sábado, 20 de agosto de 2016

FILIPINAS: El gobierno reaccionario declara un alto al fuego indefinido cara a las negociaciones de Oslo.





correovermello-noticias
Manila, 19.08.2016
El gobierno reaccionario presidido por el nuevo mandatario Rodrigo Duterte, ha ordenado un cese al fuego indifinido y la liberación de un numero indeterminado de presos políticos maoístas, para puedan participar, en calidad de asesores, en una nueva ronda de conversaciones a celebrar en la capital de Noruega.
El responsable del equipo de negociadores reaccionarios, Jesus Dureza, declaró, en una rueda de prensa en el aeropuerto Aquino, antes de partir a Oslo, "que el alto al fuego se mantendra todo el tiempo que sea necesario para alcanzar un Acuerdo de Paz".
Fuentes del ejercito reaccionario afirman que respaldan la decisión del presidente Duderte infoma la agencia Reuters.

jueves, 18 de agosto de 2016

BRASIL:Companheira Sandra Lima: presente na luta!

Companheira Sandra Lima: presente na luta!

Ano XV, nº 175, 2ª quinzena de Agosto de 2016
JOÃO ANTÔNIO | MÁRIO LÚCIO DE PAULA

 
As mulheres sustentam sobre seus ombros a metade do céu e devem conquistá-lo.Mao Tsetung
“O nosso país e nosso mundo são um fogo de monturo. As revoltas contra a opressão, exploração, preconceitos, são um braseiro, estão se gestando. As rebeliões que estamos vendo até agora são labaredas, explosões que ocorrem aqui e acolá. Esse mundo se levantará parte por parte para derrotar esse sistema de ódio, de opressão e de miséria, para dar lugar a um mundo novo, de novos homens e novas mulheres, sem qualquer tipo de diferença e opressão. Companheira Sandra, queria que vivesse mil anos porque precisamos de você. Porque as massas pobres do nosso país precisam de você. Nós vemos hoje o fracasso colossal de um projeto demagogo, oportunista, que fala em nome daqueles que consagram verdadeiramente a sua vida e luta para a causa da libertação do povo, e que agora vemos ruir de uma forma vergonhosa. Todos oportunistas se tratam de difamar a esquerda e os comunistas em cima do julgamento dos atos daqueles que não tinham e não têm nada de esquerda. Verdadeiros revolucionários, como a companheira Sandra, aqueles que ela vanguardeou, e ajudou a formar nas novas gerações, estão muito mais fortalecidos, muito mais otimistas, com muito mais clareza. Nosso mundo está prenhe de revolução e não há outro caminho para emancipar a humanidade de todas essas mazelas, de todas essas crueldades e monstruosidades que caem sobre as massas no dia a dia. Essa luta será prolongada, árdua, difícil. Por isso queria que a companheira vivesse mil anos. Levantaremos você como nosso estandarte, bem alto, bem visível para dizer: sempre presente na luta.”
Trecho da intervenção da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP) nas homenagens a Sandra Lima

Sandra Lima participando de manifestação no Centro de BH
Conforme noticiado na edição anterior de AND, na noite de 27 de julho, o proletariado e as classes revolucionárias em nosso país perderam uma de suas mais valorosas filhas. Faleceu, após uma cirurgia para remoção de um tumor cerebral, aos 61 anos, a companheira Sandra Lima.
Com o mesmo espírito de luta que combateu o imperialismo e os reacionários, o revisionismo e todo o oportunismo, Sandra Lima enfrentou ao longo dos anos sérios problemas de saúde. Passou por cirurgias, pelo coma, pelas dores provocadas por uma doença autoimune. Diante das massas e dos inimigos de classe, jamais demonstrou dor ou vacilação. Nunca cedeu. Estava, como sempre, otimista no momento da última cirurgia.
Desde seus primeiros dias, e mesmo antes de sua fundação, o AND teve na companheira Sandra Lima uma entusiasta, uma incansável apoiadora, uma grande colaboradora e uma destacada propagandista.
Sandra Lima batalhou, constantemente inconformada, para encontrar o caminho de libertação do nosso país. Não era apenas uma dirigente popular, não apenas uma combatente cumpridora das tarefas, dedicada, abnegada, mas uma dirigente proletária, forjada na luta de classes, forjada na ciência do proletariado. Sandra era uma comunista convicta. Possuía a compreensão de que, sem o partido revolucionário do proletariado, não pode existir libertação de nosso povo e de nossa Nação. Nos últimos 20 anos de sua vida, dedicou-se, ao custo de sua saúde, com todas as suas energias, a forjar o caminho revolucionário.
Familiares, amigos e amigas, companheiros e companheiras de décadas de militância compareceram a seus funerais. A cerimônia para prestar as homenagens à companheira foi realizada no Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte e Região, o Marreta, onde, por inúmeras vezes, Sandra Lima participou de debates e lutas.
Uma guarda de honra composta por jovens revolucionárias – vestidas de preto, portando braçadeiras vermelhas com a foice e o martelo – se revezou durante os funerais. Seu corpo foi coberto pela bandeira vermelha com a foice e o martelo, a bandeira do proletariado e seu partido, o Partido Comunista. A ela foram prestadas honras como grande dirigente que deu a vida aos mais pobres, aos mais explorados e aos mais oprimidos.
Os funerais foram encerrados com as canções favoritas da companheira entoadas por seus filhos. Solenemente, de pé, os presentes cantaram A Internacional, hino do proletariado em todo o mundo. Emocionados, de punho erguido, no momento em que seu corpo foi encaminhado à cremação, em uníssono, todos cantaram Bella Ciao, canção revolucionária internacionalista.
“Companheira Sandra Lima: presente na luta!”, repetiram na despedida dessa grande revolucionária.
A VIDA E A LUTA DE UMA GRANDE REVOLUCIONÁRIA
Nascida em São Domingos do Prata, interior de Minas Gerais, a 6 de março de 1955, Sandra Maria Lima Gomes, terceira filha de Antônio de Padua Lima e Maria de Lourdes Rolla Lima, mudou-se em definitivo para Belo Horizonte nos anos 1970. Cursou parte do ensino médio no Colégio Estadual Central, palco importante da resistência secundarista ao regime militar fascista.

