martes, 8 de febrero de 2022

GALIZA: A opressom nacional e o proletariado galego (Galiza Vermelha)

1. Introduçom.

“A existência social dos homens determina o seu pensamento. Umha vez dominadas polas massas, as ideias corretas que caracterizam a classe avançada tornam-se numha força material, capaz de transformar a sociedade e o mundo.”

Mao Tse Tung, “De onde venhem as ideias corretas?” Maio de 1963.

“Encontramos freqüentemente incompreensíveis fenómenos de salto na vida cotidiana em que a matéria pode transformar-se em consciência e a consciência em matéria.”

Mao Tse Tung, “De onde venhem as ideias corretas?” Maio de 1963.

Antes de tratar o tema deste trabalho, que é a opressom nacional e a sua relaçom co proletariado, é necessário prestar atençom à relaçom dialética entre as relaçons sociais objetivas e a subjectividade. Ainda que aparentemente pareçam dous temas separados e que estám totamente alonjados de como o direito, a lógica e o “sentido comum” burguês tratariam a autodeterminaçom, para o proletariado som duas cousas que vam juntas na elaboraçom da linha política.

O Materialismo Histórico descubriu que se realizamos um estudo da realidade social humana topamos com que “a existência determina a consciência” das pessoas ou, que a existência social é a que determina a subjectividade das pessoas. É precisamente por este motivo que o “segredo” da religiom está nas relaçons sociais e nom na mitologia. Mas ao mesmo tempo, tamém há umha classe particular de subjectividade que é ela a que transforma as relaçons sociais e transforma polo tanto o mundo. Este é um processo no que entre as relaçons sociais e a subjetividade das pessoas, se se dam certas condiçons, produze-se umha mudança no que a causa e o efeito mudam de lugar, transformando-se um no outro.

A subjectividade que tem essa particular qualidade de transformar o mundo é, a consciência do proletariado. É a própria consciência da sua existência social e da sua missom histórica de superar as sociedades classistas e criar o comunismo. Esta subjetividade com esta particular caraterística é o Marxismo, que já demostrou a suas qualidades e que como podemos ver cada dia mais, estas qualidades som umha capacidade totalmente viva no Marxismo da nossa época, no Marxismo-Leninismo-Maoísmo.

Se buscamos a “essência” do Marxismo topamos coa sua particular teoria da história. Se Hegel fai um primeiro intento desde o idealismo para elaborar umha teoria da história, foi Marx quem descobriu cientificamente o mecanismo do automovimento das sociedades humanas mediante a contradiçom, a luita e a guerra entre as classes sociais como sujeitos históricos. Com Marx o comunismo primitivo, o escravismo, o feudalismo e o capitalismo, som parte do movimento da humanidade, da mudança das sociedades humanas ao longo da história. Sendo cada umha destas etapas umha necessidade histórica para a humanidade no seu conjunto. Igual que tamém é umha necessidade histórica o socialismo e o comunismo. É importante apontar que o proletariado para poder conquistar o poder político (criar o novo poder e destruir o poder burguês), implantar a ditadura do proletariado, o socialismo e o comunismo, o proletariado revolucionário como primeiro sujeito histórico consciente precisa, dumhas caraterísticas que som qualitativamente superiores as que precisou a burguesia para conquistar o poder.

Quando estudamos a história da humanidade podemos ver umha evoluçom na que o “fator consciente” é cada vez mais importante. Se na destruiçom do Império Romano, do seu estado aristocrático escravista, nom foi necessário nem umha ideologia elaborada pola aristocracia feudal, nem tampouco foi necessária umha ideologia para emancipaçom dos escravos, mais tarde para poder destruir o estado feudal mediante as revoluçons burguesas já foi necessário o renascimento e a ilustraçom. Se avançamos mais ainda na história resulta que para a destruiçom do estado burguês e o nascimento do poder político do proletariado é impresvindível a consciência. Esta consciência que só puido aparecer co nascimento da autêntica ciência do proletariado para revoluçom.

Esta mesma tendência do espontâneo ao consciente tamém aparece na economia. Se numha sociedade capitalista o mercado da livre concorrência, unido á capacidade do estado burguês de manter certos monopólios (Tabacalera, indústria militar, etc.), unido aos oligopólios (petroleiras, elétricas, etc.), unido ao sistema monetário e de crédito do estado burguês em uniom co oligopólio bancário, dá como resultado a existência dos mecanismos necessários para que poda funcionar a economia da sociedade capitalista com normalidade. Resulta que pola contra no caso do socialismo, dumha sociedade socialista, é necessária a utilizaçom consciente dos recursos e do esforço humano, a planificaçom dos trabalhos, o pronóstico das dificuldades, etc. É dizer, no socialismo a planificaçom democrática e científica é a protagonista. Esta é umha tendência histórica na que um tipo de subjetividade, a consciência, tem cada vez mais importância na existência das pessoas. Isto fundamenta a necessidade histórica de que a classe obreira se transforme (ou eleve) ao nível de ser o primeiro sujeito histórico consciente, ao se constituir como proletariado revolucionário. Esta transformaçom só será possível coa constituçom do proletariado como classe independente e consciente graças ao seu partido, tanto a nível nacional, como a nível mundial coa Internacional Comunista.

2. Os povos.

A nossa espécie ao contrário que os demais animais está dividida em diferentes povos nos que existe toda umha série de caraterísticas distintiva no seu estilo de vida, na sua psicologia, etc. Trata-se de toda umha longa série de caraterística que diferença uns povos de outros. Este é um fenómeno social universal e inevitável. Se há umha caraterística entre todas estas particularidades nacionais que tenha umha especial importância, essa caraterística é a sua língua.

Pertencer a um determinado povo só significa que vives e trabalhas num determinado território onde habita esse povo mas, da mesma maneira que pode haver umha pessoa que forma parte do povo galego e que a língua que mais domina pode ser o chinês ou outra língua qualquer. Um feito real é que ao viver e trabalhar na Galiza esta pessoa está baixo a influência da sociedade galega, polo que há caraterísticas que a diferençam dumha pessoa da China. Cada sociedade tem as suas dinámicas próprias na contradiçom entre as diferentes classes sociais como sujeitos. Umhas contradiçons sociais que vam mudando ao longo do tempo.

Tamém temos que ter em conta que os povos aparecem e desaparecem inevitavelmente ao longo da história e que os países, os povos, ou as naçons, nom som os sujeitos históricos. Nom som os povos o sujeito que muda o mundo senom que som o marco histórico concreto no que os verdadeiros sujeitos históricos, as classes sociais de cada época histórica, as contradiçons, a luita e a guerra entre elas, som estas precisamente as que mudam toda a sociedade.

3. A origem do povo galego.

O povo galego igual que qualquer outro povo é umha criaçom histórica. Nom é um ser eterno que sempre existiu. As raízes do povo galego estám na idade média quando a romanizaçom da populaçom provoca o nascimento do galego medieval, do galaico-português.

Na idade média a sociedade galega, as formas de propriedade e de estado eram feudais, polo que era a aristocracia e o clero os que tinham o poder político. O caráter feudal da sociedade galega nom mudou nada quando Galiza deixou de ser um reino independente devido à invasom da Coroa de Castela.

