domingo, 5 de junio de 2016

BRASIL: Nota de repúdio da LCP; Mais uma ação arbitrária da PM de Confúcio

Conheça, apoie, divulgue a sagrada luta pela terra.

Nota de repúdio – Mais uma ação arbitrária da PM de Confúcio/Ênedy
Jaru, 03 de junho de 2016
 
Na tarde do dia 24 de maio, a PM de Rondônia deu mais um espetáculo de fascismo, desta vez no centro de Ji Paraná, contra 5 estudantes e um professor que distribuíam um panfleto denunciando crimes do latifúndio e do velho Estado contra camponeses. Em questão de minutos, juntaram 5 viaturas com vários policiais, que apreenderam os materiais e levaram os jovens para a delegacia, um deles algemado. Os apoiadores da sagrada luta pela terra denunciaram a prisão absurda para a população que rapidamente se aglomerou pensando se tratar de um assalto. Eles foram interrogados durante 6 horas, sem cair nas provocações e arbitrariedades típicas da polícia, que pararam imediatamente quando advogados se apresentaram para defendê-los. Quando eles estavam saíndo, policiais pararam o carro da advogada e “verificaram” que estava sem a placa dianteira, provavelmente retirada por eles mesmos, na porta da delegacia. Os apoiadores serão processados.
            O panfleto que os estudantes distribuíam denunciava o arbitrário despejo de dezenas de famílias do Acampamento Jhone Santos de Oliveira, ocorrido no dia 13 de maio, por dezenas de policiais militares e o oficial de justiça Brito que ameaçou os camponeses. Antes, o comandante da PM de Ji-Paraná Braguim realizou operações policiais para provocar e aterrorizar os acampados.
            No dia 23 de abril, os camponeses tomaram o latifúndio Agropecuária Amaralina, localizado no distrito de Rondominas, município de Ji Paraná, tem 16.000 alqueires, onde cabem mais de 1.500 famílias camponesas. Quem se diz o dono das terras é o latifundiário Miguel Martins Feitosa, que mora nos Estados Unidos e tem um contrato com o Incra de apenas 800 alqueires, com o qual explora a madeira e consegue financiamentos bancários. Ele também é acusado de não pagar direitos a funcionários e ameaçar quem tentar acionar a justiça do trabalho. Como dizia o panfleto feito por camponeses de Ariquemes e Ji Paraná: quem é o ladrão de terra?
            O temido panfleto distribuído denunciava ainda que no dia 24 de abril, os irmãos Jesser Batista Cordeiro e Nivaldo Batista Cordeiro, posseiros na Área 10 de Maio, foram assassinados a tiros, seus corpos transportados por 5 Km e jogados no Rio Candeias. Este crime bárbaro ocorreu num domingo, pouco antes do meio dia, na linha Saracura, uma estrada muito movimentada do município de Buritis, que estava ocupada por cerca de 80 policiais, inclusive o Capitão Braguim, de Ji Paraná, em mais uma operação da PM. O material lembrava também que em 2012, na mesma região, Braguim, assim como Ênedy, participaram de uma operação policial quando o líder camponês Renato Nathan foi assassinado, em plena luz do dia, a mando de latifundiários.
            A prisão dos estudantes é mais um ato criminoso da política agrária fascista do governador Confúcio Moura e o comandante geral da PM Ênedy Dias de Araújo. Desde quando ele assumiu o comando da PM, há 6 meses, a população do Vale do Jamari tem sido aterrorizada por grupos de extermínio compostos por pistoleiros e policiais militares. A situação é gravíssima! No final de abril, camponeses do Assentamento Terra Prometida, em Ariquemes, reviveram um verdadeiro Estado de Sítio: pistoleiros sequestraram o ônibus escolar, atacaram e torturaram o motorista e camponeses, metralharam a casa de uma família. A polícia militar que desde o final do ano passado realiza patrulhas constantes na área disse não saber de nada e o monopólio da imprensa completa o cerco com um massacre de desinformação, como quando usaram fotos de camponeses presos para ilustrar a notícia da prisão de dois dos PM's que participaram do assassinato dos jovens Ruan e Alisson na Fazenda Tucumã, em Cujubim. Após este crime, o Sargento Moisés e outros pistoleiros foram presos em flagrante numa caminhonete carregada com um arsenal de guerra, mas “milagrosamente” o PM conseguiu fugiu de dezenas de policiais do GOE e até um helicóptero.
            Este bando assassinou os companheiros Enilson e Valdiro em Jaru no último dia 23 de janeiro, fato pelo qual o estado de Rondônia foi condenado pela Comissão Interamerican de Direitos Humanos. Em nota, a comissão frisou o aumento da situação geral de perseguição, intimidação e ameaças contra defensores, particularmente defensores dos direitos à terra, trabalho e direitos indígenas. E ainda a Comissão tem observado um aumento nos atos de violência, repressão e criminalização desses movimentos sociais. Foram eles que atacaram e incendiaram o acampamento Hugo chaves do MST em Cacaulândia, em abril último. Foram eles que destruíram as benfeitorias da Fazenda Fluminense e assinaram o nome da LCP. Foi a PM desta região que, mesmo sem ordem de reintegração de posse, tentou despejar as famílias da Área 10 de Maio.
            Em Rondônia, terras públicas podem ser griladas por latifundiários, policiais podem fazer segurança privada para grandes propriedades, bandos de pistoleiros podem assassinar lideranças e reprimir camponeses, o monopólio da imprensa pode caluniar trabalhadores e chamar bandos armados terroristas de “vigilantes”. Mas jovens estudantes e professores não podem distribuir panfletos em apoio à sagrada luta pela terra.
            Saudamos a brava juventude que corajosamente se levantou em defesa de camponeses pobres em luta pela terra. Os camponeses não estão sozinhos, e exemplos como este os animam a lutar. A cada dia chegam mais camponeses sem terra ou com pouca terra para retomarem o latifúndio Amaralina. E todo apoio é bem vindo.
            Conclamamos a todos trabalhadores, estudantes, professores, pequenos comerciantes, intelectuais progressistas e a todos verdadeiros democratas a se unirem e lutarem contra o fascismo, a criminalização e a demonização da luta pela terra. Que as vozes de todo o Brasil se façam ouvir em defesa dos camponeses de Rondônia!
 
Fim do processo contra os estudantes e apoiadores detidos em Ji Paraná!
Todo apoio às famílias do Acampamento Jhone Santos de Oliveira!
Lutar pela terra não é crime! Terra para quem nela vive e trabalha!
Conquistar a terra! Destruir o latifúndio! Viva a Revolução Agrária!


LCP - Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental
Sede: Av. Gov. Jorge Teixeira, 2423, setor 7 Jaru/RO CEP: 76890-000 / E-mail: lcp_ro@yahoo.com.br
Telefone fixo: (69) 3521-3637 / Celulares: (69) 9367-1616 (Claro) / 8429-9230 (Oi) / 8110-4747 (Tim) / 9999-9076 (Vivo)

Curso Básico de Marxismo-Leninismo-Maoísmo. Capítulo 5: Las tres fuentes del Marxismo.

Curso Básico de Marxismo-Leninismo-Maoísmo. 
Capítulo 5: Las tres fuentes del Marxismo.
Capítulo 5

El siguiente documento ha sido redactado por el Partido Comunista de la India (Maoísta) y es utilizado como guía de estudio por sus cuadros. El blog “Cultura Proletaria” ha decidido, por su gran importancia y por el interés que suscita, traducir el documento al español.


