DAZIBAO ROJO

blog marxista-leninista-maoísta

viernes, 26 de abril de 2013

CEBRASPO - Brazilian Centre of Solidarity to the Peoples
Relatório de 1968 que mostra extermínio de aldeias é encontrado
Relatório de 1968, supostamente desaparecido, relata extermínio de aldeias inteiras, envenenamentos, torturas e assassinatos praticados pelo próprio Estado. Violações denunciadas no Relatório Figueiredo ainda são desconhecidas. Expedição percorreu mais de 16 mil quilômetros investigando violações de direitos humanos em 130 postos indígenas. Foram recuperadas mais de 7 mil páginas do documento.
Documento dado como desaparecido durante mais de 40 anos retrata realidade da década de 1960 (Reprodução)


Documento dado como desaparecido durante mais de 40 anos retrata realidade da década de 1960
 Belo Horizonte — Depois de 45 anos desaparecido, um dos documentos mais importantes produzidos pelo Estado brasileiro no último século, o chamado Relatório Figueiredo, que apurou matanças de tribos inteiras, torturas e toda sorte de crueldades praticadas contra indígenas em todo o país — principalmente por latifundiários e funcionários do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) —, ressurge quase intacto. Supostamente eliminado em um incêndio no Ministério da Agricultura, ele foi encontrado recentemente no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, com mais de 7 mil páginas preservadas e contendo 29 dos 30 tomos originais.
 Em uma das inúmeras passagens brutais e revoltantes do texto, a que o Estado de Minas/Correio teve acesso com exclusividade, um instrumento de tortura apontado como o mais comum nos postos do SPI à época, chamado “tronco”, é descrito da seguinte maneira: “Consistia na trituração dos tornozelos das vítimas, colocadas entre duas estacas enterradas juntas em um ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente”.
Grupo de manifestantes queria marcar audiência com Dilma Rousseff, mas foi barrado na entrada. A presidente estava em viagem para Lima  (Antonio Cunha/ Esp.CB/ D.A Press)
Grupo de manifestantes queria audiência com Dilma Rousseff, mas foi barrado na entrada.
Entre denúncias de caçadas humanas promovidas com metralhadoras e dinamites atiradas de aviões, inoculações propositais de varíola em povoados isolados e doações de açúcar misturado a estricnina – um veneno –, o texto, redigido pelo então procurador Jader de Figueiredo Correia, mostra a ação genocida e impune do Estado brasileiro. o relatório ressuscita incontáveis atrocidades e poderia se tornar agora um trunfo para a Comissão da Verdade, que deveria apurar violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988, mas que, em conluio com o governo FMI-Dilma,  segue tentando ocultar os crimes do regime militar.
A investigação, feita em plena ditadura, a pedido do então ministro do Interior, Albuquerque Lima, em 1967, foi o resultado de uma expedição que percorreu mais de 16 mil quilômetros, entrevistou dezenas de agentes do SPI e visitou mais de 130 postos indígenas. Jader de Figueiredo e sua equipe constataram diversos crimes, propuseram a investigação de muitos mais que lhes foram relatados pelos índios, se chocaram com a crueldade e a bestialidade de agentes públicos. Ao final, no entanto, o Brasil foi privado da possibilidade de fazer justiça. Albuquerque Lima chegou a recomendar a demissão de 33 pessoas do SPI e a suspensão de 17, mas, posteriormente, muitas delas foram inocentadas pela Justiça.
Os únicos registros do relatório disponíveis até hoje eram os presentes em reportagens publicadas na época de sua conclusão, quando houve uma entrevista coletiva no Ministério do Interior, em março de 1968, para detalhar o que fora constatado por Jader e sua equipe. A entrevista teve repercussão internacional, merecendo publicação inclusive em jornais importantes como o New York Times. No entanto, tempos depois da entrevista, o que ocorreu não foi a continuação das investigações, mas a exoneração de funcionários que haviam participado do trabalho. Quem não foi demitido foi trocado de função, numa tentativa de esconder o acontecido. Em 13 de dezembro do mesmo ano, o governo militar baixou o Ato Institucional nº 5, restringindo liberdades civis e tornando o regime mais rígido.

Impunidade
O vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e coordenador do Projeto Armazém Memória, Marcelo Zelic, foi quem descobriu o conteúdo do documento. Ele afirma que, antes de ser achado, o Relatório Figueiredo já havia se tornado motivo de preocupação para setores que estão possivelmente envolvidos nas denúncias. “Já tem gente tentando desqualificar o relatório, acho que por um forte medo de ele aparecer, as pessoas estão criticando o documento sem ter lido”, acusa.
“É espantoso que exista na estrutura administrativa do país repartição que haja descido a tão baixos padrões de decência. E que haja funcionários públicos cuja bestialidade tenha atingido tais requintes de perversidade. Venderam-se crianças indefesas para servir aos instintos de indivíduos desumanos. Torturas contra crianças e adultos em monstruosos e lentos suplícios, a título de ministrar justiça”, lamentava Figueiredo em uma das páginas recuperadas por Zelic. Em outro trecho contundente, o relatório cita chacinas no Maranhão, em que “fazendeiros liquidaram toda uma nação, sem que o SPI opusesse qualquer reação”.
Um dos trechos mais dramáticas descritos pelo procurador Jader de Figueiredo Correia em 1968 é a que narra sua passagem por Guarita, no Rio Grande do Sul, área da 7ª Inspetoria do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), quando ele se deparou com duas crianças indígenas em péssimo estado de saúde. “Em Guarita (IR-7-RGS), seguindo uma família que se escondia, fomos encontrar duas criancinhas sob uma moita tendo as cabecinhas quase completamente apodrecidas de horrorosos tumores, provocados pelo berne, parasita bovino”, ele escreveu no documento que entraria para a história com seu nome: Relatório Figueiredo. Sua expedição percorreu mais de 16 mil quilômetros investigando violações de direitos humanos em 130 postos indígenas.
O relatório por ele elaborado, desaparecido por 45 anos, foi encontrado em caixas guardadas no Museu do Índio, no Rio de Janeiro. Matéria publicada ontem pelo Estado de Minas/Correio mostrou como um pesquisador de São Paulo se deparou com a papelada produzida pela investigação feita a pedido do então ministro do Interior, Albuquerque Lima, que, até então, acreditava-se que houvesse sido destruída em um incêndio no Ministério da Agricultura.
Foram recuperadas mais de 7 mil páginas do documento, produto da expedição comandada por Figueiredo, incluindo as 62 páginas pertencentes ao relatório final, entregue a Albuquerque Lima em 1968. Os únicos registros remanescentes eram reportagens feitas a partir de uma entrevista concedida pelo procurador em março daquele ano, com repercussão internacional.
Fazendeiros ocuparam ilegalmente milhares de hectares de terras indígenas e expulsaram o povo Kadweu
Documentos relatam massacres, torturas, invasões de terras e outras agressões ocorridas nos anos 1960 (Fotos: Marcelo Zelic/ Divulgação)
Documentos relatam massacres, torturas, invasões de terras e outras agressões ocorridas nos anos 1960

Passados 50 anos de uma batalha sangrenta entre fazendeiros locais e índios Kadweus do sul de Mato Grosso, uma pergunta inquietante ressuscita com o recém-redescoberto Relatório Figueiredo, que apurou em 1968 chacinas de tribos e torturas em índios de todo o país. O que aconteceu? Documento produzido pela Associação de Criadores de Sul de Mato Grosso em 5 de janeiro de 1963 e anexado à extensa investigação feita pelo procurador Jader de Figueiredo para o Ministério do Interior relata pedido do mais famoso líder da repressão do Estado Novo de Getúlio Vargas, o então senador Filinto Müller, que rogava para que o general comandante da 9ª Região Militar fosse informado do conflito armado. Müller afirmou que trataria pessoalmente da situação com a direção do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), reportadamente suspeito, segundo Figueiredo em seu relatório, revelado pelo Estado de Minas/Correio.
 As terras do povo Kadweus, 374 mil hectares em um local chamado Nabileque, foram usurpadas, deles, assim como ocorreu com áreas de diversas outras tribos. Segundo aponta o inquérito de 7 mil páginas que era tido como desaparecido em um incêndio no Ministério da Agricultura, os terrenos foram dados a eles por dom Pedro II, pela participação decisiva que tiveram na Guerra do Paraguai. No entanto, ele diz em outro trecho do texto, elas “foram invadidas por poderosos fazendeiros e é muito difícil retirá-los um dia”.
 