Ainda que na Galiza nom se deu o triunfo dumha revoluçom burguesa dérom-se cousas como a Revoluçom Irmandinha, as revoltas camponesas contra os foros, nos séculos XVIII e XIX. Desde essa época até agora produziu-se umha radical transformaçom na nossa sociedade que deixou de ser umha sociedade feudal e transformou-se numha sociedade capitalista do centro imperialista. É mui importante entender que a vida da classe operária e da classe camponesa tem grandes diferenças segundo o país no que vivemos. As relaçons sociais nas sociedades semicoloniais e semifeudais tenhem caraterísticas diferentes da vida nos países do centro imperialista porque as contradiçons entre os diferentes sujeitos históricos (as classes sociais), tenhem umhas caraterísticas e peso diferentes.

A ocupaçom do Reino da Galiza polo estado feudal da Coroa de Castela produziu-se numha época em que tanto a burguesia galega como a burguesia espanhola eram um grupo mui reduzido, vinculado ao comercio e sem poder político. Co passo dos séculos a burguesia espanhola chegou ao poder mas a sua debilidade obrigou-a a chegar a alianças e ter que ceder poder político diante doutras classes, como passou coa sua aliança coa aristocracia e em particular coa aristocracia latifundista de Andaluzia, tamém tivo que se aliar co clero, coa burguesia galega e doutras naçons. É precisamente esta debilidade da burguesia espanhola o que a diferença doutras burguesias da Europa. De maneira que se o comparamos co caso da burguesia francesa podemos ver que a origem do seu “centralismo” foi a sua fortaleça. Foi este o motivo histórico polo que o Regime Espanhol é administrativamente mais descentralizado que o Estado Francês, para pôr um exemplo. É este mesmo motivo o que explica que o fascismo espanhol tenha muitos mais vínculos co clero cristiano do que tivo o fascismo alemám, tamém que continuem na atualidade a dar-se aulas de religiom cristiana nas escolas ou, que o Regime Espanol siga financiando ao clero Cristiano Romano cos seus fundos, etc.

4. Os nacionalismos.

O feito de que os costumes da sociedade galega, os hábitos de consumo, etc. tenham particularidades nacionais (dentro das margens dumha sociedade capitalista) unido, á debilidade da burguesia espanhola, foi o que fixo necessária a aliança entre a burguesia espanhola e a burguesia galega para poder consolidar o Estado. Algumha das consequências disto som que a maioria da burguesia galega abraçou o Estado Espanhol como próprio e que todos os partidos políticos que participam nas instituçons do Regime Espanhol, som instrumentos para reforçar o poder da burguesia galega ainda que a sede dum determinado partido esteja em Madrid. A comodidade da burguesia galega dentro do Estado está provada pola maneira em que a maioria desta burguesia defende o principal elemento ideológico que sustenta ao Regime: o nacionalismo espanhol. Como sabemos na maior parte da existência dumha sociedade dividida em classes sociais, as ideias da classe dominante som as ideias da maioria desta sociedade (excepto nos periodos em que a sociedade está numha crise total devido a umha guerra aberta entre as classes), é precisamente isto o que provoca que o nacionalismo espanhol seja o nacionalismo maioritário na nossa sociedade. Umha burguesia galega que aposta polo nacionalismo espanhol provoca que a maior parte da nossa sociedade adira a este nacionalismo. Se a maioria da burguesia galega aderira ao nacionalismo galego isto provocaria o aumento da porcentagem da populaçom galega que se posiciona com este nacionalismo.

O nacionalismo galego é umha resposta racional aos interesses da pequena e mediana burguesia galega. Que a populaçom galega prefira os produtos galegos aos produtos doutra procedência só pode favorecer aos burgueses com capital produtivo, ao pequeno e grande capital pesqueiro, ao setor de serviços turísticos, às marcas de alimentos de origem galega, a produçom de mercadorias de consumo individual, etc. Mas como a grande burguesia galega está satisfeita co Estado e a pequena burguesia nom pode ter independência política, tem como consequência que hoje na sua maioria, a pequena burguesia se posicione tamém co nacionalismo espanhol.

Como sabemos a opressom nacional do povo galego tem múltiples formas mas todas levam á disminuçom do uso da língua galega e ao aumento do uso do castelhano na sociedade. A alfabetizaçom das crianças no passado e pressente fai-se em espanhol. No passado histórico nom mui lonjano as crianças enfrentavam-se á proibiçom de usar a língua galega na escola mediante castigos físicos, com umha violência que era umha auténtica tortura cada vez que umha criança empregava umha palavra em galego numha “escola pública” (escola do Estado). A rotulaçom era toda em espanhol. No mundo laboral o emprego do galego está de facto proibido na maioria dos trabalhos de cara ao público, onde se trata com clientes, etc.

5. O independentismo galego.

Historicamente o independentismo galego conta com umha qualidade que o diferença de outros movimentos sociais da Galiza. Essa qualidade é ver ao Regime Espanhol como o inimigo do povo. Identificar ao principal inimigo do povo (o estado burguês) é politicamente avançado e é o primeiro passo cara a consciência da realidade do mundo no que vivemos. Esta qualidade tamém era compartida polo independentismo basco e catalám. De facto, realmente o independentismo galego estava mais avançado politicamente que a maioria do Movimento Comunista Espanhol, onde na sua grande maioria (com algumha honrosa excepçom), nom soubo identificar claramente ao inimigo, nem muito menos soubo fazer umha crítica do nacionalismo espanhol equivalente a que Ibrahim Kaypakkaya fijo do nacionalismo turco ou, a que Charu Mazundar fijo do nacionalismo indú.

Ainda que o movimento independentista foi um movimento politicamente avançado, nom chegou entender o verdadeiro caráter de classe do Estado Espanhol como aliança entre a burguesia espanhola e a burguesia galega. Tampouco entendeu que Galiza é um país do centro imperialista e nom umha colónia.

Se o exemplo do independentismo basco tivo aspectos positivos na Galiza, tamém tivo outros efeitos nom tam positivos. Um destes efeitos negativos foi concordar com um modelo de vanguarda armada ou, as teses da famosa “Alternativa KAS”, o “bloco dirigente”, coa sua linha política que colocava como objetivo obrigar ao Regime Espanhol a negociar a realizaçom dum referendo de autodeterminaçom, etc.

Sobre isto temos que remarcar as diferenças respeito dumha guerra popular, na que a atividade guerrilheira está inserida na estratégia geral de criaçom do novo poder revolucionário. A guerra popular onde o objetivo principal nom é eliminar forças inimigas, nem sair na prensa burguesa, nem negociar co inimigo do povo, etc. Outra diferença fundamental com respeito da guerra popular é que é, a guerra do povo, a guerra das massas armadas e organizadas conscientemente. Evidentemente tampouco podemos esquecer que sem ter constituido o partido proletário de novo tipo é impossível vencer ao inimigo do povo.

Como vemos os límites da atividade política avançada mas sustentada polo empirismo quedam mui claros se os comparamos coas possibilidades dumha prática social que esteja iluminada, unida, à teoria revolucionária como “guia para açom” do proletariado.

Como podemos ver aqui, todas as nossas críticas ao movimento independentista nom se fundamentam em que neste se deveria ter usado mais a palavra “socialismo”, qualquer outro termo ou, que gostemos dumha “retórica”, dum estilo “mais comunista” senom, a nossa defesa doutras teses políticas que implicam outra linha política.

6. A autodeterminaçom e a sua relaçom coa burguesia e o proletariado.

Historicamente a burguesia emprega duas vias para solucionar a opressom nacional, ou mediante um referendo de autodeterminaçom pactado co estado ou, mediante umha guerra de libertaçom nacional.

