jueves, 21 de junio de 2018

FRANCIA: Manifestación nacional unitaria por la liberación Georges Ibrahim Abdallah. Paris 23 de junio.

Manifestation nationale unitaire pour la libération de Georges Ibrahim Abdallah , 23 juin, à Paris, Place des fêtes (19ème), 15h00.

UE: As Europarlamentarias Lidia Senra e Julie Ward, protestan contra a presencia da Ministra de Exteriores da India.




As Europarlamentarias Lidia Senra e Julie Ward, protestan ao Presidente do Parlamento Europeo pola presencia da Ministra de Exteriores da India. Así mesmo denunciaron as detencións de Surendra Gadling, Rona Wilson, Sudhir Dhawale, Shoma Sen, Mahesh Raut, así como a situación de extrema gravidade do Profesor GN Saibaba.

ANTONIO TAJANI, PRESIDENT OF THE EUROPEAN PARLIAMENT (EP), REGARDING THE PRESENCE OF THE MINISTER OF EXTERNAL AFFAIRS OF INDIA, MRS. SUSHMA SWARAJ, ON THE INTERNATIONAL DAY OF YOGA IN THE EP
 
Dear President of the European Parliament,
We, the undersigned Members of the European Parliament, regret the presence of the Minister of External Affairs of India, Mrs. Sushma Swaraj, on the International Day of Yoga in the European Parliament tomorrow, Thursday 21th. Indian government does not respect human rights, it does not allow people to have the same rights, it indiscriminately kills Adivasis and Dalits communities and religious minorities such as Muslim or Christian, and it imprisons human rights defenders.
The presence of the Minister of External Affairs of India, Mrs. Sushma Swaraj, may jeopardize the good name of the European Parliament as a guarantor of the defense of human rights.
We condemn the arrests made by Maharashtra police in the early morning of June 6, 2018 of:
• Surendra Gadling, human rights lawyer and general secretary of the Indian Association of Peopleʹs Lawyers, which has represented activists and others arrested on fabricated charges.
• Rona Wilson, member of the Committee for the Release of Political Prisoners,
which has campaigned against the Unlawful Activities Prevention Act and other repressive laws.
• Sudhir Dhawale, Dalit rights activist and the editor of the Marathi magazine ʹVidrohiʹ.
• Shoma Sen, professor at Nagpur University.
• Mahesh Raut, land rights activist.
Regarding the words of Aakar Patel, Executive Director Amnesty International India: ʹThese arrests are a matter of grave concern. Surendra Gadling, Rona Wilson, Sudhir Dhawale, Shoma Sen and Mahesh Raut have a history of working to protect the rights of some of Indiaʹs most marginalized people. Their arrests raise disturbing questions about whether they are being targeted for their activism. Anyone arrested for legitimately exercising their right to freedom of expression must be released immediately and unconditionally.ʹ
During the current European Parliament term, two written questions have been addressed to the European Commission regarding the situation of the Indian teacher GN Saibaba.
He has a 90% physical disability, aggravated in recent months with acute pancreatitis, and was recommended the removal of his gallbladder. Because of this, this life imprisonment sentence is actually a death sentence for this professor, who has done nothing but defend the rights of the Adivasis and Dalits people with words, as well as denounce the counterinsurgency strategy ʹOperation Green Huntʹ.
The answers given by Vice-President Mogherini on behalf of the European Commission were the following: ʹThe EU has been closely following cases of human rights defenders arrested in India, including the cases of professor Saibaba, accused of having links with Naxal militants, and of Ms. Arundathi Roy, accused of contempt of court for her article defending the cause of Professor Saibaba.
The EU Delegation in New Delhi has made appeals on humanitarian grounds with the National Human Rights Commission. The EU attaches great importance to the issues at stake, most importantly to the freedom of expression, the right to a fair trial and the rights of human rights defenders. These issues are also addressed at the EU-India human rights dialogue.ʹ ʹThe EU continues to follow the case of professor Saibaba convicted by sessions court in Gadchiroli district of Maharashtra in March 2017.
As Professor Saibaba lodged an appeal against the verdict with the Nagpur High Court, the case is still sub judice. The EU has been raising the case on humanitarian grounds with the Indian authorities.ʹ How can the European Parliament allow the presence of a Minister of a Government that defends that there are first and second humans, indiscriminately kills the Adivasis, Dalits and religious minoritiesʹ population and that imprison human rights activists? We urge the cancellation of the presence of the Minister of Foreign Affairs of India, Mrs. Sushma Swaraj, in the European Parliamient and demands the immediate release of Prof. GN Saibaba, Advocate Surendra Gadling, Prof Shoma Sen, Sudhir Dhawle, Rona Wilson Mahesh Raut and all human rights defenders in India.
Sincerely,
MEP Lídia Senra
MEP Julie Ward
Brussels,
20th of June 2018



As correntes filosóficas no movimento feminista (Anuradha Gandhy) (I)


As correntes filosóficas no movimento feminista (Anuradha Gandhy)

 Tradução-contribuição de leitora (crédito ao fim da publicação)

(Original em inglês: http://massalijn.nl/theory/philosophical-trends-in-the-feminist-movement/) trechos a mais
Disponível em espanhol: https://culturaproletaria.wordpress.com/2016/12/09/critica-al-feminismo-en-occidente/) – reproduzido pelo Da.Rjo


O seguinte texto é obra de Anuradha Gandhy, fundadora do PCI(M-L) e membro do CC do PCI(Maoísta) até sua morte.
Introdução geral ao Movimento de Mulheres no Ocidente, pela Camarada Janaki (Anuradha Ghandy):
– Feminismo liberal.
– Crítica.
– Feminismo radical.
– Crítica
– Sistema sexo/gênero e patriarcado.
– Sexualidade: a heterossexualidade e o lesbianismo.
– Crítica.
– Anarcofeminismo.
– Ecofeminismo.
– Feminismo socialista.
– Estratégia do feminismo socialista para a libertação da mulher.
– Crítica.
– O feminismo e o pós-modernismo.
– Resumo.

Feminismo liberal

O feminismo liberal desfrutou de uma longa história nos séculos XVIII e XIX com pensadoras como Mary Wollstonecraft (1759-1797), Harriet Taylor Mill (1807-1858), Elisabeth CadyStanton (1815-1902), argumentando a favor dos direitos da mulher na base da compreensão filosófica liberal. O movimento pela igualdade de direitos para mulheres, especialmente a luta pelo direito ao voto, se baseou principalmente no pensamento liberal.
Os primeiros filósofos políticos liberais, como John Locke e Jean Jacques Rousseau, que haviam defendido a regra da razão, a igualdade para todos, não incluíram as mulheres em sua compreensão de merecedores de igualdade, em particular de igualdade política. Não aplicaram sua teoria liberal para a posição da mulher na sociedade. Os valores do liberalismo, incluindo a crença fundamental na importância e na autonomia do indivíduo foram desenvolvido no século XVII.
Isto surgiu com o desenvolvimento do capitalismo na Europa em oposição aos valores patriarcais feudais baseados na desigualdade. Era a filosofia da burguesia em ascenso. Os valores feudais se baseavam na crença da superioridade inerente à elite – em especial os monarcas. Os demais eram objetos, os subordinados. Defendiam a hierarquia, junto à desigualdade de direitos e o poder. Em oposição a estes valores feudais a filosofia liberal desenvolveu a crença na igualdade natural e na liberdade dos seres humanos.  “Defendiam uma estrutura social e política que reconhecesse a igualdade de todas as pessoas e que proporcionasse igualdade de oportunidades. Esta filosofia foi rigorosamente racional e secular e, por sua vez, a potência máxima e o desenvolvimento progressivo do maior período do Iluminismo. Caracterizou-se por um intenso individualismo. Contudo, os famosos filósofos liberais do século XVII, como Rousseau e Locke, não aplicaram os mesmos princípios à família patriarcal e à posição das mulheres nela. Esta foi a inclinação patriarcal residual do liberalismo que se aplicou apenas aos homens no mercado.” – Zillah Eisenstein.