Companheiros de luta e familiares de Sandra cantam ‘A Internacional’ durante velório
Travou o primeiro contato com o trabalho de massas em 1976, quando passou a frequentar o Lindéia, bairro operário situado nos limites das cidades de Belo Horizonte, Ibirité e Contagem. Integrou-se rapidamente à vida comunitária, manifestando, ainda na juventude, a perspicácia e a combatividade que a marcariam como futura militante revolucionária. Ali, ajudou a organizar turmas de alfabetização de adultos e atividades culturais destinadas à juventude proletária; participou ativamente da construção do posto de saúde e das manifestações para exigir da prefeitura de Belo Horizonte redução de impostos e melhorias nas condições de transporte e saneamento do bairro. Foi durante o trabalho no Lindéia que Sandra Lima estudou a obra que a despertaria para a luta contra a opressão da mulher, A origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, do grande dirigente do proletariado internacional Friedrich Engels.
No final dos anos 1970, passou a militar no Movimento Revolucionário 8 de Outubro, o MR-8. Dedicou-se por inteiro à revolução e ao combate do regime militar fascista. Nessa mesma época, envolveu-se na organização das famílias atingidas pelas enchentes que acometeram Belo Horizonte. Junto ao movimento operário classista e combativo que já havia comandado a greve da siderúrgica Mannesmann, contribuiu para que, em agosto de 1979, as ruas da capital mineira fossem tomadas por aproximadamente 30 mil trabalhadores grevistas da construção civil. Histórica, a greve assombrou os patrões e a gerência militar e ficou conhecida como a “Rebelião dos pedreiros”. Foi testemunha da ação covarde da Polícia Militar que assassinou o operário Orocílio Martins Gonçalves.
Talentosa agitadora política, Sandra se destacou nas brigadas de venda do jornal Hora do Povo, órgão do MR-8, que, àquela época, fazia críticas abertas ao regime militar e propaganda da revolução. As brigadas conquistaram as praças públicas do país pela combatividade de seus militantes. A polícia prendia num dia e, no outro, a brigada voltava à praça. Várias vezes a população arrancou das mãos da polícia os brigadistas presos. A vivacidade e a argúcia no trabalho de mobilização e politização das massas acompanharão Sandra por toda a vida de militante revolucionária. Nos anos 1980, começou a trilhar mais detidamente os importantes caminhos da luta contra a opressão da mulher, mas sempre enfocando como causa das mulheres trabalhadoras. Nesse momento, importantes cisões ocorriam no âmbito do movimento popular, opondo, de um lado, revolucionários e, do outro, oportunistas eleitoreiros. Sandra encorajava as companheiras a assumirem a linha de frente da luta reivindicativa e revolucionária. Foi com esse espírito que ela se lançou na construção da Federação Mineira de Mulheres, criada em 1984, quando assumiu a presidência. Essa organização especial de mulheres tinha um forte vínculo com as massas pobres da cidade e do campo.
Em março de 1995, integrou o grupo de militantes revolucionários que rompeu com o nacional-reformismo do MR-8 e, a partir de então, Sandra dedicou-se de forma mais profunda à árdua e coletiva tarefa de forjar os sinuosos caminhos da Revolução Brasileira. Sandra forja-se como uma intelectual proletária, de amplos e sólidos conhecimentos filosóficos, e também uma mulher de ação. No ano seguinte, participou, lado a lado com as massas empobrecidas de Belo Horizonte, das lutas por moradia na cidade: a Vila Corumbiara surgiu, então, da tomada de um terreno da prefeitura situado na região do Barreiro. Aproximadamente 200 famílias proletárias participaram da vitoriosa ocupação, que recebeu o referido nome em homenagem à batalha camponesa de Santa Elina, ocorrida em 1995, no município de Corumbiara, em Rondônia. O crucial trabalho de solidariedade à ocupação esteve sob a coordenação de Sandra Lima, que também se incumbiu de articular a rede de apoio médico às famílias acampadas.
Em 1999, atuou intensamente no apoio e na organização das mulheres proletárias da Vila Bandeira Vermelha, na cidade de Betim. Viveu e lutou junto às famílias. No dia 26 de abril daquele ano, durante o truculento ataque à Vila por parte das forças de repressão, arregimentadas pelo então prefeito da cidade, Jésus Lima (PT), as mulheres desempenharam um destacado papel. A luta popular por moradia em Minas Gerais ganhava mais um heroico e indelével capítulo regado pelo sangue dos operários Elder e Erionides, brutalmente assassinados pela polícia durante a resistência das famílias. Incansável, Sandra participou de reuniões e palestras; realizou intensa propaganda em defesa das famílias e de denúncia do hediondo crime perpetrado sob ordens da gerência Jésus Lima (PT) contra a Vila Bandeira Vermelha.

Guarda de honra composta por jovens militantes revolucionárias se revezou no funeral
Dirigente do Movimento Feminino Popular (MFP), organização fundada em 2000, Sandra Lima foi uma das principais formuladoras da linha do movimento revolucionário de mulheres brasileiro. Foi pioneira e forjadora desse destacamento das mulheres mais avançadas, mais conscientes, mais rebeldes, mais decididas a não aceitar a opressão milenar que se abate sobre elas. Também foi uma das fundadoras, além de dirigente, da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP), organização a qual forneceu aportes teóricos e práticos.
Prestou inestimáveis contribuições às batalhas travadas pelas massas trabalhadoras na cidade e, principalmente, no campo. Apoiou sem restrições a luta dos camponeses pobres pela Revolução Agrária; dirigiu inúmeros atos em celebração ao Dia Internacional da Mulher Proletária e em solidariedade ao povo palestino; atuou em greves combativas; denunciou implacavelmente o caráter farsesco das eleições reacionárias. Participou de congressos camponeses e assembleias estudantis sempre destacando a importância da formação das mulheres como ativistas e, sobretudo, como quadros dirigentes que dominem a ideologia do proletariado para que, assim, possam servir à revolução no país e à revolução mundial.
Admiradora da literatura e da arte feitas pelo povo, estimulava os jovens a lerem os clássicos do marxismo e, em certas ocasiões, ouvia e cantava canções revolucionárias e populares com as companheiras e os amigos. Era o centro das conversas mais animadas e das gargalhadas nos momentos de descontração. Com sua voz rouca, como espada em riste, combatia os inimigos de classe, instigando o povo a lutar e a se levantar contra toda a opressão.
Mãe revolucionária, empenhou-se para que seus filhos compreendessem, participassem e apoiassem sem reservas as lutas das massas no país e em todo o mundo. Com igual atenção, dedicou-se à instrução dos jovens com quem conviveu por meio de conselhos de mãe e avó.
Militante internacionalista, atuou em defesa do povo palestino, da heroica resistência dos povos do Iraque e do Afeganistão, em defesa das guerras populares no Peru, Índia, Filipinas e Turquia. Defendeu ainda as lutas de libertação nacional dos povos contra o imperialismo e contra a guerra imperialista.
Dirigiu nacionalmente a campanha pela punição dos criminosos, mandantes e executores de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados do regime militar fascista. O MFP, sob sua direção, protagonizou memoráveis protestos em repúdio ao golpe de 1964, entre os quais, destaca-se o realizado em 2012, quando a fachada do Clube Militar, situado na região central do Rio de Janeiro, foi alvejada por um enorme borrão de tinta vermelha, numa referência simbólica ao sangue dos combatentes do povo, que tombaram na luta contra o fascismo do velho Estado brasileiro.
Nas jornadas de 2013 e 2014, quando a juventude combatente se levantou contra o sistema explorador e, em particular, contra a farra realizada pela Fifa, estava sempre presente, nas primeiras filas, a flamejante bandeira do MFP. Quem a erguia altaneira e desafiadoramente era uma jovem forjada por Sandra Lima.
Sua vida e seu exemplo são inapagáveis e serão gravados em letras douradas no panteão dos heróis de nosso povo no triunfo da revolução em nosso país.

Las intenciones inconfesables de la 'filantropía' de Soros. Un articulo de Sputnik Mundo.

Las intenciones inconfesables de la 'filantropía' de Soros

George Soros es un especulador financiero estadounidense de origen húngaro. Además, es el fundador de organizaciones filantrópicas como la Open Society. La reciente filtración de documentos internos de la organización revela sus auténticos propósitos en el mundo, que distan bastante de lo que suele entenderse por 'filantropía'.
Los datos aparecieron en el portal DCLeaks.com y arrojan luz sobre uno de los objetivos principales de la fundación: fomentar una opinión pública favorable a EEUU e intervenir en los procesos políticos que suceden en el mundo.
Europa
En Europa, el nombre de Soros se asocia mayoritariamente al inicio del ataque especulativo del 16 de septiembre de 1992 que provocó la abrupta caída de la libra esterlina. El episodio, conocido como el 'miércoles negro', supuso una pérdida para el Tesoro de su Majestad de £3.400 millones, mientras que el propio Soros obtuvo cerca de $1.500 millones en ganancias por la venta en corto de la moneda británica.

