínicamente que no conocía el valor del cerro Winikunka.
El propio presidente del viejo estado vende patrias, Martín Vizcarra, ha confirmado que no se permitirá la explotación minera en la zona.
La denuncia de este nuevo expolio provoco una lluvia de criticas y denuncias que han paralizado las intenciones de la minera canadiense.

CHILE: Tomas femeninas solidarizan con la lucha Mapuche. (La Rebelión se Justifica)


En el contexto de las movilizaciones femeninas, múltiples movilizaciones han venido dando saltos y comprendiendo que el camino de la emancipación de la mujer es parte de las luchas del pueblo, y rápidamente se van realizando entonces acciones de solidaridad con las masas más oprimidas y explotadas. En este caso, compartimos imágenes del apoyo que se ha hecho a la lucha Mapuche por parte de la Toma Feminista de Derecho U. Chile:
Despliegue de lienzo en apoyo al Machi Celestino Córdova:

La asamblea de toma solidariza con Luis y José Tralcal, condenados a cadena perpetua por el viejo Estado chileno:
Peña en apoyo a la lucha Mapuche (en apoyo a los hermanos Trangol):




Estudiantes de la U. de Chile despliegan lienzo en la Casa Central en apoyo a Luis y José Tralcal:

viernes, 22 de junio de 2018

INDIA: Tribunal Popular condena a muerte a soplón policial



correovermello-noticias
New Delhi, 22.06.18
Según la prensa india, un Tribunal Popular (Jan Adalat) organizado por los maoístas en la aldea de Useli, en el bazar semanal del pueblo, en el distrito de Kanker condeno a muerte y posteriormente ejecuto a un individuo acusado de informador policial y agente responsable del envenenamiento de la comida para matar a los combatientes revolucionarios.
Una columna de miembros del EGPL de aproximadamente 50 combatientes estuvieron presentes en el juicio. Asi mismo se informa que fueron colocados carteles explicativos de esta nueva ejecución de un enemigo del Pueblo.





As correntes filosóficas no movimento feminista (Anuradha Gandhy) (II)