Mary Wollstonecraft pertencia à seção radical da aristocracia intelectual da Inglaterra, que aprovara as revoluções francesa e americana. Escreveu “Justificativa dos Direitos da Mulher”, em 1791, em resposta à interpretação conservadora de Edmund Burke do significado da Revolução Francesa. No folheto, se manifestou contra as noções patriarcais feudais sobre a dependência natural das mulheres em relação aos homens, que as mulheres foram criadas para agradar aos homens, que não puderam ser independentes. Wollstonecraft escreveu-o antes do surgimento dos movimentos de mulheres e seus argumentos se baseiam na lógica e na racionalidade. A análise subjacente de Wollstonecraft são os princípios básicos do Iluminismo: a crença na capacidade humana para a razãoe dentro dos conceitos de liberdade e igualdade que precederam e acompanharam as revoluções americana e francesa. Ela reconheceu a razão como única autoridade e argumentou que a menos que as mulheres fossem encorajadas a desenvolver seu potencial racional e a confiar em seu próprio julgamento, o progresso de toda humanidade seria atrasado. Argumentou sobretudo a favor das mulheres obterem a mesma educação que os homens, para que elas também pudessem assimilar as qualidades do pensamento racional e contar com oportunidades para ganhar e levar uma vida independente. Criticou fortemente as ideias de Rousseau sobre a educação das mulheres.
Segundo ela, os argumentos de Rousseau de que a educação das mulheres deveria ser diferente da dos homens, contribuiu para fazer com que as mulheres fossem personagens mais artificialmente débeis. A lógica de Rousseau foi que as mulheres devem ser educadas de tal maneira a fim de incutir-lhes que a mais alta virtude é a obediência. Seus argumentos refletem as limitações de classe do seu pensamento. Enquanto ela escreveu que as mulheres das classes “comuns” possuíam mais virtude porque trabalhavam e eram em certa medida independentes, ela também acreditava que “as mulheres mais respeitáveis são as mais oprimidas”.
Neste momento, seu livro foi influente inclusive nos Estados Unidos. Harriet Taylor também fez parte dos círculos intelectuais burgueses de Londres e era esposa do conhecido filósofo utilitarista James Stuart Mill. Escreveu “Sobre a emancipação da mulher”, em 1851, em apoio ao movimento de mulheres surgido nos Estados Unidos. Dando fortes argumentos liberais contra os opositores dos direitos da mulher e a favor de que as mulheres tivessem os mesmos direitos que os homens, escreveu: “Negamos o direito de qualquer porção da espécie decidir sobre a outra porção, ou o de um indivíduo sobre o outro, assim como explicamos o que é ou não sua ‘esfera correta’. A esfera adequada para todos os seres humanos é a maior e mais alta que sejam capazes de alcançar…”. Considerando a importância do fato de que ela escrevera: “O mundo é muito jovem e não foi feito mais que começar a desfazer-se da injustiça. Isto é, agora quando se está abolindo a escravidão dos negros, por que não se está fazendo o mesmo com as mulheres?”. De fato, os fundamentos liberais do movimento das mulheres, tal como emergiu no século XIX nos Estados Unidos estão na Declaração de Sêneca Falls (1848). Assim começava a declaração nesta primeira convenção nacional: “Sustentamos estas verdades evidentes: que todos os homens e mulheres são criados iguais, que são dotados por seu Criador de certos direitos inalienáveis; entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade”.
Na segunda fase do movimento de mulheres, em finais de 1960, entre as principais defensoras dos direitos liberais, encontram-se Betty Friedan, BellaAbzzug e Pat Schroeder. Friedan fundou a Organização Nacional de Mulheres (em inglês “NOW”, NationalOrganizationofWomen) em 1966. As feministas liberais surgiram dentre as que estavam trabalhando nos grupos de direitos das mulheres, nas agências governamentais, comissões, etc. Sua preocupação inicial era conseguir modificar as leis que negavam a igualdade das mulheres no âmbito da educação, do emprego, etc. Também fizeram campanha contra convenções sociais que limitavam as oportunidades das mulheres com base no gênero. Mas à medida que estas barreiras legais e educacionais começavam a cair, ficou evidente que a estratégia liberal de mudar as leis dentro do sistema existente não era suficiente para lograr a justiça e a liberdade para as mulheres. Assim, elas mudaram sua ênfase para a luta pela igualdade de condições em vez de limitarem-se à igualdade de oportunidades.
Isto significava a exigência de que o Estado desempenhasse um papel mais ativo na criação das condições nas quais as mulheres, em realidade, pudessem aproveitar as oportunidades. As demandas por assistência aos filhos, bem-estar, saúde, do seguro-desemprego, políticas especiais para mães solteiras, etc, foram retomadas pelas feministas liberais. A luta pela Emenda dos Direitos de Igualdade (“ERA”, Equal Rights Amendments) também foi conduzida por estas feministas. O trabalho da seção liberal entre as feministas se deu através de organizações a nível nacional, e assim, também tiveram voz nos meios de comunicação. Uma fração entre as feministas liberais como Zillah Eisenstein, argumentou que o liberalismo tem potencial como ideologia libertadora porque as mulheres que trabalham podem, através de suas experiências de vida, ver a contradição entre a democracia liberal e a ideologia liberal, e ver o patriarcado capitalista que lhes nega a igualdade prometida pela ideologia. Mas o liberalismo não era a ideologia influente dentro do movimento nesta fase.

Crítica ao feminismo liberal

O liberalismo, como filosofia, surgiu no seio da sociedade feudal ocidental, quando a burguesia estava lutando para chegar ao poder. Consequentemente, incluía o ataque aos valores feudais, divinamente ordenados, e à hierarquia (a desigualdade social). Se pôs de pé para a razão e a igualdade de direitos para todos os indivíduos. Porém, esta filosofia se baseia no individualismo extremo em lugar do esforço coletivo. Portanto, promove o enfoque de que se a igualdade formal e legal foi dada a todos, logo os indivíduos podem tomar vantagem das oportunidades disponíveis para ter sucesso na vida.
A questão da contradição de classes e o efeito das diferenças de classes sobre as oportunidades disponíveis para as pessoas não foram levados em consideração. Inicialmente, o liberalismo desempenhou um papel progressista na ruptura das instituições sociais e políticas feudais. Mas no século XIX, depois do crescimento da classe trabalhadora e de seus movimentos, as limitações do pensamento liberal passaram a primeiro plano. Para a burguesia que havia chegado ao poder, os direitos que professavam não se estendiam aos pobres e outros setores oprimidos (como as mulheres e os negros nos Estados Unidos). Estes tiveram que lutar por seus direitos. O movimento de mulheres e o movimento negro, nesta fase, foram capazes de exigir seus direitos utilizando argumentos liberais. As mulheres da classe burguesa estavam na vanguarda deste movimento e não estenderam a questão dos direitos às classes trabalhadoras, incluindo as mulheres da classe trabalhadora.
Mas à medida que surgiam as ideologias da classe trabalhadora, as diversas tendências do socialismo encontraram apoio entre as seções ativas da classe trabalhadora. Começaram a questionar o sistema socioeconômico e político, muito burguês, e as limitações da ideologia liberal, com sua ênfase na igualdade formal e na liberdade individual. Nesta fase, o liberalismo perdeu seu papel progressista, e vemos que as organizações das principais mulheres, na luta pelo sufrágio tanto nos EUA como na Inglaterra, tinham um objetivo muito estreito, e se converteram em pró-imperialismo e anti-trabalhadores. Na presente fase, as feministas liberais tiveram que ir mais além dos estreitos confins da igualdade formal, à campanha pelos direitos coletivos como medidas positivas de bem-estar para as mães solteiras, prisioneiras, etc, e exigir um Estado de Bem-Estar.
O liberalismo possui as seguintes deficiências:
  1. Centra-se nos direitos individuais no lugar dos direitos coletivos.
  2. É ahistórico. Não possui uma compreensão global do papel da mulher na história, nem uma análise da subordinação das mulheres.
  3. Tende a ser mecânico em seu apoio à igualdade formal sem um entendimento concreto da condição das diferentes classes sociais das mulheres e seus problemas específicos. Portanto, era capaz de expressar as demandas das classes médias (mulheres brancas das classes média e alta dos EUA, mulheres de casta alta na Índia), mas não das mulheres dos diversos grupos étnicos oprimidos, classes e castas trabalhadoras.
  4. Se limita às mudanças nas leis, nas oportunidades de educação e emprego, nas medidas de bem-estar, etc, e não questiona as estruturas econômicas e políticas da sociedade que dão lugar à discriminação patriarcal. Portanto, é reformista em sua orientação, tanto na teoria como na prática.
  5. Considera que o Estado é neutro e que pode intervir a favor das mulheres, quando na realidade, o Estado burguês nos países capitalistas e no Estado semicolonial e semifeudal indiano [e nos demais estados sob esta condição], é patriarcal e não apóia a luta das mulheres pela emancipação. O Estado burguês é a defesa dos interesses das classes dominantes que se beneficiam da subordinação e da posição desvalorizada da mulher.
  6. Dado que se centra nas mudanças na lei e nos esquemas estatais, dá ênfase ao lobby e às petições para alcançar suas demandas. A tendência liberal frequentemente tem restringido sua atividade às reuniões, convenções e petições de mobilização por mudanças. Raras vezes mobilizou as massas de mulheres e, de fato, teme a mobilização combativa com grandes quantidades de mulheres pobres.

miércoles, 20 de junio de 2018

INDIA: Nuevas acciones de la guerra popular.



correovermello-noticias
New Delhi, 20.06.18
Medios de la prensa india informan de varias acciones protagonizadas por el maoísta Ejercito Guerrillero Popular de Liberación.
En el distrito de Kanker, de Chhattisgarh, en un bosque cercano a aldea Tamora se produjo un ataque a unidades de la Guardia de Reserva del Distrito (DRG) en la madrugada del 18 al 19 de junio. Dos miembros de las fuerzas represivas resultaron gravemente heridos. No se reportan bajas entre los combatientes rojos.
En otra acción, los combatientes del EGPL incendiaron cinco vehículos de construcción, incluidos un camión, un camión cisterna de agua y tres máquinas de mezcla de concreto en la aldea de Cherpal, en el distrito de Bijapur, el 19 de junio. Estos vehículos de construcción participaron en la construcción de una carretera desde Bijapur y Gangaloor.
Así mismo, se informa de la explosión de tres bombas en las cercanías de un paradero de autobuses de Kadirganj, Bihar. No se reportan daños personales pero si materiales. Fuentes de los cuerpos represivos informan de la aparición de carteles maoístas reivindicando la acción.
Se informa de la ejecución de un soplón policial en la aldea de Madwa, distrito Giridih. por un comando de aniquilación del EGPL. El informante un individuo de 30 años se dedicaba a la venta ambulante de zapatos. Junto a su cadáver aparecieron carteles maoístas que advertían que serian implacables con los que colaboraran con las fuerzas represivas. 

PERÚ: Viejo Estado vende-patria vende montaña Vinicunca a minera canadiense.

Montaña de siete colores en Cusco fue concesionada a minera canadiense


correovermello-noticias
Lima, 20.06.18
La prensa de la capital informa que la conocida  "Montaña de los siete colores o arco-iris", de Cusco, a sido vendida una empresa multinacional minera canadiense el pasado marzo.
Este nuevo expolio al patrimonio nacional fue concedido con fines mineros por el vende-patrias  Instituto Geológico, Minero y Metalúrgico (Ingemmet) a la minera Minquest Perú, empresa pantalla  de la multinacional canadiense  Camino Minerals.
El cerro Vinicunca se encuentra en el camino al Ausangate, la montaña sagrada de Cusco, antigua capital del imperio incaico, y centro del Qoyllurit'i, la mayor peregrinación religiosa, reconocida desde 2011 como patrimonio cultural inmaterial de la humanidad por la Unesco.
Vinicunca se ha convertido en los últimos años en una de las principales atracciones turísticas de Cusco junto a las ruinas de la ciudadela inca de Machu Picchu, los andenes incas de Moray, el salar de Maras y el centro antiguo de su capital.
La montaña, situada a unos 5.200 metros de altitud sobre el nivel del mar en la cordillera de Vilcanota, debe el contraste de sus llamativos colores en franjas turquesas, doradas y fucsias, entre otros, por la oxidación de la alta concentración de metales que contiene.