Twitter responde a la "lista negra" de periodistas españoles de la Fundación Soros
La reciente filtración de documentos internos de su organización pone al descubierto que sus actividades en el Viejo Continente no se limitan a las maniobras financieras. Según los documentos publicados, la fundación Open Society se centra hoy día principalmente en el control de la opinión pública europea. En particular, los informes presentados a Soros antes de las elecciones al Parlamento Europeo contenían una lista de 21 páginas de diversas ONG que recibieron financiación del magnate, con el fin de desacreditar a los movimientos "que entienden a Rusia" y a los que se oponen a la influencia de EEUU en el continente.
Como ejemplo, se destinaron $195.000 a alcanzar un resultado favorable para Ucrania en el referéndum que se celebró en los Países Bajos sobre la asociación del país eslavo con la comunidad Europea.
Los medios de comunicación europeos también son un punto de atención de la fundación. En tan solo uno de los documentos filtrados, se autoriza la financiación de 6 periódicos, 10 medios audiovisuales (TV y radio), 6 páginas web y unos 50 'líderes de opinión' en la redes sociales, centrados principalmente en cinco países —Alemania, Francia, España, Italia y Grecia—.
Entre ellos, Nicolás de Pedro, investigador principal del espacio postsoviético del Centro de Barcelona para las Relaciones Internacionales (CIDOB), cuyo nombre destaca en uno de los documentos por haber recibido $6.500 por elaborar un documento de algo más de 3.000 palabras.
Además, entre el año 2000 y el 2014, diferentes ONG y grupos políticos auspiciados por Soros participaron en toda la secuencia de las llamadas 'revoluciones de colores' que se produjeron en el espacio postsoviético, mediante las cuales, burlando el orden constitucional, llegaron al poder fuerzas abiertamente antirrusas y proestadounidenses, como en Georgia o Ucrania.
Respecto a esta última, en otro de los informes publicados, el autor subraya que había sido una labor bastante complicada convencer a algunos actores de la Unión Europea de que la 'revolución del Maidán' fue en realidad 'democrática' y el nuevo Gobierno de Kiev, 'legítimo'. En particular, se destaca a emergentes movimientos del sur de Europa, como el Movimiento 5 Estrellas en Italia, Podemos en España y Syriza en Grecia, que no estarían de acuerdo con la versión oficial de los hechos.

Kremlin de Moscú
© Sputnik/ Alexei Filippov
 
"Occidente demoniza a Rusia porque no la entiende"
Para combatir esta tendencia, se destinaron otros $750.000 a medios como The Guardian, Huffington Post o Internazionale, con el objetivo "de fomentar el debate y sembrar las dudas en grupos que tengan una percepción negativa sobre las transformaciones que se viven en Ucrania", "desacreditar la idea de que la independencia e integridad de Ucrania es una causa ideológica de la derecha" y "darle mayor representatividad a la voz de la 'Nueva Ucrania'".
La 'Nueva Ucrania'
En la Ucrania actual, las organizaciones de Soros tienen una representatividad considerable. Se destinan cerca de medio millón de dólares anuales al patrocinio en ese país de medios antirrusos. La suma puede no parecer considerable si no se tiene en cuenta que, después de la crisis y la depreciación de la moneda nacional, un ciudadano ucraniano medio recibe hoy día un salario cuya suma anual no supera los $2.000.
La filtración revela además detalles del viaje que Soros realizó a Ucrania en marzo de 2014, justo después del cambio de poder que se produjo en el país.


Escuela
© Sputnik/ Kirill Braga
 
Ucrania: nueva reforma sugerida por Soros lleva al país a una catástrofe
El multimillonario mantuvo entonces reuniones con los máximos dirigentes ucranianos, incluyendo al presidente interino Alexandr Turchínov, al primer ministro Arseni Yatseniuk y a otros dirigentes políticos como el actual presidente Petró Poroshenko. Los encuentros no tuvieron un carácter oficial y, según la correspondencia revelada, por razones de seguridad se llevaron a cabo en el hotel donde Soros se había hospedado.
"¿Cómo puede ser que personas que se hacen llamar la cúpula política de un país, sean recibidos por un extranjero en un hotel?", se pregunta el analista político Svyatoslav Knyazev.
Según Knyazev, de haberse descubierto un encuentro similar por parte de algún líder europeo, este comportaría su dimisión. Sin embargo, lamentablemente, en la política ucraniana los encuentros de este tipo son algo que se produce a menudo, afirma.
Rusia
Las actividades de organizaciones pertenecientes a George Soros fueron prohibidas en Rusia a finales de 2015, después de que la Fiscalía General encontrara que sus acciones contravenían el orden constitucional del país.
Sin embargo, diferentes ONG y medios rusos siguen recibiendo financiación de organizaciones asociadas a la Fundación, como las cadenas de televisión Dozhd y RBK, la radio Ekho Moskvy y el diario Novaya Gazeta. Aunque, al hablar de cantidades, hay que decir que según los datos filtrados Soros valora la actividad de los periodistas rusos mucho más que la de los ucranianos.

miércoles, 17 de agosto de 2016

TURQUIA Y KURDISTAN NORTE: Comunicado de Halk Cephesi (Frente Popular) denunciando represión en Turquía.

Comunicado de Halk Cephesi (Frente Popular) 
denunciando represión en Turquía.


Nota del blog Odio de Clase:
Halk Cephesi ha publicado un comunicado sobre la operación represiva del 14 de agosto en Cayan (no es la misma que se produjo ayer en Gazi). Publicamos la traducción del mismo que nos ha remitido un camarada. El régimen fascista del AKP esta intensificando la represión contra la izquierda revolucionaria turca y contra toda oposición en Turquía.
 
AKP ASESINO DETUVO 2 DE NUESTROS HOMBRES, LOS TORTURÓ Y ARRESTO. PEDIREMOS CUENTAS!
El domingo, día 14 de agosto en el barrio de Cayan (Estambul) la policía asesina atacó a la marcha por la justicia con las bombas de gas lacrimógeno, echó el gas encima de nuestra gente y cuatro de nuestros amigos fueron detenidos con tortura. De los detenidos dos amigos nuestros fueron puestos en libertad. Dos amigos, llamados Yasin Celep y Kamil Sarikaya han sido arrestados ilegalmente.
AKP en este proceso inventa la excusa de prohibición por el estado de emergencia y ataca a todos. Secuestran a nuestra gente, los torturan y arrestan. También proclamamos estado de emergencia a nuestro pueblo. En este proceso, con excusa de que alguien no tiene permiso quieren imponer su superioridad sobre nosotros. Esto es injusticia, ilegalidad. Prohibiciones de estado de emergencia a nuestro pueblo no nos traerán nada. Al contrario, prohibiciones de estado de emergencia son una pieza de la guerra contra el pueblo que se esta abriendo. Como hemos aclarado en el principio, estas prohibiciones no están dirigidas contra los golpistas sino contra nosotros y nuestro pueblo. Con estos arrestos quieren mandarnos mensaje a nosotros y a nuestro pueblo. También a estos arrestos declaramos el estado de emergencia. Quieren decir: "Arrestaré a todos que se me oponen".  Siempre decimos y otra vez diremos. En este país no hay justicia, no hay derecho, no hay democracia. A nuestros hombres se les detiene cuando andan por la calle, se les tortura. Arrestan para cubrir esta injusticia y depravación de derechos y para intimidarnos.
Nosotros no reconocemos el estado de emergencia de AKP. Nombramos a los asesinos. Ninguna detención ni tortura nos va a intimidar. Contra más que nos arrestáis aún mas nos organizaremos. Pediremos cuentas!
LIBERTAD PARA KAMIL SARIKAYA Y YASIN CELEP
REDADAS, DETENCIONES, ARRESTOS NO NOS INTIMIDAN!
ABAJO CON EL FASCISMO! VIVA NUESTRA LUCHA!
PRISIONEROS REVOLUCIONARIOS SON NUESTRO HONOR!
Okmeydani Halk Cephesi

BRASIL: A nova edição do jornal A Nova Democracia (nº 175 / 2ª quinzena de agosto de 2016)

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TURQUIA Y KURDISTAN NORTE: Detienen a 17 periodistas y cierran el diario Özgür Gündem.

lunes, 15 de agosto de 2016

SIGNALFIRE ha capitulado !