Feminismo radical

Dentro do feminismo burguês, na primeira fase do movimento de mulheres nos séculos XIX e princípios do liberalismo no século XX, o feminismo radical foi a ideologia dominante: na fase contemporânea do feminismo radical, o movimento de mulheres teve um forte impacto, e de muitas maneiras, porém de forma difusa, muitas ideias e posições podem remontar ao debate feminista radical. Em contraste com o enfoque pragmático adotado pelo feminismo liberal, o feminismo radical se destina a remodelar a sociedade e a reestruturar suas instituições, vistas como inerentemente patriarcais. Proporcionando a teoria fundamental para o feminismo moderno, as radicais argumentaram que o papel subordinado da mulher na sociedade estava estreitamente tecido na teia social [socialização], que pode ser desenredada sem uma transformação revolucionária da própria sociedade. Esforçaram-se para suplantar as relações de poder hierárquicas e tradicionais (que viam como um reflexo de uma inclinação masculina), com enfoque não-hierárquico e antiautoritário à política e à organização.
Na segunda fase do feminismo, nos Estados Unidos, as feministas radicais surgiram dos movimentos sociais da década de 1960 (o movimento pelos direitos civis, o novo movimento de esquerda e o movimento pela paz contra a guerra do Vietnam). Eram mulheres que não estavam satisfeitas com o papel designado a elas nestes movimentos e com a forma com que a nova esquerda abordou a questão da mulher em seus escritos, teóricos e populares. Ao mesmo tempo, nenhuma delas queria preservar o sistema vigente. Assim, em sua fase inicial, os escritos eram um debate com o marxismo, uma tentativa de modificar ou de reescrever o marxismo. Mais tarde, quando o movimento feminista radical se fortaleceu, o marxismo foi posto de lado, e toda atenção se deslocou para uma análise do sistema sexo/gênero e do patriarcado como sistema desligado do sistema capitalista. Nesta fase contemporânea de atenção, o feminismo se centrou nas origens da opressão das mulheres e muitos livros foram escritos teóricos para tentar analisar as formas de opressão da mulher e o rastrear das raízes desta opressão. Contudo, algo que se deve levar em conta, é que em toda sua escritura, elas mantém apenas sua própria sociedade em mente.
Parte daí toda sua crítica, descrição e análise dos acordos com as sociedades capitalistas avançadas (EUA especificamente). Em 1970, Kate Millet publicou o livro “A política sexual”, onde desafiou a noção formal da política e apresentou uma visão mais ampla das relações de poder entre os homens e as mulheres na sociedade. Daí que o livro intitule-se “Política sexual”. Aqui ela afirmou que o pessoal é o político, o que se converteu em lema popular do movimento feminista. “O pessoal é o político” equivalia dizer que o descontentamento que cada mulher sente em sua vida não se deve a algo individual, mas ao sistema social, que tem mantido as mulheres na subordinação e opressão de muitas maneiras. Seus sentimentos pessoais são, portanto, questão política.
De fato, ela modificou a visão materialista histórica, afirmando que a relação homem-mulher é um marco para todas as relações de poder na sociedade. Segundo o feminismo radical, estas “classes sociais” (os homens a classe social opressora, as mulheres a classe social oprimida e subordinada) substituem todas as outras formas de desigualdade, seja racial, política ou econômica. Esta é a situação humana primária. Estas outras maneiras de opressão continuarão porque adquirem a legitimidade lógica e emocional da opressão nesta situação primária. O patriarcado, segundo ela, é o controle masculino sobre o mundo público e privado. De acordo com ela, para eliminar o patriarcado, deve-se eliminar o gênero, quer dizer, a condição sexual, o papel e o temperamento, já que foram construídos sob o patriarcado. A ideologia patriarcal exagera as diferenças biológicas entre homens e mulheres e subordina as mulheres. Millet advoga por uma nova sociedade, que não se baseie no sistema sexo/gênero e onde os homens e as mulheres sejam iguais. Ao mesmo tempo, afirma que deve-se avançar lentamente para isto, eliminando as características indesejáveis, como a obediência das mulheres e a arrogância dos homens. O livro de Kate Millet foi muito influente durante muito tempo. Outra escritora influente foi Soulamith Firestone, que argumentou em seu livro “Dialética do sexo” (1970) que as origens da subordinação das mulheres e a dominação dos homens jaziam nas funções reprodutivas de homens e mulheres. Neste livro, ela reescreve Marx e Engels.
Engels havia escrito sobre o materialismo histórico da seguinte maneira: “é a visão do curso da história que busca a causa íntima e a grande mobilização de todos os eventos históricos no desenvolvimento econômico da sociedade, nas mudanças do modo de produção e troca, na divisão da sociedade em classes distintas e na luta destas classes entre si”.
Firestone reescreveu da seguinte maneira: “o materialismo histórico é a visão do curso da história que busca a causa última e a grande mobilização de todos os eventos históricos na dialética do sexo: a divisão da sociedade em duas classes claramente biológicas para a procriação e a reprodução, e as lutas destas classes entre sí; nas mudanças no modo de matrimônio, na reprodução e no cuidado dos filhos, criados por estas lutas; no desenvolvimento de outras classes conectadas fisicamente e diferenciadas (castas); e na divisão do trabalho baseado no sexo que se desenvolveu no sistema (econômico-cultural) de classes”.