(Con datos de la agencia EFE)

BRASIL: Dia da heroicidade — Relembrando um encontro com os bravos combatentes

Publicamos a seguir, como homenagem aos combatentes das luminosas trincheiras de combate no Peru, o artigo da jornalista Rosana Bond publicado no Jornal A Nova Democracia em setembro de 2006. Disponível também em: <http://anovademocracia.com.br/no-31/428-dia-da-heroicidade-relembrando-um-encontro-com-os-bravos-combatentes> Acesso em: 19 de jun. 2018. MFP

Dia da heroicidade — Relembrando um encontro com os bravos combatentes

Rosana Bond
A Nova Democracia - Ano V. nº 31, setembro de 2006

No dia 19 de junho de 1986, o governo peruano, comandado pelo então gerente Alan García, efetuou uma perversa operação de extermínio dos prisioneiros de guerra, pertencentes ao Partido Comunista do Peru.
Mobilizando exército, marinha, força aérea e polícia, o governo consumou um dos mais infames genocídios da história da América Latina. Passados 20 anos de total impunidade e com a reeleição de Garcia à presidência do Peru, é preciso relembrar essa data, marcada como o Dia da Heroicidade.

E o fazemos rememorando um encontro que tivemos com os bravos combatentes do PCP, um ano antes de seu assassinato, numa viagem feita ao tenebroso presídio da ilha do Frontón, no Pacífico.
Tal relato é um resumo do que publicamos no livro Peru: do império dos incas ao império da cocaína.
O PCP, a quem a reação chama apenas de Sendero Luminoso para ocultar o nome e o caráter do Partido, iniciou a Guerra Popular — considerada por ele como a estratégia mais avançada do proletariado -, em 1980. A ação de 17 de maio foi consagrada como a data que marca o início da Guerra Popular Prolongada que, até 1989, realizou 60 mil ações.
Alan García assumiu o governo em 1985 com um discurso de combater os guerrilheiros "sem violar os direitos humanos". No entanto, a perversidade com que conduziu sua política logo trataria de desmascará-lo.
Nos dias 18 e 19 de junho de 1986 estourou o maior escândalo da gerência de García no que toca à violência: o assassinato de cerca de 300 prisioneiros de guerra e membros do Partido Comunista do Peru, nos presídios de Lurigancho, Callao e na ilha de Frontón.
O ataque foi considerado o fato mais sangrento da história carcerária do país, comparável ao de Atica, no USA. Definido até pela imprensa monopolista, a exemplo do New York Times, como um "horrível e premeditado assassinato de prisioneiros políticos".
Efetivamente, desde o início de junho o Partido Comunista do Peru divulgava notas denunciando um plano de extermínio1. Os prisioneiros de guerra estavam em campanha contra sua transferência ao novo cárcere de Canto Grande, visto por eles como o mais terrível campo de concentração.
No dia 18 de junho, os prisioneiros apresentaram um documento com 26 solicitações reconhecidas, mais tarde, como "justas" por um grupo de investigação, presidido pelo prêmio Nobel Adolfo Perez Esquivel. Porém o governo negou qualquer negociação. Às 11 da manhã do dia 19, Alan García autorizou a entrada de assassinos de elite nas prisões. Começava a Operação Selvagem e, com ela, 96 horas de horror, enquanto que os combatentes do Exército Guerrilheiro Popular, totalmente desarmados, enfrentaram bravamente o inimigo.
A Marinha invadiu El Frontón às 4 e meia da tarde. Explosões estremeceram a ilha. O ataque por mar, terra e ar causou a morte da maioria dos prisioneiros, sendo que 70 sobreviveram. Mais tarde, somente 30 apareceram vivos.
A Associação dos Advogados Democráticos denunciou que dos 70 sobreviventes, vários tinham sido levados à base da Marinha, na ilha de San Lorenzo, e em seguida torturados e assassinados. Outros sobreviventes foram fuzilados no própio Frontón. Em Santa Bárbara, prisão feminina, a violência não foi menor, com várias presidiárias assassinadas e feridas.
Em 1986, uma Resolução de agosto, que concluia dizendo Glória aos heróis caídos, proclamava o 19 de junho como o Dia de la heroicidad, reconhecido por vários partidos em todos os continentes.

Dedos-duros por aqui...

Seus nomes não eram Pedro e José. Não sei como se chamavam e provavelmente jamais saberei. Com nitidez lembro apenas do susto que levei no dia 19 de junho de 1986, quando um funcionário da Folha de Londrina aproximou-se de minha mesa, na redação do jornal, e entregou uma telex que acabara de vir de uma agência de notícias:
Olha aí, Rosana, a coisa está feia no Peru. Os soldados destruíram prisões e mataram um monte de presos! Aqui falam de uma ilha... Não foi lá que você esteve entrevistando aqueles caras, ano passado?
Corri para o setor fotográfico. Queria ver as fotos chegadas de Lima, como se fosse possível identificar algum sobrevivente no meio dos escombros. Cheguei a consultar, depois, as listas de mortos. Bobagem. Porque Pedro e José foram nomes inventados por mim. Não existiam.
O que existiu mesmo foi uma história inacreditável. Estava de férias no Peru e algumas pessoas, sabendo que eu era jornalista, contataram-me. Perguntaram se aceitaria "correr o risco" de ir até o Frontón, no Pacífico, onde estavam detidos centenas de homens acusados de serem do Partido Comunista. Não havia tempo para relutar. Concordei.
Bem cedo, na manhã de 20 de abril de 1985, cheguei ao cais do porto de Callao, próximo a Lima. Tudo estava planejado. Restava, porém, o mais importante: saber se os policiais me deixariam entrar na ilha.

Em 1986, uma Resolução de agosto, que concluia dizendo Glória aos heróis caídos,
proclamava o 19 de junho como o “Dia de la heroicidad”,
reconhecido por vários partidos em todos os continentes

Naquele dia os prisioneiros receberiam a visita de mulheres e crianças. Havia umas 100 dessas familiares no cais. Uma delas aproximou-se e sussurou:
Não converse com ninguém, não podem saber que você é jornalista. Não é seguro, há muitos dedos-duros por aqui...
Avisou-me que caso necessário eu seria apresentada aos policiais, na ilha, como a "parente brasileira" de uns certos irmãos Suárez.

Súbito El Frontón!

O primeiro grupo, com umas 60 pessoas, inclusive eu, foi amontoado numa lancha. Íamos todas dividindo espaço com sacolas, pacotes, bolsas, trouxas, tonéis com água e querosene. O resto das parentes iria num outro barco.
O nosso partiu primeiro. Logo ficamos sós no oceano. Começaram as primeiras ondas. Grandes, enormes. Quando estávamos navegando há uns 40 minutos, surgiu uma silhueta. Era a ilha de San Lorenzo, a maior base da Marinha de guerra peruana. Quinze ou 20 minutos mais tarde uma faixa de terra desenhou-se diante de nós. As pessoas no barco se agitaram, conversaram entre si, apontaram. Era o Frontón!
À medida em que nos aproximávamos víamos um quadro fantástico, inverossímil. No topo de um pavilhão, à direita da ilha, tremulava soberana uma imensa bandeira vermelha com a foice e o martelo. Abaixo dela, na parede do prédio, uma pixação enorme e definitiva: "A rebelião se justifica!"
Como formigas, centenas de homens se espalhavam por lá, saudando-nos à distância com os braços erguidos. Alguns empunhavam bandeiras vermelhas, que balançavam de um lado a outro, bem lentamente. Sem importarem-se com a presença de policiais na lancha, de repente as familiares começaram a cantar. Um canto solene, sentido, poderoso:
Gonzalo las masas rugen
y los Andes se estremecen
expresan pasión ardiente
fé segura y acerada
Y el pueblo escucha atento
Acelera su jornada
Que es Gonzalo canto al fuego!
Gonzalo es lucha armada!
Algumas mulheres choravam. Aquilo era muito forte...
Finalmente a embarcação atracou. Os guardas nos puxaram para cima, pelos braços, como se fôssemos trastes. Fomos colocadas em fila. No final do rústico trapiche, dois soldados recolheram nossos documentos pessoais. Entreguei minha identidade e caminhei a uma outra fila à direita, em frente à uma construção de madeira em forma de "U", a qual presumi ser a administração do presídio.
Demoramos um pouco na revista, feita por policiais femininas. Uma delas pareceu desconfiar — realmente, eu era bem diferente do tipo peruano comum — e indagou quem era o parente que eu iria visitar. Por um instante senti um frio na barriga, mas consegui me controlar: "Los hermanos Suárez..."
Ela continuou me olhando e ia perguntar mais alguma coisa, mas as senhoras perspicazmente reclamaram da demora e a guarda desistiu.
Vamos, companheira, rápido! — me pediu uma das familiares, enquanto percorríamos os cerca de 40 metros de areia que nos separavam de uma muralha à direita. Aquele muro alto demarcava a área destinada aos prisioneiros.
Bom dia, companheira
O portão do muro estava aberto. Quando o atravessei não acreditei! Centenas de guerrilheiros postados frente à frente, formando um corredor, nos receberam batendo palmas, sorrindo, agitando suas bandeiras vermelhas.
Bom dia, companheira! — me disse um.
Seja benvinda! — saudou-me outro, mais adiante.
Enquanto os detidos abraçavam-se com suas parentes, fui apresentada a um jovem. Eu e o rapaz passamos ao lado da construção branca que havia visto do mar. Ele informou que o prédio, embora branco, se chamava Pavilhão Azul. Achei engraçado.
A seguir contornamos uma torre de pedra (uma guarita desativada) e descemos uma ribanceira em direção ao mar. Naquele barranco os guerrilheiros haviam construído degraus, patamares feitos de pedregulhos, formando uma arquibancada. Nos dias de visita os assentos eram protegidos com lençóis e colchas, como se fossem toldos. Na parte mais baixa e plana, ao nível da praia, os presos tinham feito uma espécie de palco: uma mureta semicircular, com cerca de 40 centímetros de altura, recheada com terra e areia bem socadas.
Sentamos num dos degraus do barranco, respirando a maresia espessa. O rapaz quis saber o nome do jornal onde eu trabalhava, qual a linha editorial, etc. Ou seja, tudo aquilo que já tinha cansado de responder nos dias que antecederam a ida à ilha. Quando ele terminou, senti que finalmente podia indagar sobre a guerra popular.
Estamos seguros que a guerra popular é a única alternativa correta para o Peru — afirmou.
Prosseguiu decidido:
Carregamos conosco a certeza de que nossa luta é justa e será vencedora porque estamos amparados pelo Pensamento Guia do Presidente Gonzalo2, do camarada Mao Tsetung e do marxismo-leninismo.
E concluiu seguro do que dizia:
Somos o farol que guia a revolução mundial. E estamos vencendo. O regime peruano, podre e burocrático, está se vendo obrigado a revelar sua verdadeira cara nesta guerra. Estão matando pessoas incontrolavelmente porque já não conseguem conter o ímpeto do povo em armas.