A autodeterminaçom das naçons tem caraterísticas diferentes segundo a realidade social concreta de cada povo. Numha colónia em certas condiçons, umha parte da burguesia pode apoiar um movimento independentista que se enfrenta a forças de ocupaçom estrangeira.

Umha boa parte da burguesia dumha colónia pode entender que a sua situaçom colonial fai impossível as mudanças sociais necessárias para que a sua sociedade se transforme numha sociedade capitalista “moderna”, com umhas caraterísticas similares as dumha sociedade do centro imperialista. Nos paises do centro imperialista a burguesia das naçons que sofrem opressom nom está interessada na independência nacional, senom que só está interessada no nacionalismo da naçom oprimida na medida em que isto pode servir para proteger o seu mercado nacional mas, nom até o nível em que apoiar a independência nacional significaria como nínimo, perder a sua influência como membro dum bloco imperialista. Porque é pertencer a um bloco imperialista o que lhe permite ter acesso aos recursos dos países economicamente atrasados. Uns países atrasados devido precisamente á sua condiçom de colónias ou semicolónias, umha consequência da divisom mundial do trabalho do imperialismo.

Na Europa da época das revoluçons burguesas durante os séculos XVIII e XIX, a burguesia das naçons oprimidas podia dirigir movimentos independentistas como parte das transformaçons sociais do programa burguês. Umha vez que no começo do século XX finalizou a época da revoluçom burguesa e começa a época da revoluçom proletária, a burguesia das naçons que sofrem opressom nacional na Europa já nom pode defender a independência nacional até o nível de enfrentamento que produz umha guerra de libertaçom nacional. O que si sucede é que certos setores da pequena burguesia e da classe operária sem consciência, assumam o que foi historicamente o programa burguês, assumindo como objectivo o da indepedência nacional mediante a criaçom dum estado burguês independente.

Finalizada a época histórica das revoluçons burguesas para que a burguesia dum pais oprimido da Europa apoie a independência nacional até chegar a dirigir as mobilizaçons das grandes massas numha guerra pola independência, só seria possível se umha grande potência mundial apoia-se essa independência. Seria isto o que faria possível que a mesma independência nacional que causará uns certos perjuízos económicos, poderia ser compensada ao ter a oportunidade de participar doutro bloco imperialista.

Naturalmente toda esta realidade da opressom nacional na Europa nom muda o feito de que o proletariado consciente dum país como Catalunha onde nom está constituido o partido do proletariado, deve apoiar a justa revindicaçom das grandes massas da autodeterminaçom nacional, mais ainda quando esta se concretizou num referendo ilegal de autodeterminaçom que debilitou ao Regime Espanhol.

O método pacífico do direito burguês que permite que a burguesia dum pais oprimido supere a opressom nacional consiste em que o estado burguês realize um refendo de autodeterminaçom. Neste referendo pode ganhar a independência e isto fai possível acabar coa opressom nacional mediante o nascimento dum estado burguês independente. Mas esta é a lógica da ideologia burguesa e do poder político burguês.

O proletariado revolucionário de cada povo oprimido deve escolher o seu futuro atendendo á sua história particular. Se o proletariado galego consciente quer a independência nacional (naturalmente supeditada aos interesses estratégicos do proletariado na luita de classes mundial), o que tem que fazer é colocar o seu projecto dumha República Socialista Galega como um objetivo estratégico na sua linha política, ademais de trabalhar para construir os instrumentos revolucionários que fam possível que as massas criem o novo poder. O nascimento do novo poder será o nascimento da República Socialista Galega. Construir a República Socialista Galega graças ao novo poder será a maneira em que o proletariado galego realizará a autodeterminaçom nacional e nom o método do direito burguês. Isto é umha questom muito simples e fácil de entender.

Coa nossa linha política estamos dizendo que a guerra popular no nosso país terá ao mesmo tempo um caráter de guerra civil e tamém um certo caráter de luita de libertaçom nacional. Umha situaçom na que a contradiçom entre o proletariado galego e a burguesia galega é o principal mas, na que a influência dum fator externo como é a burguesia espanhola, a influência do nacionalismo espanhol, o deslocamento a Galiza de unidades policiais estrangeiras, etc. podem ter a sua importância. Ademais como sabemos durante a maior parte do tempo os fatores externos atuam através dos internos.

7. Conclusom.

A autodeterminaçom das naçons nom é algo que poda estar fora da alternativa do proletariado para a nossa sociedade e para o mundo. Nós devemos ressaltar a grande diferença entre a postura política do proletariado sobre a autodeterminaçom com respeito ao direito burguês. A alternativa do proletariado que é o socialismo e o comunismo, nom segue a lógica jurídica do direito burguês para tratar a opressom nacional, a autodeterminaçom e a independência nacional.

O proletariado levará adiante a fracassada missom histórica da burguesia galega de criar um estado nacional mas, doutra maneira. O proletariado galego realizará a criaçom dumha república independente, algo que nos séculos XVIII e XIX quando a burguesia tinha um caráter revolucionário era ela quem o realizava. Mas o caráter de classe do novo poder é ser umha ditadura do proletariado e isto é algo totalmente diferente dos estados nacionais criados pola burguesia.

Se o proletariado galego quer umha República Socialista na Galiza o que tem que fazer é presentar o seu projecto, defende-lo dos ataques da reaçom e do revisionismo e, quando se dem as condiçons para a poder criar, faze-lo. O novo poder nasce mediante a consciência e o esforço do partido do proletariado, unido à mobilizaçom das massas armadas e organizadas conscientemente na guerra popular. Trata-se de “proclamar, defender e aplicar” o Marxismo-Leninismo-Maoísmo. Um processo no que a teoria revolucionária é a guia para a açom, é o instrumento para combater ao revisionismo que intenta ocultar a realidade social e, acaba por transformar-se numha prática social revolucionária.

Galiza Vermelha.

lunes, 7 de febrero de 2022

INDIA: Recordando al camarada Saketh Rajan (Prem)

El 6 de febrero de 2022 marca el 17.º aniversario del martirio del camarada Saketh Rajan.

          " Hoy moriré... pero un día volveré de nuevo… con millones...  " - Camarada Prem

                                                         

Por Koba Michael (20/01/21)

El nombre Saketh Rajan no necesita presentación en los círculos comunistas revolucionarios de la India. Es importante recordar al camarada Saketh Rajan y el camino que tomó para liberar a la gente de este país de las garras del imperialismo, la gran burguesía compradora y los grandes terratenientes.

El camarada Saketh Rajan nació en una familia ortodoxa de clase alta y casta alta de Mysore. Estudió periodismo y literatura en la universidad de Maharaja. Fue un estudiante popular durante sus días de universidad. Lector voraz y brillante polemista. Estaba molesto con la imposición de la emergencia e incluso pasó a la clandestinidad. Su amigo, ahora profesor de literatura inglesa en la Universidad de Mysore, el Dr. Lingaraj Gandhi dice que 'Los condenados de la tierra' de Frantz Fanon mostró un profundo impacto en él y nunca miró hacia atrás.

El camarada Saketh Rajan se unió al Instituto Indio de Comunicación de Masas (IIMC) en Delhi para su posgrado en periodismo. Luego se unió al movimiento estudiantil revolucionario organizado por la Unión de Estudiantes Revolucionarios de Toda la India (AIRSU). Se convirtió en miembro ejecutivo de AIRSU en 1985. Luego conoció al camarada Rajeshwari, quien luego se convirtió en su socio. Él construyó el movimiento revolucionario en los Ghats occidentales. Fue elegido Secretario del Estado de Karnataka del Partido Comunista de la India (ML) (Guerra Popular) en 2004. También fue elegido miembro del Comité Central como miembro suplente después del 9º Congreso de toda la India del CPI (ML) (Guerra Popular). ).