CRITICA

Firestone se centrou na reprodução no lugar da produção como a força motriz da história. Além disso, em vez de identificar as causas sociais da condição da mulher, deu ênfase às razões biológicas para sua condição e as converteu em forças motrizes da história. Pensava que o fato biológico das mulheres poderem ter filhos seria a base material para a posição das mulheres na sociedade e que era necessária uma revolução biológica e social para efetivar a libertação humana. Também tinha a opinião de que a diferença sexo/gênero deve ser eliminada e que os seres humanos devem ser andróginos. Mas foi mais além que Kate Millet na solução. Advogou por colocar fim à opressão das mulheres, dizendo que a menos que as mulheres renunciassem ao seu papel reprodutivo e já não tivessem filhos e que, portanto, a base existente da família se transformasse, não seria possível libertar completamente a mulher.
Para tanto, segundo ela, a menos que a reprodução natural fosse substituída pela reprodução artificial, e que a família tradicional fosse substituída pela família intencional, as divisões biológicas entre os sexos não seriam eliminadas. A família biológica é a família em que os membros estão conectados geneticamente (pais e filhos), enquanto que a família intencional significa uma família escolhida por amizade ou conveniência. Ela acreditava que se esta mudança ocorresse, não existiriam os diversos complexos de personalidade que se desenvolvem na sociedade atual. Outras escreveram acerca de como se deu o primeiro conflito social entre homens e mulheres. O homem caçador era propenso à violência e subjugou a mulher através do estupro (Susan Brownmiller).
Estes escritos refletem o tom do movimento feminino em seu setor mais radical, que não se contentava com os esforços das feministas liberais em mudar as leis e fazer campanhas para tais questões. Exigiram que se insistisse na posição tradicional da mulher quanto ao papel reprodutivo, na questão das diferenças de gênero/sexuais e na questão da própria estrutura da sociedade como patriarcal, hierárquica e opressiva. Queriam uma transformação total da sociedade. Assim, as feministas radicais viam a si próprias como revolucionárias em vez de reformistas. O ponto fundamental que defendem é que o sistema sexo/gênero é a causa da opressão das mulheres. Consideraram a relação homem-mulher de forma isolada do resto do sistema social, como uma contradição fundamental. Como resultado de toda sua orientação, direção de análise e ação, ocupam-se fundamentalmente desta contradição, e isto lhes conduziu ao separatismo. Ao centrar-se no papel reprodutivo da mulher, tornam as relações sexuais e familiares em objetivos centrais de seu ataque para transformar a sociedade.

Sistema sexo-gênero e patriarcado