Capítulo 5: Las tres fuentes del Marxismo

Desde la juventud de Marx y Engels, era notorio que se trataban de dos hombres extraordinarios y brillantes. Es evidente, también, que el marxismo no fue un invento repentino que surgió de unas mentes magníficas. Los cambios socioeconómicos de aquella época posibilitaron la base para el surgimiento de la verdadera ideología proletaria. El contenido actual y la forma de esta ideología, sin embargo, fueron productos de batallas libradas en los campos más importantes del pensamiento de la época. Como intelectuales, Marx y Engels tenían un amplio y profundo conocimiento de los avances más recientes del pensamiento en los países más desarrollados de la época. De esa forma pudieron apoyarse en los grandes pensadores que les precedieron, absorbiendo lo que era bueno y rechazando lo que era malo. Y así fue como construyeron la estructura y el contenido del marxismo.
Veamos cuáles fueron los principales campos de reflexión en los que basaron sus ideas. Así podremos comprender en que consisten las fuentes fundamentales del marxismo.
1) La primera fuente del pensamiento marxista es la Filosofía Clásica Alemana. Toda ideología debe tener su fundamento en alguna filosofía y, tanto Marx como Engels, como ya hemos visto, tuvieron su formación en la filosofía clásica alemana.
La filosofía alemana, durante el período 1760-1830, fue la escuela más influyente cuando hablamos de filosofía europea. Tiene sus bases en las clases medias alemanas. Esta clase fue intelectualmente muy avanzada, pero no desarrolló la fuerza política necesaria para hacer la revolución, o los recursos económicos de la Revolución Industrial. Estos fueron los factores que probablemente las inclinaron a elaborar sistemas de pensamiento.
Sin embargo, esta clase, constituida en gran parte por funcionarios públicos, contaba con muchos aspectos contradictorios. Por un lado, se inclinaba por la burguesía y el proletariado industrial y, por otro, por las clases feudales. Esto reflejó en la filosofía alemana tantos aspectos progresistas como reaccionarios. Esto se puede notar sobre todo en la filosofía de Hegel, en la que Marx y Engels se basaron amplia y profundamente. Sin embargo, ellos rechazaron todos los elementos antiprogressistas que sustentaban la sociedad feudal existente y desarrollaron, en contrapartida, aspectos progresistas y revolucionarios, edificando los fundamentos de la filosofía marxista.

2) La Economía Política Inglesa -también llamada Economía Clásica- es la segunda fuente del pensamiento marxista. Gran Bretaña, siendo el centro de la Revolución Industrial, desarrolló, naturalmente, el estudio de la economía y las leyes económicas que gobernaban el país. Fue un nuevo campo de estudio que, básicamente, comenzó con el crecimiento del capitalismo. Tuvo su base principal en la moderna industria burguesa y ejerció su papel en la justificación y glorificación de capitalismo. También ofreció los argumentos intelectuales para la creciente burguesía en su lucha contra las clases feudales.
En Inglaterra, ese período comenzó con la publicación en 1776 del libro mundialmente famoso “La riqueza de las naciones“, de Adam Smith. Este argumentaba que, dando al capitalismo libertad total para su crecimiento, llevaría al mayor progreso jamás visto por la humanidad. También abogaba por la reducción de cualquier tipo de control de las clases feudales a las clases capitalistas. David Ricardo fue otro famoso economista clásico que desempeñó un papel fundamental en las batallas de la burguesía contra los señores feudales. Señaló que a medida que el capitalismo crecía, la tasa de ganancia de los capitalistas disminuía. Su significativo descubrimiento fue la teoría del valor-trabajo, que mostró que todo valor económico es creado por el trabajo. Otros economistas analizaron las causas de las crisis económicas en el capitalismo.
La economía política inglesa sirvió a los intereses de la burguesía industrial. Sin embargo, provocó un papel revolucionario en detrimento de las clases feudales. No obstante, los economistas no progresaron en sus análisis en los puntos en los que herían los intereses de la clase burguesa. Por ejemplo, Ricardo, a pesar de haber desarrollado la teoría del valor-trabajo, no expuso la explotación del trabajo por la clase capitalista. Esto fue hecho por Marx. Llevó el trabajo de los economistas ingleses más allá de los límites de las clases capitalistas y tomó la conclusiones revolucionarias necesarias a partir de ellos. Así fue como Marx desarrolló los principios de la economía política marxista.
3) La tercera fuente del pensamiento marxista fueron las diversas teorías socialistas, originadas principalmente en Francia. Estas teorías representaban las esperanzas e intereses de la emergente clase obrera. Eran tanto reflexiones como protestas contra la explotación y opresión capitalista frente a las clases trabajadoras. En la época, Francia era el mayor centro de teorías y grupos revolucionarios, inspirando a toda Europa. Era natural que las primeras teorías socialista surgiesen en suelo francés.
Muchas de estas teorías tenían grandes defectos, ya que no contaban con los apropiados análisis científicos sobre la sociedad. Sin embargo, representaron una ruptura con el individualismo egoísta competitivo de las teorías revolucionarias burguesas. También señalaron el camino que ha de ser seguido por el proletariado inmerso en la sociedad capitalista. Así, Marx se empeñó en el estudio de estas teorías del socialismo y del comunismo antes de formular los principios marxistas del socialismo científico. Mientras estuvo en París, pasó un tiempo considerable con los líderes y miembros de numerosos grupos revolucionarios y socialistas franceses. Marx tomó lo mejor que había en el socialismo y dio a este la base científica de la doctrina de la lucha de clases. Así, desarrolló desarrolló los principios del socialismo científico marxista.
Esta es la historia de cómo el marxismo surgió de estas tres grandes fuentes de ideas en los países más avanzados de Europa. Las tres fuentes del marxismo -la Filosofía Clásica Alemana, la Economía Política Inglesa y las teorías del socialismo francés- corresponden a los tres principales componentes de esta nueva ideología, la filosofía marxista del materialismo dialéctico, la economía política y la teoría del socialismo científico. En las páginas siguientes, trataremos de comprender la esencia de cada una de estas partes constituyentes.

viernes, 3 de junio de 2016

BRASIL: Cartaz dos camaradas da Frente Revolucionaria de Defensa dos Dereitos do Povo.

ALEMANIA: AND-Hamburgo: Notre solidarité à Georges Abdallah, militant communiste arabe, combattant pour la lutte de libération nationale de la Palestine

AND: Notre solidarité à Georges Abdallah, militant communiste arabe, combattant pour la lutte de libération nationale de la Palestine.



 

MANIFESTATION NATIONALE

DIMANCHE 19 JUIN 2016


Le 19 juin est la journée internationale des prisonniers révolutionnaires. Une occasion de plus pour exprimer notre solidarité à Georges Abdallah, militant communiste arabe, combattant pour la lutte de libération nationale de la Palestine et incarcéré dans les geôles de l’État français depuis plus de 31 ans. Condamné à perpétuité pour complicité dans des actes de résistance revendiqués par les Fractions armées révolutionnaires libanaises, alors que son pays le Liban, était envahi par les troupes sionistes, il est libérable depuis 1999. Malgré deux libérations prononcées par le tribunal d’application des peines, Georges Abdallah est maintenu en prison en France, sur injonction du gouvernement étatsunien.



Aujourd’hui, la violence et la répression de l’État français ne cessent de se renforcer, se militarisant même sous couvert de l'état d’urgence : perquisitions à toute heure, assignations à résidence, répression préventive, interdictions de manifester, arrestations, gardes à vue, procès, amplification des violences policières, utilisation immédiate et sans contrôle du droit à tuer donné aux forces de répression, contrôles au faciès institutionnalisés et généralisés. Ce harcèlement et cette répression sont dirigés contre la jeunesse des quartiers populaires, contre les militants politiques et syndicaux. Face à un tel État répressif et liberticide, il est juste et légitime de se révolter. C’est sur ce terreau de résistance et luttes que s’inscrit légitimement notre solidarité au combat de Georges Abdallah, un combat de toute une vie, contre l’impérialisme et pour une Palestine libre.



Que tous ceux et celles qui sont du côté des peuples en lutte, du côté de la résistance palestinienne, qui combattent le capitalisme, l’impérialisme, le sionisme, le colonialisme, se joignent à nous dimanche 19 juin pour affirmer l’exigence de sa libération.



Rendez-vous à 14h

Place des Fêtes Paris 19e (métro Place des Fêtes)



✭ Le cortège se dirigera vers la Place de la République où s’enchaîneront prises de parole et concert.

Curso Básico de Marxismo-Leninismo-Maoísmo. Capítulo 4: Los primeros años de Marx y Engels hasta que se hicieron marxistas.


Curso Básico de Marxismo-Leninismo-Maoísmo. 
Capítulo 4: Los primeros años de Marx y Engels hasta que se hicieron marxistas

Capítulo 4

El siguiente documento ha sido redactado por el Partido Comunista de la India (Maoísta) y es utilizado como guía de estudio por sus cuadros. El blog “Cultura Proletaria” ha decidido, por su gran importancia y por el interés que suscita, traducir el documento al español.