 Fonte: jornal Estado de Minas e Correio Braziliense
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Felipe Canêdo
Dias 19, 20 e 21/4/2013
 Leia mais:

Palestra de Marcelo Zelic (Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e Coordenador do projeto Armazém Memória)

 

Povos Indígenas e Ditadura Militar: Subsídios à Comissão Nacional da Verdade 1946-1988

 
Tribunal Popular da Ditadura - XXXI Encontro Nacional dos Estudantes de História - São Paulo, 16/07/2012 – Unifesp
Gostaria de agradecer a todas e todos que organizaram este Tribunal Popular da Ditadura como parte da programação do XXXI Encontro Nacional dos Estudantes de História, no ano em que se completam 25 anos da Federação do Movimento Estudantil de História. A pronta acolhida pelos organizadores da sugestão de inclusão da questão indígena como um caso a ser desvelado e julgado, vem reforçar as entidades que estão propondo a inclusão deste tema na Comissão Nacional da Verdade, bem como aprofundar os vínculos do movimento estudantil de história com a luta pelos direitos humanos e contra a impunidade no Brasil.
Tema tão importante e ao mesmo tempo tão esquecido, distante, quando não, desconhecido, guardado a sete chaves e muitas vezes transformado em tabu, com profundas ressonâncias nas populações atingidas até hoje. Se o esquecimento das violências passadas é uma constante em nossa história, o que se passa com a memória relativa às violações dos direitos dos indígenas brasileiros permanece dispersa, desaparecida, escondida e em profundo silêncio, garantindo a impunidade destes fatos e promovendo situações que nos geram profunda tristeza até hoje.
O que aconteceu com os índios no período abrangido pela Comissão Nacional da Verdade? Como foram suas vidas entre 1946 e 1988? Que povos sofreram violências? Quais tipos de violência sofreram? Qual o número aproximado de mortos? Houve Desaparecidos? Quantos foram presos? Quantos torturados? Quem foram os agentes do estado brasileiro que praticaram tais violações contra os direitos humanos e a pessoa do índio? Quais setores da sociedade estavam envolvidos? Houve genocídio? Quem se beneficiou destes atos? Durante a ditadura militar de 1964-1985 os casos se intensificaram? Que consequencias tiveram as políticas de desenvolvimento dos governos militares para os povos originários?
Estão envolvidos em colaborar com o esclarecimento destas questões as entidades Associação Juízes para a Democracia[1], Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Grupo Tortura Nunca Mais-SP e o site Armazém Memória, que atendendo ao questionamento do Blog Resistência Indígena Continental, iniciamos pesquisa no sentido de sistematizar subsídios que instruam casos a serem encaminhados à Comissão Nacional da Verdade e articular com e na sociedade um estudo colaborativo para o desenvolvimento deste trabalho.
Concordamos com Rose Nogueira, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP quando aponta a necessidade de termos sub-grupos temáticos:
(…) a posição do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo tem sido, desde o começo das discussões sobre a Comissão da Verdade e Justiça, que se investigue os crimes da ditadura contra todos os brasileiros perseguidos. Não esquecemos que os povos indígenas também passaram por isso, como tantos outros brasileiros. Pensamos que a Comissão da Verdade e Justiça deva ter sub-comissões para levantar e pesquisar cada assunto específico.”[2]
Outras vozes se levantam também pela inclusão deste tema na Comissão da Verdade, em entrevista dada ao Instituto Humanitas Unisinos[3] e publicada em seu site, Egydio Schwade[4], ex-secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário – Cimi, apresenta o caso dos Waimiri-Atroari apontando 2.000 índios e índias de todas as idades desaparecidos. Diz ele:
“Levantei essa questão porque os índios Waimiri-Atroari são desaparecidos políticos, como os demais que desapareceram no rio Araguaia. Eles desapareceram porque resistiram contra os projetos do governo militar. Pelo que estou escutando nos últimos dias, parece que está se formando finalmente a Comissão Nacional da Verdade e ela está decidida a considerar essa perspectiva também. Estou falando sobre os Waimiri-Atroari, mas têm muitos outros povos que foram massacrados de forma semelhante. Por exemplo, os Paracanã em função da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins, no estado do Pará.
Entre 1967 e 1977, o governo militar construiu a BR-174, a estrada Manaus – Boa Vista, ou Manaus – Caracaraí, como é conhecida. … … Nessa época, iniciou-se uma estratégia para evitar a entrada de pessoas que pudessem manter contato com os índios e diálogo direto. O governo não queria que pessoas que pudessem escutá-los tivessem contato com eles. Na época, eu era secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário Nacional – Cimi e nós pedimos, numa das primeiras assembléias na Amazônia, realizada em Belém, em 1975, que o governo suspendesse imediatamente a construção da BR-174 para que houvesse contato pacífico com os índios. Mas o governo não aceitou.
Nenhum jornalista, missionário ou integrante do Cimi e de outras entidades do movimento popular que pudessem resistir ou manifestar uma posição a favor dos índios tinha acesso às terras dos Waimiri-Atroari. A legislação oficial era violada pelo próprio governo.
Por conta da posição do governo, iniciou-se um conflito cada vez mais acirrado. A notícia que se tem é de que muitos indígenas foram mortos, uns com napalm, outros eletrocutados, ainda outros com armas de fogo. E a FUNAI não só sabia da violência dos militares contra os índios, mas até participou de reunião com o 6º Batalhão de Engenharia de Construção – BEC onde foi decidido o uso de armas de fogo, dinamite, metralhadoras e de granadas.
Inclusive um funcionário da Funai, Sebastião Amâncio, ao ser nomeado como encarregado da Frente de Atração Waimiri-Atroari em substituição a Gilberto Pinto, morto durante o último massacre dos índios contra funcionários da FUNAI, em entrevista ao jornal O GLOBO, em 5 de janeiro de 1975, disse que mudaria a estratégia de atração da FUNAI. Disse que faria uma demonstração de força dos civilizados, mediante o uso de dinamite, granadas e bombas de gás lacrimogênio, exatamente como determinava o documento secreto elaborado dois meses antes, entre o 6º. BEC e a FUNAI. Os índios tinham que aprender uma lição que os impedisse de matar os civilizados. Havia toda uma estratégia do governo para evitar que os massacres dos militares contra os indígenas chegassem à opinião pública. Por isso, entre 1967 e 1977, eles proibiram a entrada de pessoas fora dos quadros oficiais na área indígena.
No dia 9 de maio, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados realizou, por iniciativa da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), uma audiência pública para tratar do caso dos Waimiri-Atroari. Egydio deu aí seu depoimento[5] e alguns dias depois foi instalada a Comissão da Verdade do Amazonas, evento que ocorreu no auditório Rio Negro, do Instituto de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal do Amazonas. “O professor Paulo Monte finalmente pode tornar público os documentos que possui sobre o massacre dos Waimiri-Atroari, e que tem servido como orientação para estudos daquele período dramático da vida da república.”[6]
Vários outros casos começam a ser sistematizados e muitos outros estão por ser sistematizado e vão de encontro às denúncias feitas por Egydio Schwade sobre a existência de muitos outros povos, além dos Waimiri-Atroari, a sofrerem violências durante a ditadura militar.
Apresento inicialmente alguns poucos casos do estudo empreendido, que desenvolve hoje 5 eixos iniciais de pesquisa e que aponto abaixo para conhecimento:
● Eixo 1: Discurso de Deputados e Senadores – Objetivo: Mapear denúncias de violações de direitos humanos dos índios feitas no Congresso Nacional pelos deputados e senadores.
● Eixo 2: Comissões de Investigação do Estado Brasileiro – Objetivo: Localizar a íntegra da documentação produzida e sistematizar os casos e informações que contenham violações aos direitos humanos dos índio no período 1946-1988.[7]
○ Comissão Parlamentar de Inquérito do Serviço de Proteção do Índio – SPI (1962-1963)
○ Comissão de Inquérito do Ministério do Interior – Relatório Figueiredo (1968)
○ Comissão Parlamentar de Inquérito do Índio (1968)
○ Comissão Parlamentar de Inquérito do Índio (1977)
● Eixo 3: Cadeias e Guarda Rural Indígena (GRIN) – Objetivo: Apurar as violências praticadas nas cadeias para indígenas criadas pela FUNAI em Minas Gerais, sob responsabilidade da Polícia Militar deste estado e o ensinamento de pratica de tortura à Guarda Rural Indígena formada em 1969 e suas consequencias.
● Eixo 4: Casos de Conflito que envolvem as FFAA e órgãos do Estado – Objetivo: Organizar uma cronologia de casos e documentação reunida por caso.
○ Caso Waimiri-Atroari – conflito construção de estrada, hidrelétrica e mineradora.
○ Caso Arara do Pará – conflito construção de estrada.
○ Caso Xavantes do Mato Grosso – remoção forçada.
● Eixo 5: Casos de Conflito decorrentes da política de desenvolvimento aplicada pelo Estado – Objetivo: Organizar uma cronologia de casos e documentação reunida por caso.
○ Caso Cinta-Larga
○ Caso Gorotire
No momento estamos trabalhando com os eixos 1, 2 e 3, visando mapear as denúncias e classificá-las nos eixos 4 e 5, porém o fato da pesquisa se encontrar em estado inicial não impede que apresentemos neste Tribunal Popular da Ditadura alguns fatos, que demonstrarão de forma incisiva a necessidade de criação de um eixo temático na Comissão Nacional da Verdade, com a finalidade de investigar os casos sofridos pelos Povos Indígenas do Brasil nos anos de sua competência.