O ponto central na compreensão feminista radical é o sistema sexo/gênero. De acordo com uma definição popular dada por Gayle Rubin, o sistema sexo/gênero é um “conjunto de disposições mediante as quais uma sociedade transforma a sexualidade biológica em produtos da atividade humana”. Isto significa que a sociedade patriarcal utiliza certos fatos acerca da fisiologia masculina e feminina (sexo) como base para a construção de um conjunto de identidades masculinas e femininas e de comportamento (de gênero) que servem para capacitar homens e mulheres, ou seja, como deve ser um homem e como deve ser uma mulher. Esta, segundo elas, é a base ideológica da subordinação das mulheres. A sociedade é de alguma maneira convencida de que estas características de condutas determinadas culturalmente são “naturais”. Portanto, afirmam que o comportamento “normal” depende da habilidade de cada indivíduo de mostrar a identidade de gênero e o comportamento que a sociedade relaciona com o sexo biológico de cada pessoa.
Inicialmente as feministas radicais, por exemplo o grupo de Boston ou o grupo radical de Nova Iorque, confirmaram as visões de Kate Millet e de Firestone, e se centraram nas formas como o conceito de feminilidade, as funções e as responsabilidades reprodutivas e sexuais (criação dos filhos, etc), servem para limitar o desenvolvimento das mulheres como pessoas completas. Assim, advogaram pela androginia. Androginia significa ser tanto homem como mulher, ter características tanto do homem como da mulher, para que os papéis de sexo não se perpetuem. Isto significa que as mulheres devem adotar algumas características masculinas (e os homens algumas características femininas). Porém mais tarde, em finais dos anos 1970, uma seção de feministas radicais rechaçou o objetivo da androginia, pois pensavam que isto significava que as mulheres deveriam aprender algumas das piores características da masculinidade. Em vez disso, propõem que a mulher deve afirmar sua “feminilidade”. As mulheres devem tratar de ser mais como mulheres, ou seja, dar ênfase às virtudes da mulher tais como a independência, a comunidade, a conexão, o partilhar, a emoção, o corpo, a confiança, a ausência de hierarquia, a natureza, a imanência, o processo, a alegria, a paz e a vida. Daqui em diante, toda sua atenção se torna separatista; as mulheres apenas deveriam relacionar-se com mulheres, deveriam construir uma cultura e instituições de mulheres.
Com isso mudou inclusive sua compreensão acerca da sexualidade e elas acreditaram que as mulheres deveriam converter-se em lésbicas, apoiando as relações lésbicas e monogâmicas como o melhor para as mulheres. Politicamente converteram-se em pacifistas. A violência e a agressão são, segundo elas, características masculinas que devem ser rechaçadas. Afirmam que as mulheres são naturalmente amantes da paz e doadoras da vida. Com a construção de instituições alternativas elas acreditavam estar trazendo a mudança revolucionária. Começaram a construir clubes de mulheres, realizavam filmes de mulheres e outras formas de cultura separada para mulheres. Em sua compreensão, a transformação revolucionária da sociedade será levada à cabo de forma gradual. Esta corrente é chamada feminismo cultural porque se centra por completo no aspecto cultural da sociedade. Elas não relacionam a cultura à estrutura político-econômica da sociedade. Contudo, isto se converteu na principal tendência do feminismo radical e se entrelaça com o eco-feminismo e com o pós-modernismo. Entre as feministas culturais destacam-se Marilyn French e Mary Daly.