Con sorpresa y no sin pesar hemos leído una carta del editor del blog Signalfire, en la que reniega del Movimiento Comunista Internacional y del Maoísmo.
Durante 5 años el citado blog de EE.UU. ha publicado noticias de las guerras populares en el mundo y en particular sobre la dirigida por el Partido Comunista de la India (maoísta).
El editor del Signalfire muy lejos de un análisis serio, sistematico, marxista, se refugia en los tópicos, de los enemigos de la ideología revolucionaria del proletariado, tales como el sectarismo o el dogmatismo "teológico" que afecta, en algunos casos, a partidos u organizaciones, en las inevitables luchas de dos lineas, para afirmar que el MCI representa factor residual en la lucha de clases y un freno a un gran frente mundial contra el fascismo y la represión en la India.
Grandes palabras, vacias de contenido revolucionario, cuando de lo que se trata, a nivel mundial, es de fortalecer el apoyo a las guerras populares revolucionarias como las que dirige el PCI (maoísta) y otros partidos en otras partes del mundo, frente a los vientos derechistas capituladores.
Niega, de forma absurda, que la guerra popular en la India abarque a millones de personas y asume como reales las manipuladas informaciones de la prensa burguesa, que loan sus éxitos sobre los naxalitas. Habla de los "errores" del PCI (maoísta) pero no señala cuales son estos y afirma que frenan el desarrollo de las fuerzas extraparlamentarias en las grandes ciudades.
Cuando en cientos de países se estudia y se celebra el 50º aniversario de la Gran Revolución Cultural Proletaria, el editor del Signalfire la califica de un intento "conservador" de los comunistas chinos para frenar la implosión del socialismo de Estado, de un obstáculo para las posibilidades del comunismo post-socialista y anti-teológico.
Lo cierto es que no hay nada nuevo en ese discurso capitulador que el editor de Signalfire hace suyo y que tiene sus raices en el abandono de las tesis revolucionarias. En los vientos liquidacionistas que arrancan de las derrotas o recodos en el Perú y Nepal, de la "sintesis" del avakianismo o de las tesis que difunden la linea derechista en Filipinas.
Llamamos a combatir esa negra linea liquidadora con mas estudio y fortalecimiento ideologico  marxista-leninista-maoísta. Con una critica audaz y profunda de las posiciones capituladoras que se expresan hoy en la carta del Signalfire.

Redacción Dazibao Rojo  

Puede consultar la carta de Signalfire en el siguiente enlace:
http://www.signalfire.org/2016/08/14/letter-from-your-editor/ 

Pan, Trabajo y Libertad. Un articulo de Cuestionatelotodo en memoria del camarada Javier Verdejo.

 
Pan, Trabajo y Libertad.

Francisco Javier Verdejo Lucas fue una de las cientos de víctimas de la "ejemplar" transición española, en el empeño de la clase política y empresarial franquista de cambiarlo todo para que nada cambie. El joven almeriense fue asesinado la noche del 13 de agosto de 1976 por la Guardia Civil mientras realizaba una pintada en los muros del Balneario de San Miguel, en el barrio del Zapillo de Almeria. Su intención era pintar "Pan, Trabajo, y Libertad", pero sólo pudo pintar "Pan, T..."

Era un estudiante de 19 años que militaba en el Partido del Trabajo de España, una organización maoísta de aquella época (concretamente en su organización juvenil La Joven Guardia Roja). Había fundado la Asociación Democrática de la Juventud de Granada, donde estudiaba.Los compañeros de Javier que estaban vigilando le avisaron de la presencia de la Guardia Civil y salieron corriendo en distintas direcciones. Javier huyó en dirección a la playa, pero allí fue abatido a tiros (la versión oficial fue que un guardia civil había tropezado y su arma se había disparado involuntariamente). Sin embargo, el antropólogo Antonio Zoido, antiguo dirigente del PTE, asegura que visitaron una caseta de baño de la playa días después del asesinato y era como si hubieran abierto la puerta y hecho muchos disparos, porque la pared de atrás estaba llena de sangre.


En el entierro en Pamplona, como también en manifestaciones celebradas en su homenaje en otros lugares de España, hubo incidentes, reprimidos con violencia por la policia (todavía eran "los grises", que ahora van de azul pero siguen siendo lo mismo), y fueron detenidos varios miembros de la Joven Guardia Roja por los disturbios. Al contrario, sobre los asesinos de Francisco Javier Verdejo no se hizo ni el más mínimo esfuerzo de investigar nada, quizás porque si algo define a la nueva democracia surgida de las vísceras más sanguinolentas del fascismo es la impunidad de los asesinos.
Hubo innumerables muestras de dolor a lo largo y ancho de Andalucía. En Granada, Juan de Loxa escribió unos conmovedores versos:
Pan y trabajo
siempre se escapa el tiro
pa los de abajo.
¡Qué mala pata
no les saliera el tiropor la culata!
El grupo de sevillanas de Morón “Gente del Pueblo” grabó poco después un homenaje a Javier por sevillanas, con una canción que titularon "Pan, Trabajo, Libertad":
Por las playas de Almería
nacieron claveles frescos
sembrados con la semilla
del joven Javier Verdejo.
Cayó su cuerpo herío
como en otoño las hojas
y con su sangre, en la arena
puso la bandera roja.

Sobre la reforma de los exámenes de admisión a los centros de enseñanza superior. Documentos sobre la GRCP

Sobre la reforma de los exámenes de admisión a los centros de enseñanza superior.
Documentos sobre la GRCP
Unirse para denunciar y criticar la autopromoción de Liu Shao-chi como miembro del PC

El oleaje de la Revolución Cultural produjo un impacto inmediato en los estudiantes jóvenes. El 6 de junio de 1966, la cuarta clase del tercer grado del segundo ciclo de la Escuela Secundaria Femenina No. 1 de Pekín, en una carta enviada al Comité Central del Partido Comunista de China y al presidente Mao(*), proponía que el antiguo sistema de matriculación de estudiantes en las instituciones docentes superiores fuera abolido, debido a la naturaleza feudal del examen de admisión, que a las alumnas de esa clase les parecía podía ser fácilmente controlado por los elementos reaccionarios. También proponían que las graduadas de la escuela mediana de último año fueran entre los obreros, los campesinos y los soldados para identificarse más con las masas y obtener un “diploma ideológico” de la clase trabajadora proletaria. El ingreso en las instituciones de enseñanza superior debería basarse en la recomendación de los obreros, los campesinos y los soldados. En respuesta a esta petición, el Comité Central y el Consejo de Estado publicaron una noticia conjunta el 13 de junio en que anunciaban la toma de una decisión para abolir el antiguo sistema de exámenes de ingreso y de matriculación de los estudiantes en las instituciones de enseñanza superior, y posponían por medio año la matriculación de estudiantes nuevos en los colegios superiores y las universidades. Esta decisión animaba a los jóvenes graduados de escuelas secundarias de segundo ciclo a participar en las tareas de la producción en el campo y las fábricas.
El Comité Central del Partido Comunista de China y el Consejo de Estado dieron a conocer una nota el 13 de junio anunciando que, para asegurar que la revolución cultural se realice exitosamente hasta el fin, y para efectuar una reforma radical del sistema educacional, han decidido cambiar el antiguo sistema de exámenes de admisión de estudiantes a los centros de enseñanza superior y posponer este año, durante seis meses, la admisión de nuevos estudiantes a los institutos y universidades.