Capítulo 4: Los primeros años de Marx y Engels hasta que se hicieron marxistas

Obviamente, nadie nace marxista, ni siquiera Marx. Es necesario que haya algún proceso en el que las ideas y los puntos de vista sean desarrollados y formulados de manera que se forme un cuerpo básico llamado ideología. Naturalmente, Marx y Engels también tuvieron que pasar por este proceso antes de descubrir y adoptar las verdades universales de lo que hoy conocemos como marxismo. Este proceso cognitivo fue determinado, en gran medida, por las experiencias concretas que ambos pasaron. En vista de comprenderlos con cierta profundidad, debemos prestar nuestra atención brevemente a las primeras experiencias de estes dos grandes maestros.
Karl Marx nació el 5 de mayo de 1818, en la ciudad de Trier, en la entonces llamada Prusia Renana, hoy parte de Alemania. Su padre, Heinrich Marx, fue uno de los mejores abogados más reputados de la ciudad. Su familia era respetada y culta, pero no revolucionaria. Los padres de Marx venían de un largo linaje de sacerdotes judios. Sin embargo, a pesar de ser económicamente estables, sufrieron la discriminación social en la atmósfera antisemita prusiana. En 1816, el padre de Marx se vio obligado a convertirse al cristianismo debido a las leyes establecidas por el gobierno prusiano, que impedían a los judios ejercer la abogacía. Del mismo modo, en 1824, otra ley planteada por el gobierno prusiano impedía a los no cristianos integrar las escuelas públicas. Debido a eso, Heinrich Marx se vio obligado a bautizar a su hijo Karl junto con sus hermanos y hermanas. Así, a pesar de no ser partidario de ninguna religión, el padre de Marx se vio obligado a adoptar una nueva fe para poder seguir ejerciendo su profesión y poder ofrecer a sus hijos una buena educación.
El lugar de nacimiento de Marx, Trier, es la ciudad más antigua de Alemania. A lo largo de los siglos fue la residencia de los emperadores romanos y más tarde de los obispos católicos, contando con una administración religiosa para la ciudad y sus alrededores. En agosto de 1794, los ejércitos franceses dominaban la ciudad, estableciendo una administración civil e implantando las ideas e instituciones de la Revolución Francesa. La ciudad sólo volvería a las manos del rey de Prusia después de la derrota de la Francia napoleónica en 1815. De este modo, durante el período de nacimiento y juventud de Marx, cargó el profundo impacto de 21 años de las ideas revolucionarias francesas.
Trier era una pequeña ciudad de unos 12.000 habitantes. Era, principalmente, una ciudad mercante para las regiones próximas, que durante siglos había sido una famosa área vinícola. Las ocupaciones de su población eran típicas de una ciudad de “servicios”, funcionarios públicos, sacerdotes, pequeños comerciantes, artesanos, etc. Quedó intacta por la Revolución Industrial y se mantuvo relativamente atrasada en el campo económico. Durante el período relativo a la juventud de Marx, también hubo un alto crecimiento de la pobreza. Estadísticas oficiales de 1830 muestran que el desempleo alcanzaba a uno de cada cuatro habitantes, a pesar de que las tasas reales no documentadas deberían ser mucho mayores. Mendigos y prostitutas eran comunes y las tasas de pequeños crímenes como robos y hurtos eran extremadamente altas. Así, en los primeros años de su vida, el joven Marx fue testigo de la miseria de las clases trabajadoras.