Luchó contra Kudremukh Iron Ore Company Limited (KIOCL) y frustró su plan de expansión en los Ghats occidentales sensibles desde el punto de vista ecológico. Luchó contra el Municipio Industrial de Japón cerca de Bangalore, que es una empresa conjunta de Imperialists y Comprador Big Bourgeoisie. Aplicó creativamente la línea política del partido a la condición concreta de Karnataka y trabajó con una perspectiva de zona guerrillera en ghats occidentales.

Sobre hacer historia y el Shudra Helotage

Adoptó la Metodología marxista y analizó la historia desde un punto de vista materialista histórico. El camarada Saketh Rajan figura en la historia como un verdadero intelectual. Su trabajo sobre la Historia de Karnataka publicado bajo su seudónimo 'Saki'. Making History fue lanzado en dos partes. Es divertido que el camarada Saketh haya escrito estos dos grandes volúmenes mientras estaba en la clandestinidad. Esto demuestra su dedicación. Hacer historia merece una mención especial. Es un análisis brillante de la historia de Karnataka y Andhra desde un punto de vista materialista histórico. Aquí, en Making History volumen I, elabora sobre el modo de producción de Shudra.

El camarada Saketh Rajan argumenta que la historiografía marxista india no fue concluyente sobre el período histórico temprano al caracterizar su modo de producción prefeudal. Expresando las razones, saki dice que India, al igual que China, Roma y Grecia, desarrolló su sociedad de 'primera' clase bajo la influencia local. Pero tal desarrollo en la India no condujo al desarrollo de un modo de producción esclavista. Al mismo tiempo, no pasó directamente al modo de producción feudal como lo hicieron países como Alemania. Queda claramente establecido por esto que el modo esclavo no es un modo universal ya que muchas sociedades cambiaron del comunismo primitivo basado en clanes al feudalismo directamente o a través de una etapa intermedia como nosotros.

Saketh caracterizó esta 'etapa intermediaria' llamándola esclavitud en un sentido general, y en particular, como Shudra Helotage que existía como la condición principal de la explotación laboral. Cita al eminente historiador RS Sharma diciendo: “El intento de colocar la antigua economía india en la camisa de fuerza del modo de producción esclavista está fuera de lugar… La sociedad india antigua puede llamarse una sociedad propietaria de esclavos en el sentido de que la gente empleaba esclavos domésticos, pero no puede caracterizarse como una sociedad basada en el modo de producción esclavista”.

Las características principales de un modo de esclavitud como la esclavitud, que es la principal condición del trabajo, los amos de esclavos son un componente importante de la clase dominante y los esclavos, un artículo comercializable importante, estaban ausentes en la India. Luego continúa categorizando las características de la helotría shudra. El camarada Saketh argumenta que las sociedades de primera clase asumen las formas más extremas de explotación laboral debido a la infancia de la sociedad de clases y el desarrollo inadecuado o la dispersión de los instrumentos productivos y varios otros aspectos superestructurales del dominio de clase que no se refinan. En el contexto de la India, la institución de Chaturvarna desempeñó este papel. La principal población trabajadora, los shudras, fueron condenados y consignados a la helotría. La extracción de excedentes y la perpetuación del dominio de clase solo fue posible debido al grado de barbarie de las clases dominantes brahmana y kshatriya gobernantes. Analizó la sangrienta guerra de Kalinga donde la mayoría de los historiadores elogian a Ashoka por el cambio de su corazón. Saki dice que el llamado cambio de opinión no le impidió convertir a las 150.000 tribus libres de Kalinga capturadas durante la guerra en shudra helotage para trabajar las tierras sita del estado Mauryan en la cuenca central del ganga. Las tierras de Sita eran las extensas extensiones agrícolas de tierra que estaban en manos del estado directamente, donde los cautivos de guerra, los shudras, eran sometidos a esclavitud. El excedente agrícola procedía del trabajo de los shudras. Por lo tanto, el período de la historia temprana de la sociedad posterior a harappana prosperó principalmente con la explotación del trabajo shudra. 

La siguiente pregunta importante es sobre la naturaleza del estado durante este período. Los estados de Mauryan y Satavahana se organizaron según el modelo propuesto por Arthashastra de Kautilya. Ambos son altamente centralizados y burocráticos. Como cualquier otro estado en la sociedad de clases de esa época, estos estados tenían características generales que incluían algunos detalles como la naturaleza centralizada, su enormidad y su inclinación por la actividad económica. El camarada Saketh Rajan observa que hay dos razones para un aparato estatal fuerte. Uno se debió a la guerra, que es el factor más importante que contribuyó al crecimiento de la esclavitud y el otro surgió del hecho de que los estados de Mauryan y Satavahana también poseían propiedades directamente, retenían y explotaban directamente a una gran población trabajadora.

En cuanto a la composición de la clase dominante, saki dice que estaba compuesta por un triunvirato que incluía al comerciante, al administrador militar y al sacerdote clero. Los estados de Mauryan y Satavahana representaban a estas clases. Este período también marcó el crecimiento de las ciudades que también marca las divisiones de clase en la sociedad. Las evidencias arqueológicas señalaron que los pueblos y localidades urbanas estaban poblados por las clases Sacerdote-Administrador-Militar-Comerciante.

La sociedad prefeudal existió durante 1000 años en el norte de la India y durante casi 500 años en el sur. Por esta razón, no puede calificarse como un 'fenómeno pasajero'. Saki escribe que 'Este largo período de su existencia no lo convierte en una formación social efímera sino en un modo de producción trascendental. Este largo período de existencia solo implica que no fue exclusivo sino que también se perpetuó a sí mismo. Este carácter que se perpetúa a sí mismo sugiere a su vez que se trataba de un modo exclusivo con ciertas leyes inherentes a él.

El camarada K. Murali (Ajith) en su obra “De conceptos y métodos sobre 'postismos' y otros ensayos” también señala el análisis del camarada Saketh Rajan sobre el modo de producción Shudra-Holding. Señala que el desarrollo histórico particular de Europa Occidental se eleva a una ley 'General/Universal'. Cualquier característica general de un sistema particular sería fiel a una parte limitada del mundo. Tomar tal desarrollo histórico de cualquier sociedad como universal solo resultará en bloquear las especificidades de varios modos de producción. El camarada Saketh Rajan aquí aplica creativamente el marxismo y destaca las particularidades del modo de producción prefeudal en la India y cómo es diferente del modo de producción esclavista.

También analizó las cuestiones del idioma y la nacionalidad en Karnataka y la religión como expresión ideológica de la sociedad de clases. Sus formulaciones se basaron en la ciencia del marxismo-leninismo-maoísmo. Con este trabajo, el camarada Saketh Rajan desafió las interpretaciones mecánicas existentes y la aplicación del marxismo a la realidad social. Aplicó creativamente el marxismo para analizar concretamente las condiciones concretas. El espacio en blanco que quedó en la Historia de la India fue llenado por él utilizando los mismos cimientos establecidos por la Historiografía marxista.