Luminosa trincheira


Prisioneiros, membros do PCP, rebelados na ilha de Fronton
Logo fomos interrompidos pela chegada de dois outros prisioneiros. Um deles tinha cabelos negros e usava um boné azul. O outro era branco e loiro. Objetivo e brusco, perguntou:
Como podemos ter certeza de que você é realmente jornalista?
Irritada, informei que ali estavam mulheres que haviam visto minhas credenciais e sugeri que fosse resolver suas dúvidas com elas.
Efetivamente foi. Mas logo regressou. Trazia com ele dois guerrilheiros. Agora gentil e solícito, afirmou que tudo já estava esclarecido. Pediu-me desculpas e disse que ele próprio e todos os seus camaradas estavam muito contentes com minha presença. Inclusive informou-me que eu era a primeira repórter da América a ser aceita por eles na ilha. Soube, posteriormente, que uns três repórteres europeus tinham estado lá.
Informou que dois dos seus, que trouxe com ele, estavam à disposição, a partir daquele momento, para todas as perguntas que eu desejasse fazer. Foi então que conheci Pedro e José. Eles me fizeram companhia o resto do dia.
José tinha uns 18 anos, mas parecia mais novo. Pedro aparentava ter 30 anos. Caminhamos até umas pedras, à beira do mar. Ali, observando o oceano, conversamos sobre muitas coisas. Guerra, música, genocídio, poesia, dinamite. José, a meu pedido, cantou alguns hinos revolucionários. Pedro ensinou-me algo do huayno da sua terra, um ritmo tradicional dos Andes, que envolve música e dança.
Na hora do almoço, fomos os três para a arquibancada, onde uma família, muito amável, nos serviu panquecas, arroz, batatas e frango. Outros prisioneiros vieram comer perto de nós. Comentei que sentados ali na frente do mar, com as famílias conversando animadas, as crianças brincando, podíamos passar por alegres veranistas. Todo mundo riu.
A gente mesmo já apelidou isso aqui de "Balneário Apolônia! (Pelo que consegui entender, em meio às gargalhadas, Apolônia era um reduto da burguesia peruana no verão).
De vez em quando conseguimos pescar e promover torneios de voleibol, natação, música, dança e declamação — contou um dos presos.
Hoje, passados 20 anos do genocídio, ainda é triste lembrar daquelas pessoas. A aparente tranquilidade que vi naquele dia escondia, atrás de si, histórias dramáticas.
Conseguimos transformar esse campo de concentração em uma luminosa trincheira de combate — sentenciou José.
Todos concordaram. Alguém contou que nos primeiros tempos, quando os guerrilheiros foram trancafiados na ilha, os guardas colocavam vidro moído na comida, pedaços de ratos apareciam boiando na sopa, a água era misturada com querosene. Com muita luta, acabaram com aquilo.
A conversa se anima. Outros presos aproximam-se. Um deles começa a falar do cerco às cidades a partir do campo; outro da vitória que chegará um dia; da repressão do governo que já somava milhares de mortos e desaparecidos; outro das tropas paramilitares formadas pelo Exército para combater a guerrilha.

Trabalhar, estudar

De repente chegou o homem de boné azul, o mesmo que tinha aparecido antes com o loiro.
Sorriu com simpatia, sentou-se e começou a explicar que todo aquele ambiente positivo, tanto no que tocava ao moral dos muchachos quanto ao aspecto visual do lugar que nos rodeava, foi resultado de um paciente trabalho coletivo executado contra a vontade dos guardas:
Este lugar onde estamos, por exemplo, era um terreno imprestável, tomado por pedras, lixo, aranhas, baratas e ratos. Usando apenas nossas mãos removemos uma tonelada de detritos para construir isso aqui.
Para a convivência do dia-a-dia, esclareceu, eles mesmos dividiram os presos em destacamentos de cinco pessoas. Cada grupo tinha um chefe temporário que organizava as tarefas. Todos se revezavam para cozinhar, fazer a limpeza, lavar roupas, dar aulas, etc.
Conseguimos transformar esse campo de concentração em uma luminosa trincheira de combate"
sentenciou José
Com medicamentos trazidos pelos familiares, eles instalaram uma pequena farmácia, inclusive com atendimento médico. Através de doações também obtidas por seus parentes, implantaram uma biblioteca com uns 400 volumes — onde se encontrava desde as obras do Presidente Mao e outros pensadores marxistas-leninistas, até livros de biologia, matemática, geografia e espanhol3.
Igualmente com matéria-prima proporcionada pelas famílias e amigos, mantinham uma oficina que produzia artesanatos em pedra e palha — que depois eram vendidos ou presenteados, mas que principalmente serviam para a prática de habilidades manuais. Criaram além disso uma escola, onde os professores eram os próprios presos. Nela não somente se alfabetizava , mas também se ministrava conhecimentos de álgebra, anatomia, história. E teoria política, claro.
No entanto, o que mais me impressionou foi o trabalho de copismo que executavam. Como não possuíam máquinas de escrever e mimeógrafo, encontraram um outro jeito de elaborar edições de documentos políticos do Partido, peças de teatro, poesias, canções, textos para discussões internas. Tudo era copiado à mão. Com paciência chinesa e capricho de monges, "fabricavam" livros.
De repente, ouvi uma canção andina. Pensei que tinham ligado um rádio. Mas não.
Vamos lá, companheira, os muchachos estão tocando — me disseram. Uns 20 guerrilheiros armados com zampoñas velhas, violões com cordas faltando, charanguitos remendados e um bombo leguero com o couro meio frouxo, agora ocupavam o palco à beira-mar.
Sabes dançar a lo peruano ? — alguém me perguntou.
Eu?! Muito mal, samba.
Então a coisa virou uma folia. Diversas pessoas foram dançar no palco para que eu aprendesse. Outras cantavam junto e batiam palmas. Animado com a bagunça, o mascote dos prisioneiros, o cachorrinho vira-lata Puka (Vermelho, na língua quêchua) latia e abanava o rabo. Alguém me puxou e me colocou no palco com todo mundo. Não me saí muito mal, mas não conseguia parar de rir. Nem eles.

Um tesouro e um chapéu

No meio da tarde, Pedro e José me convidaram para conhecer o alojamento dos presos, o tal Pavilhão Azul, que era branco. Talvez com uns 10 m X por 30 m, tinha dois andares. Na parte externa, a imensa bandeira vermelha que eu vira do mar continuava hasteada. E a pixação na parede, impossível de ser ignorada: "La rebelión se justifica!".
Entramos. No térreo, à direita, estavam os "sanitários": não passavam de buracos no chão que serviam como latrinas e dois canos de metal na parede, eternamente secos, que um dia teriam sido chuveiros.
A seguir vinha um grande salão, sem celas. O aspecto do conjunto, banheiro e salão, era miserável. Mas tudo mantido imaculadamente limpo pelos presos. No salão uma sequência de beliches, nos dois lados, formava um corredor no meio. No outro extremo, demos de cara com uma parede onde estavam fotografias de Marx, Lênin e Mao. Abaixo delas havia uma mesa, usada pelos prisoneiros para realizarem suas assembléias e darem aulas. No andar superior, igualmente havia duas filas de camas. Ali também funciona-vam a cozinha, a biblioteca, a enfermaria e a oficina de artesanato.
Ao deixarmos o pavilhão, ouvimos o canto de uma mulher índia. O som saía de dentro da torre que um dia servira como sentinela. Era um lamento cantado em quêchua. Ela dizia que seu marido estava desaparecido desde 1983. Que desde aquela época andava lhe procurando e que nem ali na ilha conseguira encontrá-lo.