Sexualidade: heterossexualidade e lesbianismo

Dado que as relações homem-mulher são a contradição fundamental para as feministas radicais, elas têm investido uma grande quantidade de atenção às relações sexuais entre homens e mulheres. A sexualidade se converteu no palco da maioria das discussões e debates que se concentram no feminismo radical. A postura das igrejas cristãs no ocidente, em relação a diversos temas como o sexo e a postura com o aborto, tem sido extremamente conservadora. Isto ainda mais em países como EUA, França e Itália. A moral cristã tem defendido relações sexuais apenas depois do matrimônio e se oposto ao aborto. As teóricas feministas radicais, ao mesmo tempo que enfrentavam isto, expuseram como na sociedade patriarcal, dentro das relações sexuais (inclusive no matrimônio) as mulheres geralmente percebem um sentimento de dominação.
É neste contexto em que as questões da repressão sexual, da heterossexualidade compulsória, da homossexualidade ou da escolha sexual, se converteram em temas de discussão e debate. As feministas radicais defendem que em uma sociedade patriarcal, nas relações e nas práticas sexuais, a dominação masculina prevalece. Isso tem sido qualificado como repressão pela primeira corrente e ideologia de objetificação sexual pelas feministas culturais. Segundo elas, o sexo é visto como algo mal, perigoso e negativo. O único sexo permitido e considerado aceitável é a prática heterossexual civil. Há a pressão na sociedade patriarcal para ser heterossexual e as minorias sexuais, como lésbicas, travestis e transexuais, são consideradas inaceitáveis. O prazer sexual, uma poderosa força natural, é controlado pela sociedade patriarcal, separando as práticas sexuais consideradas sãs de práticas ilegítimas.
Mas as duas correntes têm compreensões muito diferentes da sexualidade, o que afeta as demandas que fazem e as soluções que oferecem. Segundo as feministas radicais, a repressão sexual é uma das mais cruas e irracionais formas das forças da civilização para controlar o comportamento humano. A permissividade é o melhor para os homens e para as mulheres. As feministas culturais, ao contrário, consideram que as relações heterossexuais se caracterizam por uma ideologia de objetificação onde os homens são os chefes/sujeitos e as mulheres são as escravas/objetos. “A heterossexualidade tem certas similitudes com o colonialismo, em particular em sua manutenção, através da força quando o paternalismo é rechaçado, e na representação da dominação como algo natural e na desqualificação das mulheres” (Sarah Hoagland Lucia).
É uma forma de violência sexual masculina contra as mulheres. Assim, as feministas devem opor-se a qualquer prática sexual que normaliza a violência sexual masculina. Segundo elas, as mulheres devem recuperar o controle sobre sua sexualidade mediante o desenvolvimento do interesse sobre suas próprias prioridades sexuais que diferem das prioridades dos homens. As mulheres, afirmam, desejam a intimidade e o cuidado ao invés da performance. Assim, defenderam que as mulheres devem rechaçar as relações heterossexuais e tornarem-se lésbicas.
Além disso, as radicais acreditavam que as mulheres deviam buscar seu prazer, de acordo com Gayle Rubin, sem regras. Para as feministas culturais, a heterossexualidade trata da dominação masculina e da subordinação feminina e é por isso que existe a pornografia, a prostituição, o assédio sexual e os maus-tratos às mulheres. Defenderam assim que as mulheres deviam renunciar às relações heterossexuais e entrar em relações lésbicas, onde existe implicação emocional.
As feministas culturais enfatizaram a necessidade de desenvolver a “feminilidade” essencial da mulher. O lesbianismo foi impulsionado no movimento feminino do Ocidente em princípios da década de 1980, mas começou a retroceder alguns anos depois. A solução oferecida pelas feministas culturais é acabar com a subordinação das mulheres, rompendo a relação sexual entre homens e mulheres, com as mulheres formando uma classe separada. A primeira tendência advoga pelas relações sexuais livres, desvinculadas de qualquer implicação emocional, seja com homens ou mulheres.
De fato, a solução que propõem é transformar as relações pessoais íntimas em um tipo de comodidade baseada em relação impessoal. Daí a apoiar a pornografia e a prostituição é um passo. Enquanto as feministas culturais se opuseram firmemente à pornografia, as radicais não estavam de acordo com que a pornografia tivesse um impacto negativo na forma como os homens veem as mulheres. Por sua vez, defendem que a pornografia poderia ser utilizada para superar a repressão sexual. Mesmo em questões de tecnologia reprodutiva, as duas partes se diferem. Enquanto as radicais apoiavam a tecnologia reprodutiva, as culturais se opuseram à ela. As feministas culturais defendiam que as mulheres não devem renunciar à maternidade, já que este é o único poder que possuem. Estiveram ativas nos debates éticos levantados sobre tecnologia reprodutiva, como os direitos da mãe de aluguel ou biológica.