Dedicó su vida a la liberación de las masas indias. Incluso su relación con el camarada Rajeshwari estaba centrada en la revolución. Ambos fueron martirizados en el campo de batalla luchando contra el explotador estado indio. El camarada Saketh Rajan junto con otro camarada Shivalingu fueron martirizados el 6 de febrero de 2005 en los bosques de Chikkamagaluru mientras descendían por una pendiente. Le dispararon en la cabeza después de una tortura extrema por parte de las fuerzas estatales. El camarada Saketh Rajan se destaca en la historia como un gran comunista y materialista histórico. Recordemos al camarada Saketh Rajan y llevemos adelante su aspiración de construir una Nueva Sociedad Democrática en la India.

Referencias:

La mayor parte de la parte biográfica del camarada Saketh Rajan está tomada de 'Saketh Rajan Internet Memorial for Revolutionaries'. 

'Haciendo historia de la gente de Karnataka y su pasado' - Volumen I De la Edad de Piedra al mercantilismo - SAKI, Vimukthi Prakashana, Bangalore, 1998

De conceptos y métodos sobre 'postismos' y otros ensayos - K.Murali (Ajith), noviembre de 2020

Koba Michael es estudiante de Historia y Ciencias Políticas.

https://countercurrents.org/2021/01/remembering-comrade-saketh-rajan/?fbclid=IwAR2qZibY3-puUIBjHt7Goa3GUSDmU3v6PuIsmb8-o89vb3Zi9KOnsnRwBag

MÉXICO: SOL ROJO: Breves iniciando semana


 


Líbano. Una manifestación de apoyo al comunista preso, Georges Ibrahim Abdallah se registró en la Ciudad de Sidón ante el arribo de la embajadora francesa Anne Grillo. Con carteles, consignas y pintas, las y los activistas rechazaron la llegada de la representante del imperialismo francés a quien responsabilizan de la detención arbitraria de este héroe de los pueblos de Líbano y Palestina, gran defensor de la causa de liberación nacional de estos países y gran internacionalista proletario. La embajadora francesa tuvo que salir huyendo en medio de empujones e intercambio de golpes entre manifestantes y soldados; corrió protegida por los servicios de seguridad del viejo Estado. Por los megáfonos un activista denunció: “Hemos venido a condenar la visita de la embajadora francesa a la ciudad de Sidón, ya que la embajada no es bienvenida en las tierras de la heroica Puerta Sur y la capital de la resistencia… su país detuvo a nuestro héroe revolucionario, Georges Ibrahim Abdallah, y lo mantiene en sus prisiones desde hace 38 años”. El próximo 10 de febrero el Tribunal deberá emitir su resolución final respecto a la solicitud de extradición del comunista preso hacia su país de origen. Como hemos informado antes, el camarada Georges Ibrahim Abdallah es un prisionero político y un rehén del imperialismo francés y estadounidense, en connivencia con el sionismo.  

 

 

Perú. El Sindicato Único de Trabajadores de la Educación de Perú (SUTEP) está convocando la realización de su primer seminario pedagógico-sindical, haciendo un análisis de la situación nacional en el contexto internacional de la lucha de clases. Mediante un llamamiento y un concreto estudio de esta situación los camaradas detallan: “En el momento actual, este Gobierno reaccionario y vendepatria, solo ofrece una fidedigna continuidad derivada del golpe de Estado del año 1992 con un Camino Burgués y ornamentado con el cretinismo parlamentario. En Educación, todos los días vociferan las Autoridades Estatales: "clases presenciales" a partir del mes de marzo. Compulsan esta directriz para satisfacer las ansias de la Gran Burguesía Compradora, propietaria de las empresas lucrativas enmascaradas como "universidades particulares" y los monopólicos "colegios particulares" (caso de la ciudad de Lima donde cobran mensualmente entre 5 000 a 6 000 Dólares)… Este Seminario potencia una Concepción correcta para comprender cómo la Educación es una Institución ubicada en la Superestructura, que no sirve al pueblo y, el Currículo, es anticientífico, antipopular y antinacional sustentado en una Filosofía Idealista y Metafísica, hasta inclusive Semifeudal y Semicolonial. Con el tema de la Didáctica de las Ciencias Naturales y las Ciencias Sociales, se plantea el propósito de determinar su dimensión de Ciencia, objeto de estudio, clasificación y la Didáctica inherente. Finalmente se sustenta la Propuesta Educativa del SUTEP refrendada en los Estatutos del año 1972-2003. Poner la Educación al servicio del pueblo y no como mercancía de lucro, exonerada de pagar impuestos como se viene haciendo actualmente”. 

 


 

Guerrero, México. El gobierno reaccionario de la morenista Evelyn Salgado (hija de Félix Salgado Macedonio, quien fuera acusado de abuso sexual) reprimió una manifestación de estudiantes de la Escuela Normal “Raúl Isidro Burgos” de Ayotzinapa. Los hechos ocurrieron este viernes 4 de febrero cuando la base estudiantil iniciaba acciones de protesta en la caseta de Palo Blanco, en la Autopista del Sol, en ese momento una tropa de 800 elementos antimotines arremetió contra los jóvenes disparando granadas de gas lacrimógeno, golpeando todo a su paso, hiriendo a decenas de estudiantes y deteniendo al menos a cinco de estos. Las madres y padres de los 43 normalistas desaparecidos de Ayotzinapa se han pronunciado contra este nuevo capítulo represivo, y señalan que los estudiantes protestaban exigiendo presentación con vida de los 43. Mediante un comunicado el comité de madres y padres ha enfatizado: “Las madres y padres de los 43 estudiantes desaparecidos condenamos enérgicamente la represión contra los estudiantes de la Normal Rural de Ayotzinapa. Es evidente que este gobierno ha mostrado su verdadera vocación represora. No existen diferencias entre el régimen represivo de gobiernos priistas y perredistas con el actual. Se evidencia una continuidad en la práctica represiva contra los movimientos sociales y principalmente contra los estudiantes de la Normal Rural de Ayotzinapa. La normal se ha convertido, como en el viejo régimen, en el principal enemigo de este gobierno”. 

 



Chiapas, México. Una huelga de hambre ha sido iniciado por personas provenientes de diversos países frente a las oficinas del Instituto Nacional de Migración en Tapachula, la ciudad cárcel que retiene ilegalmente en condiciones infrahumanas a miles de trabajadores migrantes que buscan llegar a los EE.UU. El gobierno de AMLO y su autoproclamada 4T sirve como policía migratorio de la bestia yanqui imperialista. AMLO, además de realizar cacerías humanas y lanzar campañas de odio racial contra los trabajadores migrantes desde los distintos niveles de gobierno, es un gran mentiroso pues en sus declaraciones asegura que “no hay detenciones ni persecuciones” y que “solamente cuida de la integridad” de las caravanas migrantes. Miente también al ofrecer programas asistencialistas como “empleo temporal y alimentos” a los migrantes a quienes se les tiene negada una estancia digna en México. Miente finalmente al decir que habrá visas humanitarias y documentos que les permitan transitar por nuestro país. Esta huelga de hambre donde los participantes se distinguen con listones verdes en sus hombros ha estallado precisamente por las condiciones precarias en que el viejo Estado mexicano mantiene sometidos a los trabajadores migrantes, justo como lo detalla uno de sus participantes “Este brazalete significa que estamos en huelga de hambre porque el INM nos ha tomado el pelo, nos ha hablado con puras mentiras, queremos cosas concretas, hechos, queremos irnos de aquí, salir y llegar a nuestro destino”. Desde el estallido de la huelga el 4 de febrero, se han registrado nuevas detenciones ilegales por parte de personal del INM.

sábado, 5 de febrero de 2022

INDIA: "Condenamos la falsa propaganda de la "rendición de Hidma, uno de los principales lideres maoístas" ¡Combatamos el ataque psicológico que se está llevando a cabo por el gobierno! PCI(Maoista)



Condenamos enérgicamente la falsa propaganda de que el camarada Hidma, miembro del Comité Zonal Especial de Dandakaranya (DKSZC) del PCI (maoísta) y comandante de batallón, se ha rendido.