Después de completar su educación básica, Marx ingresó en el Friedrich Wilhelm Gymnasium (escuela secundaria) en 1831, el cual terminó en 1835. Tres semanas después fue enviado, para comenzar sus estudios superiores, a la facultad de derecho a cuarenta millas de Trier, en la ciudad de Bonn (un importante centro que hoy es la capital conjunta de Alemania). Marx, decidido a aprender y estudiar tanto como fuese posible, se registra inmediatamente en nueve cursos además de derecho, incluyendo la poesía, la literatura, el arte, etc. Al principio iba a sus clases y conferencias, pero luego perdió el interés, especialmente en derecho, el cual encontraba pesado e insatisfactorio. Redujo sus cursos de nueve a seis, y más tarde a cuatro.
Marx decidió estudiar por cuenta propia y rápidamente se vio envuelto en la tormentosa vida de los estudiantes, en la que posteriormente se convertiría en líder. Interesado en la producción poética, también ingresó en Poetenbund, un círculo de jóvenes escritores fundado por estudiantes revolucionarios. En la constante batalla entre los hijos de los nobles feudales y los de la burguesía, no tardó en convertirse en líder del grupo burgués. A menudo se involucraba en peleas e incluso en duelos de espada. Llevaba consigo un estilete (similar a los cuchillos gupti) por el cual fue arrestado por la policía alguna vez. También fue condenado a un día en la prisión de estudiantes universitarios bajo las acusaciones de “disturbios nocturnos perturbadores de la paz y embriaguez“. En un duelo de espadas le hirieron en la ceja derecha. Este acontecimiento llevó a que su padre lo sacase de la Universidad de Bonn, trayéndolo de nuevo a Trier en agosto de 1836.
Durante su estancia en Trier se comprometió en secreto con Jenny Von Westphalen, hija del Barón Von Westphalen, un noble de alto cargo en el gobierno prusiano. Jenny, que era cuatro años más vieja, y Marx, siendo novios de la infancia, decidieron casarse mientras Marx estaba todavía en la escuela. Ahora eran novios bajo la aprobación de los padres de Marx, pero sin la aprobación de los padres de Jenny, obteniéndola solamente en 1837.
En octubre de 1836, Marx se trasladó a la Universidad de Berlín, que era entonces la capital de Prusia. Esta universidad era mucho mayor que la de Bonn, reconocida como un gran centro de estudios y aprendizaje. Después de matricularse en los cursos de la universidad, Marx entró inmediatamente en un torbellino de trabajos. Noche tras noche, alimentándose precariamente y abusando del tabaco, leía libros vorazmente y llenaba cuadernos con sus anotaciones. En lugar de ir a clases, Marx siguió estudiando por cuenta propia. Trabajando a un ritmo tremendo, cambió el derecho por la filosofía, después poesía y luego arte, escribiendo historias y obras de teatro, para volver de nuevo a la filosofía y a la poesía. Su exceso de trabajo tuvo efectos negativos en su salud, particularmente en sus pulmones, lo que le obligó eventualmente a descansar de sus actividades. Sin embargo, siempre volvía a sus excesivos hábitos de trabajo, leyendo de todo, desde los antiguos filósofos a las más recientes obras filosóficas y científicas. Acabó por volver a la filosofía, siempre intentando encontrar el significado universal; buscaba lo absoluto en los principios, definiciones y conceptos.
Durante su segundo año en la universidad, se unió al grupo de estudiantes de filosofía llamado Jóvenes Hegelianos. Eran seguidores del famoso filósofo alemán Friedrich Hegel, que enseñó en la Universidad de Berlín y murió en 1830. Intentaban aplicar una interpretación radical a la filosofía de Hegel y por eso fueron denominados Hegelianos de Izquierda. Uno de los amigos de Marx y miembro del grupo -de hecho, su líder intelectual- era un maestro llamado Bruno Bauer, un activista ateo que atacaba constantemente las enseñanzas de la iglesia. Estos ataques, junto con los radicales posicionamientos políticos de los Jóvenes Hegelianos, los marcaron frente a las autoridades prusianas. De ese modo, después de terminar su tesis doctoral, Marx no pudo conseguir su diploma de la Universidad de Berlín, dominada por reaccionarios designados por el gobierno prusiano. Después de completar sus estudios en Berlín, presentó su tesis y obtuvo su doctorado en abril de 1841 por la Universidad de Jena, que tenía una orientación liberal y estaba fuera del control prusiano.
Después de obtener su diploma, Marx esperaba convertirse en profesor en la Universidad de Bonn, donde Bruno Bauer se había trasladado en 1839. Sin embargo, Bauer se encontraba en apuros debido a los disturbios que sus discursos antirreligiosos habían causado. Finalmente, el propio rey ordenó la expulsión de Bauer de la Universidad de Bonn. Esto representó el final de la carrera docente de Bauer, así como las esperanzas de un trabajo de maestro para Marx.
Marx comenzó entonces a centrarse en el periodismo, en el que comenzaría las actividades inmediatamente después de su salida de la universidad. Esto también le ayudará a participar más estrechamente en el creciente movimiento de oposición democrática radical y, luego, desarrollarla en la provincia del Rin y en la provincia vecina de Westphalia. Estas provincias, que habían experimentado la influencia liberadora de las reformas francesas antifeudales, fueron los principales centros de oposición al rey de Prusia. La industrialización llevó al crecimiento de la burguesía, sobre todo en Colonia, la ciudad más rica de Renania. Esto acabaría por convertirse en un fuerte apoyo al movimiento de oposición radical por los industrialistas, alimentados de revuelta por el control excesivo de las clases feudales.
Marx comenzó a escribir para el “Rheinische Zeitung“, un diario financiado por los industrialistas, y, en octubre de 1842, se convirtió en su editor jefe. En las manos de Marx, el diario pronto se convirtió en un vehículo de lucha por los derechos democráticos radicales. Esto, sin embargo, llevó a Marx a entrar en un conflicto constante con la censura prusiana, altamente represiva. Finalmente, cuando el período publicó una crítica al despotismo zarista ruso, el propio zar presionó al rey de Prusia para que tomase medidas. El periódico fue prohibido y cerrado en marzo de 1843. Marx entonces comenzó a planear la creación de un nuevo periódico, el “Deutsch-Französische Jahrbücher“.
Durante esta época, entre 1841 y 1843, Marx estaba profundamente implicado en la vida política de este período. Sin embargo, era básicamente un demócrata radical y no tenía en la época posiciones comunistas. A nivel filosófico, su mayor transformación durante este período fue en 1841, después de leer el libro “La esencia del cristianismo” de Ludwig Feuerbach, que presentaba un ensayo crítico de la religión teniendo el materialismo como base. Este libro tuvo un papel fundamental en el cambio de las ideas idealistas de Marx, procedentes del grupo de los Jóvenes Hegelianos para el materialismo. Otra obra filosófica de 1841 (La Triarquia Europea) que influyó a Marx fue el intento de su amigo Moisés Hess, de desarrollar una filosofía comunista combinando el socialismo francés a las ideas de los Hegelianos de Izquierda.
Sin embargo, en ese momento, Marx todavía tenía un conocimiento limitado de las ideas socialistas y comunistas. Su primer contacto con estos fue en 1842, al leer con interés las obras de varios de los pioneros teóricos socialistas franceses. No obstante, no se convirtió al comunismo o al socialismo por tales lecturas. Este cambio sólo sucedió a través de su contacto con los grupos clasistas de trabajadores comunistas y su estudio de la economía política, ambos después de trasladarse a París a finales de 1843.
Siete años después de su compromiso, Marx y Jenny se casaron en junio de 1843. Tuvieron una corta luna de miel en Suiza, en la que Marx escribió un folleto presentando sus primeras críticas a Hegel. Después de su luna de miel, comenzó sus estudios y preparaciones para su traslado a París, en donde nacería el ya mencionado “Deutsch-Französische Jahrbücher“. Este cambio a París fue planeado con el fin de evitar la censura prusiana. Sin embargo, como el periódico fue planeado como un periódico mensual, colapsó después de una edición, que salió en febrero de 1844.
Sin embargo, la estancia de Marx en París fue marcada por nuevas y significativas experiencias. El contacto directo con diferentes grupos comunistas y socialistas, de los que París fue la cuna, fue de una importancia colosal. Además de conocer un gran número de teóricos y revolucionarios, Marx se benefició en gran medida del contacto regular con varios revolucionarios procedentes de las clases trabajadoras de París. Al mismo tiempo, Marx comenzó sus estudios en economía política, leyendo la mayoría de los trabajos de los famosos economistas clásicos bretones. El contacto revolucionario sumado a su estudio tuvieron gran impacto, reflejado en sus escritos.
La única edición del “Deutsche-Französische Jahrbücher” fue de una importancia crucial, ya que contenía la primera generalización de Marx acerca de la comprensión marxista de la historia, expresada en su artículo crítico de la filosofía hegeliana. En este artículo Marx formuló la importante definición del papel histórico del proletariado. También hizo aquí la famosa formulación de que la religión es el opio del pueblo. Esa misma edición también contaba con un artículo crítico de Engels sobre la economía política, que también que también proporcionó una comprensión materialista en lo que respecta al desarrollo del capitalismo moderno.
Fue el interés de Marx en los escritos de Engels lo que posibilitó la reunión de los dos en París, entre el 28 de agosto y 6 de septiembre de 1844. Esta fue una reunión histórica que ayudó a los dos grandes pensadores a aclarar sus ideas y edificar los primeros fundamentos del marxismo. Aunque ambos habían llegado de forma independiente a conclusiones similares, esta reunión les ayudó a alcanzar un absoluto consenso teórico. Fue en esta reunión que alcanzaron con mayor claridad una correcta comprensión de la concepción materialista de la historia, que es la piedra de toque de la teoría marxista.
Friedrich Engels nació el 28 de noviembre de 1820, en la ciudad textil de Barmen, en la provincia del Rin, en Prusia. Su padre era un rico propietario de una fábrica de hilado de algodón y era un ferviente cristiano protestante de perspectivas políticas reaccionarias.
Barmen, así como Trier de Marx, pertenecía a la parte de Prusia que contaba con dos décadas de dominación francesas. Debido a ello transcurrieron influencias progresistas en la región. Sin embargo, una de sus principales características era albergar uno de los mayores centros industriales renanos. Por lo tanto, Engels, desde muy temprano, fue testigo de las graves condiciones de pobreza y explotación de las clases trabajadoras. Para sobrevivir a la competencia de las fábricas, los artesanos se vieron obligados a trabajar desde la mañana hasta la noche. A menudo trataban de ahogar sus problemas en el alcohol. El trabajo infantil y las enfermedades pulmonares derivadas del trabajo industrial eran algo normal.
Engels frecuenta la escuela de Barmen hasta los 14 años. Es enviado al colegio de la ciudad vecina de Elberfeld (actualmente, Barmen y Elberfeld forman una sola ciudad). Este colegio (escuela secundaria) tenían la reputación de ser una de las mejores escuelas de Prusia. Friedrich era un estudiante inteligente, con gran facilidad para aprender nuevos idiomas. También formaba parte de un círculo de poesía junto con otros estudiantes y escribía sus propios poemas y pequeños cuentos. Planeaba estudiar economía y derecho; sin embargo, su padre estaba más interesado en hacer que su hijo mayor aprendiese el negocio familiar. Luego, a los 17 años, fue apartado de repente de la escuela y su padre lo metió en el taller como aprendiz.
A pesar de ser este el final de los estudios formales de Engels, siguió utilizando su tiempo libre para estudiar historia, filosofía, literatura y lingüística, así como escribir poesía, que le encantaba. Al año siguiente, en julio de 1838, Engels fue enviado a trabajar como ayudante a una gran e importante fábrica comercial en la ciudad portuaria de Bremen. El ambiente de la gran ciudad trajo a Engels el contacto con la literatura extranjera y la prensa. En sus horas de ocio comenzó a leer ficción y política. Continuó aprendiendo nuevos idiomas, y, además del alemán, tenía conocimiento del latín, griego, italiano, español, portugués, inglés, holandés, etc. Esta capacidad de aprender nuevos idiomas acompañaría a Engels durante toda su vida, llegando a aprender más de veinte idiomas, incluido el persa y el árabe. En Bremen, Engels se convierte en un buen caballero, nadador, espadachín y patinador.
En sus días de escuela, Engels se había convertido en un firme opositor contra la burocracia. Como joven adulto, se sentía atraído por las ideas democráticas radicales de la revolución democrático-burguesa que sacudía Alemania. El primer grupo en el que estuvo interesado fue el grupo literario Juventud Alemana, debido a sus radicales posicionamientos políticos. Pronto comenzó a escribir para su periódico de la ciudad portuaria de Hamburgo, no lejos de Bremen. Escribió dos artículos sobre la situación en su distrito natal. Expuso las severas condiciones de explotación que sufrían los trabajadores de Barmen y Elberfeld, las enfermedades que sufrían y el hecho de que la mitad de los niños de la ciudad fueran privados de la escuela y obligados a trabajar en las fábricas. Engels atacó sobre todo la hipocresía de la religión de los grandes propietarios explotadores (que incluía a su propio padre).
A mediados de 1839 comenzó sus estudios de la filosofía de Hegel, la cual intentaba relacionar con sus propias creencias democráticas. Sin embargo, sólo llegó a hacer más progresos en su estudio hegeliano después de completar su internado en Bremen en 1841, y después de algunos meses se trasladó a Berlín para cumplir su año de servicio militar obligatorio.
Mientras prestaba servicio militar, entró en la Universidad de Berlín como estudiante externo e hizo el curso de filosofía. Entonces conectó estrechamente con la Juventud Hegeliana, grupo del que Marx formaba parte. Él, al igual que Marx, fue influenciado por las visiones materialistas del libro de Feuerbach, lanzado en el mismo año. Los escritos de Engels ahora presentaban algunos aspectos materialistas. El principal elemento que destacaba era la acción política. Eso le hizo romper, en 1842, con su antiguo grupo Juventud Alemana, en el que se sentía limitado a vacíos debates literarios. Sin embargo, continuó estrechamente vinculado a los Jóvenes Hegelianos, especialmente Bruno Bauer y su hermano.
Fue la cercanía de Engels con Bauer lo que posibilitó su amistad con Marx, al conocerse por primera vez en noviembre de 1842. Engels había completado su servicio militar y estaba camino a casa para unirse de nuevo a los negocios de su padre en Manchester, Inglaterra. En el camino, visitó a Marx en su oficina del periódico en Colonia, en el que Marx era el editor jefe. Marx, entonces, comenzó a criticar a los Jóvenes Hegelianos, especialmente a Bauer, por concentrar demasiada atención a los ataques a la religión en vez de a la política. Entonces Marx y Engels, al componer diferentes agrupaciones políticas, no pudieron estar más cerca en su primer encuentro.
Fueron las experiencias de Engeles en Gran Bretaña lo que le hicieron comunista. Desarrolló una estrecha amistad con los trabajadores de Manchester, así como con los líderes de los trabajadores revolucionarios del movimiento cartista. Manchester era el mayor centro del mundo de la industria textil moderna y pronto Engels emprendería un exhaustivo estudio sobre las condiciones de vida y trabajo de los trabajadores. Visitaba regularmente las áreas de las clases trabajadoras con el fin de adquirir experiencia directa. En este proceso, el amor nació entre él y Mary Burns, una joven obrera irlandesa, que más tarde sería su compañera y esposa. A medida que recogía material para su futuro libro sobre las condiciones de la clase obrera en Inglaterra, Engels comenzó a entender el potencial revolucionario del proletariado. Su contínua participación en el movimiento lo convenció de que las clases trabajadoras no eran sólo una clase sufridora y oprimida, sino también una clase luchadora cuyas acciones revolucionarias construirían el futuro.
Además del contacto con las clases trabajadoras, Engels estudió con ahínco las distintas teorías socialistas y comunistas y conoció a varios líderes y escritores franceses y alemanes que desarrollaron tales teorías. A pesar de no adoptar ninguna de estas teorías, llevó a cabo un análisis de sus puntos fuertes y débiles. Al mismo tiempo, comenzó sus estudios relativos a la economía política burguesa. Tal acción fue con el fin de ayudar en el análisis de las relaciones económicas de la sociedad, al comenzar a intuir se trataba de la base de la transformación social. Los primeros resultados de sus estudios fueron formulados en su artículo y publicados por Marx en su periódico en París. Como citamos anterioremente, tal acontecimiento llevó a que Engel y Marx intercambiaran correspondencia y a su histórico encuentro en 1844.
En este punto, Engels estaba volviendo de Manchester a su ciudad natal de Barmen, deteniéndose en el camino para encontrarse con Marx en París, donde residía entonces. Sus discusiones ayudaron a Marx a formular su concepción materialista de la historia, la cual ambos comenzaron a tomar como verdad. Además de eso, en esta reunión empezaron a trabajar en su primer libro conjunto, consistiendo en un ataque a Bruno Bauer y al grupo de los Jóvenes Hegelianos, en el que los dos, anteriormente, eran participantes.
Engels pasó los siguientes ocho meses haciendo una intensa propaganda comunista y trabajos organizativos en Alemania. Durante este período estuvo en constante conflicto con su padre, que se oponía a sus actividades comunistas y trató de hacer que trabajara en su fábrica. Después de sólo dos semanas en el cargo de su padre, Engels rechazó completamente el trabajo y dejó Barmen para unirse a Marx. En ese momento, Marx era nuevamente objetivo de las autoridades feudales. El rey de Prusia presionó al rey de Francia, que lo expulsó de París. Marx se vio obligado a trasladarse a Bruselas, Bélgica, con su esposa y su hija de ocho meses. Este fue el lugar donde Engels comenzó a vivir, construyendo su propia casa junto a su amigo Marx.
Marx, en ese tiempo, había desarrollado una amplia labor en el desarrollo de las principales características de esta nueva visión del mundo, de la que habían debatido en su reunión anterior. En Bruselas, Marx y Engels comenzaron un intenso trabajo en conjunto. Eso fue, como dijo Engels, con el fin de desarrollar esa nueva perspectiva filosófica em todas las áreas posibles. El resultado fue el histórico libro “La ideología Alemana“, que sólo llegó a publicarse casi cien años más tarde. El principal objetivo de este libro en la época era explicar y aclarar a los dos grandes pensadores acerca de su vieja comprensión y establecer los pilares de esta nueva filosofía, que sería denominada posteriormente como marxismo. ¡Marx y Engels se habían hecho marxistas!