Inúmeros casos estão apontados nos documentos do Congresso Nacional publicados no Diário Oficial, como exemplo apresentamos a Resolução da Câmara dos Deputados nº 65, de 1968, que “cria Comissão Parlamentar de Inquérito para estudar a legislação do indígena, investigar a situação em que se encontram as remanescentes tribos de índios no Brasil, e propor diretrizes para a política indigenista do Brasil.” Este documento, assinado por muitos deputados, em sua justificativa apresenta a denúncia a seguir:
“Jamais, talvez, os militares que dirigiram o SPI, em especial o Major Luís Vinhais, sequer leram qualquer obra de Antropologia ou Etnologia, estudo aliás, desnecessário para quem, como esse major, se entregou à tarefa de exterminar, pela inoculação deliberada de varíola, duas tribos Pataxó, e de desviar um bilhão de cruzeiros daquele Serviço.” [8]
Luis Vinhas Neves, Major Aviador, vinculado ao Ministério da Aeronáutica, foi nomeado diretor do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) logo após o golpe de março de 1964, substituindo o sanitarista Noel Nutels e foi denunciado em 1968 no Relatório produzido pelo Procurador Geral Jader Figueiredo Correia, presidente da Comissão de Inquérito do Ministério do Interior, sendo encaminhado ao Ministério da Justiça o Aviso nº 257/10-04-1968, solicitando abertura de inquérito policial que em 16/04/1968 estava em andamento no Departamento de Polícia Federal sob nº 10.055/68, junto a outros 23 processos[9], de um total de 134 implicados[10], ou 300 segundo outras fontes.
Diferentemente do Relatório publicado no Diário Oficial da União de 10/09/1968[11] (pag 22 a 28), que somente trouxe os fatos relativos à investigação administrativa sobre a corrupção praticada pelos agentes do SPI, em março de 1968, durante uma coletiva de imprensa, no próprio Ministério do Interior, o Procurador Geral Jader Figueiredo Correia, presidente da Comissão de Investigação do Ministério do Interior, expõe fatos registrados nas 5.150 páginas do relatório produzido em quase 1 ano de trabalho, contendo 21 volumes, que denunciaram graves violações de direitos humanos, que ficaram registradas em jornais nacionais e na imprensa internacional. O Relatório Figueiredo encontra-se desde o AI-5 desaparecido. É papel da Comissão Nacional da Verdade localizar este documento ou reconstituir estas informações.
O jornalista Pinheiro Junior assina matéria em 21/04/1968 intitulada “Funcionários do SPI não ignoravam a Chacina – III” e publicada na Folha de São Paulo onde cita várias denúncias feitas pelo Procurador Geral, destacamos algumas abaixo:
O jornal alemão Dier Spiegel de Hamburgo, publica fotografia reproduzida em relatório produzido pela Indigena, INC e American Friends of Brazil, com fotografia de índia Cinta-larga assassinada no Mato Grosso, retratando uma das inúmeras chacinas ocorridas contra este povo, que foi vitimado para tomada ilegal de suas terras e riquezas, para a agricultura e criação de gado, bem como a exploração de diamantes. Sobre estes fatos, em 1966 o deputado Oswaldo Zanello da ARENA/ES, aponta a origem da foto, publicada no jornal O Globo, a partir de denúncias feitas pelo padre Waldemar Weber. Destaco:
Em abril de 1968 o Deputado Paulo Macari registra em discurso a denúncia feita pelo pastor Wesley Blevens de que “é de conhecimento público que os índios estão sendo exterminados a tiros e com açúcar contaminado com o vírus da varíola e do tifo” e que os índios Beiços-de-Pau estão sendo dizimada a tiros por um funcionário da SUDAM, que já cortou 30 mil hectares de mata e por caçadores que usam o açúcar envenenado.[12]
Inúmeros são os crimes a serem apurados contra os índios brasileiros, mas para não me estender, termino reiterando a importância de desvelarmos esses fatos. Tornarmos público a toda a nação também as graves violações contra os índios do Brasil, que tiveram suas aldeias atacadas, seus corpos infectados, sua população reduzida de forma drástica neste período, a ponto de vir ao Brasil uma Comissão da Cruz Vermelha para “apurar” as denúncias de genocídio que correram o mundo.
As cadeias indígenas é um assunto que precisa ser esclarecido pela Comissão Nacional da Verdade. O Centro de Reeducação Indígena Krenak, localizado na área demarcada para os índios Krenák, no vale do rio Doce, em Minas Gerais, “foi implantado sob a administração do Capitão Manoel Pinheiro, da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, e para lá eram enviados os indígenas que opunham resistência aos ditames dos administradores de suas aldeias ou eram considerados como desajustados socialmente. No Presídio eram mantidos em regime de cárcere, sofrendo repressões, como o confinamento em solitária e castigos físicos em casos de insubordinação. Eram-lhes impostas atividades na agricultura durante o dia, sob forte vigilância de soldados da Polícia Militar de Minas Gerais e dos índios agregados à Guarda Rural Indígena (GRIN), também fundada pelo Capitão Pinheiro. A Guarda era composta por índios que Pinheiro definia como de “excepcional comportamento”, devidamente treinados e fardados, e encarregados de mantera ordem interna nas aldeias, coibir os deslocamentos não autorizados, impor trabalhos e denunciar os infratores ao Destacamento da Polícia Militar.”[13]
Quem são os indígenas presos nesta instituição? Quantos foram? O que passaram aí? Que violências sofreram? Qual era a cadeia de comando que sustentava estas barbaridades? Na imprensa há denúncias de abusos, violências e torturas praticadas nesta instituição, como também na que a sucedeu com a transferência de índios, presos e a GRIN para a Fazenda Guarani de propriedade da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. O Jornal do Brasil em matéria publicada em 27/08/1972, quando a FUNAI já estava sob comando do General Bandeira de Melo, faz uma introdução como que a justificar a ausência do nome do autor da matéria:
Deste modo estamos aqui para pedir a condenação do estado Brasileiro pelos massacres cometidos contra os povos indígenas do Brasil durante os anos de 1946-1988, por ação ou omissão, ou até conivência e que a Comissão Nacional da Verdade crie um sub-grupo temático para averiguar estas e outras tantas denúncias que estão em fase de compilação.
Em 12/06/2012 foi realizada reunião no escritório regional da Presidência da República com os membros Paulo Sérgio Pinheiro, Rosa Maria Cardoso da Cunha, José Carlos Dias e 5 assessores da Comissão Nacional da Verdade, onde parte destas denúncias foram apresentadas por representantes das entidades citadas acima[14].
Convidamos aos estudantes de História presentes a este XXXI ENEH e àqueles que participam do Movimento de Estudantes de História no país, a engrossarem fileiras junto às entidades que realizam este estudo, para desenvolvermos uma rede colaborativa de pesquisa, localização de documentos e sistematização das violações dos Direitos Humanos dos Índios brasileiros, de forma a fortalecermos mecanismos de participação, conscientização e não-repetição destes massacres, assassinatos, genocídios contra nossa população originária.
Conclamamos aos jurados a deliberar pelo encaminhamento de moção à Presidência da República e aos membros da Comissão Nacional da Verdade no sentido de que seja criado esse eixo temático, conforme deliberação deste Tribunal Popular da Ditadura.
Em memória dos índios vítimas de assassinatos seletivos, massacres, chacinas, desaparecimentos forçado, abandono e fome, dedicamos este trabalho, lembrando-os na luta dos caciques mártires da resistência indígena brasileira Marçal Guarani, Ângelo Kretân, Chicão, Orides Belino Correia da Silva e Nízio Gomes, para fatos como os vividos sejam conhecidos e Nunca Mais aconteçam.
Sem mais, atenciosamente;
Marcelo Zelic
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo. Coordenador do projeto Armazém Memória.
[1] Recentemente lançou a campanha de apoio, através do Manifesto: Eu Apoio a Causa Indígena que pode ser acessado em:http://www.ajd.org.br/documentos_ver.php?idConteudo=114
[2]http://resistenciaindigenacontinental.blogspot.com.br/2012/04/povos-nativos-e-ditadura-militar.html
[3] w.ihu.unisinos.br/entrevistas/508652-waimiri-atroari-desaparecidos-politicos-entrevista-especial-com-egydio-schwadeww
[4]http://urubui.blogspot.com.br/2011/02/2000-waimiri-atroari-desaparecidos-na.html
[5] Veja a parte inicial de seu depoimento no Youtube:http://www.youtube.com/watch?v=73kUR_beRPM
[6] Citação feita:http://www.youtube.com/watch?v=9Q4WpBAu3-A
[7] Será necessário digitalizar e indexar a documentação reunida.
[8] Íntegra da Resolução 65 de 1968.http://www2.camara.gov.br/legin/fed/rescad/1960-1969/resolucaodacamaradosdeputados-65-20-marco-1968-320213-publicacaooriginal-1-pl.html
[9] Anexo do relatório de 12 de dezembro de 1969 do CDDPH assinado por Danton Jobim com lista de processados e nº do processo..
[10] Folha de São Paulo 28/03/1968
[11]http://www.jusbrasil.com.br/diarios/3031309/dou-secao-1-10-09-1968-pg-22/pdfView
[12]http://imagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD20ABR1968.pdf#page=16
[13]http://pib.socioambiental.org/pt/povo/maxakali/774
[14] Participaram da reunião Kenarik Boujikian Felippe, Rose Nogueira, Antonio Funari Filho e Marcelo Zelic, onde ficou combinado que o tema seria levado a discussão com os demais membros da Comissão Nacional da Verdade.
http://blogs.estadao.com.br/roldao-arruda/comissao-da-verdade-podera-investigar-massacre-de-indios-ocorridos-no-periodo-da-ditadura-militar/
Publicado por dazibao rojo en 11:29 a. m. No hay comentarios:
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jueves, 25 de abril de 2013