Criaram além disso uma escola, onde os professores eram os
próprios presos. Nela não somente se alfabetizava , mas também
se ministrava conhecimentos de álgebra, anatomia, história.
E teoria política, claro

Entramos na guarita. No quadrado apertado, úmido, com grossas paredes de pedra tomadas por musgos, havia pouquíssima luz. No chão de terra batida bailavam algumas mulheres e homens. Era uma dança triste, dolorosa. As cabeças baixas, concentradas na voz da mulher que narrava a sua tragédia.
Fiquei num cantinho, perto da entrada. Mas minha presença logo foi percebida. E então rapidamente o clima mudou. Uma quena (flauta) começou a tocar uma musiquinha brejeira. Formaram um círculo, deram-se as mãos e timidamente me convidaram a participar. Todos os guerrilheiros que estavam ali dentro na torre eram indígenas dos Andes. E, seguramente, camponeses. Mãos calosas tomaram as minhas e, com doçura, me ensinaram os passos. Poucas vezes na vida me senti mais feliz. Passava das 5 horas quando vi um movimento no pátio e notei que era hora de partir. José saiu correndo e logo voltava carregando uma pilha de papéis, todos manuscritos.
O que é isso? — indaguei.
Nossos poemas e canções. E as respostas às perguntas que não lhe respondemos... — disse, com um sorriso travesso.
Folheei o material e levei um susto! Ali estava um tesouro para qualquer jornalista: um relato detalhado de como o Partido preparou e realizou um dos seus ataques, informes de reuniões internas, todos documentos jamais divulgados pela imprensa peruana ou brasileira.
Para minha segurança, Pedro não deixou que eu colocasse os papéis na bolsa. Os textos foram distribuídos nas sacolas das mulheres, enquanto víamos, ao longe, os soldados preparando as lanchas no trapiche.
A despedida foi muito triste. Recebi abraços de guerrilheiros com os quais sequer havia falado. Deram-me um chapéu de palha feito na oficina deles, onde estava escrito à caneta na aba interna: "Com muito carinho comunista, os melhores filhos da classe te fazemos chegar este presente".
Partimos. Logo que as lanchas cruzaram as primeiras ondas, na ilha apareceram de novo as bandeiras vermelhas e as centenas de punhos erguidos. Pouco depois o dourado do fim do dia foi tragado pela neblina, pela noite e pelo frio. Demoramos para encontrar o cais de Callao. É que o porto e a cidade estavam totalmente no escuro. O PCP, mais uma vez, tinha acabado de explodir as torres de energia elétrica...

1 Em 4 de outubro do ano anterior já havia ocorrido o massacre de 30 prisioneiros de guerra no Penal de Luringancho. O novo genocídio era denunciado pelo Partido Comunista do Peru, enquanto que a falsa esquerda (as legal e ilegal) não só se omitia em protestar, mas fazia coro com a reação acusando o PCP de ser uma organização "narco-guerrilheira". Ao contrário, o PCP sempre combateu o tráfico. Mas a dupla Fujimori-Montesinos, administração que sucedeu a Alan Garcia, era reconhecidamente ligada ao grande tráfico, fato que se somava a outros grandes crimes — como o de traição à pátria -, mas suas prisões não respondem por isso.
Ainda sobre a colaboração com o fascismo: na época do morticínio havia duzentos militares ianques como assessores do exército peruano, somente na zona do Alto Huallaga. O social-imperialismo russo colaborava com a repressão mantendo quatrocentos assessores nas Forças Aéreas. Esse mesmo governo peruano contou, entre outros, com o apoio da Coréia do Norte (!), da antiga República Federal Alemã e de Miterrand no negócio de armas.
2 Presidente Gonzalo, nome adotado pelo Partido Comunista del Perú para o Doutor Abimael Guzmán (nascido a 3 de dezembro de 1934), seu principal dirigente e chefe da revolução naquele país. A prisão do Presidente Gonzalo aconteceu em setembro de 1992. Desde então, os tribunais contra-revolucionários adiam seu julgamento, e as suas verdadeiras afirmações jamais foram concretamente atestadas.
3 Muitos dos camponeses do Partido Comunista do Peru aprenderam a ler e escrever dentro dos presídios, através de aulas ministradas pelos seus próprios camaradas.

lunes, 18 de junio de 2018

BRASIL: Artigo do MFP; A crise no país aumenta a violência sobre as mulheres: só a Revolução porá fim a esta violência.

A crise no país aumenta a violência sobre as mulheres: só a Revolução porá fim a esta violência

Artigo publicado no Jornal do MFP - março de 2018


Manifestação durante o 8º Congresso da LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia, em Januária (out/2015)
Os índices de violência contra as mulheres no Brasil vêm aumentando ano após ano e ultrapassaram os 5 milhões de mulheres agredidas fisicamente no ano de 2017 (segundo estatísticas oficiais). Mas há investigações que estimam que em um ano o número de mulheres agredidas fisicamente possa chegar à cifra de 19 milhões. No ano de 2015 aconteceram 1 estupro a cada 11 minutos e estes foram somente os dados registrados. Estima-se que estes sejam apenas 10% do total dos casos que realmente acontecem. Ou seja, o Brasil pode ter a taxa de quase meio milhão de estupros de mulheres a cada ano. Além disso, nosso país ocupa a marca de 5° lugar entre os países com maior taxa de feminicídio.
Toda esta horrenda realidade é produto da sociedade dividida em classes baseada na exploração e opressão do ser humano, e é reproduzida por todos os meios pelo capitalismo de modo geral e particularmente pelo capitalismo burocrático vigente em nosso país, no qual impera um sistema de exploração e opressão semicolonial/semifeudal.
Esta brutal realidade cresce exponencialmente com crise geral deste sistema. As instituições de seu velho Estado de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo, principalmente ianque, e em especial os monopólios de comunicação e imprensa promovem a propaganda duma falsa promoção e liberdade das mulheres e jovens com a fantasiosa ideia de um ilusório “empoderamento feminino” (discurso da ONU). O mesmo repetem os partidos oportunistas fazendo coro com a reação. Por todos os meios de difusão e propaganda do lixo ideológico e cultural da burguesia, com a rede globo na vanguarda, justificam e fazem a apologia de comportamentos sexuais supostamente liberados, adornados pelos discursos de liberdade e “diversidade. No último carnaval, por todo o país, a rede globo hipocritamente liderou os grupos do feminismo burguês e pequeno-burguês na campanha em que distribuiu para as mulheres foliãs tatuagens temporárias com os dizeres “Não é não!”. Logo a Rede Globo, a principal promotora da utilização da mulher como objeto sexual e de várias formas de prostituição em suas novelas e programas como Big Brother.
Mas o que fazem é traficar com as justas demandas das mulheres do povo. Seu combate à violência contra a mulher é só uma manipulação das massas, que joga as mulheres contra os homens para dividi-las e desviá-las do caminho da luta contra este sistema de exploração e opressão, que é a base de manutenção e reprodução do patriarcado e de todos os prejuízos para as mulheres que dele decorre.

O feminismo burguês e pequeno-burguês servem às classes dominantes

O feminismo burguês e pequeno-burguês, em sua repetição dessa propaganda, dá todo apoio à política deste velho Estado nas campanhas pelo “empoderamento feminino” e difunde a ilusão de que suas leis populistas, como a “Lei Maria da Penha”, como são todas as leis punitivas no capitalismo, elas se voltam contra as massas. E este Estado não cumpre as medidas “protetivas” prevista em tal lei. E o próprio tratamento desprezível que suas autoridades policiais dispensam aos casos de violência contra mulheres deixa patente o vínculo existente entre a opressão da mulher e a dominação de classe.
O feminismo burguês e pequeno-burguês é um instrumento importante a serviço da política de dominação das classes exploradoras do nosso país ao diluir as diferenças e a contradição antagônica de classes, que separam por um abismo as mulheres trabalhadoras exploradas da minoria de mulheres das classes proprietárias exploradoras.
Advogando que a luta é de todas as mulheres contra os homens e a falácia de que a opressão da mulher pode ser suprimida nos marcos desta sociedade capitalista, tais movimentos servem de suporte ideológico e político à velha ordem de exploração e manutenção do patriarcado que dizem combater. É assim que servem a desviar as mulheres do povo da única via que pode conduzir à sua verdadeira emancipação, a luta revolucionária de sua classe pelo Poder.  O revolucionário peruano José Carlos Mariátegui definiu de maneira magistral a diferença de classes entre as mulheres, contrapondo-se a falsa tese idealista da “luta de gênero”, da “união de todas as mulheres”, afirmando: “as mulheres, como os homens, são reacionárias, centristas ou revolucionárias. Não podem, portanto, combater juntas a mesma batalha. No atual panorama humano a classe diferencia os indivíduos mais do que o sexo”.
Os movimentos feministas burgueses e pequeno-burgueses e suas reivindicações não fazem mais que somente arranhar a superfície do problema da opressão feminina ao se oporem à verdade de que suas reais causas e raízes são a propriedade privada e suas decorrentes relações de exploração do homem pelo homem. Apontam o patriarcado como sua causa original e se negam a ver que este é tão somente resultante da propriedade privada e da sociedade de classes.
Historicamente os sistemas de exploração e opressão relegaram as mulheres do povo às funções mais secundárias na sociedade, a de meras reprodutoras exaltando-as como rainhas do lar para que se resignassem à condição da escravidão doméstica. Tudo para reduzir ao máximo sua prática social e assim aplastar sua participação na luta de classe. Com o advento do capitalismo não foi diferente, nele cabe às mulheres do povo a extenuante tarefa do trabalho doméstico, trabalho invisível e embrutecedor que garante a reprodução da força de trabalho para as classes exploradoras na forma de trabalho gratuito: as mulheres lavam, passam, cozinham, cuidam dos doentes, das crianças e idosos. Com isto os salários podem ser mantidos em níveis baixíssimos, o patrão não precisa desembolsar nada para garantir seu empregado alimentado e vestido. Ele explora a classe de duas formas: na fábrica, com pouca paga, e no lar, com o trabalho não pago da mulher. Quando são inseridas na produção social é para aumentar a exploração da classe impondo à elas uma dupla jornada. Hoje no Brasil as mulheres são maioria em muitas funções e profissões e de modo geral a metade das massas empregadas nas unidades de produção e serviço, na cidade e no campo. Ademais de que ainda é imensa a quantidade de mulheres presentes na chamada economia informal e das que só trabalham nas funções domésticas, como empregadas ou donas de casa.
Mas com o capitalismo as mulheres foram ingressadas crescentemente na produção social como forma do capitalista aumentar a exploração da classe. Esta situação ampliou a prática social de crescente número de mulheres. Ainda que este ingresso das mulheres na produção fez recair sobre elas a dupla jornada, potenciou sua participação na luta de classes. Para frear o crescimento da participação das mulheres na luta de classes, os regimes de exploração lançam mão da propaganda da promoção e valorização da mulher e nisto o feminismo burguês e pequeno-burguês lhes servem com suas teorias da libertação da mulher nos marcos da sociedade capitalista, tal como o muito em voga “empoderamento feminino”, atiçando as mulheres contra os homens, dividindo a classe em sua luta por direitos e emancipação política. 
Ademais de toda a sorte de prejuízos à condição da mulher, a cultura machista e o embrutecimento resultante da pregação das igrejas que se arvoram em donas do corpo da mulher, impondo um mito absurdo sobre a procriação, condenam as mulheres à obrigação de levar até o fim uma gravidez indesejada. Assim milhões de mulheres em nosso país, pelas circunstâncias da pobreza e do abandono, são obrigadas a fazer clandestinamente o aborto nas piores condições, criminalizado que é a interrupção da gestação, condenadas ou à prisão ou às sérias sequelas em sua saúde física e mental, quando não à morte. É o que provam os estarrecedores números de óbitos, reconhecidos inclusive pelas instituições do velho Estado. Tudo isto demonstra que longe de qualquer ilusório “empoderamento”, o gigantesco contingente de mulheres trabalhadoras não tem sequer o direito de decidir sobre seu próprio corpo e se acham aprisionadas e cercadas por todos os lados e de todas as formas.
Ao contrário, nas classes exploradoras, a mulher compra o alívio da opressão sexual das mãos das mulheres proletárias e camponesas, explorando-as na produção e como babás e empregadas domésticas. Desta forma, as mulheres das classes dominantes são as únicas que podem atingir condição similar à do homem de sua classe nos marcos do sistema capitalista.