El gobierno central y los gobiernos estatales de Telangana y Chhattisgarh están por un lado intensificando la ofensiva militar contra la revolución, mientras que por otro lado están diciendo mentiras y medias verdades. Están distorsionando los hechos y difundiendo mentiras y calumnias contra el partido.

La policía ha detenido a un hombre llamado Madvi Hidma y ha afirmado falsamente que tenía una recompensa de 25 lakh por ser un maoísta de alto nivel y muy duro.

Nuestros activistas y revolucionarios nunca creerán esa falsa propaganda. La policía llevó a cabo esta viciosa campaña para engañar al pueblo oprimido, a los intelectuales pro-pueblo, a los partidarios y simpatizantes del partido. Pero la verdad nunca puede ser oscurecida por la falsa propaganda. Nuestro comandante de batallón, miembro del Secretariado del DKSZCM, camarada Hidma, está a salvo con el pueblo de Dandakaranya en las bases guerrilleras.

El DKSZC llama a los oprimidos, a los grupos sociales, al pueblo, a los demócratas y a los patriotas a condenar y oponerse con vehemencia a la falsa propaganda y a la guerra psicológica de estos gobiernos antidemocráticos. Les instamos a participar activamente en la lucha de clases, la guerra de guerrillas y la guerra civil.

Vikalp

Representante

Comité Zonal Especial de Dandakaranya (DKSZC)

CPI (Maoísta)

viernes, 4 de febrero de 2022

TURQUIA: Militantes del TKP/ML cortan carretera para celebrar el 50 Aniversario de la fundación del Partido.


Militantes del TKP/ML, bloquearon la carretera con cocteles molotovs en el lado anatolio de Estambul, saludaron al TKP/ML en sus 50 años de lucha y colgaron una pancarta con el lema "Gloria a nuestros 50 años de lucha"
https://www.tkpml1.net/blog/tkp-ml-militanlari-molotoflarla-yol-kesti.html

jueves, 3 de febrero de 2022

INDIA: 2-2-22 marks the 12th Martyrdom of Comrade Swapan Dasgupta, The first Political Prisoner to die as a UA(P)A prisoner in custody!

 

Who murdered this Comrade even before his trial started? Who was responsible for this state-sponsored institutional murder? The ones who shed crocodile tears for Fr. Stan Swamy, CPI (M) murdered Swapan Dasgupta. CPI (M) Government of West Bengal led by Buddhadeb Bhattacharjee arrested Bangla People's March Editor, Swapan Dasgupta on 6 October 2009. Swapan was arrested by the Special task force attached to the Kolkata Special Branch police at night after his house was raided.
He was kept in the Police stations for 28 days and was subjected to mental torture and continuous interrogation without any break. Swapan who was 60 years old at that time was forced to sleep on the cold floor without any mat or blanket in the cold weather despite being informed about being an asthma patient. On November 3 2009, he was sent to Presidency jail and his relatives and comrades came to know that he was taken to hospital following the physical and mental torture faced by him. On 17th December, he was admitted to SSKM hospital with asthma and respiratory troubles and doctors also confirmed that he was suffering from leprosy and Blood cancer.
Swapan Das was left uncared in the general ward for which the State Government, State Police and jail authorities were also responsible. Even the hospital authorities blamed jail authorities and state government for negligence and many social scientists, academics, social activists blamed the state as he was not provided with the necessary medical attention including blood transfusions. Swapan's condition deteriorated and was shifted to ICU on January 30 was kept on a ventilator. At 5 am on February 2 2010 Swapan Dasgupta was murdered at the age of 61 just like Fr. Stan Swamy was killed.
Swapan who started Bangla People's March in 2004 has a valid press registration number—-WB BEN/2004/15681, and It was not banned in Bengal. Swapan who worked as a Personal assistant to the Collector of Central Excise in orrisa was part of CPI and later CPI(M) during his young days. When the Spring Thunder shook the Indian government, he embraced Naxalism and joined CPI (ML) groups which later unified as CPI (Maoist). Police didn't have any evidence him of being a member of CPI Maoist but arrested him just for having dissent against the Indian ruling class in which CPI(M) is also part.
Usage of UA(P)A is not only practised by Bengal CPI(M) also by Kerala CPI(M) government. Journalist and Editor of People's March English, Comrade Govindankutty was arrested under UA(P)A by CPI(M) government of VS Achuthanandan in 2007 making him the 1st Journalist and Marxist to be arrested under UA(P)A in Kerala and his case the 2nd UA(P)A case in Kerala. Till now the chargesheet is not even filed against him by the police.
Even now in Bengal and Kerala, there are UA(P)A Prisoners who were arrested by CPI (M) government. Those UA(P)A cases and UA(P)A on Sharjeel Imam, Umar Khalid, Fathima Gulfisha, Sidheeq Kappan, Bhima Koregaon Political Prisoners are NOT different. If you are against the draconian - anti-Democratic law, UA(P)A, clench the fist against the ruling class and all the parliamentary parties!
Repeal UA(P)A!
Quash All UA(P)A cases!
Release all Political Prisoners!
Rise up against the parliamentary - revisionist parties that fake as Anti Fascist parties!

INDIA: Los prisioneros invisibles (Palabras de Azadi desde la India)


Una de las cosas que más sorprendentes que descubrí es que en India no hay prisioneros políticos. ¿Sorprendidos? ¡pues yo también! ¿Como es posible? Fácil, la respuesta es UAPA, la controvertida ley de prevención del terrorismo.

Tras la última modificación por el gobierno de Mo(Do)Shah, la ley se puede aplicar contra todo aquel que lleve a cabo actividades ilícitas contra el país. ¿Y que es una actividad ilícita? pues cualquier actividad dirigida contra la integridad y la soberanía de la India ya sea expresada de viva voz, por escrito o a través de carteles, etc… Y como Mo(Do)Shah se consideran a sí mismos India, cualquiera que sea pillado expresando ideas contrarias al trio, o escriba criticando la política del trio…puede ser acusado de terrorismo. Ah! y sin olvidar que el trio le tiene fobia a los libros y poseer determinado tipo es otra razón mas para ser arrestado aunque sean libros fáciles de adquirir en librerías u online como libros de Mao, Engels, Gramsci….

Cuando Mo(Do)Shah no existía y eran simplemente la oposición política en el parlamento, se opusieron a la ley antiterrorista UAPA porque les podía afectar directamente a ellos que habían estado envueltos en crímenes como la matanza de Gujarat en 2002. Una vez en el poder, modificaron la ley tras ser reelegidos de modo y manera que la ley no era solo contra organizaciones políticas y sociales, legales o no. Con la última enmienda, cualquier persona puede ser inculpada y no solo eso sino que recae en el acusado/a la responsabilidad de demostrar su inocencia y si hay algo en lo que Mo(Do)Shah es un experto en crear pruebas falsas y utilizar tecnología de última generación para crear pruebas inculpatorias a través de programas como Pegasus. Un programa que permite no solo acceder a los archivos del teléfono y ordenador, sino que puede ser manipulado para cortar, pegar, crear…conversaciones y mensajes que nunca han existido.

Y la pregunta del millón es, ¿Quién es un prisionero político?