El texto completo del anuncio es el siguiente:
Considerando que ahora está en desarrollo la gran revolución cultural en los institutos, universidades y escuelas secundarias de segundo ciclo, será necesario disponer de cierto tiempo para realizar a fondo y con éxito este movimiento. La dominación burguesa se halla todavía profundamente arraigada y la lucha entre el proletariado y la burguesía es muy aguda en bastantes universidades, institutos y escuelas secundarias. La realización del movimiento de la revolución cultural de manera profunda y acabada en los centros de enseñanza superior y en las escuelas secundarias de segundo ciclo afectará de modo trascendental la educación. Mientras tanto, el método de exámenes de admisión para los centros de enseñanza superior, aunque ha sido constantemente mejorado desde la liberación, no ha podido desprenderse, en lo fundamental, del molde del sistema burgués de exámenes; y este método perjudica el cumplimiento de la política educacional formulada por el Comité Central del Partido y por el Presidente Mao, e impide que los centros de enseñanza superior absorban un mayor número de jóvenes revolucionarios que son obreros, campesinos y soldados. Este sistema de exámenes debe ser totalmente reformado. Por lo tanto, también se requiere tiempo para estudiar y elaborar nuevos métodos de ingreso.
En vista de la situación arriba mencionada, el Comité Central del Partido Comunista de China y el Consejo de Estado han decidido posponer por seis meses el ingreso de 1966 a los centros de enseñanza superior de manera que por un lado, ellos y las escuelas secundarias de segundo ciclo dispongan del tiempo suficiente para llevar a cabo de manera profunda y exitosa la revolución cultural y, por el otro, cuenten con el tiempo suficiente para hacer todos los preparativos concernientes a la elaboración de un nuevo método de admisión.
A fin de que la admisión y el inicio de un nuevo semestre en las escuelas secundarias de segundo ciclo no se vean afectados, los estudiantes que regresen este semestre de escuelas secundarias de segundo ciclo donde la revolución cultural esté todavía realizándose deben ser acomodados convenientemente y sus horarios arreglados por las autoridades de la escuela para que el movimiento se lleve a cabo de manera profunda y exitosa: en caso de que el movimiento en las escuelas haya sido completado antes del comienzo de la admisión a los centros de enseñanza superior, estas escuelas deben organizar la participación de sus alumnos en el trabajo productivo en el campo o en las fábricas.

(*) “Estudiantes de Pekín escriben al Comité Central del Partido y al presidente Mao solicitando enérgicamente la abolición del antiguo sistema de exámenes de admisión a la universidad, 6 de junio de 1966“. Pekín Informa, Nº. 26, 29 de junio de 1966, pp. 20-22.

Extraído del libro “La revolución cultural china” de K. H. F por Cultura proletaria.

domingo, 14 de agosto de 2016

BRASIL: VIVA A HEROICA RESISTÊNCIA CAMPONESA DE CORUMBIARA!!

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Há 21 anos atrás, no dia 9 de agosto de 1995 ocorreu a Batalha de Santa Elina, também conhecida como Massacre de Corumbiara. 600 famílias camponesas sem terra montaram acampamento para conseguirem o sagrado direito à terra para nela viverem e trabalharem. Antenor Duarte, latifundiário vizinho, organizou outros grandes fazendeiros, contratou e armou pistoleiros e ordenou o ataque brutal contra os trabalhadores. Policiais da PM e do COE fortemente armados atacaram o acampamento de madrugada, juntamente com pistoleiros. Os camponeses resistiram bravamente com as armas que tinham: paus, foices e espingardas. Depois de rendidos, foram humilhados, espancados, torturados e executados. Vários camponeses foram assassinados ou morreram dias depois, outros desapareceram, dentre os assassinados estava a menina Vanessa, de apenas 7 anos. A maioria dos trabalhadores tem sequelas até hoje e muitos morreram ao longo destes 21 anos por doenças que poderiam ter sido evitadas ou tratadas, caso as famílias tivessem recebido indenização e tratamento de saúde adequado.
Na época, a heroica resistência em Corumbiara teve grande repercussão no país e no exterior, o que obrigou o governo FHC a “assentar” parte das famílias. A direção oportunista da CUT e PT/RO que traficava com os interesses das famílias de Santa Elina aceitou a proposta do governo de dividir as famílias em 3 áreas, sendo todas fora da Santa Elina. Assim uma parte das famílias foi para Rio Preto, próximo de Porto Velho, outras para Guarajús na região de Corumbiara e a maior parte para a região onde hoje é Palmares do Oeste.
O Estado brasileiro foi condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos por esta barbaridade, mas a justiça não foi feita. Numa farsa de julgamento, dois líderes camponeses e dois soldados da Polícia Militar foram condenados e presos. Em 2015, numa audiência com os camponeses de Santa Elina sobre indenizações, um juiz teve a cara de pau de dizer que não houve massacre e que os crimes já prescreveram. Até hoje os maiores culpados seguem impunes: José Ventura Pereira, tenente-coronel que comandou as tropas assassinas; capitão Mena Mendes, era comandante do batalhão de Vilhena, foi promovido; Valdir Raupp (PMDB), governador na época e comandante geral da PM; Antenor Duarte, latifundiário mandante que sequer foi a julgamento; e não podemos deixar de citar o Major Hélio Cysnero Pachá que comandou o COE, durante a ação e foi promovido, hoje é coronel da PM e segue comandando a repressão ao povo. Nesses dias está a frente da repressão (através do gabinete de integração da SESDEC) às famílias que ocuparam o latifúndio Bom Futuro em Serigueiras, e quer agora 21 anos depois, repetir o que fez em Corumbiara em 1995.
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Em 2010, finalmente os camponeses começaram a fazer justiça. Após uma tentativa frustrada em 2008, famílias organizadas pela Liga dos Camponeses Pobres e o CODEVISE (Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina) conseguiram retomar mais da metade da fazenda Santa Elina cumprindo uma promessa antiga ratificada em todos os congressos da LCP. Foi uma grande vitória, uma conquista histórica do movimento camponês brasileiro. E como tudo na vida do povo, só foi possível com muita luta. Os camponeses cortaram as terras por conta e distribuíram entre si através do Corte Popular. Rapidamente, cada família ocupou seu lote e começou as plantações e criações, construíram casas, estradas e pontes, tudo com seus próprios esforços. Quando o Incra apareceu, só deu prejuízos. O superintendente na época, Carlino Lima, do PT, prometeu mundos e fundos para as famílias saírem da área, mas não cumpriu nada. Desconsiderou o corte realizado pelas famílias, fez um novo corte, diminuindo o tamanho e mudando o sentido dos lotes. Carlino/PT e dirigentes de movimentos oportunistas espalharam mentiras e calúnias contra lideranças camponesas combativas, gerando confusão, desconfiança, desunião e desânimo entre os camponeses e causando a prisão injusta de um trabalhador, por 9 meses. Mesmo com tudo isto, as famílias nunca deixaram de resistir e trabalhar. Criaram associações, aumentaram a produção. A antiga fazenda Santa Elina, hoje áreas Renato Nathan, Zé Bentão, Alzira Monteiro, Alberico Carvalho, Maranata, tem cerca de 800 famílias vivendo e trabalhando nos seus lotes. E prosseguem a luta, aumentando sua união e organização. Os comerciantes de Corumbiara, Chupinguaia e Cerejeiras sempre agradecem aos camponeses, pois a retomada da fazenda Santa Elina e a maior presença de camponeses ajuda a desenvolver a economia da região.
Em 1995, a maior parte das terras estava concentrada nas mão de um punhado de latifundiários e ricaços. De lá pra cá essa situação piorou. No gerenciamento de Lula/Dilma/PT aumentou a concentração da terra, e o latifúndio expandiu cerca de 100 milhões de hectares, o dobro de todo o período do gerenciamento dos militares e 5 vezes mais que FHC. No gerenciamento do oportunismo foi colocada uma pedra em cima da já falida reforma agrária do governo, e como nunca antes se viu, intensificou a criminalização, repressão e assassinatos de camponeses e indígenas. E agora o gerenciamento tampão de Temer (PMDB) dá continuidade e agrava essa situação. O próprio superintendente do Incra em Rondônia afirmou que não há dinheiro para a falida reforma agrária, e que o Incra não tem nem 1 centímetro de terra para “assentar” famílias. Mas por outro lado segue de vento em polpa as “regularizações” de terras da União roubadas pelos grileiros latifundiários (através do “Terra Legal”). Isso é parte de uma grande armação para entregar as terras brasileiras para o imperialismo, como vem sendo divulgado como medida para combater a crise. Sabem que os camponeses brasileiros, indígenas e quilombolas, verdadeiros donos destas terras, vão impor uma feroz resistência para defender o Brasil e seu único instrumento de trabalho, a terra, por isso não economizam e gastam rios de dinheiro com a repressão (veja o que estão fazendo agora nas olimpíadas) e realizam todo tipo de ataque as lideranças e organizações da luta camponesa, principalmente as mais combativas.
Em Rondônia está mais que provado que grupos de pistoleiros juntamente com policiais agem impunemente ao arrepio da lei como bandos armados, encorajados e acobertados por esse velho e desmoralizado Estado. Em Seringueiras, enquanto a polícia realiza verdadeira operação de guerra contra famílias camponesas, latifundiários estão agindo como verdadeiras quadrilhas, organizando bandos paramilitares, contratando pistoleiros e fazendo todo tipo de ameaça aberta e impunemente.
Há 21 anos atrás, os latifundiários queriam aterrorizar os camponeses e parar a luta pela terra com um banho de sangue, mas foi em vão. As tomadas de terra continuaram, com mais organização e mais preparação. Aquela batalha despertou a atenção de operários, professores, outros trabalhadores e estudantes em luta para a importância e urgência da luta camponesa. Trabalhadores da cidade e do campo se uniram, fizeram um balanço profundo desta experiência e tiraram importantes lições. A heroica Batalha de Santa Elina deixou claro os dois caminhos para a luta camponesa, de um lado, o caminho da conciliação, do pacifismo, da negociação, da reforma e das eleições podres e corruptas, onde não conseguimos nada além de migalhas. De outro lado, o caminho da luta combativa e da organização independente, único caminho para a conquista da terra.
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Hoje, mesmo com os ataques sistemáticos do latifúndio e do velho Estado os camponeses estão ainda mais dispostos a persistir no único caminho possível para conquistarem um pedaço de terra, o caminho encetado pelos camponeses de Corumbiara, o caminho da Revolução Agrária tomando todas as terras do latifúndio, entregando a terra a quem nela vive e trabalha, cortando por conta e distribuir os lotes entre si, produzindo de forma cada vez mais cooperada e decidindo coletivamente, em Assembleias Populares, tudo o que lhes diz respeito. Este é o início de uma grande revolução que vai mudar verdadeiramente o país, conquistar os direitos do povo, justiça e uma verdadeira democracia.
Honra e glória aos heróis de Corumbiara!
Tomar todas as terras do latifúndio!
Viva a Revolução Agrária!
LCP – Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental

martes, 9 de agosto de 2016

Los fallos de los anarquistas (1967) Documentos sobre la GRCP.


Los fallos de los anarquistas (1967)
Documentos sobre la GRCP.
prc-1968-gemingweiyuanhui010

1) El anarquismo niega el poder del proletariado y se opone al pensamiento de Mao Tse-tung. “Nosotros no reconocemos ninguna autoridad basada en la confianza. Todas las reglas y todas las restricciones deben ser abolidas“.
Todas estas negativas vuelven a rechazar toda autoridad, incluso el poder del proletariado, y en particular el poder absoluto del pensamiento de Mao Tse-Tung.
2) El anarquismo niega toda dirección justa al pensamiento de Mao Tse-tung e invita a bombardear el cuartel general del proletariado. “¡Viva la sospecha hacia todos! Rechazar todo, invertirlo todo! ¡Abajo todos los gobernadores, eliminar todas las barreras!“¿Significa esto que la dirección del cuartel general del proletariado, representado por el Presidente Mao, deberá ser parte, también, de la sospecha?, ¿debe ser rechazada y revertida?, ¿debe considerarse también como una “barrera” y “suprimirlo”?
3) El anarquismo suprime la diferencia fundamental existente entre la dictadura del proletariado y la dictadura burguesa, se opone a la dictadura del proletariado.
¡Transformar todos los órganos actuales de la dictadura del proletariado!
¡Reformar totalmente la dictadura del proletariado! ¡Abajo con toda la burocracia, abajo todos los mandarines!
Todas estas consignas son realmente dirigidas contra el cuartel general del proletariado.
4) El anarquismo socava la gran alianza de los revolucionarios proletarios. “¡Viva la fracción revolucionaria!, ¡que cada grupo luche por lo suyo, que cada individuo luche por sí mismo! Todo estará bien cuando el desorden sea lo suficientemente grande como para forzar a todos a ser su propio grupo de combate!“. Debemos combatir la forma de disciplina revisionista burguesa. Pero jamás la disciplina revolucionaria proletaria. Debemos transformar en desorden el viejo orden burgués revisionista. Pero jamás transformar en desorden el nuevo orden proletario o la gran alianza de los revolucionarios.
5) El anarquismo trastorna la lucha por la toma del poder por los revolucionarios proletarios. “¡Negar toda forma de poder!, ¡llevar a cabo la anarquía antes de nada!, ¡obedecer las instrucciones de los dirigentes proletarios es de “mentalidad de esclavo”!
Aquellos que difunden estas ideas se oponen a la toma del poder por la revolución proletaria.

6) El anarquismo se opone al principio del Presidente Mao sobre los comités revolucionarios de triple alianza (masas, partido y ejército) para la toma del poder. “¡Todos los cuadros que se llaman a sí mismos “líderes” deben retirarse, todos sin excepción!. ¡Abajo todos los jefes!
Estas consignas no son ninguna referencia entre los líderes proletarios y líderes burgueses.
7) El anarquismo niega el centralismo democrático proletario y aboga por una democracia totalmente burguesa. “Ahora que progresa la democracia ampliada, no se me puede dar ni una orden. ¡Voy a hacer lo que me plazca! ¡Viva la consigna revolucionaria: cada uno a su manera!” Nuestra democracia ampliada se encuentra en una dirección muy concreta.
8) El anarquismo niega la organización revolucionaria proletaria y la disciplina; sabotea el orden socialista. “¡Eliminar la organización y la disciplina en todas sus formas!, ¡son obstáculos y deben desaparecer!. ¡Asegurar que todo el mundo tenga paz interior! ¡Mi corazón no está en paz porque la democracia está oprimida!“.
La “paz interior” está condicionada por la clase. No hay ninguna paz interior proletaria que pueda coexistir con la paz interior burguesa. Es imposible que una dependa de la otra. Toda verborrea abstracta sobre la paz interior es desterrada de la disciplina revolucionaria proletaria.
9) El anarquismo exagera los inconvenientes y los errores de las organizaciones revolucionarias y de los grupos de la izquierda; trae la división de las organizaciones revolucionarias. El anarquismo es el instrumento de los líderes pro-capitalistas.
10) El anarquismo socava la Gran Revolución Cultural Proletaria.

Escrito por los “Rebeldes revolucionarios de la sección de filosofía y ciencias sociales de la Academia de las Ciencias”.
Traducido por “Cultura Proletaria”

Unas Olimpiadas contra el pueblo. Una declaración de la Red de Blogs Comunistas.

Unas Olimpiadas contra el pueblo.

La Red de Blogs Comunistas quiere denunciar la celebración de las Olimpiadas de Río como violencia contra el pueblo brasileño, así cómo fueron también los megaeventos realizados en los últimos años en Brasil que, como el "negocio" olímpico, han supuesto una escalada en la violencia del estado contra el pueblo, en base a las siguientes consideraciones:


1) De hecho, las Olimpiadas tienen hoy día poco que ver con el deporte, siendo una oportunidad para el enriquecimiento de los capitalistas locales y, sobre todo, de las multinacionales, sin que el bienestar de las masas ni el beneficio generado llegue al pueblo, a trabajadores y campesinos.

2) Por ejemplo, un total de casi 77.206 personas, entre el año 2009, cuando Río de Janeiro fue escogido como sede de las Olimpiadas, y el 2015, de acuerdo con el informe elaborado por el Comité Popular Río - Copa y Olimpiadas, un colectivo que reúne a sindicatos, organizaciones no gubernamentales, investigadores, estudiantes, afectados por las intervenciones de la Copa y los Juegos Olímpicos.

3) Entre enero y julio de 2015, 408 personas fueron asesinadas por la Policía Militar de Río de Janeiro en incidentes registrados como "autos de resistencia" (lo que intenta aparentar una legítima defensa del policía), lo que significa un aumento del 18,6% en relación al mismo período de 2014.