Un artigo do Ateneu Proletário Galego.

O obreiro meio e as ilusom do revisionismo galego

GZmeio

O revisionismo mostra que lhe gosta picar de todos os pratos e medra e se acomoda em diferentes circunstancias históricas, podendo faze-lo na medida em que os movimentos sociais carecem ou nom desenvolvem unha linha política justa, acorde a sua prática revolucionaria que empida a entrada de políticas e influencias pequeno burguesas, (que de nom lho impedir) terminaram contaminando a estes movimentos.
Na Galiza o sector oportunista mais amplo e de maior influencia social com o que conta a oligarquia espanhola e a burguesia galega para tentar frenar a luita de classes é o sindicalismo em geral e o sindicalismo nacionalista em especial, onde em tempos de “vacas gordas” conviviam mais ou menos em harmonia todas as famílias da aristocracia obreira.
Com o início da crise no ano 2008 e coa sua aprofundaçom nos anos posteriores, a oligarquia espanhola ademais de castigar ao proletariado galego (cada vez mais depauperado e empobrecido) com todo tipo de recortes sociais e laborais, ameaça tamem com implantar “ajustes” drásticos nas subvençóns milhonárias que reparte entre os sindicatos galegos.
É neste escenário do medo onde aparecem toda unha serie de novas correntes e organizaçóns revisionistas no seio ou na órbita do sindicalismo nacionalista, que venhem a somar-se a outros coletivos oportunistas já existentes, de maior percorrido no tempo, mas de nula influencia social.
Os primeiros surgem nom coa intençom de preparar-se para tentar reverter esta onda reacionária, senom que som o fruito das guerras internas das distintas famílias da aristocracia obreira, e a necessidade das mesmas de agrupar-se baixo unhas siglas que as diferencie das demais. Tentam ganhar influências, quotas de poder e afiançar-se o melhor possível nas estruturas do sindicato (do sistema) em previssom dum provável tsunami. Os segundos, (saídos basicamente do independentismo), tentando dissimular o sua deriva reformista, a sua nula influencia social e o seu fracasso no intento de levar aos setores mais combativos ao remoinho do maniobreirismo burguês, optam por sair correndo e integrar-se em plataformas anti populares e eleitoreiras como ANOVA ou o BNG.
E é que, mais alá de como se auto-definam (Comunistas, independentistas, soberanistas, etc) tanto Fronte obreira galega, Movimento Galego ao Socialismo, FPG, MPB, Adiante, Isca, etc, nom tenhem um discurso ou unha prática que os diferencie entre si, compartindo todos a mesma vissom política, o velho esquema fracassado herdado da II internacional, baseado no trabalho sindical, a participaçom institucional, na acumulaçom de forças a través da mobilizaçom das grandes massas contra os recortes e polas melhoras parciais e imediatas como um elemento decisivo nas luitas presentes e futuras do proletariado galego. Intentando vender esta política revisionista como a via para a revoluçom.
Tamem compartem a mesma visom irracional e fantasiosa de que a classe obreira galega, polo feito de ser unha classe em si, conta com unha qualidade especial que fai que o obreiro meio seja portador dumha espécie de gem inato revolucionário ainda por estourar. Desta maneira ninimiza a responsabilidade política da vanguarda proletária. Ademais pretendem convencer-nos -dumha maneira mais ou menos clara- que estimulados, canalizados corretamente e favorecido pola crise sistémica atual, acabaram por fazer que a oligarquia, (produto do esgotamento ao que lhe someterá unha maioria social organizada e desarmada) rematará forçada a assumir o seu papel histórico e pacificamente cederá o poder do estado, com todos os aparelhos estatais (repressivo, económico, ideológico e científico-técnico) à classe obreira.
Como estas palhas mentais próprias do revisionismo nunca se ajustam à realidade (pois a historia amossa-nos que nunca a se produziu um feito deste tipo, e que nengumha crise por profunda que seja fará que o poder político cambie de mans por si só), topamo-nos às vezes com o reverso da mesma moeda. Com coletivos que pública e privadamente atribuem o seu fracasso para chegar ás grandes massas, à suposta incompetência do obreiro galego meio, que é incapaz de estourar as suas qualidades inatas para fazer a revoluçom, deixa-se arrastrar polas circunstâncias sem tentar romper as cadeias que o sometem e abraçar a sua auto-proclamada vanguarda. Umha “vanguarda” que vai por detrás das massas e que nom tem nemgum tipo de planificaçom revolucionaria, sem um programa revolucionário, sem mais meios que a participaçom nas instituçóns, sem nada mais ala de fazer manifestaçóns, ou greves de um ou vários setores e dias.
Que nós saibamos a classe obreira galega nom tem nengumha particularidade tam excecional que a faga pior, mais “mansa” que a classe obreira doutros povos da nossa contorna. Se seguimos esta linha, estaremos unha vez mais tragando-nos a “sopinha boba” das políticas sindicalistas; pois isto nom é outra cousa que o típico argumento idealista e derrotista à margem de qualquera realidade histórica nacional concreta.
A forma de enfocar a nossa militância deve ser totalmente distinta, devemos priorizar o nosso trabalho nos movimentos sociais revolucionários existentes, tentar fortalece-los na teoria e na prática, dotando-nos dumha linha política clara que nos marque o caminho e evite qualquera compromisso que secuestre a nossa autonomia política como classe, evitando así qualquer borralhada de fronte popular ou fronte ampla, que coa cantilena de cantos mais sejamos é melhor, justifique posturas reformistas e introduza a ideologia burguesa por meio de organizaçóns que se presentam como aliadas.
O nosso trabalho deve estar encaminhado tamem a construçóm dum destacamento político que poda servir para aglutinar á vanguarda teórica e prática num mesmo projeto, que sirva à sua vez para revitalizar o MLNG e achegar às pessoas mais interessantes politicamente. E que valha tamem para sutituir o voluntarismo e o espontaneismo por um trabalho metódico baseado no análises científico da nossa sociedade, para poder favorecer, na medida do que podamos a correlaçom de forças a favor do proletariado galego. Este trabalho político tem um caráter histórico, polo que se nom o concluimos corretamente nom poderemos avançar positivamente no nosso trabalho, porque seria construir um castelo no aire. Sem ter plena consciência do nosso mundo nom podemos seguir umha linha revolucionaria ao longo do tempo. Mas esta consciência exige dedicaçom, exige um trabalho organizado dumha equipa de pessoas que trabalhem planificadamente. Temos que aprender a organizar-nos para avançar num trabalho do que nom podemos escapar se queremos construir uns instrumentos fortes que precisaremos no futuro quando tenham que superar a prova da luita a grande escala. Porque o novo nasce do velho o trabalho político de hoje abre-nos as portas dos triunfos do futuro, sempre que nom nos desviemos da linha política justa.
Espartacus.
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martes, 23 de abril de 2013