A origem da opressão feminina é a propriedade privada e a sociedade de classes.
Só a revolução proletária emancipará as mulheres

A opressão feminina tem origem na propriedade privada e divisão da sociedade em classes antagônicas. Inicialmente, o patriarcado derruba o direito materno em função da propriedade privada, atendendo à necessidade do homem de garantir a herança para seus filhos e revelou-se uma armadilha terrível para as mulheres, já que a elas também interessava a herança para seus filhos. A forma de família patriarcal monogâmica garante essa nova exigência. As novas relações de propriedade, entretanto, fez com que cada vez mais a divisão da sociedade entre homens e mulheres se tornasse secundária em relação a divisão da sociedade em classes sociais.    
A intensidade e os efeitos da opressão sexual, aplicada originalmente sobre o conjunto de mulheres, são relativos à sua condição social, de classe proprietária ou de classe despossuída e explorada. A família individual que se estabelece então é uma unidade econômica fundamental da sociedade de classes. O que com o capitalismo não só se manteve como reforçou-se.
Em razão da origem e causa da opressão feminina ser a propriedade privada e divisão da sociedade de classes e dessa relação ser de exploração e opressão, somente a erradicação completa destes fatores e sua substituição por novas relações de produção baseadas na propriedade coletiva dos meios de produção social e de distribuição da riqueza pode conduzir a emancipação das mulheres ao emancipar politicamente a classe operária e demais massas trabalhadoras. Ou seja, a revolução social do proletariado – composta por homens e mulheres – para o estabelecimento do socialismo em transição para a sociedade sem classes, o comunismo.

No Brasil a emancipação da mulher se dará com a Nova Democracia e o Socialismo

Somente o socialismo, ao destruir a propriedade privada dos meios de produção, pode criar as condições para a erradicação de toda forma de opressão feminina. Primeiro ao integrar as mulheres na produção social, industrializando o trabalho doméstico, criando creches nos bairros e nas unidades de produção, o trabalho coletivo social no cuidado dos idosos, ademais do estabelecimento de igualdade de direitos e de fato para as mulheres, bem como o estímulo e acesso a todos os níveis de educação e funções de direção nas mais diferentes esferas da produção e atividades sociais e culturais. Todas essas transformações elevam como nunca antes a prática social das mulheres e em especial a sua participação na luta de classes.
No socialismo, estarão dadas todas as condições para que as mulheres avancem para sua completa emancipação e para o fim de toda a opressão feminina.
Por isso mesmo o movimento feminino revolucionário não despreza a luta das mulheres por demandas específicas, ao contrário, com base no princípio de unir toda a classe operária e demais massas trabalhadoras da cidade e do campo, liga indissoluvelmente estas demandas ao principal que é a luta política revolucionária pelo Poder proletário, o Socialismo no rumo do Comunismo. No Brasil, como nos demais países dominados pelo imperialismo, o Socialismo será alcançado através da luta pela Nova Democracia, revolução para a qual é necessário despertar a fúria das mulheres trabalhadoras secularmente represada como poderosa e imprescindível força revolucionária.

FRANCIA: Proximo Mitin Internacional sobre mayo y junio del 68, organizado por La Cause du Peuple y Proletari Comunisti


domingo, 17 de junio de 2018

PERÚ: Honor y Gloria a los héroes del Pueblo. ¡Viva el Día de la Heroicidad!

19 de junio "Dia de la Heroicidad".

PERÚ-  CON OCASIÓN DEL
19 DE JUNIO 1986 - DIA DE LA HEROICIDAD

“PODRAN VOLARNOS EN MIL PEDAZOS,
PERO NO PODRÁN QUEBRAR NUESTRA MORAL COMUNISTA”*
  
La carta llegó a nosotros, y la publicamosen tanto es un testimonio del más grave genocidio ocurrido en el país. Casi lúcida para un agonizante. Dramática y llena de esperanza.
   La misiva fue escrita cuando el Pabellón Azul, que los presos políticos, llamaban Luminosa Trinchera de Combate, había sido totalmente destruida por los bombardeos de morteros, bazucas y cañonazos de los marinos. El agonizante senderista, finalmente dejó de existir unto a más de 150 presos asesinados enesta isla penal.
     En todo momento –cuenta el testigo- los militares hicieron fuego desde lejos del pabellón. “No pudieron acercarse por el temor a perder más hombres”, dijo.
   En la tarde se reiniciaría la sangrienta ofensiva.
    “Cuando eran aproximadamente las dos de la tarde, un mortero explosionó atrás del muro, donde me encontraba. Allí perdí el conocimiento y no supe más hasta cuando desperté”.
   “Habría pasado una hora cuando recobré el conocimiento y vi el pabellón invadido por marinos. Comenzaron a identificar a los sobrevivientes, separando a los delegados de los otros compañeros. Separaron a cinco o seis y se los llevaron a la isla San Lorenzo, después no se supo más de ellos hasta hoy”.
    “Pude divisar en mi semi inconsciencia a un compañero que prácticamente se despedía de la vida, dando vivas al presidente Gonzalo y entonando cánticos. Apenas los marinos se percataron de esto, seacercaron a él y lo remataron.

EL FUSILAMIENTO

      “Creyendo que los militares iban a respetar las normas sobre prisioneros de guerra, quince compañeros decidieron abandonar su escondite en un sótano del mismo pabellón. Salieron con los brazos en alto para rendirse. Los marinos les ordenaron que se alineen con las manos en la pared del baño y procedieron a fusilarlos cobardemente”, señaló.
   En esos momentos, el testigo perdió el conocimiento, debido a la sangre que había perdido, y sólo lo recobró cuando se encontraba en la cama que hoy ocupa.
   “Con profundo cariño por amor a la verdad y la libertad. No tengo nada en mis manos que quede de la LTC, salvo este cenicero, trabajo de los prisioneros de guerra que hoy yacen sus cuerpos asesinados cobardemente”, empieza la carta.
    Luego continúa diciendo que “los reaccionarios generan disturbios y fracasan hasta su tuina final. Nada ni nadiepodrá derrotarnos , el rio aumenta su cauce natural, el desborde es una ley”.
   El combatiente afirma también que “el pueblo tiene su ley, luchar, fracasar. Volver a luchar podemos fracasar de nuevo.Volveremos a luchar hasta obtener la victoria que nos llama”.
   “Las sangres derramadas –prosigue- son estandartes que convocan a todo el pueblo a lograr lo que tanto hemos ansiado:el PODER, estamos condenados a triunfar, es una hermosa condena”.
  Agrega además que “nos podrán triturar,volamos en mil pedazos, pero, no podrán quebrar nuestra moral COMUNISTA,estamos dispuestos a  morir, la moral dela clase está en juego, hay que defenderla y lo haremos con sangre, dolor y lágrimas”.
   “¡Ah! Sólo la guerra conmoverá profundamentea los hombres hasta el último pliegue de su alma”.
   “Como combatiente de esta heroica LTC he sabido resistir tenazmente a los bombardeos de las FF.AA., reaccionarias genocidas deshonra de los héroes nacionales, valientes para matar y cobardes para morir. Otro día hablaremos de otros asuntos. Reafirmo mi compromiso con nuestra revolución mundial. Seguiré sus ejemplos de luchar por nuestro pueblo. Servir al pueblo de todo corazón sin ningún móvil personal, con total desinterés personal”, finaliza la carta.


(*) Publicado en el periódico “El Nuevo Diario” deLima y reproducido en el libro de Juan Cristobal “¿Todos murieron?”, Ediciones“Tierra Nueva”, Lima, Mayo de 1987, pp. 137, 138. Texto seleccionado y transcrito para Dazibao Rojo por R. Manzanares.

CHILE: Documento del MJP 8 DE MARZO: "¡VIVA EL DÍA INTERNACIONAL DE LA MUJER DEL PUEBLO!"

Hemos recibido el presente documento del MJP de Chile, del pasado día 8 de marzo, en el marco sobre la lucha contra la línea de feminismo burgues y pequeño burgues en la lucha de la mujer.