4) El estado de Río de Janeiro atraviesa una gravísima crisis económica, y después de que el gobierno fluminense decretara el "estado de calamidad pública" por falencias financiera, se negoció la concesión de un crédito de 870 millones de dólares, autorizado por el presidente interino Michel Temer el último miércoles (29), destinado a la Seguridad Pública ("seguridad pública" es el eufemismo utilizado para hablar de represión y control de las protestas populares).

5) A pesar de la dificultad, por ejemplo, el pago de los salarios de funcionarios públicos y demandar ajustes en los gastos de educación y salud, los gastos con el mega evento olímpico alcanza los 11.000 millones de dólares, 3.000 millones más de lo previsto cuando Brasil se puso como candidata a sede.

6) En el intento de mostrar al mundo que las favelas están "pacificados", el gobierno fluminense, con el apoyo del gobierno federal, ha aumentado los gastos y el numero de policías militares. El Ministerio de la Defensa especificó que 18000 militares serán ubicados en las ciudades donde ocurrieron los juegos de fútbol (Sao Paulo, Manaus, Salvador, Brasília y Belo Horizonte), y Río de Janeiro recibirá 20 mil hombres, siendo "aproximadamente 14.000 del Ejército Brasileño, 4.000 de la Marina y 2.000 de la Aviación.

7) Según los datos solicitados por las organizaciones Artigo 19 y Justicia Global a la Secretaria de Estado de Seguridad de Río de Janeiro (Seseg), fueron adquiridos 4.000 equipamientos de protección individual, 18.000 balas de goma, 9.000 balas fumígenas coloridas (que sueltan pintura para marcar personas entre la multitud), 4.500 granada de efecto moral, 4500 bombas de gas lacrimógeno y más de mil sprays de gas pimienta.

8) Muchos de los gastos se cubren con las llamadas Asociaciones Público-Privadas (APP). Según lo datos del municipio, sólo el 43% de los gastos provienen del presupuesto público, mientras que el 57% viene de las APP. Sin embargo, a partir de estas APPs, el Estado garantiza al capital privado ganancias por periodos de cinco a 35 años, aseguradas por contrato. O sea, además de ser otra forma de privatización de los servicios y responsabilidades públicas, aparenta a corto plazo tener una baja del gasto publico, comprometiéndolo a largo plazo.

9) Las comisarías de las UPP (comisarías fortificadas en los barrios pobres o favelas) son centros de tortura, de la coacción contra los más pobres y soporte a la opresión y la masacre. Ejemplo de impunidad y licencia para matar que tiene la policía, es el caso de cuatro policías que dispararon 111 tiros de fusiles contra el coche en el que estaban cinco personas jóvenes en Costa Barros, un suburbio de Río de Janeiro, y que esperarán en libertad (con comparecencia) el juicio por los crímenes cometidos, y aún así permanecen en servicio. Los desalojos violentos de campesinos e indígenas son constantes, como la operación contra los guaraníes kaiowá de Mato Grosso do Sul, donde los militares, la policía federal y la Fuerza Nacional de Seguridad, fustigaron al pueblo para que enseguida retirarse para que las bandas de pistoleros entraran disparando.

10) En definitiva, los Juegos Olímpicos se celebrarán con el pueblo de Río de Janeiro y de todo el país sometido a la explotación y la opresión, el desempleo colosal, el apretón de salarios, tremenda alza del costo de vida, endeudamiento de las masas (la deuda pública, fuente de asalto de las arcas públicas por parte de los banqueros, alcanzan en los próximos meses la cantidad de tres trillones de Reales (cerca de1 trillón de dólares) y sometidos a la violencia policial feroz y a todo tipo de padecimientos. Crueles crímenes y homicidios policiales ocurren todos los días en los barrios pobres y marginales de las grandes ciudades, así como en el interior y las zonas rurales.

Desde la realización de los Juegos Panamericanos en Río de Janeiro, en el 2007, pasando por el Mundial de Fútbol, en 2014, hasta los Juegos Olímpicos, este año, movimientos populares y colectivos organizados contra los impactos de los megaeventos deportivos han denunciado el aumento de la violencia contra la población, con desalojos y crecimiento de la militarización en las favelas, y la falta de transparencia en la gestión de la preparación de las ciudades-sedes, generando desequilibrio en el presupuesto público y negando a la población el derecho a servicios básicos.

RBC se solidariza con la lucha de los movimientos populares y sociales de Brasil contra esta Olimpiada contra el pueblo, y les llama a continuar la lucha, a enfrentarse contra el estado y la clase capitalista que lo usa para enriquecerse pasando por encima de los derechos, incluso de la propia vida, de la clase trabajadora.

!La rebelión se justifica!

domingo, 7 de agosto de 2016

BRASIL: Camponeses celebram os 50 anos da GRCP (Norte de Minas Gerais - Brasil)


Grande painel produzido por camponeses da Área Revolucionária Cleomar Rodrigues, em Pedras de Maria da Cruz, Norte de Minas Gerais, em celebração aos 50 anos da Grande Revolução Cultural Proletária.

 Agradecemos aos companheiros e companheiras da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia pelo envio das fotos ao nosso blog.

http://celebrar50anosgrcp.blogspot.com.es/2016/08/camponeses-celebram-os-50-anos-da-grcp.html



ALEMANIA: Hamburgo: Concentración frente al Consulado de Brasil contra la masacre olímpica.

Hamburgo: Manifestación contra la masacre olímpica.-Rally against the Olympic massacre

Hamburgo: Manifestación contra la masacre olímpica

El 5 de agosto, el día de inaguración de los juegos olímpicos en Río de Janeiro, la Alianza contra la Agresión Imperialista convocó una manifestación bajo la consigna „¡Abajo la masacre olímpica!“ ante el Consulado Honorífico de Brasil en Hamburgo, ubicado en el que de manera cínica es llamada "Casa de Colón" („Columbus Haus“) en la zona de negocio más "elegante“ de la ciudad. Al comienzo de la actividad se dió lectura a la tradución del volante del Frente Revolucionario de Defensa de los Derechos del Pueblo – Brasil. En los diferentes discursos se trataron los diferentes aspectos de la Olimpiada, así como también sobre la situación de los presos políticos en Brasil y otros países, como Chile y Palestina. Un buen número de jóvenes revolucionarios participaron en la manifestación, los que repatieron el volante ya mencionado arriba. Esta manifestación constituye el inicio de las actividades de apoyo a la campaña en Brasil contra las Olimpiadas en Río de Janeiro y seguramente será seguido por muchas actividades más con el mismo propósito.

http://www.demvolkedienen.org/index.php/lat-amerika/942-hamburgo-manifestacion-contra-la-masacre-olimpica

jueves, 4 de agosto de 2016

China: Del Socialismo a la Restauración Capitalista. Un articulo de Pao-yu Ching.


China: Del Socialismo a la Restauración Capitalista

Por Pao-yu Ching*


¿Para quién se produce?


"En el plano económico, el primer elemento en la economía socialista es que su meta principal es satisfacer las necesidades de las masas. El segundo es que el desarrollo debe basarse en el autosostenimiento. Para que satisfacer las necesidades de las masas sea la meta fundamental de la economía es preciso transformar toda la economía, que está al servicio de la producción mercantil y del beneficio, en otra donde las empresas producen para satisfacer las necesidades de las masas".


        Puesto que en 1956 la industria de China fue transformada en propiedad pública, las empresas no tenían una contabilidad autónoma y los salarios de los trabajadores dependían directamente del Estado. Por lo tanto la empresa no podía bajar salarios ni despedir trabajadores.


        "Los salarios no eran muy elevados, pero tampoco era elevado el costo de vida. El alquiler de la vivienda costaba un yuan; y los servicios públicos —electricidad, gas, etc.,—, menos de un yuan. Todos los gastos de salud estaban cubiertos, y lo mismo el cuidado de los niños. Los trabajadores se jubilaban a los 55 años y las trabajadoras a los 50, con el 75% del salario".