jueves, 2 de junio de 2016

BRASIL: Celebrar os 50 anos da GRCP !

Curso Básico de Marxismo-Leninismo-Maoísmo Capítulo 3: Condiciones socioeconómicas que llevaron al nacimiento del Marxismo.


Curso Básico de Marxismo-Leninismo-Maoísmo 
Capítulo 3: Condiciones socioeconómicas que llevaron al nacimiento del Marxismo.
Capítulo 3


El siguiente documento ha sido redactado por el Partido Comunista de la India (Maoísta) y es utilizado como guía de estudio por sus cuadros. El blog “Cultura Proletaria” ha decidido, por su gran importancia y por el interés que suscita, traducir el documento al español.


Capítulo 3: Condiciones socioeconómicas que llevaron al nacimiento del Marxismo

Como veremos más tarde, el marxismo nos enseña que todas las ideas o teorías son productos de ciertas condiciones materiales. Siempre que surgen nuevas condiciones materiales, surgen con ellas nuevas ideas y teorías. Esta misma verdad se aplica al propio marxismo. Así, en aras de una mejor comprensión de este, debemos conocer la condiciones materiales, es decir, las condiciones socioeconómicas en las que Marx y Engels pudieron dar origen al marxismo.
El marxismo surgió hace más de 150 años, a mediados de 1840. Se estableció por primera vez en Europa, que en la época dominaba el mundo económico, político y militar. Esta dominación fue tal que casi todas las antiguas civilizaciones milenarias como la India, China y Persia estaban subordinadas a ella. Marx y Engels nacieron y vivieron en algunos de los lugares europeos más avanzados económicamente, mientras desarrollaban las ideas del marxismo. Observaron, participaron y fueron influenciados por los mayores acontecimientos políticos de su tiempo. Dicho esto, con el fin de entender como nació el marxismo, primero debemos analizar la Europa de su época y ver los principales factores socioeconómicos de entonces:
1) El factor más importante fue la Revolución Industrial, que duró aproximadamente de 1760 a 1830, e, incluso centrada en Inglaterra, influyó en el mundo entero. La Revolución Industrial es llamada de esa manera debido al explosivo y revolucionario nacimiento de la producción industrial. Fueron en estos setenta años que el mundo asistió por primera vez a un fenómeno de tal magnitud. Fue en esa época cuando se construyeron y crecieron rápidamente las fábricas modernas, especialmente en Inglaterra. Junto con este evento llegó la tremenda expansión del mercado mundial, que exportaba los bienes manufacturados ingleses a todas partes del globo. Aunque otros países como Francia, Holanda y regiones de Alemania y de los EE.UU. también contaban con sus industrias, este período histórico fue dominado en su mayoría por Inglaterra. El dominio era tal que el país comenzó a ser llamado “taller del mundo” debido a la exportación de bienes manufacturados a todos los países.
La Revolución Industrial transformó por completo la clase capitalista. Anteriormente, esta clase no era tan fuerte económicamente y era una clase media (se le llama “burguesía” porque bourgeois significa “clase media” en francés). Sin embargo, con la llegada de la Revolución Industrial, esta clase media se convirtió en una clase de millonarios industriales, la moderna burguesía industrial. Las incontables riquezas de esta nueva clase le dieron fuerza suficientemente para desafiar el poder de las clases feudales que, hasta entonces, aún eran las clases dominantes.