Crítica

Desde a perspectiva dada é óbvio que as feministas radicais têm pisoteado o marxismo, por assim dizer. Vamos abordar os argumentos de Firestone na seção sobre as feministas socialistas, mas alguns pontos devem ser mencionados. Em seu entendimento das condições materiais, foi tomado o aspecto físico e biológico da mulher como o fundamental de sua análise, concluindo que esta é a razão da opressão das mulheres. Marx escreveu que a produção e a reprodução da vida são as duas condições básicas para a existência humana. A reprodução compreende tanto a reprodução da pessoa no dia à dia como a reprodução da espécie humana. A reprodução das espécies é algo que o ser humano partilha com o reino animal. Assim, esta não poderia ser a base da opressão das mulheres. Por todos os milhares de anos que as pessoas viveram nas primeiras etapas de sua existência, as mulheres não estavam subordinadas ao homem. De fato, seu papel na reprodução se celebra e lhe é dada importância devido à sobrevivência da espécie e à dependência do grupo em relação à reprodução. A importância dada à fertilidade e aos rituais de fertilidade, que sobreviveram na maioria das sociedades tribais, são o testemunho deste fato.
O marxismo entende que as condições materiais se adaptam, por isso a posição das mulheres mudou. A mudança significativa nas condições materiais veio com a geração do excesso de superprodução. Esta superprodução é a questão do surgimento das classes; tal superprodução passa a pertencer a um pequeno grupo de pessoas na comunidade. O papel da mulher na reprodução explica a razão para que no princípio tivesse um estado mais elevado e terminasse escravizada. O clã/família à que pertenciam seus filhos se tornou importante, encontrando restrições e o surgimento da família patriarcal, onde a mulher ficou subordinada ao cuidado dos filhos.
As feministas radicais trataram superficialmente o desenvolvimento histórico e os fatos históricos, e impuseram sua própria compreensão da contradição entre homem-mulher como a contradição original e principal que determinou o curso da história real. A partir deste ponto, a análise feminista radical abandona por completo a história, ignora a estrutura político-econômica e se concentra apenas nos aspectos sociais e culturais da sociedade capitalista avançada e projeta a situação de seu país como a condição humana universal. Esta é outra grande debilidade em suas análises e enfoques. Como tomaram a relação homem-mulher (relação gênero/sexual) como a contradição principal na sociedade, segundo sua análise, os homens se convertem nos principais inimigos da mulher. Já que não possuem nenhuma estratégia concreta para superar esta sociedade, mudam toda sua análise para uma crítica aos aspectos da superestrutura – a cultura, a linguagem, os conceitos, a ética – sem preocuparem-se com o capitalismo e com o papel do capitalismo na manutenção das relações de gênero e, portanto, tampouco pensam na necessidade de incluir a derrocada do capitalismo para sua estratégia para a libertação da mulher.
Enquanto as suas críticas à estrutura patriarcal são extremamente fortes, as soluções que dão são, de fato, reformistas. Suas soluções se baseiam na mudança de papéis, características, atitudes, valores morais e na criação de uma cultura alternativa. Praticamente isso significa que as pessoas podem, em certa medida, renunciar a certos valores, os homens podem renunciar a características agressivas por serem reconhecidas como características patriarcais, as mulheres podem passar a ser mais audazes e menos dependentes. Mas quando toda a estrutura da sociedade é patriarcal, até onde podem chegar estas mudanças sem a derrocada de todo o sistema capitalista, é uma questão que absolutamente não abordam. Assim terminam convertendo-se em pequenos grupos que buscam mudar seus estilos de vida, suas relações interpessoais, o enfoque no interpessoal em vez de em todo o sistema. Apesar de iniciarem através de uma análise de todo o sistema e com desejo de mudá-lo, a linha de sua análise as levou às vias reformistas. A libertação da mulher não é possível desta maneira.
A culpa é de sua própria análise. As feministas culturais têm dado um passo além, enfatizando as diferenças essenciais entre machos e fêmeas e afirmando que as inclinações e os valores característicos da fêmea (não femininos) são desejáveis. Este argumento dá maior importância à base biológica das diferenças entre masculino e feminino que à educação social. Tal argumento é, de fato, contraproducente, porque as forças conservadoras da sociedade sempre utilizaram este tipo de argumento (chamado determinismo biológico) para justificar a dominação sobre um setor da população. Os escravos eram escravos porque teriam aquelas características e se descartava que pudessem cuidar de si próprios. As mulheres são mulheres e os homens são homens porque basicamente são diferentes, por isso os papéis sociais das mulheres e dos homens também são diferentes. Este é o argumento que usam as forças conservadoras reacionárias, para oporem-se à libertação da mulher.