        La propiedad colectiva en la agricultura era diferente de la propiedad pública en la industria. Cada comuna —dentro de la cual estaban las brigadas y dentro de ellas los equipos de producción— era autosuficiente. Se garantizaba la cuota de grano para alimentación, independientemente de si se era viejo o joven, enfermo o sano. Las comunas tenían asistencia médica, educación y otros servicios.


        "Esto es lo que denominamos hacer de las necesidades de las masas la principal meta de la producción. Es muy distinto de las corporaciones privadas capitalistas, donde el salario de los trabajadores es un costo, que es preciso reducir al mínimo. En la economía socialista, por el contrario, siendo la meta satisfacer las necesidades de las masas, los salarios de los trabajadores son la meta. Por lo tanto, en la medida en que crece la producción deben crecer los salarios de los trabajadores".


        Otro rasgo del desarrollo socialista es el autosostenimiento y el basarse en las propias fuerzas: la financiación debe provenir de fuentes internas y no de préstamos de organismos financieros internacionales como los que asfixian a los países subdesarrollados, que terminan tributando más al exterior que lo que reciben en préstamo y sufren las políticas imperialistas de "ajuste estructural".


        "Para poder ser independientes del imperialismo es preciso asegurar el autosostenimiento y seguir la línea de basarse en las propias fuerzas, y para ello asegurar el ahorro interno para financiar la producción. Si se tiene muy poca industria, hay que basarse en la agricultura para generar el excedente que permita financiar el proceso de industrialización".


        En China la colectivización del campo —primero los equipos de producción, después las brigadas y finalmente las comunas—, permitió un gran salto en el desarrollo agrícola, mejorar y fertilizar la tierra, y encarar grandes trabajos de irrigación. El desarrollo de la agricultura generó el excedente para financiar la industrialización, y a su vez la industria pudo vender fertilizantes, maquinaria agrícola y otros materiales para incrementar la producción agrícola.


La dirección del proletariado


"Políticamente, el desarrollo se refiere a la dirección del proletariado, basado en una estrecha alianza obrero-campesina. Sin la colectivización del campo hubiera sido imposible para los trabajadores lograr la alianza obrero-campesina".


        Desde 1958, con el proceso de formación de las comunas, el programa concreto de colectivización del campo pasó por la elevación gradual de los precios de los granos por el Estado y la reducción gradual de los precios de los insumos que los campesinos compraban a la industria urbana —fertilizantes, tractores, etc.— y de los impuestos agrícolas, así como por el financiamiento para la construcción de obras de irrigación en gran escala (las de pequeña escala las financiaban los campesinos por sí mismos).


        Sin embargo, para que los trabajadores pudieran imponer su dirección, debían pasar a ser los dueños de su propio país, y manejar y administrar su propia fábrica.


        "Esta fue una gran lucha entre dos líneas en el Partido, entre Mao y Liu Shaochi. Mao estaba a favor del empleo permanente y un mayor control por parte de los trabajadores. En cambio Liu Shaochi mandó una misión a la Unión Soviética, que volvió diciendo: "deberíamos tener contratos laborales, por un año o dos..., y, habiendo tanta gente en el campo, si vienen a la ciudad, podríamos pagar salarios más bajos".


        Esta fue una lucha muy dura, que se concretó en 1960 en el gran complejo siderúrgico de Anshan. Allí promovieron la dirección de los obreros en la producción mediante tres métodos: 1) la participación de los obreros en la administración y de los administrativos y gerentes en el trabajo productivo; 2) la eliminación de los reglamentos irracionales (sanciones, etc.) buscando la automotivación de los propios trabajadores para desarrollar la producción y construir un nuevo país; 3) generar innovaciones tecnológicas con la triple integración de cuadros, obreros y técnicos. En marzo de 1960, la "Constitución de Anshan" fue señalada por Mao como el camino a seguir en las fábricas de toda China.


        Sin embargo, por la resistencia de los dirigentes de muchas fábricas esto no se generalizó hasta la Revolución Cultural.


Valores socialistas vs. valores capitalistas


"Los valores socialistas implicaban ir reduciendo las diferencias entre la ciudad y el campo —y entre la agricultura y la industria—, entre el trabajo manual y el trabajo intelectual, y entre el hombre y la mujer".


        Por su larga historia de feudalismo, la educación como un modo de ascenso social estaba profundamente enraizada en la mentalidad del pueblo chino. Había que cambiar esa historia, donde los trabajadores y los campesinos producen el excedente, con eso los intelectuales van a estudiar, y luego vienen y dirigen a los obreros y los campesinos. Entonces el estudiante, que es mantenido por la sociedad con el excedente productivo ¿a quién sirve con sus conocimientos?


        Cuando la Revolución Cultural estalló, las escuelas se pararon y se desarticularon. Y luego se impuso un sistema por el cual, luego de la primera etapa de la escuela secundaria los egresados secundarios van al campo o a la fábrica; y luego son las organizaciones de fábrica y las de la comuna las que dicen: "estos jóvenes tienen que ir a estudiar, porque van a servir al pueblo con sus conocimientos". Son ellos quienes los eligen.


        Los intelectuales se pusieron furiosos, porque durante tanto tiempo nunca se les había dicho lo que tenían que hacer; al contrario, eran ellos los que decían lo que la gente debía hacer.


        Otro valor socialista es la cooperación y no la competencia. En la China socialista las distintas empresas cooperaban entre sí: no había propiedad intelectual ni royalties.


La restauración capitalista


El socialismo no fracasó: fue derrotado. Los contrarrevolucionarios tomaron el poder.


        Cuando Deng Xiaoping tomó el poder junto con sus sostenedores en 1979 privatizó las empresas públicas; y entre los años '80 y 1997 fueron despedidos más de la mitad de los obreros de las empresas públicas. Muchos de ellos no tenían medios de vida y pasaron a engrosar el sector informal y el trabajo en negro de la economía. En algunas ciudades, la tasa de desempleo llegó al 50 por ciento. Y se desmanteló totalmente el sistema de salud.


        Pero ya antes de la privatización de las empresas públicas, hacia 1984, procedieron a la disolución de las comunas en el campo, para disolver la alianza entre los obreros y los campesinos. Nuevamente, cada familia campesina pasó a tener una pequeña parcela. Toda la infraestructura de irrigación fue poco a poco deteriorándose. Mucha gente en el campo ya no pudo autosostenerse, y la juventud pasó a migrar a las ciudades: primero algunos millones, después 10, después 100, y ahora ya son 200 millones de migrantes. Muchos fueron a trabajar en las industrias de exportación de donde provienen las mercancías chinas tan baratas, porque trabajan 13 o 14 horas y cobran salarios bajísimos. Uno de los grandes problemas para los trabajadores son las heridas y los accidentes de trabajo, incluyendo la muerte en el trabajo.


        Las trabajadoras mujeres están en condiciones aún peores que los varones. Muchas veces se les promete contrato en la gastronomía pero luego son llevadas a la prostitución en las ciudades. La venta de mujeres y el trabajo en el servicio doméstico para las familias ricas comienza a ser muy común.


        El gobierno es absolutamente corrupto. Las coimas y sobornos en el aparato militar son gigantescos. Les regalan computadoras, televisores... Les pagan la coima con una tarjeta de débito.


        Hay mucha furia y enojo: China es como un montón de leña seca, que basta una chispa para que se incendie. Hay huelgas, pero son locales. Honda tuvo que parar, porque hubo una  huelga de 18.000 trabajadores. De modo que el futuro para el gobierno burgués no es muy brillante: están muy preocupados. Pero los obreros y campesinos necesitan organizarse. Sino, habrá muchas luchas pero no obtendremos ninguna victoria.

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*Exposición del sábado 29 de mayo de 2010 de la doctora Pao-yu Ching, economista y profesora emérita en el Marygrove College en Detroit y profesora en la Universidad de Maryland. Pao-yu Ching expuso en primer lugar en qué consiste el desarrollo socialista en sus dimensiones económica, política e ideológica, para contrastarlo con el desarrollo capitalista, basándose en la China revolucionaria de 1949-1978 y la posterior restauración capitalista.