Está claro que a MoDoShah no le interesa ahondar en el tema ni reconocer su existencia. Aquellos encarcelados son simplemente terroristas que pretendían atentar contra la unidad del país e incluso hubo un tiempo que intentaron hacer correr la historia de que los encausados de BK16 estaban urdiendo un plan para asesinar a Modi.

Pero los prisioneros políticos, no son solo cosa de MoDoShah. Aunque parezca mentira, hoy en día hay un montón de pesudo-marxistas, izquierdistas y liberales que están peleando y copando las redes sociales pidiendo el retorno del Partido del Congreso para acabar con la amenaza fascista de MoDoShah sin darse cuenta de que ellos fueron los primeros en abrir la puerta al fascismo en el país y parecen haber olvidado que son tanto o más monstruosos que ellos. Ellos ilegalizaron el partido considerándolo la amenaza más grande contra la integridad del país y fueron ellos quienes diseñaron las primerias estrategias para acabar con el partido y así dar paso libre a las multinacionales para que accedieran a los recursos naturales en tierras de adivasis yendo en contra de la propia constitución india además de llenar sus bolsillos con frutos de unos acuerdos que ya nos gustaría conocer a fondo. Ellos crearon el monstruo que ahora MoDoShah alimenta y lo que les asusta es que la gente recuerde y redescubra, que fueron ellos, los que se consideran a si mismo marxistas, comunistas, socialistas, progresistas los creadores del monstruo. No admiten que se les cuestione lo que realmente es divertido y hace que tu lista de seguidores, contactos en FB o Twitter cambie a la velocidad de la luz especialmente en un país que ama la rumorología y donde pocos se detienen a descubrir, investigar, a recabar datos de lo que está sucediendo. Realmente hay días en que una se siente alienígena total aquí, porque tratar de entender es como preguntar que fue primero, si el huevo o la gallina. Ignorar el hecho de que fue el partido del Congreso (aún estoy intrigada como es que lo consideran de izquierdas) quien inicio las salvajes cacerías desde que consiguieron que el partido fuera declarado ilegal y terrorista: Salwa Judum, Caceria Verde o Green Hunt, …es ignorar porque hay tantos e ignorados prisioneros políticos. 

Conocemos al profesor Saibaba o Rona Wilson, Sudhir Dhalwale, Anand Teltumbde, Gautam Navlakha, VV Rao, Vernon Gonsalves… gracias a las campañas internacionales exigiendo su libertad,  pero no es menos cierto que hay miles de prisioneros políticos que desconocemos. Hay muchos jóvenes prisioneros de los que la sociedad ignora su existencia a quienes se les impuso la ley antiterrorista acusados de ser maoístas o poseer libros de Mao, o hablar acerca de la obra y pensamiento de Mao… difundir ideas es peligroso en India. Los universitarios lo saben pues es el otro coto de caza del trio: los campus universitarios.

Aunque se consiga, si es que se consigue, la libertad bajo fianza (la UAPA no la contempla), todas estas personas tienen que personarse regularmente en el cuartel de la policía, carecen o no tienen derecho a pasaporte y sus vidas están más “vigiladas” que la de cualquier ciudadano. Y aunque parezca extraño leer que el Tribunal Supremo dijo que seguir una ideología no es base suficiente para encarcelar a nadie y es un derecho individual e inalienable creer en lo que uno quiera, el número de personas arrestadas solo por levantar su voz contra las injusticias cometidas o por cometer del gobierno, la verdad es que el número de personas encarceladas ha incrementado notablemente.

Según los pocos datos hechos públicos por el gobierno, desde 2014 hasta 2020 se registraron 6900 casos utilizando la UAPA. Cada caso puede tener más de un acusado. La principal razón: pertenecer o estar vinculado o simpatizar con el partido.

De todos esos casos registrados desde que el fascismo llego al poder, 4021 casos están pendientes y/o bajo investigación. Los datos del año 2021 no están aun disponibles en la pagina web.

Deciros que de los casos UAPA , el 43% duran entre uno y tres años, el 17% entre tres y cinco anos y que alrededor de un nueve por ciento dura más de cinco años.

Hay algunos estados del país que copan el 90% de los casos:

Jammu & Kashmir - 505 casos (número totalmente irreal porque desde la abrogación del 370, mas de 2000 personas han sido arrestadas y la información acerca de ellos es poca o nula)

UP – 1397 casos

Bihar – 567 casos

Jharkhand - 516 casos (número también inexacto pues se sabe que hay alrededor de tres mil adivasis acusados de terrorismo y/o sedición.)

Assam – 1003 casos + 102 minimo del año 2021

Manipur – 2158 - Llama la atención que siendo uno de los estados más pequeños de la India (apenas el 0,2% de la población total) como es Manipur tenga tan alto número de casos. Además, es territorio AFSPA al igual J&K
  
Recordad que son más de diez mil los prisioneros políticos y si añadimos los adivasis evidentemente el numero aumento casi en un 40%.
 
Así que ya sabéis, esperamos vuestro apoyo porque necesitamos de un gran vozarron para dar a conocer lo que esta sucediendo.

#LibertadParaLosPresosPoliticos

#LiberadALosPresosPoliticos

miércoles, 2 de febrero de 2022

ITALIA: MILAN- In the two days of International Meeting of ICSPWI great demostration agaist fascist and genocide Modi ! (maoistroad)

  Indian Consulate Milan India

indian workers in struggle organised from Slai Cobas - member of International Committee Support people's war  burn Modi's portrait 

PERÚ: El gobierno reaccionario encabezado por el rondero oportunista contrarrevolucionario se debate acosado por la crisis y los escándalos

 


 

La crisis en que se debate el actual gobierno reaccionario del viejo Estado,  terrateniente-burocrático al servicio del imperialismo principalmente yanqui, es expresión inequívoca del mayor hundimiento del viejo Estado y la vieja sociedad que representa y defiende. Esta podrido de cabo a rabo.

El gobierno reaccionario encabezado por el rondero oportunista contrarrevolucionario es un gobierno salido de fracaso de las elecciones reaccionarias del 2021, en el cual no logró ni el 11% del censo electoral, sin un partido propio pues fue elegido por el vientre de alquiler de los hermanos Cerrón y luego a tratado de conformar uno propio en base al Modavef de las ratas de la LOD revisionista y capitulacionista, llamado Frente Magisteria  y Popular y otros cuantos parlamentarios tránsfugas buscapuestos agrupados en el „Frente Democrático, del cual ha nombrado a su nuevo primer ministro Valer. Entonces es un presidente que elige ministros y personajes de segundo orden, que para lograr apoyos ofrece ministerios recién ocupados a sus interlocutores del momento, un presidente que está demostrado está por botin, pero carece de la estructura que tenía el fascista García Pérez, a quien imita en esto pues negocia directamente con los contratistas del viejo Estado para obtener su parte, la „coima“ o „cutra“ millonaria, osea es un presidente cutero, que se rodea de una especie de banda provinciana de sanguijelas. Gavilla de delincuentes, que han llamado sus propios ex-ministros „el gabinete en la sombra“, con estos negocia los contratos públicos y los puestos en la administración estatal, esa es la realidad.