Este argumento tem perigosas implicações e pode recuara luta das mulheres. A masculinidade e a feminilidade são construções realizadas em uma sociedade patriarcal e temos que lutar para mudar estas rígidas construções. Mas para isso há que se fazer ruir toda a sociedade exploradora. Em uma sociedade onde a dominação patriarcal deixe de existir, como homens e mulheres serão, que tipo de características adotarão, é impossível dizer. As características que os seres humanos adotarão depois, estarão em consonância com o tipo de sociedade existente, já que não pode haver uma personalidade humana fora do marco social. Buscar esta feminilidade é como perseguir uma miragem e auto enganar-se.
Ao fazer da heterossexualidade o ponto central de suas críticas ao atual sistema que encoraja o separatismo lésbico, conduzem o movimento de mulheres a um beco sem saída. À parte de formarem as pequenas comunidades de lésbicas e construírem uma cultura alternativa, elas não puderam e não poderão ser capazes de dar um passo à frente para libertar as massas de mulheres da exploração e da opressão que sofrem. Não é prático tampouco natural pensar que as mulheres podem ter uma existência completamente separada dos homens. Com isso abandonaram completamente o objetivo de construir uma sociedade humana melhor. Esta estratégia não serve à grande massa de mulheres.
Objetivamente se converteu em uma distração da construção de um amplo movimento pela libertação da mulher. A tendência radical, através do apoio à pornografia e dando o argumento abstrato da liberdade de escolha, deu um giro reacionário que justifica o apoio à indústria do turismo sexual promovida pelos imperialistas e que está submetendo as mulheres das comunidades étnicas oprimidas e do Terceiro Mundo à exploração sexual e incalculável sofrimento. Ao criticar os hipócritas costumes sexuais repressivos da burguesia reacionária e da igreja, a tendência radical tem promovido uma alternativa única que distancia mais os seres humanos entre si e degrada a mais íntima das relações humanas. Separar o sexo da intimidade e do amor, torna as relações humanas mais mecânicas e inumanas.
Seus argumentos ainda estão absolutamente isolados das circunstâncias reais da vida das mulheres e de suas amargas experiências. Maria Mies fez uma crítica de toda esta tendência que resume a debilidade do enfoque: “A crença na educação, na ação cultural ou inclusive na revolução cultural como agentes de mudança é uma crença típica da classe média urbana. Com respeito à questão da mulher, se baseia na suposição de que a opressão da mulher não tem nada a ver com as relações básicas ocidentais, em particular nos EUA, onde geralmente as feministas não falam em capitalismo. Para muitas feministas ocidentais, a opressão da mulher tem suas raízes na cultura da civilização patriarcal. Para elas portanto, o feminismo é em grande parte um movimento cultural, uma nova ideologia, uma nova consciência…” (1986).
Este feminismo cultural que dominou o feminismo ocidental, influenciou também o pensamento feminista nos países do terceiro mundo. Se une assim à tendência pós-moderna e desvia toda a orientação do movimento de mulheres de ser uma luta para mudar as condições materiais da vida das mulheres para uma análise de “representações” e símbolos. Se opõem à ideia de que a mulher se converta em uma força militante porque enfatizam que a natureza da mulher não é violenta. Elas estão assim ignorando o papel que as mulheres têm desempenhado nas guerras contra a tirania ao longo da história. As mulheres devem seguir e seguirão desempenhando um papel ativo nas guerras justas destinadas a acabar com a opressão e a exploração. Portanto, serão ativas participantes na luta por mudança.
Em resumo, podemos ver que a tendência feminista radical tem levado o movimento de mulheres a um beco sem saída ao defender o separatismo para mulheres.
As principais debilidades na teoria e no enfoque são:
  1. Tomam uma posição filosoficamente idealista, dando grande importância às características de personalidade e aos valores culturais mais que às condições materiais. Ignoram a situação material no mundo e centram-se unicamente nos aspectos culturais.
  2. Tomam a contradição entre homem e mulher como a contradição principal, assim justificam o separatismo.
  3. Tornam o fato natural da reprodução na razão da subordinação das mulheres, e rechaçam as razões socioeconômicas da condição social da opressão, reforçando desta maneira a perspectiva conservadora, o argumento de que homens e mulheres são diferentes por natureza.
  4. Tornam a natureza do homem e da mulher imutável.
  5. Ignoram as diferenças de classe entre as mulheres, e as necessidades e os problemas das mulheres pobres.
  6. Ao propagar a natureza da mulher como não-violenta, desencorajam as mulheres a tornarem-se combatentes na luta por sua emancipação e pela emancipação da sociedade.
  7. Apesar de se afirmarem radicais apresentam soluções completamente reformistas e não podem levar a libertação das mulheres adiante.