Además de la burguesía moderna, la Revolución Industrial también dio a luz a otra clase, la moderna clase trabajadora industrial, el proletariado. Esta clase, que consiste en miles de obreros trabajando juntos en grandes fábricas, se diferencia gradualmente de los antiguos trabajadores que ejercían su oficio en pequeños grupos en los talleres. Los proletarios modernos no poseen nada más que su fuerza de trabajo, con una fuerza y confianza desconocidas respecto a las generaciones predecesoras de trabajadores. Esta fuerza proviene de su contacto con la gran industria, con su disciplina aprendida a través del sistema de las fábricas y su organización superior surgida de la experiencia de incontables números de trabajadores hacinados en las fábricas bajo los mismos techos. Su posición en la sociedad los formó como potencia en la mayor fuerza revolucionaria de la historia.
2) Otro factor importante fue aquel que dominó la escena política europea en la época. Es decir, la ola de revoluciones democrático-burguesas encabezadas por las nacientes clases capitalistas, en la que la más importante fue la Revolución Francesa de 1789. La Revolución Francesa no sólo trajo muchos cambios radicales en Francia. También originó las guerras napoleónicas, cuyos ejércitos de la burguesía francesa conquistaron casi todo el continente europeo, trayendo consigo las reformas burguesas y aboliendo el feudalismo por donde quiera que pasasen. Además de eso, dieron el tiro de gracia a los reyes y a las viejas clases feudales. A pesar de haber sido derrotados posteriormente los ejércitos franceses, las viejas clases dominantes jamás pudieron recuperar sus posiciones otra vez. La burguesía moderna continuó su torrente revolucionario con numerosas revoluciones burguesas, lo que llevó a la derrota definitiva de las obsoletas clases feudales y la victoria del capitalismo como sistema global.
De esta forma, tanto a nivel económico como político, el período del nacimiento del marxismo fue marcado por grandes avances y victorias para las clases capitalistas, mientras que establecían sus leyes y dominio en los más avanzados y dominantes países del mundo.
3) A pesar de que este fue un periodo de grandes avances para la burguesía internacional, el factor principal que dio origen al marxismo fue la aparición de la conciencia de las clases trabajadoras y organizaciones proletarias, así como movimientos que marcaron el surgimiento del proletariado como fuerza independiente y consciente de sí misma.
Esta emergente consciencia de clase proletaria nació principalmente en Inglaterra y en Francia. Ocurrió primero en estos países debido a su rápida proliferación de la industria moderna. La propagación de la gran industria, a pesar de traer grandes beneficios a las clases poseedoras, produjo las condiciones inhumanas de trabajo y vida para las clases trabajadoras. Casi tres cuartas partes de la fuerza de trabajo estaban compuestas por mujeres y niños, debido a la baja remuneración y el más fácil control de los trabajadores por los capitalistas. Niños que a partir de los seis años de edad eran forzados a trabajar de catorce a dieciséis horas en las hilanderías. Al mismo tiempo que los burgueses acumulaban cada vez más riquezas, los trabajadores se hundían cada vez más en la miseria. Mientras que los propietarios de las fábricas textiles triplicaban su capital, los salarios de los tejedores eran reducidos a una octava parte de lo que era remunerado previamente.
De esa forma, las condiciones del trabajador eran tales que la rebelión no sólo era justa, sino inminente. Los primeros levantamientos fueron espontáneas, sin dirección clara. Un ejemplo fueron las destrucciones de las máquinas en 1810-11 en Inglaterra, donde grupos de tejedores atacaron las fábricas textiles y destruyeron toda máquina en la que pudiesen poner sus manos. Este fue su método de protestar contra la gran industria que destruía poco a poco sus vidas. Tales protestas carecían de una dirección clara y fueron reprimidas severamente, extinguiéndose de forma rápida.
Lo que siguió fue la difusión y el crecimiento del movimiento y organizaciones de trabajadores que proporcionaron la dirección del proletariado combativo. Antiguos sindicatos, inicialmente restringidos a los trabajadores cualificados, comenzaron en 1818 a unir a todos los trabajadores en lo que eran llamados sindicatos de “oficios en general”. A medida que estos sindicatos fueron creciendo, un movimiento con el fin de iniciar una unión a escala nacional comenzó a desarrollarse. Este movimiento se formó alrededor de 1833-34, alcanzando más de 500.000 miembros. Además de los sindicatos, los trabajadores también comenzaron a organizarse en cooperativas y sociedades mutualistas. En los demás países donde gran parte de los sindicatos fueron prohibidos, estas fueron las principales formas de organización de la clase obrera, que también crecía en número y fuerza.
Al mismo tiempo que las organizaciones de trabajadores comenzaban a crecer, los trabajadores en Gran Bretaña emprendían el movimiento cartista en 1837, exigiendo derechos electorales para los trabajadores. Este fue el primer movimiento revolucionario amplio, verdaderamente masivo y políticamente organizado de la clase obrera. Fue utilizando el método de peticiones masivas al Parlamento, de cierta forma similar a las campañas de firmas realizadas hoy en día. Estas peticiones reunieron más de 5 millones de firmas. Algunas de las protestas cartistas contaron con 350.000 manifestantes, mostrando la organización sólida y cohesiva de la clase obrera. Sin embargo, como el movimiento creció en fuerza y militancia, acabó por sufrir severas represiones y fue suprimido en 1850. Durante el comienzo de los años 1840, mientras Engels vivía en Manchester (en Inglaterra), estaba en estrecho contacto con los líderes revolucionarios cartistas y su periódico “The Northern Star“, siendo profundamente influenciado por el cartismo.
La creciente militancia del movimiento proletario llevó muchas veces durante ese período a los primeros levantamientos de los trabajadores, brutalmente reprimidos. Ejemplos de estos levantamientos fueron los disturbios en Londres en 1816 y en Manchester en 1819, las revueltas de los trabajadores de seda en Lyon (Francia) en 1831 y 1834, y el levantamiento de tejedores de lino en la Alemania prusiana (actualmente parte de Polonia) en 1844. Esta última lucha tuvo un fuerte impacto en Alemania, así como en el joven Marx.
Así, a mediados de 1840, el movimiento obrero creció rápidamente en fuerza e intensidad en varios países industriales. No obstante, aún era demasiado débil e insuficiente para ser una amenaza real al dominio de la gran burguesía y de las antiguas clases feudales dominantes. Sin embargo, la aparición del proletariado como fuerza de clase independiente fue un fenómeno histórico de importancia mundial. El surgimiento de la existencia material del proletariado significaba al mismo tiempo el nacimiento de ideas que representaban esta nueva clase revolucionaria. Llegaron a existir numerosas ideas y teorías que clamaban por representar los intereses de las clases trabajadoras. El marxismo, formulado en la época de 1840, era sólo uno de ellas. Sin embargo, a pesar de que surgieron numerosas teorías bajo las mismas circunstancias socioeconómicas, sólo el marxismo ofrecía las herramientas para comprender correctamente estas condiciones y también los medios para transformarlas. Sin embargo, en los años siguientes, sólo el marxismo demostró ser una auténtica ideología proletaria.

miércoles, 1 de junio de 2016

MARRUECOS: Apell du Comité d’action et de soutien aux luttes du peuple Marocain



MASSES POPULAIRES, AU MAROC, EN LUTTE DANS TOUS LES SECTEURS !
QUAND LA RESISTANCE S’ORGANISE…



La crise de l’Etat réactionnaire Marocain s’accentue toujours davantage. Or face à la politique appliquée antipopulaire et antinationale, se développent aujourd’hui encore des résistances populaires importantes mais aussi une répression extrême.