8 DE MARZO: ¡VIVA EL DÍA INTERNACIONAL DE LA MUJER DEL PUEBLO!

 MUJER Y REVOLUCION.
"la verdadera igualdad entre el hombre y la mujer solo puede alcanzarse en el proceso de la transformación socialista de la sociedad en su conjunto"
 
   Presidente Mao Tse Tung
                                                                                     
EL PROBLEMA DE LA MUJER Y LA FARSA DE LA “IGUALDAD DE GÉNERO”. 
La variedad actual de interpretaciones sobre la mujer en última instancia se aproximan a una de dos concepciones principales, la del proletariado o de la burguesía, las dos grandes clases antagónicas de la historia contemporánea. Para el proletariado el problema de la mujer es la doble opresión que pesa sobre ella: la opresión de las clases dominantes y la opresión de sexo impuesta por los hombres desde la aparición de la propiedad privada, las clases y el Estado; siendo principal la opresión de clase, porque la lucha de clases es la contradicción que impulsa el desarrollo de la sociedad y por tanto sienta las bases para eliminar de raíz la opresión de sexo. Contrariamente, la burguesía imperialista niega la existencia de clases, de lucha de clases y por tanto niega la opresión de clase. En consecuencia reduce el problema de la mujer a una relación consensuada entre sexos, niega la opresión de sexo, y la reemplaza por la “desigualdad de género”, para arrastrar a las masas femeninas al terreno jurídico, al plano de los derechos humanos, a una estéril lucha por la reducción de ésta desigualdad, tal como lo expresó Bachelet en el año 2010, en la ONU-Mujeres:
“Tenemos que decirlo siempre y en voz alta: los derechos humanos son universales. Y la igualdad de género, que es una expresión de esos derechos, también es universal”.
¿Qué es la mentada desigualdad de género? Los intelectuales de la burguesía desde mediados del siglo XX la propagandizaron hasta institucionalizarla incorporándola a los diccionarios, las constituciones, leyes y hasta en los mandatos de la ONU. El término género fue utilizado institucionalmente por primera vez en los congresos internacionales de psiquiatría de la década del cincuenta, intentando explicar la homosexualidad y el lesbianismo. La introducción del término género a la política, respondió en un comienzo al intento de esconder la crisis de la hipócrita moral feudal y burguesa, crisis que acompaña a la agonía en la que se hunde el sistema capitalista. Los intelectuales alcahuetes de la burguesía, restringieron la variable sexo al campo de la biología, a que defina solo la condición sexual de la persona, en tanto el género entró a registrar la forma como esa persona ejerce su sexualidad ¡¡independientemente de su sexo!! Así las deleznables prácticas del esclavismo griego representadas en la mitología por Ganimedes para el caso de los hombres o Helena de Troya para el caso de las mujeres (Engels, Origen de la familia), fueron institucionalizadas por la burguesía en un nuevo derecho burgués, el derecho de ejercer la sexualidad independientemente del sexo que se tenga. La “libertad de género” y la “igualdad de género” se convirtieron en la reivindicación central de las llamadas “minorías sexuales” (homosexualidad y lesbianismo), cuyos favores electorales han sido manipulados desde entonces hasta la actual modificación en algunos países, de la legislación sobre el matrimonio en un solo sexo.
Posteriormente desde los años 70 y 80, el término género fue utilizado (y así es desde entonces) para quitarle al capitalismo toda responsabilidad sobre la condición inferior que mantiene marginada a la mujer en la sociedad actual. Así al término género le agregaron nuevos significados sin abandonar su significado original (confusionismo propio de la mediocre intelectualidad burguesa). El género se definió como el conjunto de ideas que tiene una sociedad sobre lo que debe ser un hombre y una mujer, el rol social que deben cumplir y en consecuencia una ponderación, un valor dado por la sociedad a los hombres y a las mujeres, una valorización. Pero este valor dado ha sido y es desigual, por tanto hay una desigualdad de género, de la cual todos somos culpables, menos el capital. Esta es la clase de ciencia social que practica la intelectualidad burguesa creadora de tal charlatanería. Y así como ocurrió con las minorías sexuales, este nuevo enfoque del término género se ha convertido en la reivindicación central del feminismo burgués y pequeño burgués cuya meta es “la revalorización de la mujer”. Fascistas (como el militar Velasco en el Perú de los años setenta), allendistas, miristas, bolivarianos y trotskistas (de Chile actual), sin mayor esfuerzo creativo plantean en común luchar por la “equidad de género” y la revalorización de la mujer; el anarquismo aparentemente más radical, plantea también igualdad de género y revalorización de la mujer, por medio de la “disidencia sexual” y la “defensa de lesbianas, transexuales y homosexuales” (heroico aporte de la agrupación ‘Acción feminista libertaria’). En medio de esta fauna, lo que le interesa al imperialismo es utilizar estas bravuconadas para propagandizarlas en su favor, y es así que la ONU-Mujeres a definido al género como un sistema de jerarquías y desigualdades,  un conjunto de relaciones de poder entre el hombre y la mujer y no entre una clase social y otra; y que para superar esta situación hay que considerar la desigualdad como una discriminación negativa a la que hay que oponerle otra discriminación positiva constituida por medidas como los programas y subsidios estatales orientados a la mujer, es decir, la táctica imperialista de sobornar a una parte de la masa para neutralizar la explosividad popular generada por la explotación y la opresión.
La intelectualidad burguesa cree haber dado un gran paso adelante al afirmar que la mujer es un ser social pues dice que ya no está definida por los atributos sexuales de su biología (variable sexo), sino por el rol y valor que la sociedad le otorga (constructo género); sin embargo un ser humano no es un ser social por lo que los demás hablan de él, sino por las relaciones sociales que él entabla con los demás en la economía, en la política y en la cultura de una sociedad, relaciones sociales que tienen un desarrollo histórico y esas relaciones sociales son, desde la aparición de la propiedad privada, de las clases y del Estado, son relaciones de explotación y opresión.   
LAS CAUSAS DEL PROBLEMA DE LA MUJER.
Las clases explotadoras siempre han planteado su teoría de que la naturaleza humana es independiente de las condiciones sociales, y como parte de ella, la teoría de la naturaleza inferior de la mujer, “el sexo débil”, independiente también del desarrollo histórico de la sociedad.
Para el proletariado, para el marxismo-leninismo-maoísmo, no existe la naturaleza humana inmutable, el ser humano es un conjunto de relaciones sociales históricamente conformadas y que cambian según el desarrollo histórico de la sociedad. Estas relaciones sociales son las relaciones de propiedad, la forma de propiedad que se ejerce sobre los medios de producción y en segundo lugar las relaciones productivas que sobre esas relaciones de propiedad se levantan. En este contexto para el marxismo leninismo maoísmo, la doble opresión de la mujer surge con la aparición de la propiedad privada, las clases y el Estado.
La explotación y opresión de clase surgieron cuando la propiedad común fue reemplazada por la propiedad privada de los medios de producción (relaciones de propiedad), y en consecuencia la sociedad sin clases donde todos trabajaban fue desplazada por la sociedad de clases donde las clases propietarias viven del trabajo ajeno (relaciones productivas).
La opresión de sexo sobre la mujer, surgió en idénticas condiciones sociales que la opresión de clase. La naciente explotación y opresión de unas clases por otras, requería destruir el fundamento organizativo del régimen comunista primitivo: el derecho materno, reemplazándolo por el derecho paterno. Federico Engels escribió en ‘El origen de la familia’:

“las riquezas, a medida que iban en aumento, daban, por una parte, al hombre una posición más importante que a la mujer en la familia y, por otra parte, hacían que naciera en él la idea de valerse de esta ventaja para modificar en provecho de sus hijos el orden de herencia establecido. Pero esto no podía hacerse mientras permaneciera vigente la filiación según el derecho materno. Este tenía que ser abolido, y lo fue”.
“Así quedaron abolidos la filiación femenina y el derecho hereditario materno, sustituyéndolos la filiación masculina y el derecho hereditario paterno”.
“El derrocamiento del derecho materno fue la gran derrota histórica del sexo femenino en todo el mundo. El hombre empuñó también las riendas en la casa; la mujer se vio degradada, convertida en la servidora, en la esclava de la lujuria del hombre, en un simple instrumento de reproducción. Esta baja condición de la mujer, que se manifiesta sobre todo entre los griegos de los tiempos heroicos, y más aún en los de los tiempos clásicos, ha sido gradualmente retocada, disimulada y, en ciertos sitios, hasta revestida de formas más suaves, pero no, ni mucho menos, abolida”.
Esta doble opresión de la mujer ha evolucionado a lo largo de los estadios de progreso de la historia con el esclavismo, el feudalismo y el capitalismo hasta su fase superior actual, el capitalismo imperialista. Pero es este último sistema, el capitalismo, el que ha incorporado a la mujer al trabajo y ha declarado como parte de los derechos universales burgueses, la igualdad de la mujer y el hombre, que no pasa de ser una igualdad jurídica formal, que solo existe en la letra pero no en la realidad. Al incorporar a las mujeres al proceso productivo, el capitalismo las ha transformado en proletarias y trabajadoras y por tanto con la capacidad para desarrollar lucha reivindicativa, participar directamente en la lucha de clases e incluso en la revolución..    
Para el imperialismo y demás clases explotadoras, que niegan la lucha de clases y defienden su sacrosanta propiedad privada de los medios de producción, la causa, no de la doble opresión de la mujer, ni siquiera de la opresión de sexo pues no reconocen ninguna, la causa de su farsante “desigualdad de género” que plantean, radica en la división del trabajo por sexos, de esta manera plantean reducir la desigualdad (¡reducir!), incorporando a la mujer a la actividad productiva, solución muy conveniente para la explotación del trabajo femenino por el capital. Al respecto la reaccionaria Bachelet dice:
“Como es sabido, una de las principales causas de las desigualdades de género en el mercado laboral es la persistencia de la división sexual del trabajo que impone a las mujeres una mayor responsabilidad en la crianza de los hijos y la atención de las labores domésticas. Esto influye por supuesto en la distribución del tiempo de trabajo de hombres y mujeres en las áreas productiva y reproductiva”.
Esta división del trabajo por sexos, según los imperialistas, ha reducido a la mujer al ámbito doméstico y a ocupaciones menos importantes que las del hombre de lo que se deduce que lo que hay que hacer es impulsar el “empleo decente y productivo” femenino creando condiciones favorables a través de dos políticas, la política de “corresponsabilidad social” aplicada por los empresarios y la política de discriminación positiva con empoderamiento aplicada por los viejos Estados.
Para el imperialismo, tal como lo repite su marioneta Bachelet, la corresponsabilidad social significa lo siguiente:
“Las empresas pueden aportar desde el desarrollo de códigos de buenas prácticas y otras formas de compromiso voluntario; fomentar la participación de mujeres empresarias en las instancias directivas”; “que los departamentos de recursos humanos tengan roles más activos, se brinden los cuidados infantiles necesarios para que las madres trabajen con tranquilidad, organizar los tiempos de trabajo de manera de ser “amigables con la familia”, entregando a la vez mayor “control” de los trabajadores sobre su horario laboral”.
En resumen, partiendo del respeto a la propiedad, el incremento de trabajo femenino requiere cierto compromiso voluntario de los empresarios en proporcionar lo necesario para el cuidado infantil (guarderías) y un horario de trabajo flexible que le permita a la mujer atender sus labores domésticas. Por su parte mientras la discriminación positiva significa que los Estados deben aplicar “medidas que permitan que las mujeres actúen en pie de igualdad” (guarderías públicas por ejemplo); el empoderamiento implica colocar mujeres en determinados puestos del Estado. Esta es la posición del imperialismo sobre el problema de la mujer.
Estas viejas tesis imperialistas que hemos revisado, están siendo aplicadas desde hace mucho tiempo en Chile. Las medidas tomadas por los gobiernos de las últimas dos décadas sobre la mujer chilena, demuestran su preocupación por contar con la mano de obra femenina que es más barata y según ellos menos conflictiva. Las clases dominantes a través de su viejo Estado, incentivan el trabajo femenino por medio de los programas sociales para jefas de hogar y para micro empresas familiares con el objetivo de mantener los salarios bajos de los hombres. Las reglamentaciones laborales presentadas por los periodistas como grandes logros en la igualdad de género y en la revalorización de la mujer, son letra muerta para las mujeres del pueblo que trabajan en los fundos y agroindustrias de los terratenientes, en las fábricas, bancos y grandes tiendas del capitalismo burocrático y en las escandalosas residencias de las clases altas. La red nacional de guarderías no cubre ni la décima parte de la demanda, las que existen, atraviesan una crisis crónica por su exiguo presupuesto, por la corrupción de sus altos funcionarios y por el mal trato laboral dado a sus profesionales, quienes han levantado movimientos huelguísticos desde hace varios años. Las frases inventadas como ‘femicidio’ no han detenido la estadística de agresiones, las oficinas de defensa de la mujer son salas infestas que albergan la hipocresía de la burocracia y el papeleo de la legalidad burguesa, los tribunales familiares y salas de conciliación son una muralla donde las demandas de las mujeres rebotan hacia su ámbito original: la casa, demostrando así que la burguesía no solo es incapaz, sino que no quiere resolver tales cuestiones. Esta aborrecible condición, no la sufren todas las mujeres chilenas por igual. En las clases dominantes, donde las mujeres mantienen una posición social privilegiada como profesionales y propietarias de capital, ellas son consideradas embelesadamente como “mamíferos de lujo”. En el pueblo explotado, las mujeres obreras, trabajadoras, campesinas y de la pequeña burguesía (pequeñas comerciantes, profesionales, estudiantes), soportan junto a los hombres del pueblo, la misma explotación y opresión de las clases dominantes, de manera directa cuando trabajan para un patrón o de manera indirecta cuando están dedicadas a la actividad doméstica del hogar. En las masas más pobres la opresión de sexo se relaja debido a la ausencia de propiedad y a la presencia de gran miseria, siendo las mujeres más proclives a marchar junto con los hombres, en la lucha por sus demandas. Para controlar este ímpetu de las mujeres del pueblo, el reaccionario y pro-imperialista gobierno de Bachelet, les entregó a sus aliados, los renegados del marxismo del falso pc de Teiller, el ministerio de la mujer. Esta alianza no fue una novedad. Por mencionar solo las dos décadas pasadas, los gobiernos reaccionarios han utilizado velada o abiertamente los favores del viejo revisionismo organizado en el falso partido comunista. Estas alianzas han evolucionado desde los acuerdos reservados de Gladys Marín, expresidenta del falso pc, con El Sr. Insulza o con Belisario Velasco (ministerio del interior), pasando por el apoyo electoral que les dieron a Lagos y Bachelet, hasta la participación de estos vendidos revisionistas del falso pc en el segundo gobierno de Bachelet. Claudia Pascal la renegada del marxismo que fue ministra de Bachelet, dijo:
“Por fin las mujeres en Chile cuentan con una institución al más alto nivel del Estado. El Ministerio de la Mujer y la Equidad de Género hace realidad un sueño de miles de mujeres y de sus organizaciones que han luchado por sus derechos”.
“En este día histórico, muchas mujeres están presentes, mujeres de distintos pensamientos, edades e historias, todas comprometidas con un deseo: que las mujeres en nuestro país tengan más derechos, más autonomía y puedan vivir en libertad en un país que respeta sus derechos”.
Estas son las sandeces con las que el viejo revisionismo allendista a reemplazado las tesis del marxismo, afirmar que el viejo Estado chileno respeta los derechos del pueblo demuestra una vez más que estas ratas han adjurado del marxismo y de la revolución, y se han pasado por completo a las filas de la contrarrevolución.
LA LUCHA POR RESOLVER EL PROBLEMA DE LA MUJER.
“Las mujeres como los hombres son reaccionarias, centristas o revolucionarias, no pueden, por consiguiente, combatir juntas la misma batalla. En el actual panorama humano la clase diferencia a los individuos más que el sexo”.
                                                                                                                              José Carlos Mariátegui
La burguesía otorga igualdad jurídica formal entre sexos pero no puede aplicarla porque mantiene su sistema de explotación y opresión del trabajo ajeno; por tanto, es incapaz de resolver el problema de la mujer, solo la revolución comunista puede resolverlo en todo el mundo. El movimiento comunista internacional tiene en última instancia, dos objetivos: el objetivo inmediato de la conquista del poder en cada país y el ingreso de todo el mundo al comunismo. El primer objetivo, la conquista del poder en cada país, elimina la explotación del trabajo ajeno, sentando así la verdadera base material para la igualdad jurídica real entre sexos; sin embargo aún quedará el trabajo doméstico y el cuidado infantil hecho por familias individuales. El segundo objetivo de ingresar al comunismo, se logrará tras la heroica construcción del socialismo en todo el mundo, aboliendo la propiedad, las clases y el Estado; en este proceso, el socialismo eliminará el trabajo doméstico individual por medio de la industrialización de las labores domésticas y la creación de una cultura socialista, condiciones necesarias para completar la emancipación de la mujer. Mariátegui, gran marxista leninista latinoamericano, dice:
“A medida que el sistema socialista reemplace al sistema individualista decaerán el lujo y la elegancia femeninos... La humanidad perderá algunos mamíferos de lujo; pero ganara muchas mujeres. Los trajes de la mujer del futuro serán menos caros y suntuosos; pero la condición de esa mujer será digna. Y el eje de la vida femenina se desplazara de lo individual a lo social... Una mujer, en suma, costara menos, pero valdrá más”.
La emancipación de la mujer no es un sueño para el futuro. Los revisionistas sueñan, los anarcos sueñan. Los maoístas no tenemos sueños, tenemos metas y planes, organización y acciones. Decimos abiertamente que la emancipación de la mujer se inicia con la conquista del poder, pues solo así se logra la igualdad efectiva de sexos ante la ley; y que se completa la emancipación de la mujer al ingresar al comunismo, a la sociedad sin clases, pues se logrará la igualdad de sexos ante la vida. Eso es una meta. Discrepamos de quienes plantean “la conquista del poder proletario emancipará a la mujer”, y también “por la emancipación de la mujer a través de la conquista del poder”; lo correcto es decir la emancipación de la mujer a partir de la conquista del poder, y que se completará con el ingreso al comunismo.
La conquista del poder requiere una revolución, y toda revolución solo puede hacerse con guerra popular dirigida por un Partido Comunista de nuevo tipo militarizado, lo que pone como tarea necesaria, recuperar los partidos comunistas de las fauces del revisionismo vendido, es decir, la reconstitución de los partidos comunistas. Sin la participación de la mujer no hay revolución, sin revolución no hay conquista del poder, y sin la conquista del poder, la emancipación de la mujer no puede iniciarse. Las mujeres del pueblo deben incorporarse, deben organizarse progresivamente en las filas de la revolución, desde la misma reconstitución; esta participación, es ya los preparativos en el largo proceso de su emancipación. El que sea prolongada no justifica dejar sin hacer las cosas, no se puede postergar las cosas, las tareas de la revolución no pueden ocupar el segundo lugar, la revolución no es una jornada laboral, con hora de ingreso y salida, no es un paseo, unas horas libres para después regresar a casa, a las sabanas, como si fueran un refugio libre de la lucha de clases, como si eso fuera posible. La revolución no espera caridades, limosnas, huiltrafas, quien las da que se las trague; la revolución es una obra grandiosa, en la que solo grandes sacrificios conllevan a grandes victorias, la revolución requiere revolucionarios profesionales, formados teórica y prácticamente, entregados 24 horas a la revolución, a la destrucción del viejo orden y la construcción del nuevo. Esto es la emancipación de la mujer, una parte del proceso revolucionario que ha comenzado ya, y no va a volver atrás.
¡Por la emancipación de la mujer a partir de la conquista del poder!
¡Abajo la farsa de “igualdad de género” del imperialismo, la gran burguesía y terratenientes!
¡Incorporar a las mujeres del pueblo a la revolución, desde la misma reconstitución del Partido Comunista!
Movimiento Juvenil Popular
MJP
Chile, Marzo 08, 2018