Es un hombre torpe hasta la coronilla, pero más aún se jacta de exhibir su torpeza e incapacida, es decir a hecho de su torpeza una virtud.  No tiene control en el Parlamento, es un gobierno frágil, sin sustento ni base propio que determina una pugna como siempre con los parlamentario que representan la facción compradora de la gran burguesía. Toda esta contienda ¿a qué lleva?, a una situación de entredicho mayor cada vez entre Castillo y el Parlamento, estó ha puesto al país al borde del golpe de estado, aunque algunos apuntan que son más los escándalos y las torpezas del rondero oportunistas los que están propiciando su vacancia. Bueno, creemos que de acuerdo a la tradición del país en estos caso no ha de durar mucho, esto quiere decir que está hundido en una profunda crisis, cada día que pasa es un día más que se ha mantenido. Por eso Castillo parece buscar la salida cometiendo más torpezas y envolviéndose en mayores escándalos para provocar que el parlamento lo vaque y esperar que suceda algo parecido a la vacancia de Vizcarra encabezada por Merino. Por eso se ve tanta pelea por el ministerio del Interior y por poner mandos policiales „chotanos“. En ese supuesto caso, el agregado a esa salida reaccionaria a la crisis sería que provoca una crisis de grandes proporciones después de provocar su vacancia, se  grita Golp! Golpe! y se manipula para que se produzcan grandes protestas y él regresaría a palacio como Cristo caminando encima de las aguas y, luego, abriría las puertas para la salida reaccionaria de la constituyente, la salida a la chilena. Ese sería el segundo premio de la loteria que busca este rondero oportunista podrido Castillo terrones.

Los diarios informan de la crisis y el nuevo gabinete del gobierno reaccionario que juramento ayer, asÍ:

„El mandatario Pedro Castillo tomó ayer juramento a su tercer gabinete ministerial en lo que supone apenas el inicio del sétimo mes de su mandato. En paralelo, se produjo la salida del secretario de la Presidencia, Carlos Jaico Carranza, quien confirmó en su carta de renuncia la presencia de un “gabinete en la sombra” en Palacio“ (Todos los diarios).

„El encargado de liderar el flamante Consejo de Ministros, como ya mencionamos, es el legislador Héctor Valer, que llegó al Parlamento de la mano del partido Renovación Popular, para de allí mudarse a Somos Perú-Partido Morado y, de allí, a la bancada Perú Democrático… todo en un semestre. Valer, como se sabe, no ha ocultado su simpatía por convocar  y fue investigado en la Comisión de Ética Parlamentaria por espetarle al legislador Héctor Ventura durante una sesión de la Comisión Agraria  luego de que este último intercediera por la parlamentaria Vivian Olivos“ (El Comercio).

„El parlamentario de pasado aprista Héctor Valer Pinto asumió le jefatura del gabinete ministerial. Ya anteriormente el legislador había tenido intervenciones en el Congreso en defensa del gobierno de Castillo.

Su designación se produce en circunstancias en que Valer logró conformar en el Parlamento una nueva bancada bajo el nombre de Perú Democrático. Es decir, siete valiosos votos, ante la eventualidad de decisiones políticas críticas, en medio de la confrontación entre Ejecutivo y Legislativo.

Héctor Valer fue elegido congresista por Lima con 20.948 votos, con el partido Renovación Popular. El 23 de julio del 2021, antes de asumir el cargo parlamentario, renunció a esta bancada y se integró a las filas de Somos Perú.

Pero el 7 de enero de este año renunció a Somos Perú para conformar su nueva bancada, de la cual se hizo vocero.

El renunciante ministro de Economía Francke sentenció:

“Es de particular importancia fortalecer la lucha contra la corrupción, ese flagelo que penetra todos los niveles del Estado y que tanto daño hace. Es la única manera de ser fieles al mandato popular de hacer cambios profundos en democracia”“ (La república)

 

martes, 1 de febrero de 2022

ECUADOR: ALUVIÓN, LATIFUNDISMO Y MUERTE EN EL D.M. DE QUITO (FDLP-EC)

Más de 20 muertos y otro tanto similar de desaparecidos después del fuerte aluvión en La Gasca, barrio centro-occidental de Quito.

¡Cuánta desgracia!; como siempre, parecería que la naturaleza se ensaña con los más pobres, con aquellos que tienen que buscar cualquier espacio físico, por más hiperdegradado que sea para poder construir sus viviendas, escenarios geográficos con innumerables peligros naturales y que además son potenciados por la miseria.

Las autoridades municipales básicamente señalan que la responsabilidad es de quienes construyen viviendas en áreas no autorizadas, en “zonas de riesgo”.

Lo que no se dice es que el viejo Estado burocrático-terrateniente no puede ni quiere solucionar el grave problema de vivienda que aqueja a las mayorías; que las masas, para mediovivir, levantan cuatro paredes y un rústico techo en cualquier espacio donde elementalmente sea posible hacerlo, tanto así que han tenido la necesidad de habitar en sectores (como es el caso de la ciudad de Quito) que están sobre los 3.500 metros sobre el nivel del mar, por encima de las faldas del Pichincha, sin transporte, servicios básicos, vías, etc.

La lucha por tener una vivienda en las grandes ciudades del país se ha convertido también en una lucha por la tierra. En el Ecuador la figura de los terratenientes no necesariamente está encadenada a la propiedad de grandes latifundios en el campo, en el área rural, también se expresa en las ciudades, donde podemos hablar de la existencia del latifundio urbano. No es extraño que poderosos grupos económicos como El Juri, Deller, Uribe-Schwarzkopf, posean miles de hectáreas (fraccionadas en terrenos) en el distrito metropolitano de Quito, concentrando la tierra destinada a grandes proyectos inmobiliarios o la especulación en el mercado de bienes raíces, en contraste a centenares de miles de quiteños que viven en terrenos baldíos, mientras pueden; en quebradas, bajo los puentes o en áreas reducidas, con una altísima tasa de densidad y precariedad.

La gran concentración de tierras urbanas es un proceso que está atado al clientelismo político. Deller, la familia Paz Delgado, (entre otros) se ha posicionado en vastas extensiones de tierra urbana a través de la concesión de importantes espacios urbanos y periféricos. Terrenos como el del Centro Comercial San Luis y El Jardín, como ejemplo, son producto de dolosas concesiones por 99 años sin que de por medio estos grupos económicos hayan tenido que pagar un solo centavo por esas tierras. No diferente sucedió con el complejo deportivo de la Liga Deportiva Universitaria en La Pampa, en Quito, la figura de la concesión lo resuelve todo en favor de las clases dominantes.

Otro vehículo para el apropiamiento de tierras es la gentrificación, es decir, el desplazamiento o expulsión de las masas de áreas con potencial para la inversión y alta perspectiva de renta. Los acaparadores, amparados en la corrupción de alcaldes y autoridades municipales se apropiaron de tierras que pertenecían inclusive a comuneros, como sucedió en los barrios de Cumbayá (Tanda), cerro El Auki, Calderón, etc.

El aluvión que ha afectado a miles de familias que viven en la periferia urbana no solo es producto de un fenómeno natural, sino que también expresa la crítica situación en la que tienen que vivir los sectores populares más deprimidos, explotados y marginados. Los responsables están plenamente identificados, el viejo Estado, los nuevos grupos de latifundistas urbanos, las autoridades municipales clientelares y corruptas, y una caduca sociedad que permanente y sistemáticamente empujan a los más pobres, a los miserables, a los parias, a la desgracia y a la muerte.

El Frente de Defensa del Pueblo del Ecuador expresa su más profunda solidaridad con las masas afectadas, sobre todo aquellas que han perdido a sus familiares producto de la inacción estatal. Para los responsables, nuestro más sentido odio de clase.

 

¡NI PERDÓN NI OLVIDOS PARA LOS VERDUGOS DEL PUEBLO!