jueves, 21 de junio de 2018

FRANCIA: Manifestación nacional unitaria por la liberación Georges Ibrahim Abdallah. Paris 23 de junio.

Manifestation nationale unitaire pour la libération de Georges Ibrahim Abdallah , 23 juin, à Paris, Place des fêtes (19ème), 15h00.

UE: As Europarlamentarias Lidia Senra e Julie Ward, protestan contra a presencia da Ministra de Exteriores da India.




As Europarlamentarias Lidia Senra e Julie Ward, protestan ao Presidente do Parlamento Europeo pola presencia da Ministra de Exteriores da India. Así mesmo denunciaron as detencións de Surendra Gadling, Rona Wilson, Sudhir Dhawale, Shoma Sen, Mahesh Raut, así como a situación de extrema gravidade do Profesor GN Saibaba.

ANTONIO TAJANI, PRESIDENT OF THE EUROPEAN PARLIAMENT (EP), REGARDING THE PRESENCE OF THE MINISTER OF EXTERNAL AFFAIRS OF INDIA, MRS. SUSHMA SWARAJ, ON THE INTERNATIONAL DAY OF YOGA IN THE EP
 
Dear President of the European Parliament,
We, the undersigned Members of the European Parliament, regret the presence of the Minister of External Affairs of India, Mrs. Sushma Swaraj, on the International Day of Yoga in the European Parliament tomorrow, Thursday 21th. Indian government does not respect human rights, it does not allow people to have the same rights, it indiscriminately kills Adivasis and Dalits communities and religious minorities such as Muslim or Christian, and it imprisons human rights defenders.
The presence of the Minister of External Affairs of India, Mrs. Sushma Swaraj, may jeopardize the good name of the European Parliament as a guarantor of the defense of human rights.
We condemn the arrests made by Maharashtra police in the early morning of June 6, 2018 of:
• Surendra Gadling, human rights lawyer and general secretary of the Indian Association of Peopleʹs Lawyers, which has represented activists and others arrested on fabricated charges.
• Rona Wilson, member of the Committee for the Release of Political Prisoners,
which has campaigned against the Unlawful Activities Prevention Act and other repressive laws.
• Sudhir Dhawale, Dalit rights activist and the editor of the Marathi magazine ʹVidrohiʹ.
• Shoma Sen, professor at Nagpur University.
• Mahesh Raut, land rights activist.
Regarding the words of Aakar Patel, Executive Director Amnesty International India: ʹThese arrests are a matter of grave concern. Surendra Gadling, Rona Wilson, Sudhir Dhawale, Shoma Sen and Mahesh Raut have a history of working to protect the rights of some of Indiaʹs most marginalized people. Their arrests raise disturbing questions about whether they are being targeted for their activism. Anyone arrested for legitimately exercising their right to freedom of expression must be released immediately and unconditionally.ʹ
During the current European Parliament term, two written questions have been addressed to the European Commission regarding the situation of the Indian teacher GN Saibaba.
He has a 90% physical disability, aggravated in recent months with acute pancreatitis, and was recommended the removal of his gallbladder. Because of this, this life imprisonment sentence is actually a death sentence for this professor, who has done nothing but defend the rights of the Adivasis and Dalits people with words, as well as denounce the counterinsurgency strategy ʹOperation Green Huntʹ.
The answers given by Vice-President Mogherini on behalf of the European Commission were the following: ʹThe EU has been closely following cases of human rights defenders arrested in India, including the cases of professor Saibaba, accused of having links with Naxal militants, and of Ms. Arundathi Roy, accused of contempt of court for her article defending the cause of Professor Saibaba.
The EU Delegation in New Delhi has made appeals on humanitarian grounds with the National Human Rights Commission. The EU attaches great importance to the issues at stake, most importantly to the freedom of expression, the right to a fair trial and the rights of human rights defenders. These issues are also addressed at the EU-India human rights dialogue.ʹ ʹThe EU continues to follow the case of professor Saibaba convicted by sessions court in Gadchiroli district of Maharashtra in March 2017.
As Professor Saibaba lodged an appeal against the verdict with the Nagpur High Court, the case is still sub judice. The EU has been raising the case on humanitarian grounds with the Indian authorities.ʹ How can the European Parliament allow the presence of a Minister of a Government that defends that there are first and second humans, indiscriminately kills the Adivasis, Dalits and religious minoritiesʹ population and that imprison human rights activists? We urge the cancellation of the presence of the Minister of Foreign Affairs of India, Mrs. Sushma Swaraj, in the European Parliamient and demands the immediate release of Prof. GN Saibaba, Advocate Surendra Gadling, Prof Shoma Sen, Sudhir Dhawle, Rona Wilson Mahesh Raut and all human rights defenders in India.
Sincerely,
MEP Lídia Senra
MEP Julie Ward
Brussels,
20th of June 2018