 

El timo de la tolerancia

Raúl Martinez Jódar Publicado: 22/04/2013 El Huffington Post


El valor de las palabras se transforma con el tiempo, según varían la mentalidad de la gente y las exigencias de lo políticamente correcto.
Es curioso el caso de la palabra matrimonio, la cual, según algunos, debe ser de utilizada exclusivamente en referencia a las parejas heterosexuales, pretendiendo de esta manera obligar a crear un nuevo término para las parejas homosexuales, aun cuando éstas firmen un documento que les otorga los mismos derechos y deberes que a los primeros. Por esta regla de tres habría que crear nuevos términos para familia o hijo según a quién nos estemos refiriendo.
Otra de las palabras que está últimamente de moda es nazismo, la cual ha pasado de referirse a la ideología pangermanista totalitaria que causó la muerte de millones de personas a referirse a cualquier actitud supuestamente antidemocrática. Claro que, quien utiliza la palabra nazi lo hace básicamente con la intención de desprestigiar insultando y no de hacer referencia a ningún término histórico.
Pero hay un ejemplo más significativo de cómo se transforman las palabras con el tiempo. Me refiero, apreciado lector, al término tolerancia, un término que todos hemos aceptado como positivo cuando esconde, en realidad, una perversión de los intereses sociales, un sedante para las masas.
Tolerar significa "respetar las ideas, creencias o prácticas de los demás cuando son diferentes o contrarias a las propias". Ciertamente, esta definición parece ideal, pero esconde una trampa. La persona que tolera no tiene por ello que dejar de ser, por ejemplo, homófoba. En mi anterior texto expliqué cómo Lech Walesa se consideraba a sí mismo una persona tolerante, pero no quería ver a una pareja de hombres besándose bajo su ventana. Realmente, Lech Walesa lo que hace es utilizar el concepto de tolerancia con su significado primigenio, sin pasarlo por ningún tamiz de la modernidad. Porque, recordemos, se puede tolerar cualquier cosa, lo bueno y lo malo, pero eso no implica que queramos mezclarnos con ello u otorgar derechos a alguien. Es decir, se puede tolerar la existencia de, por ejemplo, otras razas, pero eso no significa que queramos mezclarnos con ellos ni otorgarles derechos. Así que cuando pedimos a una persona que sea tolerante, ¿qué le estamos pidiendo exactamente? Sólo respeto.
Ahora bien, ¿es el respeto la solución a todos los problemas? Cuando alguien se manifiesta no lo hace con la intención de exigir respeto, sino derechos. Esa es la palabra clave, la palabra que se ha olvidado con el tiempo. Cuando se habla de tolerancia, que no es nada más que una versión moderna de la cortesía, no se habla de derechos, y eso siempre es bueno para los que detentan el poder. No puedo imaginar a Martin Luther King en una marcha por la tolerancia racial, sólo puedo imaginármelo en una marcha por los derechos civiles. En cambio, en la actualidad nos conformamos con pedir tolerancia, una palabra tan manida que ha habido que añadirle un cero para que tenga algo más de fuerza y credibilidad.
Por eso, los escraches son tan significativos y marcan un punto de inflexión en el sentir de la gente. Es el momento de exigir derechos. Y exigir derechos implica que se acabó el tiempo de la tolerancia y el respeto, para dar un paso más allá y hacerse escuchar.

Seguir a Raúl Fernández Jódar en Twitter: www.twitter.com/RaulFdezJodar

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CHILE: Las elecciones burguesas son solo para elegir el proximo opresor.



Nos encontramos con un panorama muy particular en Chile, por las características del ascenso popular que se ha venido dando hace un par de años, con los movimientos sociales y políticos no pertenecientes a la podrida democracia burguesa, lo que ha ido resquebrajando “la fe” en el viejo Estado. La lucha de los estudiantes secundarios y universitarios, las luchas regionalistas, la lucha mapuche, las luchas ambientalistas, la lucha de pobladores, etc. nos ratifica que no es el mismo panorama que hace 10 años, que las masas han avanzado en sus derechos y en sus reivindicaciones particulares por mejores condiciones, y un porcentaje importante lucha por sus reivindicaciones en pos de cambiar la estructura económica completa. Pero este articulo no se enfoca en estos últimos, los cuales poseen claridad acerca de que no hay posibilidad de utilizar la democracia burguesa para un cambio real, sino para las personas con una mente activa y abierta, honesta pero ingenua, que aún ve posibilidades de cambio dentro de la misma democracia burguesa, visión completamente errada.

Siempre partimos de la premisa de que la democracia latinoamericana subdesarrollada se encuentra en desventaja (aún más injusta) que la democracia burguesa de países desarrollados de Europa y América del norte, por causa del imperialismo. Esto lo aclaraba Mariátegui planteando que estos países eran semifeudales, es decir que conservaban relaciones económicas antiguas como el latifundio y la servidumbre, a raíz de esto y debido a que la economía es la base de la sociedad, es que Mariátegui nos dice que sobre una economía semifeudal no van a poder prosperar nunca instituciones democráticas. He ahí cuando se entiende un Estado burgués y terrateniente demagógico y sin un desarrollo capitalista como en los países imperialistas y  más desarrollados, por lo que si la democracia burguesa es injusta con los más pobres;  el proletariado y el campesinado, en la democracia burguesa-terrateniente de los países atrasados (como Chile), estas injusticias aumentan ya que se actúa pasando por encima de sus propias leyes burguesas.

Teniendo en cuenta esto último podemos advertir que las elecciones, siendo parte de esta supuesta democracia, no solo no benefician  a las clases populares, sino que al pueblo no le sirven para nada, sirven solo a favor de la burguesía y terratenientes para mantener su tranquilidad y paz de cementerio. La democracia burguesa se encuentra sustentada en su Estado, y posee como columna vertebral al ejército y fuerzas de orden quienes reprimen  directamente a quien no respete su “legalidad” y economía capitalista, pero a su vez se justifican política y moralmente con un juego en el que ellos mismos ponen las reglas, las elecciones, donde te dicen por quién votar y te dicen cuando votar y como votar. En los países latinoamericanos esta injusticia se acrecienta aún más porque no existen instituciones verdaderamente democráticas; el parlamento, el ejecutivo, la justicia, la policía y las fuerzas armadas están llenas de demagogia, corrupción, robo, clientelismo, tortura, mentiras, abuso de poder, etc.