Ainsi, les masses populaires au Maroc ne restent pas mains et poings liés face à des choix politiques réactionnaires qui ne visent qu’à les asservir toujours plus : bien au contraire ! Dans tous les secteurs de la société, se développent des luttes et des résistances pour faire face à cette politique. Pour ne citer que quelques exemples, mentionnons la grève héroïque des mineurs de JBELAWAM et l’occupation de la mine : ces actions ont été reconduites sur 19 jours et leur ont permis de sortir vainqueurs de ce bras de fer et d’imposer leurs revendications justes et légitimes. Evoquons aussi les travailleurs du secteur de l’acier qui ont mené et mènent encore des grèves pour améliorer leurs conditions de travail et faire valoir leurs droits. S’ajoute à cela la grève des enseignants qui a duré plusieurs mois et qui s’est aussi soldée par la victoire des grévistes. Dans plusieurs petites villes du pays, se soulèvent également régulièrement les populations pour revendiquer l’application de leurs droits les plus élémentaires (droit à la santé et à l’éducation, lutte contre la cherté de la vie entre autres). Et jusqu’aux régions les plus reculées du Maroc, se tiennent régulièrement des rassemblements, des manifestations et des occupations depuis plusieurs mois pour imposer le respect du droit fondamental à l’accès à l’eau, à la terre, à l’éducation, à la santé et permettre ainsi que ces régions sortent de la marginalisation politique, économique et sociale dans laquelle l’Etat veut les reléguer.

Or face à toutes ces formes de résistance populaire, la politique des années de plomb redouble en déchainant toute la violence de l’appareil répressif, avec chaque jour, des manifestants réprimés, arrêtés, torturés, assassinés. Toute forme de contestation est aussitôt réprimée et ce même si elle s’exprime par des voies pacifistes : le dernier exemple en date étant la manifestation du 20 février, à Casablanca, le 15 mai dernier, fortement réprimée par les sbires du régime.

C’est dans ce cadre que s’inscrivent aussi les dernières arrestations menées dans le milieu estudiantin dans les villes de Marrakech et de Meknès. A Marrakech, 13 étudiants ont été placés en détention à la suite d’une manifestation durant laquelle ces manifestants réclamaient simplement le paiement de leur bourse – retardé depuis plusieurs mois. La seule réponse fournie par le régime à l’expression de cette juste revendication a donc été le déchaînement sans nom de la violence des forces répressives et la mise en détention de ces jeunes camarades. Ces étudiants incarcérés sont : Myriam AAMANI, Lahcen ELAMRANI, Nabil ELKAFIFI, M’Barek LTALIBIA, Mounaatifi CHADI, Mohamed BOUKHLIKI, Mohamed EL HARAOUI, Fouad ATOUNI, Badr AZAHRAOUI, Abdel Mounim ELISMAÏLI, Abdel Mounim MAJI, Hassan RAJI et Hamid HAMZA.
Et pour ce qui est de la situation à Meknès, pour l’instant, on dénombre 9 arrestations : seuls 5 des 9 étudiants arrêtés ont été identifiés : Hamza HAMDI, Rédouane ALAMI, Ikram BOURHIM, Mohamed KASSIMI et Yassin REHAL.

Enfin, n’oublions pas de mentionner le cas des prisonniers politiques Mohamed JANATI et Mohamed KARKACHI, en grève de la faim depuis plus de 35 jours pour l’application de leurs droits élémentaires de prisonniers (droit de visite, aux soins, à l’étude).

Face à cette situation de lutte et de résistance du peuple et des prisonniers politiques au Maroc, pèse un véritable black out médiatique et il est de notre devoir de faire connaître le combat de ces hommes et de ces militants le plus largement possible afin de développer toutes les formes possibles de solidarité et de soutien internationaux à leur encontre.

VIVE LA LUTTE DU PEUPLE MAROCAIN !

VIVE LA LUTTE DES ETUDIANTS POUR LA DEFENSE DU DROIT
A UNE EDUCATION PUBLIQUE GRATUITE ET DE QUALITE !

LIBERTE IMMEDIATE ET SANS CONDITION DE
TOUS LES PRISONNIERS POLITIQUES AU MAROC !

NON A LA CRIMINALISATION DES LUTTES ET DES MILITANTS !

NON A LA MILITARISATION  DES UNIVERSITES EN LUTTE !

A BAS L’ETAT REACTIONNAIRE MAROCAIN ET TOUS SES ACOLYTES !


Paris, le 26 mai 2016
Comité d’action et de soutien aux luttes du peuple Marocain

Cuando hierve la sangre. Articulo del blog El territorio del Lince.

 

Cuando hierve la sangre

Estos días China anda un poco revuelta. Se conmemora el 50 aniversario de la Revolución Cultural y el poder está dividido: los artículos criticando la Revolución Cultural proliferan en los principales medios, tanto escritos como audiovisuales; se intenta hacer todo lo posible porque el aniversario pase desapercibido para la población pero, al igual que no se puede tapar el sol con el dedo, todos los esfuerzos han resultado baldíos.

Si bien es cierto que los jóvenes comienzan a adorar todo lo que supone el capitalismo, también es cierto que cada vez un mayor número de jóvenes comienzan a denostar todo lo que supone el capitalismo. Este es un fenómeno que se da con fuerza en la universidad donde, con el apoyo de profesores, hay una resistencia cada vez mayor a la implantación de métodos de estudio y de asignaturas según el estilo occidental, entre otras cosas.

Las organizaciones que critican la dirección económica del Partido Comunista son cada vez mayores, incluso dentro del PCCh hay una importante divergencia en este sentido. El anuncio de despidos masivos en la industria del carbón y del acero está generando un importante malestar entre la población que se acentúa porque el ministro de Hacienda es claramente un neoliberal, un tipo que se opone tanto a la protección de estos trabajadores despedidos como a una mejora en las condiciones de los contratos con el argumento de que "perjudica la posición de los patrones" (sic). Al ministro, es decir, al gobierno, le preocupa, también, el progresivo aumento de los salarios de los trabajadores chinos que cada vez se organizan más y mejor para conseguir dejar de estar mal pagados y no sólo en las empresas extranjeras (casi un tercio del PIB de China lo generan las empresas extranjeras). Son habituales las detenciones de sindicalistas que procuran organizar a los trabajadores para reclamar cuestiones como el pago de las horas extras, una irregularidad que se suele cometer con los trabajadores provenientes del campo.

China tiene varias modalidades de despido que, todavía, no se parecen mucho a las de los países capitalistas clásicos, occidentales. Aquí el trabajador recibe el 60% de su salario durante los 10 años siguientes al despido si no ha sido recolocado -aunque a veces ello conlleva puestos peor pagados o de inferior categoría- o si no se ha prejubilado. Hay que tener en cuenta que la mayoría de trabajadores en China pertenecen al sector estatal.

Para recordar, y que se sepa por ahí, en España el tiempo máximo que el trabajador recibe un salario después de perder el trabajo (subsidio de desempleo) es de 2 años siempre que haya trabajado 6 años seguidos, gracias a una modificación de la ley realizada por los socialdemócratas allá por los años 1980-1990. Esta misma recomendación, un máximo de 2 años de cobro de desempleo, acaba de hacer el FMI a Francia (ahora para los parados mayores de 50 años son 3 los años de cobro; en los menores de esa edad se cobra durante esos 2 años el 75% del sueldo mientras que en España es regresivo: 70% los primeros seis meses y el 60% el resto, y no hay distinción de edad; todos los parados cobran hasta ese máximo de tiempo de 2 años), y es una de las razones de la contestación social contra las medidas fondomonetaristas que está intentando aplicar el gobierno "progresista" francés, también socialdemócrata.