Es por esta razón que en un contexto subdesarrollado las elecciones no sirven ni siquiera como medio de propaganda, no nos podemos insertar en un sistema que no respeta ni sus propias leyes, ni su propia democracia burguesa, no nos podemos arriesgar a ser manipulados y agredidos, sin ganar nada para el pueblo, de hecho todo lo contrario, podemos perder masa honesta que se encuentra dispuesta para luchar por la revolución.

La prensa y lo políticos burgueses hacen referencia en la necesidad de votar y participar en las elecciones y plantean que solo votando se puede mostrar el descontento y hacer presión, bueno en la últimas elecciones municipales se mostró como a la gente está interesada en ir a votar, pero si sale a la calle a marchar, este análisis surgió desde la misma prensa burguesa, y muestra la crisis de legitimidad que está afectando a la supuesta democracia. Es ahí donde hay que apuntar; negar las elecciones pero seguir con la política del pueblo en la calle, a través de las organizaciones populares; deslegitimando así su podrida democracia.

Es por ello que NO debemos asumir la democracia burguesa como una trinchera de lucha, en el contexto latinoamericano en ningún caso ya que no se ha consolidado esta supuesta democracia ni con sus propias leyes, es por ello  que apelamos a la lucha revolucionaria, al trabajo con las masas, a ganar organización gremial, y a la violencia revolucionaria, a luchar por lo que nos pertenece. El ascenso social recién ha comenzado, ya no le creemos a los políticos burgueses y hemos tomado las riendas de nuestra sociedad para construir un futuro rojo junto al pueblo.

¡Las elecciones burguesas no sirven al pueblo!

¡Solo la lucha romperá nuestras cadenas de opresión!

¡La rebelión se Justifica!

 

Escuela Política Luis Emilio Recabarren

www.ep-recabarren.blogspot.com

 
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Free Mumia now.

 

 

 

Please spread the word about the rally to Free Mumia on April 24th in Philadelphia

April 24th marks the 59th birthday of internationally acclaimed journalist and political prisoner Mumia Abu-Jamal, who has spent 30 years on death row for a crime he didn't commit. Last year his death sentence was commuted to life in prison, but we are clear -- life in prison is not justice. Mumia is innocent. We want his immediate release.
We'd love for everyone to spread the word and show their support using social media. Share the news with your email lists, live tweeting during the rally, and any other way you can get the message out.
Here’s how you can help:
Post the information to email lists and to your contacts: Please send the flyer to your email lists on the days leading up to the event to let people know how they can participate.
Share the information on social media: Spread the word about April 24th on Facebook, Twitter, Tumblr, Pinterest, Blogger, Reddit, Google+, Instagram, etc. We want people to share their opinions on Mumia's case, the death penalty, mass incarceration, the school-to-prison pipeline, the war on drugs, etc., on all the social media tools you use. Team Mumia has included some sample posts to use on social media. Feel free to adjust the wording, but please be sure to include the following elements:
  • Mumia's Official Website: www.freemumia.com
  • Team Mumia Hashtags: #FreeMumia #A24 #April24 #Philly
  • Team Mumia Twitter Account: @MumiaAbuJamal or @LDRmovie

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domingo, 21 de abril de 2013

Armamento, algo novedoso.


FIVE-SEVEN




La pistola Five-seveN
representa el máximo exponente de la nueva generación de armas cortas para uso militar. Su munición del calibre 5,7x28mm tiene un elevado poder de penetración, tanto que es capaz de atravesar diversas protecciones de kevlar. Este hecho, unido a su ligereza, su moderado retroceso, y su alta capacidad de carga la convierten en una pistola idónea para la autodefensa.
A finales de los años 80, y debido principalmente al incremento de los diversos dispositivos antibalas, la Alianza del Tratado Atlántico Norte (OTAN) inició una campaña para buscar armas con gran capacidad de penetración. Al amparo de esta iniciativa surgieron multitud de proyectos armamentísticos bajo la denominación genérica de Personal Defense Weapon (PDW). Todas estas armas tenían como característica común su intento por ofrecer al sector militar una munición capaz de atravesar las protecciones balísticas que copaban la sociedad en aquel momento. De todos aquellos proyectos, dos de los más populares y afamados internacionalmente fueron los desarrollados por la compañía belga FN Herstal. Concretamente, se trataba del vanguardista subfusil P90 y de la pistola semiautomática Five-seveN.
Desde el mismo instante en que fue presentada en sociedad, la pistola Five-seveN consiguió captar la atención de todos los aficionados a las armas. Su diseño ergonómico, su estructura de polímero y su apariencia táctica resultaron ya de por sí tremendamente atractivos. Sin embargo, si por algo logró ser reconocida esta pistola fue por su revolucionaria munición. Su cartucho estándar para uso militar, conocido oficialmente como SS190, volaba a una velocidad inicial de 650 metros por segundo. Y según se aseguraba desde la propia compañía, este cartucho del calibre 5,7x28mm era capaz de perforar los cascos y los chalecos antibalas de kevlar, así como las protecciones Crisat (planchas de titanio de 1,6mm cubiertas por 20 capas de kevlar).
Actualmente, los diseñadores de la pistola Five-seveN también aseguran que el calibre 5,7x28mm presenta un poder de parada superior al del extendidísimo 9mm Parabellum. Pero, ¿cómo es posible que un cartucho tan pequeño como éste tenga más poder de detención que el 9mm? Pues sus creadores argumentan que esto es posible gracias a que el proyectil diseñado por FN, tras impactar en el blanco, es capaz de girar sobre sí mismo y avanzar sin deformarse. De esta forma, se obtiene una herida tan profunda como el tamaño de la bala (unos 21mm), suficiente para provocar una detención por pérdida de sangre.



El uso de la munición SS190 es exclusivo únicamente para fuerzas militares y cuerpos policiales. Para estas unidades también están disponibles las siguientes versiones: la SS191 con bala trazadora y la SS193 con proyectil subsónico. Sin embargo, y a pesar de haber sido diseñada pensando sólo como uso militar, actualmente existen otros modelos de munición sin la capacidad de penetración de la SS190 y que sí son accesibles para el mercado civil estadounidense (uno de los pocos países donde se puede comprar esta pistola). Se trata de los cartuchos SS195 de punta hueca, SS196 con punta expansiva de color rojo, y SS197 con punta expansiva de color azul.


Arma ligera y fiable Centrándonos en el análisis de la pistola Five-seveN en particular, lo primero que llama la atención de esta innovadora arma es su reducido peso. En este sentido, descargada la Five-seveN sólo pesa 744 gramos, mientras que cargada con hasta 20 cartuchos del 5,7x28mm su peso asciende a unos increíbles 760 gramos. Esta sorprendente ligereza permite a sus usuarios portar la pistola con gran comodidad prácticamente en cualquier parte del cuerpo. Su armazón de polímero y su diseño ergonómico, sin apenas piezas salientes, muy en la línea de las Glock, realzan todavía más su atractivo como arma oficial para las fuerzas del orden. En cuanto a su funcionamiento, la Five-seveN destaca por su mecanismo exclusivamente de doble acción y su sistema de miras LPA ajustables en altura. Otro elemento de la pistola diseñada por FN que merece la pena resaltar es su cañón. Confeccionado con cromo endurecido, este material impide cualquier tipo de corrosión e incrementa la resistencia y durabilidad del arma. En este sentido, según se asegura desde la propia compañía belga, uno de estos cañones presenta una vida útil cercana a los 20.000 disparos. Por otro lado, la versión estándar de esta exclusiva pistola carece de seguro manual.
Hablando de versiones, actualmente la Five-seveN se comercializa en diferentes modelos. El primero que vio la luz fue el ya comentado modelo estándar de doble acción exclusivo. A esta versión le siguió el modelo Tactical, caracterizado por disponer de un sistema de doble y simple acción y seguro manual (el primero carecía de él). Poco después llegó la sofisticada Five-seveN IOM (Individual Officers Model), también con sistema de simple acción, y que como principales novedades aportaba un seguro de cargador, un raíl táctico y un sistema de miras traseras ajustables. La colección de Five-seveN se completa con el modelo USG (United States Government). Esta versión presenta el arco del guardamonte totalmente rectilíneo. Por lo demás, es bastante similar al modelo IOM.



Todas estas versiones de la pistola Five-seveN se han empleado para equipar a diversas unidades policiales de todo el mundo. Entre los clientes más conocidos, se encuentra el GIGN francés y las fuerzas de elite estadounidenses. Los miembros de estas unidades son algunos de los pocos privilegiados que han podido probar las cualidades de esta innovadora arma de origen belga. Un arma que como comentábamos al principio del artículo forma parte de las Personal Defense Weapons (PDW), una categoría donde también se encuentran otras pistolas experimentales como la popular HK MP7.
En su momento, la Five-seveN captó la atención de los aficionados por su revolucionaria munición y por su sorprendente ligereza, pese a ir cargada hasta con 20 cartuchos. Pero desde entonces, muy pocas armas más se han visto que puedan sorprendernos. Por tanto, podemos decir que la FN Five-seveN es una de las últimas aportaciones tecnológicas destacables procedentes del sector armamentístico. Un sector que en los últimos años parece apuntar hacia un cierto estancamiento, tanto en el diseño de nuevas armas como en el desarrollo de nuevas municiones. Veremos si en los próximos años cambia la tendencia.






La pistola tiene varias configuraciones:

* FiveseveN Tactical: De Doble Acción / Acción simple (DA/SA). Después del primer disparo, se requiere menos esfuerzo para presionar el gatillo de nuevo, permitiendo al usuario presionarlo varias veces en un lapso breve.

* FiveseveN (DAO): De Doble acción exclusiva. No se puede disparar rápidamente y tiene menos precisión que la versión Tactical. Carece de seguro manual.

* FiveseveN IOM (Individual Officer's Model): De Double Action / Single Action (DA/SA).

Similar a la versión Tactical en su mecanismo de acción simple. Se caracteriza por sus miras traseras ajustables, una desconexión de cargador por seguridad.

* FiveseveN USG (United States Government?): De Double Action / Single Action (DA/SA)

Similar a la versión IOM, pero con un gatillo diferente, una empuñadura mejorada y un cargador configurable para zurdos o diestros.

En cuanto a su calibre:

1) Debido a su poca área frontal, altísima velocidad y punta "dura" y "afilada" puede penetrar chalecos antibalas de clase IIIA hasta 50 metros y cualquier superficie "dura" en general.

2) Cuando el proyectil entra en contacto con superficies "blandas", este pierde su trayectoria y al "doblar" genera casi una "explosión" en el canal, debido al esfuerzo que debe hacer el material para desviar la bala. Esto se da tanto en gelatinas balísticas como en tejidos animales.O sea, tiene una penetración muy alta (sin llegar a la sobrepenetración) y genera heridas enormes.
Es por años luz el mejor calibre para defensa de arma corta. Por el momento sólo se provee a fuerzas militares y no son muchas las que lo tienen. La pistola tampoco se vende a civiles.
Este binomio arma-calibre deja obsoleto todo lo que conocemos en materia defensiva en armas cortas.

Características

Origen :belga
FabricanteN Herstal
Sistema:doble acción o simple acción ( Modelo "Tactical" )
Funcion: por retroceso retardado de corto recorrido
Calibre 5.7x28 mm
Capacidad:20 cartuchos por cargador
Cañón de 4 3/4"
Peso de 750 Gr.
Construida Íntegramente en Polímero Negro y Acero
Sistema de puntería: Miras fijas.
Publicado por dazibao rojo en 6:35 p. m. 1 comentario:
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viernes, 19 de abril de 2013

300200 visitas a Dazibao Rojo




Apreciados compañeras y compañeros:
El marcador de visitas nos indica el numero 300200 visitas. Para cualquier medio de información o de formación un numero importante de visitas indica que su actividad es seguida con interes.
Para un medio comunista es un timbre de orgullo permitir que miles de hombres y mujeres de diversos pueblos accedan a otras realidades, no muy diferentes de las suyas y puedan tomar ejemplos de lucha y resolución revolucionaria de aquellos que tomando la bandera roja del MLM, principalmente maoísmo, se enfrentan contra la opresion y la explotación con guerra popular.
Guerra Popular que como nos indico el Pdte. Mao es guerra de masas, armada y desarmada, abierta o clandestina pero con el claro objetivo de la toma del poder, unico medio de acabar con el sistema opresor capitalista. Esta simple realidad y la conciencia de la misma es lo que determina que fuerzas son verdaderamente revolucionarias y quienes simples oportunistas, reformistas, revisionistas que vacian de contenido revolucionario el MLM.
Gracias compañeros y compañeras y como siempre esperamos sus criticas y propuestas.

Dazibao Rojo-redaccíon
Publicado por dazibao rojo en 4:26 p. m. No hay comentarios:
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ALEMANIA: Difundir el enlace y apoyo.

http://indiensoli.wordpress.com/
Neue Website zur Unterstützung des Volkskriegs in Indien hier: http://indiensoli.wordpress.com/

Verbreiten, verlinken und unterstützen!


Diese Seite wird vom Bündnis gegen Imperialistische Aggression (Hamburg) mit Unterstützung durch unterschiedliche politischen Gruppen und Einzelpersonen aus dem deutschsprachigen Raum betrieben. Wir verstehen den revolutionären Kampf des indischen Volkes als wichtigen Teil der weltweiten antiimperialistischen Bewegung und Aufgrund dieses Verständnisses stellen wir Materialien und Informationen zur Verfügung. Informationen über unsere Arbeit im Allgemein findet ihr auf der Internetseite des Bündnis gegen imperialistische Aggression

Über diese schlicht gehaltene Seite wollen wir einen übersichtlichen Zugriff auf die Materialien die existieren bieten. Dabei bemühen wir uns, über die Zeit ein großes Archiv an Inhalten zum Kampf des indischen Volkes aufzubauen und freuen uns über jede Form der Unterstützung. Vor allem bei Übersetzungen von englischen Veröffentlichungen ins Deutsche bitten wir euch um aktive Teilnahme.

Ein weiterer Zweck dieser Seite ist die Koordination von Kräften die sich solidarisch zum Volkskrieg in Indien positionieren. Wir hoffen daher, dass unterschiedliche Organisationen und Einzelpersonen ein Interesse daran finden, mit uns Kontakt aufzunehmen, sodass wir gemeinsam diese wichtige Arbeit vorantreiben können. Bei Interesse können wir Referenten für Veranstaltungen zu dem Thema in verschiedenen Städten stellen. Setzt euch mit uns in Kontakt! 
 
Desde DR saludamos la creación de este nuevo blog de los camaradas de Hamburg, herramienta de información y propaganda sobre la guerra popular en la India.
Publicado por dazibao rojo en 10:59 a. m. No hay comentarios:
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miércoles, 17 de abril de 2013

NEPAL Cientos de manifestantes marchan contra el gobierno por las calles de la capital.




correovermello-noticias
Kathmandu, 17.04.13
Cientos de manifestantes convocado por el frente de los 33 partidos que se oponen a la convocatoria electoral por parte del gobierno del revisionista Bhattarai, se han manifestado desde diversas partes de la capital para confluir en la Shantibatika de Ratnapark.
En el mitin participaron, junto a otros los dirigentes del PCN-maoísta que acusaron al gobieno de mentir al pueblo y pretender la hegemonia de los 4 partidos, sometidos a los imperialistas indues.
Asi mismo afirmaron que los 33 partidos han tratado de dar una resolución pacífica de la crisis, pero si los cuatro grandes partidos y los gobernantes imponían las elecciones a la fuerza y que si sus justas demandas no fueran escuchadas, harían una tenaz resistencia. 
Por otra parte el revisionista premier Bhattarai ha reconocido, en un foro con periodistas, que el boicot de los  33 partidos ha impedido celebrar elecciones previstas en junio y que tratararan de realizarlas a mediados de noviembre.
Publicado por dazibao rojo en 7:38 p. m. No hay comentarios:
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martes, 16 de abril de 2013

INDIA: Una decena de combatientes revolucionarios fueron asesinados por la polícia en la region de Bastar.


correovermello-noticias
New Delhi, 16.04.13
La agencia PTI da cuenta de un supuesto combate en las cercanias de la comisaria de Pamed, distrito de Bijapur, en el conocido como Corredor Rojo.
En el combate, de gran violencia, habrian participado fuerzas especiales de los estados de Andra Pradesh y Chhattisgarh. Fuentes oficiales reportan 10 bajas entre las fuerzas maoístas mas no se da cuenta de las bajas propias. Se afirma que se incautaron a la guerrilla fusiles de asalto, rifles y municiones.
Publicado por dazibao rojo en 2:39 p. m. No hay comentarios:
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lunes, 15 de abril de 2013

ECUADOR: Documento del CR del PCE en homenaje al camarada Milton Reyes.