El gobierno chino tiene un cierto temor a que el elevado número de despidos -se habla de unos cinco millones en total-, aunque sea por etapas y de forma escalonada, pueda "amenazar la estabilidad social". Porque en China hay hoy una cierta "revolucionarización" de la sociedad -sobre todo fuera de Beijing- que expresa cada vez de una forma más clara el hartazgo con el capitalismo. Es, por el momento, todavía un movimiento minoritario dentro de los 1.400 millones de chinos pero no por ello es desdeñable. El gobierno chino lo sabe y por eso ha intentado poner sordina a la conmemoración del 50 aniversario de la Revolución Cultural.


Sabe que aunque desde hace 30 años se ha hecho todo lo posible por hacer desaparecer del imaginario colectivo la Revolución Cultural esta sigue aún presente en mucha gente por lo que representó de igualdad social, algo que hoy prácticamente ha desaparecido y que el PCCh intenta paliar con medidas, como la tomada en la reunión que hubo en marzo de la Asamblea Nacional Popular, sobre "fortalecer la solidaridad social". Las referencias a "la reducción de la brecha social desde la senda del socialismo con características chinas" son cada vez más frecuentes porque cada vez son más frecuentes las críticas y las manifestaciones contra la política económica y social del gobierno.
(......)

Curso Básico de Marxismo-Leninismo-Maoísmo. Capítulo 2: ¿Qué es el Marxismo-Leninismo-Maoísmo?

Curso Básico de Marxismo-Leninismo-Maoísmo 
Capítulo 2: ¿Qué es el Marxismo-Leninismo-Maoísmo?
Capítulo 2

El siguiente documento ha sido redactado por el Partido Comunista de la India (Maoísta) y es utilizado como guía de estudio por sus cuadros. El blog “Cultura Proletaria” ha decidido, por su gran importancia y por el interés que suscita, traducir el documento al español.


Capítulo 2: ¿Qué es el Marxismo-Leninismo-Maoísmo?

El Partido que dirige la revolución es el Partido Comunista; y la ideología que guía el pensamiento y la práctica del Partido Comunista es el Marxismo-Leninismo-Maoísmo (MLM). Esto es del conocimiento de todos. Sin embargo, muchos no están seguros de lo que es exactamente la ideología comunista o el MLM y cuáles son sus características y aspectos. Muchos la entienden simplemente como las ideas de Marx, Lenin y Mao. Tal comprensión es incompleta, insuficiente y superficial. Es necesario ahondar en la materia y comprender su esencia interna. Primero trataremos de entender esta esencia del MLM.
En la época en la que Marx y Engels fueron los primeros desarrolladores y propagandistas de la teoría comunista, Engels, en 1847, escribió un folleto titulado “Principios del comunismo“. Engels definió el comunismo con la siguiente frase: “El comunismo es la doctrina de las condiciones de la liberación del proletariado“. Así, Engels, en esta breve definición, explica que la esencia de la ideología comunista es presentar la teoría sobre lo necesario para lograr la plena libertad de la clase trabajadora. Esta libertad será finalmente asegurada por el establecimiento de la sociedad comunista.
Stalin explicaría lo mismo de la siguiente manera: “El marxismo es la ciencia de las leyes del desarrollo de la naturaleza y de la sociedad, la ciencia de la revolución de las masas oprimidas y explotadas, la ciencia de la victoria del socialismo en todos los países, la ciencia de la edificación de la sociedad comunista“. Aquí, Stalin explica el amplio alcance del marxismo. En primer lugar, se trata de una ciencia que da respuestas a las cuestiones que conciernen no sólo a la sociedad, sino también a la naturaleza. De esta manera, el marxismo se constituye como una ciencia que lo abarca todo. En segundo lugar, es una ciencia que tiene por objeto la revolución; y esta revolución no es la de los ricos (como las anteriores revoluciones burguesas de las clases capitalistas), sino de las masas pobres y trabajadoras. Y en tercer lugar, es la ciencia de la construcción de la sociedad socialista y comunista.
A esta ciencia se le da actualmente el nombre de Marxismo-Leninismo-Maoísmo, gracias a las contribuciones de los tres maestros que desempeñaron un papel muy importante en su construcción y desarrollo, Karl Marx, Vladimir Lenin y Mao Tse-tung. Además de estos tres, reconocemos a otros dos grandes maestros que desempeñaron un papel fundamental en la contribución a la ciencia del proletariado, Friedrich Engels y Iosif Stalin. Engels fue el camarada de Marx que colaboró asidua e íntimamente en la construcción de los fundamentos del marxismo, desarrollándolos después de la muerte de Marx. Stalin defendió y desarrolló el Marxismo-Leninismo tras la muerte de Lenin.

El Marxismo fue desarrollado por primera vez por Marx junto a su amigo Engels hace más de 150 años. Las principales partes integrantes del marxismo son: la filosofía del materialismo dialéctico y el desarrollo de la concepción materialista de la historia o materialismo histórico; la economía política marxista, responsable del descubrimiento de las leyes de movimiento del capitalismo y sus contradicciones, así como la doctrina de la plusvalía que dejó al descubierto la fuente de la explotación capitalista; y la teoría del socialismo científico basado en la doctrina de la lucha de clases y la demarcación de los principios regentes de las tácticas de las luchas de clases del proletariado.
El Leninismo es el marxismo de la época del imperialismo y de la revolución obrera. Fue principalmente desarrollado por Lenin a mediados del comienzo del siglo pasado, durante el trascurso de la revolución rusa, mientras que se libraba la lucha contra el oportunismo de la Segunda Internacional y avanzaba el movimiento comunista internacional a través de la Tercera Internacional. El leninismo, como defensa y avance del marxismo, promovió las siguientes contribuciones: el descubrimiento de las leyes del movimiento de la etapa superior del capitalismo -el imperialismo- y cómo estas llevaron inevitablemente a las potencias imperialistas a la guerra; el desarrollo cualitativo de la teoría y práctica de la revolución proletaria durante la revolución democrático-burguesa, así como en la revolución socialista; una comprensión exacta de la dictadura del proletariado, así como los principios primarios respecto a la construcción del socialismo; proporcionó la teoría y la dirección a los movimientos nacionales y coloniales, ligando los movimientos nacionales de liberación a las causas de la revolución socialista mundial; el desarrollo de los principios organizativos del partido leninista, el partido de nuevo tipo. Stalin, en su defensa y desarrollo del leninismo, contribuyó a las leyes y principios que rigen el período de construcción del socialismo.
El Maoísmo es la extensión y el desarrollo del Marxismo-Leninismo aplicado a la época actual. Fue desarrollado por Mao Tse-tung durante la Revolución China, en el proceso de la construcción del socialismo, en la lucha contra el revisionismo moderno y particularmente durante la Gran Revolución Cultural Proletaria. Las aportaciones del maoísmo incluyen: la teoría de las contradicciones, el desarrollo de la teoría del conocimiento y formulación de la línea de masas consistente en “de las masas, a las masas“; la teoría de la Nueva Democracia, la formulación del camino de la revolución en las colonias y semicolonias, y la formulación respecto a las tres varitas mágicas de la revolución -el Partido, el Ejército del pueblo y el frente único; la teoría de la guerra popular prolongada y el desarrollo de los principios de la guerra militar; el desarrollo de principios organizativos del partido proletario mediante la comprensión de la lucha de dos líneas, campañas de rectificación y crítica y autocrítica; el desarrollo de una política económica basada en las experiencias soviética y china y la comprensión dialéctica del proceso de construcción del socialismo como la conducción correcta de las contradicciones en el seno del proceso de transición al socialismo; y por último y más importante, la teoría y práctica de la revolución contínua bajo la dictadura del proletariado hacia la consolidación del socialismo, la lucha contra el revisionismo moderno y la prevención de la restauración del capitalismo, teniendo su máxima expresión en la Gran Revolución Cultural Proletaria.
El Marxismo, el Leninismo y el Maoísmo no son ideologías disociadas, sino que representan el constante crecimiento y el avance de una única ideología. En las siguientes páginas, intentaremos trazar y exponer la historia de su proceso de desarrollo. Además de esto, trataremos de comprender la esencia de sus diversos elementos y aspectos citados anteriormente. La lista puede parecer larga y ardua, pero nuestro estudio no tiene por qué ser así. Si nos concentramos y tratamos de entender la esencia básica de cada aspecto en su contexto histórico, seremos capaces de aprender mucho.