¡VIVA MILTON REYES, VIVA EL MAOÍSMO!

Este 12 de abril se cumple un año más del vil asesinato del camarada Milton Reyes, histórico dirigente maoísta del Ecuador de los años 60 y 70 del siglo pasado.
El Partido Comunista del Ecuador –en proceso de reconstitución- eleva sus banderas al tope saludando la memoria y el ejemplo de Milton Reyes.
Con el pasar del tiempo, las clases dominantes y el revisionismo pretenden convertir a Milton Reyes en un ícono inofensivo que tan solo “sirve” para decorar pancartas o edificios. Nosotros les decimos ¡NO!, ese no es el legado de Milton, y llamamos a las nuevas generaciones de comunistas y revolucionarios, a las masas democráticas a rescatar su imagen, memoria y legado hacia las posiciones revolucionarias auténticas, aquellas que Milton defendió, por las que luchó hasta el final y murió sin claudicar.
Este fue el hilo conductor de la vida de Milton Reyes:
-Nació en 1939, en el cantón de Alausí, provincia de Chimborazo.
-Su infancia vivió en la hacienda “Cabeceras de la Esperanza”, donde conoció de cerca la explotación y el maltrato a los campesinos e indígenas.
-Estudió en el Colegio “Pedro Vicente Maldonado” de la ciudad de Riobamba. Fue presidente del Consejo Estudiantil, desde donde fundó el periódico democrático “Plus Ultra” (Hacia Adelante) y organizó varias huelgas estudiantiles y populares contra el gobierno reaccionario de Camilo Ponce.
-En Agosto de 1960, participó como uno de los fundadores de la Unión Revolucionaria de la Juventud Ecuatoriana, un frente revolucionario de jóvenes que abrazaban el ideal de la lucha armada revolucionaria y comenzaron a alinearse con los postulados del marxismo-leninismo-pensamiento Mao Tsetung.
-En abril de 1962 protagonizó la “guerrilla del Toachi”, donde varias decenas de jóvenes se estaban preparando para la lucha armada en las montañas subtropicales; proceso que sin una clara dirección proletaria quedó trunco. Sin embargo, en esas generaciones de comunistas y revolucionarios se iba fraguando el convencimiento de que solo empuñando el fusil se puede organizar y desarrollar la revolución.
-Después de esto, estuvo preso durante 3 meses en el Penal García Moreno acusado de subversión. En la cárcel cumplió un gran papel en la preparación de los cuadros comunistas que cayeron con él.
-En 1963 es uno de los máximos dirigentes comunistas que se enfrentaron a la camarilla revisionista de Pedro Saad y Gil Gilbert, los mismos que propugnaban el servilismo a los dirigentes revisionistas soviéticos.
-En agosto de 1964, junto a un puñado de revolucionarios, contribuyó a la fundación del Partido Comunista Marxista-Leninista del Ecuador, guiándose con el Marxismo-Leninismo-Pensamiento Mao Tsetung (hoy Maoísmo), combatiendo al cretinismo parlamentario y planteando la estrategia de la Guerra Popular para la liberación de las masas oprimidas en el Ecuador.
-Entre 1966 y 1968 viajó a la República Popular China. Conoció de cerca el inicio y desarrollo de la Gran Revolución Cultural Proletaria, es ahí donde Milton Reyes asume por completo el ML-pensamiento Mao Tsetung.    
-En 1969 ingresa a la Universidad Central del Ecuador, sección “Universidad Popular” y participa activamente de las asambleas y movilizaciones por el 25 aniversario de la fundación de la FEUE.
-En 1970 llegó a ser presidente de la FEUE – filial Quito, desde donde realizó una gran campaña de organización popular de obreros, campesinos y los canillitas (niños y jóvenes voceadores de periódicos).
-En marzo de 1970 fue elegido al Comité Central del PCMLE, ahí realizó una lucha de dos líneas y denunció a los agentes infiltrados.
-El 9 de abril de 1970 fue detenido por agentes de inteligencia militar, después de realizarse la Asamblea Popular de San Juan.
-Entre los días 10 y 11 fue salvajemente torturado por el gobierno de Velasco Ibarra y la CIA, hasta que lo mataron.
-El día 12 de abril, su cuerpo fue encontrado en la quebrada “La Chilena” del barrio San Juan.
-El 12 de abril por la noche, las masas universitarias dirigidas por los maoístas, rescataron el cadáver de Milton Reyes de la morgue de la Policía Nacional en Quito.
-Su velorio y entierro fueron masivos.
-Posteriormente, el partido que él fundó –el PCMLE- traicionó al proletariado y pueblos del Ecuador, abandonaron el marxismo-leninismo-pensamiento Mao Tsetug y asumieron el revisionismo hoxhista albanés, crearon el MPD y con esto sepultaron un importante capítulo de la lucha de clases revolucionaria en el Ecuador.
-Con el tiempo los reaccionarios y revisionistas han tergiversado la vida y obra de Milton Reyes. Esconden sus escritos y ocultan la verdad ante las masas, tratan en esencia de canonizarlo como un “mártir” inofensivo ante el imperialismo.
Este es el verdadero legado histórico de Milton Reyes –muy similar al de Jorge Tinoco, Rosita Paredes y Miguel Pozo-, que nuestro Partido lo rescata hacia las posiciones revolucionarias del proletariado, rumbo a la Guerra Popular.
Tras su asesinato en 1970, los comunistas maoístas de ese entonces, compusieron la siguiente canción de resistencia y combate:
“Es en medio de la lucha
Nos dijiste aquella tarde
Que se forjan los patriotas
Y te lanzaste a luchar

Como vibran tus palabras
En los labios la consigna
Que la patria será libre
Si empuñamos el fusil

Camarada, camarada,
Camarada Milton Reyes
Aquí estamos con tu ejemplo
Junto al pueblo y sin temor

Por la senda de la Patria
Quedó por siempre tu nombre
Compañero que anhelabas
A tu pueblo liberar

Por más que hayan asesinos
Asesinos a montones
Siempre habrán mil corazones
Predispuestos a luchar”

Hoy, a 43 años de su asesinato, decimos ¡Viva Milton Reyes, Viva el Maoísmo!, solo la clase nos puede forjar como hombres y mujeres de tal fortaleza, temple, pasión y lucha. Y, sobretodo, es un motivo más que inspira a seguir luchando por la Revolución de Nueva Democracia en el Ecuador, rumbo al Socialismo y mediante sucesivas revoluciones culturales, llegar al grandioso y dorado Comunismo.
COMITÉ DE RECONSTRUCCIÓN
PARTIDO COMUNISTA DEL ECUADOR
10/04/2013
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El camarada Mao Tse-tung

El camarada  Mao Tse-tung

Citas del Presidente Mao Tse-Tung

Colocar los problemas sobre la mesa.
Esto lo deben hacer no solo el "jefe de la escuadra", sino tambien los miembros del comité. No se debe hablar a espaldas de la gente. Cuando surge algún problema, hay que convocar una reunión y colocar el problema sobre la mesa para discutirlo y tomar decisiones, y así el problema será resuelto.
Si existen problemas y no se colocan encima de la mesa, permanceran sin resolver por largo tiempo y hasta pueden seguir pendientes durante años.
Entre el "jefe de escuadra" y los miembros del comité debe haber mutua comprensión. Nada hay más importante que la comprensión, el apoyo y la amistad entre el secretario y los miembros del comité, entre el Comité Central y sus burós, así como entre éstos y los comités regionales del Partido.


"Metodos de trabajo en los comités del Partido."(13 marzo de 1949 ). Obras Escogidas, tomo IV.

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